SANTO DO DIA: SANTA BRÍGIDA, COPADROEIRA DA EUROPA

Santa Brígida nasceu na Suécia, por volta de 1303, em Finsta, região pertencente à província de Uppland. De nobre família, casou-se ainda muito jovem com o governador de Ostugtland, Ulf Gudmarson, com quem teve oito filhos.

A reputação e piedade de Santa Brígida levaram o rei a solicitá-la como dama da corte de sua esposa, a Rainha Branca de Namur, a fim de que a instruísse no bom caminho. Porém, a vida de corte não era o que Brígida almejava, e retirou-se dali pouco tempo depois.

Junto com o esposo, Brígida ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e empreendeu muitas obras de caridade, bem como peregrinações a diversos santuários da Europa, entre os quais, Santiago de Compostela.

Numa dessas viagens, Ulf caiu gravemente enfermo, mas pelas preces da esposa pôde se recuperar. Algum tempo depois, Ulf resolveu ingressar no mosteiro cisterciense de Alvastre, onde morreu em 1344. Após a morte do marido, Santa Brígida dividiu os betis entre os filhos e os pobres da região, e consagrou-se inteiramente à penitência e à contemplação da Paixão de Jesus.

Em 1349, desejando participar das festividades do jubileu de 1350, deslocou-se até Roma onde permaneceu a fim de conseguir do Papa a aprovação das regras da Ordem Religiosa do Santíssimo Salvador, a qual desejava fundar.

Em toda a sua vida, principalmente nesse período, foi agraciada com diversas revelações místicas, sobretudo referentes à Paixão de Jesus e à vida da Santíssima Virgem, além do dom de profecia. Muito sofreu da parte dos que não compreendiam sua vida mística.

Em 1371, empreendeu uma peregrinação a Jerusalém. Voltando a Roma, já bastante debilitada, entregou sua alma a Deus no dia 23 de julho de 1373. Duas décadas mais tarde, em 1391, foi canonizada pelo Papa Bonifácio IX e, em 1999, proclamada Copatrona da Europa, por João Paulo II.

Comentários de Plinio Correâ de Oliveira

Santa Brígida foi casada com um homem de um gênio muito difícil e que provou muito o temperamento dela. Ela era uma pessoa muito irritadiça e, naquele contato com o marido, teve que se dominar e acabou, afinal de contas, vencendo o gênio muito desagradável, muito duro que ela também tinha.

Ao final da vida, teve que retomar a batalha

Depois disso, ela fez uma peregrinação para o Oriente, santificou-se e voltou para Roma, tendo renunciado à condição régia que possuía e vivendo como uma espécie de freira.

Quando a Santa chegou ao fim da vida, em que a grande luta tinha sido contra o seu temperamento impulsivo, o mau gênio, aparece uma coisa que para ela foi uma catástrofe: todo aquele mau gênio renasceu, e aquela luta parecia perdida. Ela tinha conseguido dominar seu temperamento, reduzir aqueles ímpetos, e via aquilo tudo ressurgir desabotoadamente; teve que retomar a luta, venceu e então morreu em paz.

Comentam os hagiógrafos que isso não significava que Santa Brígida tivesse dado algum consentimento ao mau gênio, nem era um fenômeno de decadência espiritual dela. Mas Nossa Senhora, que tinha sopitado esse mau gênio por urna graça especial, permitiu-lhe uma última prova, fazendo-a passar por urna situação com características de coisa absurda, sem sentido.

Porque é mais ou menos sem sentido uma vida durante a qual a pessoa constrói uma obra espiritual e, de repente, esta parece desabar. Deve-se ler confiança na Providência e, mesmo na velhice, retornar aquele trabalho espiritual.

Situações que parecem sem sentido

Ela não tinha nenhuma culpa pelo que estava sucedendo e, com uma grande sujeição e confiança na Santíssima Virgem, refez todo o trabalho para apresentar a sua alma ao Criador.

Parecia, portanto, uma espécie de cúmulo o vencer o mau gênio. Mas a última coisa, depois do mau gênio completamente vencido, era aceitar a provação enviada por Deus.

Exatamente aqui está um requinte da vida espiritual, a respeito do qual nunca será suficiente insistir. A Providência Divina nos pede, em muitas ocasiões da vida, que enfrentemos situações que parecem sem sentido, que caminhemos de encontro a muralhas que não têm portas, a mares que não têm fundo, a obstáculos que não têm solução, e depois, quando nos aprofundamos, aquilo se abre, se move, e continuamos a avançar.

Isso é frequentíssimo na vida espiritual, bem como na vida de apostolado e na vida privada. Nossa Senhora faz essas coisas para as almas a quem Ela chama às mais altas finalidades e ama mais especialmente. Essa espécie de contrassenso é exatamente uma prova de amor.

Preparar o espírito para a provação

O que pede uma prova de amor? Uma fé cega, depois da qual vem sempre uma grande graça.

Digo isto para alguém que esteja nessas condições, mas também para os que não estão, porque é preciso preparar o espírito para provas dessas.

A pessoa não compreende por que a prova vem, e passa a provação toda protestando. Entretanto, se não protestasse, tornaria a prova mais breve e, no fim, compreenderia o sentido que aquilo tem.

É mesmo urna constante de muitas vocações excelentes. De maneira que é necessário preparar o espírito para essa ideia e enfrentar a prova, porque Nossa Senhora é assim bem servida. Tanto no Antigo corno no Novo Testamento, encontramos homens de Deus, especialissimamente amados por Ele, que são provados por essa forma. Devemos ir preparando reservas de energia de alma, de disposição, para quando isso acontecer.

Uma das piores provas que podemos atravessar durante a vida é a impressão de que estamos diante de coisas sem sentido, e não há mais solução nem caminho para nada; e, depois, vemos que há solução e caminho, e tudo no final se esclarece.

Uma tentação que se apresentou ao jovem Plinio

Desculpem-me exemplificar com uma reminiscência particular, mas a vida inteira me causou verdadeiro horror a ideia de briga entre católicos. A única tentação que tive em minha vida de deixar o movimento católico foi logo no comecinho das minhas atividades, quando um senhor tentou provocar uma cisãozinha contra mim, na minúscula Ação Universitária Católica’ daquele tempo.

Fiquei fortemente tentado de desânimo. Lembro-me ainda de mim, andando de bonde pelo Viaduto do Chá para ir a uma reunião deles, numa noite chuvosa e ruim, e eu tomando todos os ventos no bonde aberto, de pernas trançadas e lutando contra aquela tentação de deixar tudo. A minha ideia era esta: “Sou feito para lutar contra os inimigos da Igreja, e não para lutar contra os filhos dela.”

Tempos depois, eu li uma biografia de Santa Teresa de Jesus, que me agradou muito. Quando terminei a leitura, fechei o livro e pensei: “Está bem, graças a Deus isso é para ela, mas eu fui suscitado para lutar contra a Revolução; não para combater dentro da Igreja.”

Se eu tivesse podido prever tudo o que veio depois, talvez desmaiasse. Ora, tive que aceitar uma realidade que durante muito tempo me pareceu um completo contrassenso.

Quantos outros absurdos dentro de minha vida eu poderia apontar. Pilhas de disparates, de situações que não têm sentido, simplesmente, mas que se vai enfrentando, se adaptando, fazendo-se pequeno, obedecendo à vontade de Nossa Senhora que fala pela voz dos acontecimentos e, depois, vai-se compreendendo que devia ser, e que foi bom que tivesse sido assim.

Calma, segurança e certeza

Eu recomendaria muito àqueles que tenham de trilhar veredas semelhantes àquelas trilhadas por mim que, me ditando a respeito disto, se preparassem para enfrentar esses contrassensos. É uma forma de ato de humildade compreender que devemos nos colocar diante de Maria Santíssima como escravos, feitos para obedecer sem discutir. Ela é quem manda, quem dispõe e, portanto, tem o direito de nos fazer passar pelas evoluções que entender para, afinal de contas, chegarmos aos resultados que Ela quiser. Porque isto é obediência, confiança e amor.

Peçamos a Santa Brígida para vincar bem esta ideia em nosso espírito: calma, segurança e certeza de que tudo se resolve e tudo se explica, mesmo nos momentos em que tudo parece insolúvel e inexplicável.
(Extraído de conferência de 8/10/1964).


Fonte: Arautos do Evangelho

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AUTENTICIDADE, FUNDAMENTO DO APOSTOLADO

Qual o “segredo” pelo qual alguns têm fruto no apostolado que fazem e outros não têm? O “segredo” é revelado pelo Mons. João Clá, EP, Fundador dos Arautos do Evangelho, no texto que damos a seguir (1).

Se queremos ser sal da terra e luz do mundo, temos que ser íntegros.

O Evangelho expressa com muita clareza a obrigação de cuidarmos de nossa vida espiritual não só pelo desejo da salvação pessoal. Sem dúvida, é mister abraçar a perfeição para contemplar o Criador face a face por toda a eternidade no Céu, o mais precioso dom que possamos obter; e precisamos ser virtuosos, porque o exige a glória de Deus, para tal fomos criados e disso prestaremos contas.

Entretanto, Nosso Senhor nos quer santos também com vistas a sermos sal e luz para o mundo!

Enquanto sal, devemos empenhar-nos em fazer bem aos demais, pois temos a responsabilidade de lhes tornar a vida aprazível, sustentando-os na fé e no propósito de honrar a Deus. São eles credores de nosso apoio colateral, como membros do Corpo Místico de Cristo.

E seremos luz na medida em que nos santificarmos. Deste modo, nossa diligência, aplicação e zelo no cumprimento dos Mandamentos servirá ao próximo de referência, de orientação pelo exemplo, fazendo com que ele se beneficie das graças que recebemos.

Assim, seremos acolhidos por Nosso Senhor, no dia do Juízo, com estas consoladoras palavras: “Em verdade Eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim mesmo que o fizestes!” (Mt 25, 40).

Pelo contrário, se sou orgulhoso, egoísta ou vaidoso, se somente me preocupo em chamar a atenção sobre mim, significa que me converti num sal insosso que já não salga mais, e privo os outros de meu amparo; se sou preguiçoso, significa que apaguei a luz de Deus em minha alma e já não proporciono a iluminação que muitas pessoas necessitam para ver com clareza o caminho a seguir. E devo me preparar para ouvir a terrível condenação de Jesus: “Em verdade Eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer” (Mt 25, 45).

Em última análise, tanto o sal que não salga quanto a luz que não ilumina são o fruto da falta de integridade. O discípulo, para ser sal e para ser luz, deve ser um reflexo fiel do Absoluto, que é Deus, e, portanto, nunca ceder ao relativismo, vivendo na incoerência de ser chamado a representar a verdade e fazê-lo de forma ambígua e vacilante.

Procedendo desta maneira, nosso testemunho de nada vale e nos tornamos sal que só serve “para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. Quem convence é o discípulo íntegro que reflete em sua vida a luz trazida pelo Salvador dos homens.

Peçamos, pois, à Auxiliadora dos Cristãos que faça de cada um de nós verdadeiras tochas que ardem na autêntica caridade e iluminam para levar a luz de Cristo até os confins da Terra.

(1)(Compartilhado da coleção “O inédito sobre os Evangelhos”, de autoria do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, Libreria Editrice Vaticana, 2013, vol. II, p. 65-67.)

Fonte: Arautos do Evangelho

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COMO RECEBER E USAR O ESCAPULÁRIO

1  Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário.

2 – Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez.

3 – Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo.

4 – Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção.

5 – Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme.

6 – Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora.

7 – Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote.

8 – O Papa São Pio X autorizou substituir o Escapulário por uma medalha que tenha de um lado o Sagrado Coração de Jesus e do outro uma imagem de Nossa Senhora. Mas a recepção deve ser feita com o escapulário de tecido.

 ORIGEM DO ESCAPULÁRIO

No dia 16 de julho de 1251, a Virgem Santíssima apareceu a São Simão Stock, Superior Geral da Ordem do Carmo, entregando-lhe um escapulário e prometendo a todos aqueles que o usassem, verem-se livres da Condenação eterna.

Décadas mais tarde, o Papa XXII concedeu o privilégio sabatino, ou seja, todos aqueles que morressem usando o Escapulário seriam libertos do Purgatório no sábado subsequente ao falecimento.

Eis, pois, uma das mais eficazes vestimentas, além de ser um magnífico símbolo de aliança, proteção e salvação.

(Revista Arautos do Evangelho, nºs 31 e 55). 

Fonte: Arautos do Evangelho em Vitória

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ELIAS, O MONTE CARMELO E A VIRGEM MARIA!

Hoje, dia 20 de julho, a liturgia da Igreja celebra o Santo Profeta Elias.

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Não se pode falar deste tão grande Santo, -do Antigo Testamento e de todo o sempre-, sem nos remetermos ao Monte Carmelo e à Santa Virgem Maria Mãe de Deus.

Por isso transcrevemos aqui uma matéria que trata de Elias, do Monte Carmelo e da Virgem Maria:

Deus fala a Elias

“Deus, então, falou a Elias: Vai apresenta-te a Acab; porque darei chuva sobre a terra” (1Rs 18,1) . Foi assim, revestido da benção Divina, que o profeta se dirigiu ao rei para anunciar chuva: “Disse Elias a Acab: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva” (1Rs 18,41).

Nenhuma chuva no Céu

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Não havia uma só nuvem no céu quando Elias anunciou a forte chuva.

Elias se prostrou diante de Deus pedindo a chuva, que Ele mesmo prometera. Por seis vezes orou e, no céu, nenhum sinal de chuva aparecia.

Enviou seu servo para verificar se nas bandas do mar havia algum sinal de chuva, no entanto, ele voltou com a resposta negativa:

“Senhor, não há nada, nem sinal de chuva” (1Rs 18,43). E sucedeu que na sétima oração: “Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar” (1Rs 18,44).

Elias, diante do mínimo sinal, anunciou ao Rei: “‘Aparelha teu carro e desce, para que a chuva não te apanhe’ E veio uma grande chuva” (1Rs 18,45).

Interpretação

Os grandes santos marianos, e consequentemente toda a Igreja, interpretam essa passagem da escritura como um sinal, ou melhor, o primeiro sinal da presença de Nossa Senhora entre os homens.

Pré-figuras há inúmeras, a mulher do Gênesis (Gn 3,15), as mulheres fortes do Antigo Testamento, etc. Mas o fato ocorrido no monte Carmelo indica algo a mais.

A terra passava por um castigo, e esse castigo já durava sete anos.
Não era qualquer castigo, mas uma seca prolongada… enfim, tudo estava em uma situação que merecia uma intervenção especial de Deus:

O povo eleito havia abandonado o verdadeiro caminho.

O local escolhido para essa “teofania” foi o Monte Carmelo, geograficamente situado nas encostas de Israel com vistas para o mar Mediterrâneo.

Seu nome – Karmel – possui o significado de “campo fértil”.
Em sua extensão encontramos atualmente as cidades de Haifa, Tirat Hakarmel e Nesher.

Muita história possui essa pequena montanha:
Suetônio, historiador latino, cita uma visita feita pelo imperador Vespasiano à montanha para implorar um confirmação de seus anseios, sentindo-se confortado sempre que de lá retornava.

Eliseu, discípulo do grande profeta Elias, após o aparecimento da nuvenzinha, continuou a habitar o Monte Carmelo, rodeado de “filhos de profetas” (cf. 2Rs 2,25; 4, 25; 4,38, etc.). Este lugar pode ainda hoje ser visitado. A caverna usada por ele recebe o nome de “escola dos profetas”.

Imagens e Símbolos

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Quantas são as imagens e os símbolos apresentados por Deus!

Dessa pequena nuvenzinha proveio para a humanidade da época uma chuva que irrigou o país. Após anos de seca, castigo para o povo eleito, um prenúncio de chuva e bonança aparece.

Séculos transcorridos, essa nuvenzinha vê-se personificada: a Rainha dos Céus e da terra nasce. Traz ao mundo a mais bela de todas as chuvas, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Assim como o orvalho anuncia muitas vezes a vinda de águas torrenciais, a Virgem Maria, “orvalho celeste” traz-nos seu Divino Filho, nosso Redentor, que veio irrigar o mundo, não somente de seu tempo, mas inclusive dos tempos vindouros, com a graça, com os sacramentos, com a Santa Igreja.

Como Santo Elias

Como Santo Elias coloquemos em Maria nossos olhares cheios de Fé.
Não mais a procura de um sinal de chuva, mas certos de que essa “chuva” -a graça divina- está constantemente caindo, caindo… aguardando que a “terra” -o coração de cada homem- se abra para acolhê-la, sendo assim germinada em profundidade.

E, por isto podemos rezar, contemplando, relembrando, pedindo:

-Santo Elias. Rogai por nós!

-Virgem Mãe do Carmelo. Rogai por nós!

-Santo Elias Pai e guia do Carmelo. Rogai por nós!

-Que perseverante na contemplação da lei do Senhor. Rogai por nós!

-Santo Elias modelo de justiça. Rogai por nós.

-Santo Elias propagador da verdade. Rogai por nós!

-Que pela vossa oração abristes o céu e conseguistes a chuva. Rogai por nós!

-Que apaixonado pelo zelo do Senhor Deus. Intercedei por nós!

-Santo Elias precursor de Cristo. Rogai por nós!

-Que aparecestes com Moisés no Monte Tabor. Rogai por nós!

-Que caminhastes pelo deserto até a montanha de Deus. Rogai por nós!

-Santo Elias mestre dos profetas. Rogai por nós!

-Que encontrastes o senhor no silêncio e na oração. Rogai por nós!

-Santo Elias mestre da oração. Rogai por nós!

-Santo Elias perseguido por causa da justiça. Intercedei por nós!

-Que pelo Senhor Deus fostes consolado na noite escura. Rogai por nós!

-Santo Elias arrebatado aos céus em um carro de fogo. Rogai por nós!

-Santo Elias livra-nos do medo e da depressão. Rogai por nós!

-Santo Elias testemunha da transfiguração de Jesus. Intercedei por nós!

-Santo Elias defensor do verdadeiro Deus no Monte Carmelo. Rogai por nós!


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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ACONTECEU NA BAHIA: OS ARAUTOS DO EVANGELHO CELEBRARAM MISSA NA HISTÓRICA IGREJA DO CARMO

No dia 09 de julho do corrente ano, em Salvador, os Arautos do Evangelho reuniram-se para celebrar a Santa Missa na Igreja Nossa Senhora do Carmo, localizada na Cidade Alta.

Erguida no início do século XVII, em estilo neoclássico, essa construção memóravel possui uma das mais belas sacristias do Brasil, em estilo rococó, onde o Padre Wagner Silva, E.P. pôde celebrar neste local histórico.

De acordo com a historiografia, os invasores holandeses adentraram pela Baía de Todos os Santos, pois queriam a entrega da cidade para eles. O Convento que fica ao lado, atualmente funcionando como um hotel, foi transformado em quartel-general das tropas luso-hispano-brasileiras. Foi nas Portas do Carmo que os holandeses foram vencidos, com a rendição assinada no dia 30 de abril de 1625. Este fato marcou a história da cidade soteropolitana, de modo que o local onde ocorreu a assinatura da rendição existe até hoje, sendo realizada a celebração Eucarística com os Arautos sobre a mesa do acontecido fato.

Além da Igreja do Carmo ter funcionado como defesa para cidade, é conhecida por ser um local religioso, onde celebramos, neste mês de julho, a festa de Nossa Senhora do Carmo, título dado a Virgem Santíssima, que é venerada em todo mundo.

Em Salvador, a família Arautos do Evangelho, que tem forte devoção a Virgem do Carmo, pôde fazer desse momento mais do que uma visita histórica: todos se voltaram ao olhar silencioso da Mãe do Menino Jesus, pureza de Deus, que nos ama e nos proteje a cada dia. Por isso, confiantes na Sua intercessão, roguemos à Rainha do Céu e da Terra que realize o mais breve as promessas de Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!”

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PRIMEIRO SÁBADO DE JULHO: NOVO GRUPO DE CONSAGRADOS NA SEDE DOS ARAUTOS DA BAHIA

Na Sede dos Arautos do Evangelho, Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos de Gusmão, na Bahia, a Comunhão Reparadora do Primeiro Sábado de julho foi marcada por grandes acontecimentos. À tarde, ocorreu a Quermesse Beneficente, com comidas típicas, terços, quadros com imagens de Nossa Senhora e de São José, além de jogos interativos para todos se divertirem. Estiveram reunidos cooperadores, simpatizantes e familiares.

Em seguida, deu-se início ao rito do Sábado Reparador, com bastante alegria, pois, após semanas de formação, novos membros consagraram-se a Jesus pelas mãos de Maria.

O próprio São Luís Maria Grignion de Montfort  nos dá a razão logo no início de sua celebre obra, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem: “Deus quer servir-se de Maria na santificação das almas”1.

Os Cooperadores dos Arautos do Evangelho levaram, em procissão, a imagem da Virgem de Fátima, para coroação. Ela que nos acolhe e sempre nos conduz pelas mãos, mostra-nos o verdadeiro caminho, que é o Cristo Jesus.

 “Deus quer, que sua Mãe seja hoje mais conhecida, mais amada e mais honrada do que nunca” (Montfort, Cap.II, nº.55, p.42).

Em clima de bênção, a linda Cerimônia foi celebrada pelo Pe. Wagner Silva, EP. A capela ficou pequena para as quase 350 pessoas presentes.

“Oh! quão feliz é quem tudo deu a Maria e que nela confia em tudo e por tudo. Ele é todo de Maria e Maria é toda dele (n.179)” (Tratado da Verdadeira Devoção).

Amar a Maria, já começa desde cedo, de modo que os jovens soteropolitanos também participaram da Consagração.

Que pelas bênçãos de nossa Mãe, possamos, com muito entusiasmo, difundir para outras pessoas a grande lição que Maria nos ensinou: cumprir em nossa vida a santíssima vontade de Deus, a fim de crescermos em sua graça. Para isso, é necessário buscar o Senhor, principalmente pela oração.

1Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

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SANTO DO DIA: BEATO INÁCIO DE AZEVEDO

Com as aventuras além-mar empreendidas pelos portugueses e espanhóis, a Fé Católica expandia-se dia a dia. Entusiasmado pela conquista de novas almas, Inácio de Azevedo empenhou-se na conversão dos indígenas brasileiros. Porém, mais do que seu labor de evangelização, Deus queria dele um sacrifício total: o derramamento de seu sangue em favor da nação que viria a ter a maior população católica da Terra.

Baseando no livro “Inácio de Azevedo, o homem e sua época”, de Gonçalves Costa1, faremos comentários sobre alguns aspectos puramente sociológicos, e outros hagiográficos, que dizem respeito ao Bem-aventurado Inácio de Azevedo.

Nome tão belo quanto a prataria portuguesa

Ele era membro de uma família muito distinta. E, em todos os lugares onde há certa estratificação social, os nomes das Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero e companheiros, mártires.jpgfamílias mais tradicionais acabam tomando uma certa sonoridade, em que se tem a impressão de ver a pessoa portadora de um desses nomes, com o estilo da nação a que pertence.

Este é o caso do Bem-aventurado Inácio. Ele se chamava Inácio de Azevedo de Atayde de Abreu e Malafaia. É um nome tradicional, bonito e muito português; sua sonoridade é linda, e dá a impressão da prataria portuguesa, cujos objetos são tendentes ao nobremente bojudo e seguro de si. De fato, esse nome é um pouco de prataria.

Sociedade impregnada pela Igreja

Ingressou na Companhia de Jesus em 1548, sendo anotado a seu respeito no livro da Ordem os seguintes dizeres: “Tem pais vivos. O pai possui benefícios eclesiásticos e suficiência de bens. A mãe é freira num convento do Porto.”

Estamos no século XVI; a Renascença já arrebentou, a Revolução está em curso. Mas como a Igreja ainda estava entranhada na sociedade! É uma família nobre, não de grande nobreza: o pai vivia de rendas eclesiásticas e tinha dado licença à sua esposa para ser freira, e o filho fez-se membro da Companhia de Jesus, a qual, naquele tempo, era a ponta de lança da Contra-Revolução; e tornou-se Bem-aventurado, hoje um dos padroeiros do Brasil.

Como é bonito ver a impregnação da vida eclesiástica na sociedade dessa época.

Desejo de ser herói

O Bem-aventurado Inácio de Azevedo havia sido pajem do Rei D. João III; e, pelo lado materno, descendia de Santa Isabel, Rainha de Portugal.

É bonito haver nele a descendência de Santa Isabel, Rainha de Portugal. Sendo pajem do Rei, ele frequentou o que a corte tinha de melhor.

Em carta ao Padre Geral, Inácio pediu para ser enviado a pontos remotos, pois não queria ficar no mesmo ambiente onde viviam seus pais.

Esse homem foi mandado da corte do Rei de Portugal – naquele tempo marcadamente um potentado, pelo tamanho do império colonial português – para o Brasil, onde havia índios com argolas atravessadas no nariz, canibais, com hálito cheirando a álcool mascado de cana fermentada, uma coisa horrorosa. Podemos imaginar a diferença! Era o que ele queria. Vemos o heroísmo que está presente em seu pedido.

Zelo da Companhia de Jesus pelos novos missionários

Do Brasil chegavam cartas dos Padres Nóbrega e Anchieta, relatando as esperanças e as dificuldades das missões. Dois noviços jesuítas haviam sido repatriados para Portugal, por não se adaptarem às novas terras.
Vê-se como era duro aguentar…

São Francisco de Borja, recém-eleito Geral da Companhia, conhecia as especiais virtudes do Padre Inácio e o indicou para visitador apostólico nas terras do Brasil.

Quão cuidadosa era a Companhia de Jesus. Mesmo sendo poucos os jesuítas no Brasil, mandava-se um visitador apostólico incumbido de visitar a nascente Igreja daquelas terras. Percebemos o rigor da ortodoxia, da disciplina e do método.

Por outro lado, vemos como os santos se encontram nessa história: São Francisco de Borja – Geral da Companhia de Jesus, portanto, o homem que tem nas mãos o leme da Contra-Revolução – escolhe um futuro mártir para vir ao Brasil, o qual, por sua vez, descende da Rainha Santa Isabel. Que beleza!

Ao percorrer o litoral do País, acompanhou a expulsão dos calvinistas do Rio de Janeiro

Em julho de 1566, o colégio jesuíta de Salvador na Bahia, tendo à frente o Padre José de Anchieta e o Padre Manoel da Nóbrega, recebeu festivamente o emissário de São Francisco de Borja, numa visita que se estenderia por dois anos, e ao longo da qual o Bem-aventurado Inácio de Azevedo percorreria as principais vilas nascentes do litoral brasileiro.

Dois anos visitando o Brasil! É preciso dizer que as distâncias enormes se percorriam devagar. Em 1567, acompanhou no Rio de Janeiro a expulsão dos calvinistas.

Que bonita nota deveria ser acrescentada nas narrações dessas nossas Histórias do Brasil, nesses manuaizinhos, quando tratam da expulsão dos franceses: Nesta verdadeira vitória de Cruzada, esteve presente, com seu ardor, um futuro mártir, o Bem-aventurado Inácio de Azevedo. Daria outro conteúdo à narração.

Pelas mãos dos jesuítas o Brasil vai sendo modelado

Em carta que dirigiu de Salvador ao Geral da Companhia, ele pondera: “Também servirão, além dos padres solicitados, os irmãos oficiais, como pedreiros e todos os demais, porque há na terra muita falta deles, e custa muito fazer as coisas. Por esse motivo, em todas as partes onde residem os homens, ouço dizer que há falta de edifícios e abundância de materiais com que se pode construí-los.”

É dessas frases do Português antigo que tem um especial sabor: “há falta de edifícios, mas abundância de material”. Quase dá para ver as pequeninas cidades implorando que as florestas e as pedras sejam utilizadas para serem transformadas em edifícios. É uma coisa épica.

“Muito me consolo nestas partes, e consolar-me-ia nelas toda a minha vida, ainda que importasse ir a Portugal para ajudá-la mais, trazendo gente e oficiais.” Ir a Portugal buscar gente e oficiais, eis o plano do Padre Inácio de Azevedo.

Quer dizer, ele esteve no Brasil e viu que era preciso trazer para cá padres, irmãos coadjutores, pedreiros, carpinteiros, etc.

É muito bonito ver a Igreja Católica, por mãos dos jesuítas, tomando a primeira argamassa da sociedade temporal e modelando-a. Quase como Deus que fez primeiro o boneco de barro, para depois criar o homem.
Assim, para poder fundar aqui uma realidade eclesiástica grande, a Igreja ia modelando a realidade civil na qual ela deveria ser insuflada. Ou seja, cuidando das construções e do progresso temporal, a Igreja empreenderia também o progresso espiritual. O Bem-aventurado Inácio de Azevedo não sabia disso, mas trabalhava com ânimo.

A fim de recrutar novos missionários, o Bem-aventurado Inácio de Azevedo volta a Portugal

Ele então viajou para Portugal a fim de pedir, pessoalmente, que fossem mandados jesuítas para o Brasil. Compreende-se bem sua atitude. Certamente todos tinham medo de vir ao Brasil, tão distante, remoto, vago e ameaçador. Afinal, deixar o aconchegado, bonito e saboroso Portugal, a duras penas conquistado aos árabes, e vir para o Brasil misterioso… Que diferença!

Ademais, sabe-se como o temperamento português é cauto. Ele é capaz de dar passos arriscados, mas depois de saber bem como são as coisas. Por isso eles queriam conversar com a pessoa que vinha do lugar, para depois resolver se viajariam ou não.

Então se entende o passo do Padre Inácio de Azevedo, chegando a Portugal e procurando pessoas a fim de convidá-las para vir ao Brasil.

O encontro com o Rei

De volta a Portugal, em 1568, Padre Inácio dirigiu-se para Almeirim, a fim de encontrar-se com o Rei D. Sebastião. Este ouviu com interesse as notícias que o missionário trazia do Brasil, dando todo o apoio à campanha de recrutamento proposta. Vemos que ele ia direto ao ponto fundamental. Foi falar com o Rei porque de um impulso do monarca dependia o andamento das coisas.

Por sua vez, os reis eram muito desejosos de receberem notícias diretas das pessoas que tinham estado nas terras recém-descobertas, porque não havia os meios de comunicação que existem hoje. O Padre Inácio deu logo início à empresa, através de sermões e visitas, exímio como era na arte de conversar.

Aqui fica consignado um traço curioso. Eu o imagino procurando as pessoas e dizendo:

– Homem, fui eu que estive lá, é assim…

– Mas deveras, estivestes lá? Contai-me…

Padre Inácio fazia a narração e pegava a ganchos os que deveriam vir. Parece-me que tudo isso faz sentir a respiração da antiga História do Brasil, de um modo pitoresco e muito honroso para a Igreja.

Dois personagens tecem a grandeza de Portugal

Seu contemporâneo, Padre Maurício Cerpe, contou a esse respeito: “Tanto que chegou a este reino, foi coisa para dar graças a Deus ver quanta gente se mover para ir ao Brasil. Não falo já de nós da Companhia, porque esses todos queriam ir com ele, mas os de fora. Onde quer que chegasse, logo se moviam de maneira que se alvoroçava a terra e uns se moviam a ir com ele, outros falavam isso como grande novidade muito para ser desejada.”

Quer dizer, ele produzia um alvoroço geral. Vejamos o que custa a grandeza de um povo. Dom Sebastião e o Bem-aventurado Inácio de Azevedo conversam; o futuro de um era morrer no mistério e na tragédia da África, e do outro, morrer na tragédia e no martírio em pleno mar. Conversando, os dois estão tecendo a grandeza de Portugal.

Mas com que homens essa grandeza se tece! Eles tinham conhecimento dos riscos que a vida quotidiana traz. Eram membros de uma nação que estava no seu apogeu.

São Pio V abençoa o apostolado no Brasil

De Portugal seguiu para Roma, a fim de pedir ao Papa São Pio V sua bênção para a empresa do Brasil. O Pontífice quis ouvir uma descrição minuciosa desse novo mundo, onde a Fé cristã começava a iluminar a noite indefinida do paganismo. E, além dos privilégios pontifícios para o Brasil, e mão livre para arregimentar pessoal seleto, o santo Pontífice concedeu indulgência plenária a todos os que acompanhassem, e muitas relíquias, terços, Agnus Dei, e outros objetos devotos.
Não consta que ele tenha ido visitar banqueiros; visitou o Pontífice e o Rei. Não consta que tenha trazido dinheiro; trouxe Agnus Dei, bênçãos, relíquias, e com isso esperava fazer o seu caminho.

Trajetória de preparativos para a viagem

São Francisco de Borja, entrementes, desejava agradecer a Dona Catarina, Rainha de Portugal, a valiosa ajuda que ela concedera ao Colégio Romano, e quis enviar-lhe uma reprodução da célebre imagem de Nossa Senhora, conhecida como pintada por São Lucas, venerada na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e incumbiu o Padre Inácio de ser o portador do quadro.

Como Geral da Companhia, São Francisco de Borja morava em Roma. Sabendo que o Bem-aventurado Inácio ia para Portugal, quis que este fosse portador do quadro. A partir de então, a devoção ao quadro de Nossa Senhora, de São Lucas, ficaria intimamente associada ao missionário.

Em julho de 1569, o Padre Inácio partiu para Portugal, passando por Madri. Em Madri, João de Mayorca foi um dos primeiros espanhóis a aderir. E, como era pintor, esse novo missionário aproveitou para fazer várias reproduções do quadro da Virgem, destinando um deles ao Colégio da Bahia.

Quer dizer, esse pintor tirou várias cópias do quadro que era para a Rainha. E uma dessas cópias vai ter importante papel na vida do Bem-aventurado Inácio de Azevedo.

Afonso Fernandes Cançado associou-se à empresa em Portugal, e fez questão de substituir o sobrenome, pois, segundo explicava, para tal tarefa o nome Cançado não lhe caía bem.

Francisco Perez de Godói, canonista formado em Salamanca, também se juntou ao Padre Inácio. Perez de Godói era primo de Santa Teresa de Jesus que, ao tomar conhecimento de sua adesão, ficou muito alegre.

Santa Teresa, a Grande, soube, portanto, que havia um Brasil! E que um primo dela vinha para esse país, tendo ficado muito alegre com isso. Veremos daqui a pouco o papel de Santa Teresa nessa história.

Ferreiros, marceneiros, pedreiros e tecelões também acertavam detalhes para sua viagem ao Brasil. No total, entre religiosos e artesãos, haviam sido reunidos noventa elementos, que foram conduzidos para uma chácara da Companhia no Vale do Rosal a fim de aguardar a partida dos navios para a América. Porém, foram cinco meses de espera.

É preciso recordar que não havia ainda companhia de navegação regular para o Brasil. Isso apareceu apenas no século XIX. De vez em quando havia um navio que vinha para o Brasil: o Rei, a Companhia das Índias mandavam levar alguma coisa; mas era raro. Por isso transcorreram cinco meses de espera.

Durante esse período, é claro que foi feito um vasto simpósio, à la Companhia de Jesus, preparando a ida para o Brasil: direção espiritual, trabalhos, enfim, uma adaptação completa, muito bem feita!

Tendo sido o navio assaltado por calvinistas, o Bem-aventurado Inácio cai no mar agarrado ao quadro de Nossa Senhora

Em maio de 1570, partiram os religiosos na esquadra do Governador Geral, D. Luiz de Vasconcelos. O Bem-aventurado Inácio de Azevedo, com mais 39 companheiros, viajava na nau Santiago. Fizeram escala na Ilha da Madeira, onde o Governador, muito vagaroso, quis prolongar a estadia, enquanto o Comandante da nau Santiago trazia a bordo mercadorias, cuja entrega nas ilhas de Las Palmas era urgente.

Esse homem tem responsabilidade no martírio que se seguiu, porque foi por causa desse atraso que eles cruzaram no caminho com a nau calvinista francesa, que agrediu o navio português e causou as mortes.

Sujeitando-se ao risco de ficar à mercê dos ataques dos piratas, esta nau poderia partir sozinha até Las Palmas, aguardando ali o restante da esquadra. A proposta foi levada a D. Luiz, tendo a ela dado seu assentimento o Padre Inácio de Azevedo.

A nau Santiago seguia avante. Em 15 de julho, já próxima da ilha de Las Palmas, defrontou-se com navio dos terríveis calvinistas franceses.

Efetivamente, esses abalroaram a nau Santiago com forte impacto. Os atacantes atingem a corveia, há tinir de espadas, brados de fidelidade a Cristo e à Igreja, mesclados aos berros e blasfêmias dos hereges; as primeiras gotas de sangue começam a tingir o chão.

O Bem-aventurado Inácio de Azevedo, que se encontrava junto ao mastro central, segurando nas mãos o quadro da Virgem de São Lucas, recebeu na cabeça o primeiro golpe, sendo jogado no mar, agonizante e segurando o quadro que ninguém lhe conseguira tirar das mãos.

Por isso ele é representado, habitualmente, flutuando já meio agonizante nas águas, mas segurando o quadro. É muito digno de nota que, estando agonizante e com a gesticulação de quem naufraga e procura mover os braços para não afundar, já não tendo provavelmente consciência de si, apesar disso ele segurasse o quadro. É claro que a quem de tal maneira segura uma imagem de Maria Santíssima, Nossa Senhora, do Céu, está segurando a alma dele.

O sangue dos mártires foi derramado para que o Brasil viesse a ser católico

O olhar marcado dos tripulantes portugueses continuava a fixar-se nos vultos, e eles foram em seguida jogados também ao mar, entre os quais, sobressaía a figura imóvel de Azevedo. Na Espanha, Santa Teresa de Jesus teve revelação do fato, e afirmou que vira os quarenta mártires, de coroas na cabeça, subindo triunfantes ao Céu.

Vemos que lindo fato da História do Brasil. É evidente que esse sangue foi derramado para que o Brasil fosse católico; era a razão pela qual eles estavam dando as suas vidas.

Somente o irmão João Sanchez não foi morto pelos piratas. Era cozinheiro, e esses resolveram tirar proveito de seus serviços. Foi ele que, retornando depois à Espanha, contou com pormenores todo o ocorrido. Infelizmente, abandonou a Companhia de Jesus. Essa é a criatura humana! Esse homem tinha obrigação de ser bem-aventurado também. Depois se desligou da Companhia de Jesus e voltou ao estado original.

O culto dos quarenta mártires foi autorizado em 1854, pelo Papa Pio IX. Na atual Catedral de Salvador, na Bahia, conserva-se um quadro pintado, que se diz ter sido do Beato Inácio.

Não há nenhuma prova de que o quadro tenha escapado das mãos do Bem-aventurado Inácio de Azevedo e chegado à Bahia.

Na previsão do muito batalhar a favor da ortodoxia, que haveria numa nação a qual, em certo momento da História da Igreja, seria a de maior população católica do mundo, logo no início, para irrigar isso, a Providência dispôs que houvesse quarenta mártires que nem conseguiram chegar até o Brasil – Inácio de Azevedo esteve durante dois anos aqui. O sangue deles não foi vertido no Brasil, o mar dispersou; mas foi derramado com a intenção de servir à causa católica no Brasil.

Esse sangue subiu ao Céu como suave odor, e eles rezam continuamente por nós. No Brasil ficava o Bem-aventurado Anchieta, esperando, rezando e realizando seus feitos para que algum dia o Brasil fosse uma grande nação católica.

Plinio Correa de Oliveira – Extraído de conferência de 3/4/1981
1) Costa, Manuel Gonçalvez da. Inácio de Azevedo, o homem e sua época. Braga: Livraria Cruz, 1957.


Fonte: Arautos do Evangelho

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FESTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO

Hoje, 16 de julho, celebra-se a Festa de Nossa Senhora do Carmo, cujas primeiras devoções remontam a discípulos de Santo Elias por volta do ano 800 AC. Mas foi o Papa Papa Inocêncio IV, em 1247, que aprovou a regra e a constituição da Ordem do Carmo

Paroquia dos Santos Mártires – Málaga, Espanha

A Ordem do Carmo é o símbolo da vida contemplativa, da busca incessante da graça de Deus. Carmelo em hebreu significa “pomar bem cultivado”, “jardim fértil” e “vinha de Deus”.

Em suas fileiras, ao longo dos séculos floresceram inúmeras almas santas, entre elas: São Simão Stock, Beato Francisco Palau, Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Edith Stein, entre outros.

A tradição da Ordem põe nos lábios de São Simão Stock a autoria de uma linda oração à Virgem Maria. O texto mais antigo conhecido encontra-se no Officium rhythmicum, manuscrito guardado na biblioteca universitária de Cambridge e que foi escrito depois do ano de 1507.*

Esta oração é o Hino ‘Flos Carmeli’, atribuído, portanto, a São Simão Stock (1165-1265), o qual foi entoado originalmente pelos carmelitas para a festa desse santo e, desde 1663, para a Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Fátima e a Ordem do Carmo

Neste de ano em que celebramos o centenário das Aparições de Fátima, lembramos que na última das aparições, em 13 de outubro, Nossa Senhora se mostrou como Nossa Senhora do Carmo**, conforme descrito pela Ir. Lúcia:

“(…)Junto ao sol apareceu a Sagrada Família: São José, com o Menino Jesus nos braços, e Nossa Senhora do Rosário. Traçando três vezes no ar uma cruz, São José abençoou o povo e o Menino Jesus fez o mesmo…Em seguida, apareceu Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e do Universo, com o Menino Jesus ao colo.(…)”

A devoção dos Arautos do Evangelho à Virgem do Carmo é tão entranhada, que o nome dado à sua ordem clerical foi de Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli.

Vale a pena também lembrar que foi na Basílica do Carmo em São Paulo, no ano de 1967, que o fundador dos Arautos, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, encontrou pela primeira vez a Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, o qual foi seu mestre, orientador e formador de sua vocação e missão.

Recepção de hábito/escapulário de novos seminaristas dos Arautos

Eis algumas das razões que unem os Arautos à Ordem do Carmo e por isso são revestidos do Escapulário, além de promoverem sua devoção e seu uso.

Peçamos, nesta data tão importante que a Virgem do Carmo, Rainha do Céu e da terra, ouça nossas súplicas e realize o quanto antes sua promessa em Fátima:

“Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!”

Acompanhe abaixo a letra e a melodia do belíssimo cântico, o ‘Flos Carmeli’.  

(clique acima para ouvir)

Flor do Carmelo Vinha florida, esplendor do Céu, Virgem fecunda, és singular
Doce e bendita, ó Mãe puríssima, aos carmelitas, sê tu propícia, Estrela do Mar
Raiz de Jessé, de brotos floridos, queiras, feliz, ao céu pelos séculos nos elevar
Entre os abrolhos, viçoso lírio, guarda de escolhos, o frágil ânimo, Mãe tutelar
Forte armadura Frente o adversário, Na guerra dura, o escapulário vem nos guardar
Nas incertezas, conselho sábio; nas asperezas, consolo sólido queira nos dar

Veja também: Oração para alcançar o amor da Virgem do Carmo

_____________________

* http://carmeloemmissao.blogspot.com.br/2011/06/flos-carmeli-flor-do-carmelo.html
** MONS. jOÃO SCOGNAMIGLIO CLÁ DIAS, Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará. Instituto Lumen Sapientiae, São Paulo, 2017, cap. 7, pag. 76.

Fontes: Apostolado do Oratório
Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: MARIA SANTÍSSIMA, PROTEGEI-NOS HOJE E SEMPRE!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: MÃE DE MISERICÓRDIA, SEDE MINHA SALVAÇÃO!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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A MEDALHA DE SÃO BENTO

Sem dúvida a medalha de São Bento é uma das mais veneradas pelos fiéis. A ela se atribuem poder e remédio, seja contra certas enfermidades do homem, ou contra os males que podem afetar o espírito, como as tentações do poder do mal.

A Medalha de São Bento é um poderoso instrumento de proteção contra o demônio, o pecado e toda espécie de males. Ao longo dos séculos, numerosos são os testemunhos dos que alcançaram graças por meio desta Medalha: socorro em casos de doenças, proteção contra calúnias, feitiços e acidentes em viagens; conversões e exorcismos de pessoas, além de conceder graças especiais na hora da morte. Estes são só alguns de seus efeitos.

A fragilidade material da Medalha contrasta com a força e o poder de sua ação.

É bom assinalar que a medalha não é um talismã. As inúmeras graças alcançadas por meio deste precioso instrumento de fé são, antes de tudo, frutos da vida santa do abade Bento. Durante a sua vida São Bento manifestou espantosos dons sobrenaturais, tais como: o poder de ler o pensamento de seus discípulos, a capacidade de curar, exorcizar e o dom da profecia.

 Como nasceu a devoção da Medalha de São Bento

Os habitantes de Metten, Alemanha, narram o seguinte fato.

          Certo homem, invejoso e inescrupuloso, quis tomar as terras pertencentes à ordem de São Bento, a qual tinha – e tem – um grande mosteiro naquela cidade. Não encontrou outro meio senão pedir a um grupo de feiticeiras que pedissem ao pai da mentira que os arrancasse dali. Durante muito tempo as bruxas pediram ao demônio aquele feito, mas nada conseguiram pois este, sempre que saía, voltava furioso e sem nada obter.

          O homem então quis saber a causa. Uma das mulheres disse então: “nada podemos fazer nos locais onde certa cruz está inscrita”. Assustado o homem voltou para casa e pouco tempo depois caiu doente. Na hora da morte confessou seus pecados e contou aos que estavam ao seu redor o fato do demônio e a cruz. A notícia correu rapidamente pela região e quando foram averiguar o fato, encontraram em diversas partes do convento a imagem da cruz de São Bento. Esta cruz que no século XVII afugentou o inimigo infernal e protegeu o convento de Metten é a que encontramos hoje gravada na medalha de São Bento.

* Significado da Medalha

          Na face onde vemos a Cruz temos inscrito ao seu redor a palavra PAX (paz) que é o lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo “IHS

          Entre os braços da cruz temos quatro iniciais “C.S.P.B.”, que querem dizer “Crux Sancti Patris Benedicti” – “A Cruz do Santo Pai Bento

          Ao redor temos a oração de um exorcismo que está resumido nas letras:

“C.S.S.M.L”: “Crux Sacra Sit Mihi Lux” – “A Cruz sagrada seja minha luz”.

N.D.S.M.D”: “Non Draco Sit Mihi Dux” – “Não seja o dragão meu guia”.

V.R.S.N.S.M.V”: “Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana” – “Retira-te Satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!”

S.M.Q.L.I.V.B” – “Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas” – “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

          No verso da medalha vemos a imagem de São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que ele escreveu para os monges e, na outra mão, sustenta uma cruz; junto a ele vemos um cálice, do qual sai uma serpente, e um corvo. Estes dois símbolos relembram as duas tentativas de envenenamento do Santo. Quem nos narra é São Gregório, em seus “Diálogos”.

* A taça de veneno

          Próximo à gruta onde se refugiara São Bento, havia um mosteiro que ficara sem abade. Os monges pediram que ele assumisse o cargo de superior, mas o santo não queria aceitar e atestava que os seus costumes não iriam se harmonizar com os dos monges que levavam uma vida já solta e sem observância da regra. Mas, por fim, acabou aceitando.

          São Bento começou então a exigir a observância dos costumes e da regra do convento. Arrependidos pela escolha de tal superior, decidiram matá-lo, colocando veneno na taça de vinho. Quando o servo de Deus sentou-se à mesa, apresentaram-lhe a bebida. Seguindo o costume da casa, estendeu a mão e pronunciou a benção. No mesmo instante a taça explodiu, reduzindo-se a cacos. Compreendendo o que havia se passado, levantou-se tranquilamente e reuniu a comunidade, dizendo: “Deus tenha compaixão de vós, irmãos. Por que me quisestes fazer isto? Não vos disse eu previamente que não se harmonizariam os vossos costumes com os meus? Ide, e procurai para vós um Pai consoante à vossa vida; depois disto já não me podereis reter”. Assim, São Bento retornou para sua gruta.

* O pão da inveja

          Em outra ocasião um sacerdote de uma igreja próxima ao mosteiro onde então morava São Bento, começou a invejar as virtudes do santo, e não conseguindo denegrir a pessoa do servo de Deus decidiu matá-lo enviando de presente um pão envenenado.

          No momento das refeições, era costume aparecer – vindo da floresta – um corvo que era alimentado diariamente com um pedaço de pão que recebia das mãos de São Bento. Naquele dia, no momento em que a ave apareceu, foi revelado ao santo o crime do presbítero invejoso. São Bento atirou para o corvo o pão inteiro e ordenou que o atirasse para longe, onde ninguém pudesse encontrá-lo. O pássaro tomou o pão no bico e voou para longe, voltando depois sem nada.

           Para a memória destes dois fatos, ficaram gravados estes sinais na medalha.

          Ao redor da Imagem do Santo lê-se: “Eius In Obtu Nro Praesentia Muniamur” – “Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte”. Um pedido que unido ao da Ave Maria, “rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”, nos enche de confiança no momento presente e na nossa hora derradeira, quando esperamos ouvir dos lábios do Divino Mestre: “Vinde, benditos de meu Pai”.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: REFÚGIO E ADVOGADA DOS PECADORES, AJUDAI-NOS!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NA BAHIA, FIÉIS HOMENAGEIAM NOSSA SENHORA DO CARMO

A cidade de Salvador celebra a memória de Nossa Senhora do Carmo neste mês de julho. Desde o dia 7, os devotos marianos rendem homenagens a Mãe de Jesus Cristo na paróquia que leva o nome da Padroeira, situada no bairro Sete de Abril.

Na Bahia, fiéis homenageiam Nossa Senhora do Carmo.jpeg

Naquela mesma data, teve início o novenário, que seguirá até o dia 15 de julho, sempre às 19h30, na Matriz.

O tema escolhido pela comunidade para a festa deste ano é “Como cristãos leigos e filhos da Virgem Maria, somos chamados a ser irmãos na unidade”.

No dia dedicado à Virgem do Carmelo, 16 de julho, os fiéis se unirão em oração às 12h para recitar o Angelus. Mais tarde, às 18h, haverá recitação do Terço na Matriz, e em seguida, a Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Aproximadamente às 19h, os fiéis sairão em procissão pelas principais ruas do bairro, regressando para a Matriz. No templo, às 19h30, o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, presidirá a Missa Solene em louvor à Padroeira e em ação de graças pelo aniversário natalício do pároco, Padre Gabriel Mota.

“É importante ressaltar que durante o novenário (de 7 a 15 de julho), a comunidade é convidada a colaborar com um gesto concreto, por meio da doação de gêneros alimentícios: leite, óleo, cuscuz, arroz, farinha, biscoito, massa de sopa/macarrão, café e feijão”, informa o site da Arquidiocese de Salvador. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: FAÇA OS SEUS PEDIDOS!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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MANTO UTILIZADO EM PROCISSÃO DE NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES É O MAIOR DO MUNDO

Um imenso manto azul foi abençoado e utilizado na festa deste ano de Nossa Senhora dos Navegantes, realizada no dia 02 de fevereiro na cidade de Navegantes, Santa Catarina.

Manto de Nossa Senhora dos Navegantes.jpg

Com 1.059,80 metros quadrados, a peça entrou para o Guinness World Records com o maior manto de Nossa Senhora do mundo, sendo carregado por cerca de 5 mil devotos. Ao final da procissão, o manto foi dividido em 16 mil pedaços e distribuído aos fiéis.

A confecção do manto foi realizada utilizando tecido e renda, e contou com a colaboração de dezenas de profissionais, que trabalharam durante 60 dias.

Apesar de ter sido utilizado no início do ano, o resultado só foi publicado agora pela equipe do Guinness, que realizou a medição na presença de um topógrafo, engenheiros, bombeiros, policiais, fotógrafos, além de moradores da cidade.

A boa nova foi dada oficialmente aos fiéis no último domingo, 08 de julho, pelo Bispo de Blumenau, Dom Rafael Biernaski, durante Missa celebrada no Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.

O Santuário explicou que o manto “foi pensado com muito carinho para a procissão terrestre para que os devotos pudessem carregar e se sentir mais próximo do aconchego de Maria”. (EPC)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: CONSOLADORA DOS AFLITOS, DEFENDEI-NOS DO MAL!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: SÃO BENTO

São Bento - História dos Santos - Revista Arautos do Evangelho - Revista Católica

Deus o chamou para ser o “grande patriarca do monaquismo ocidental”. A ordem por ele fundada fez nascer das ruínas do Império Romano a cultura e a civilização européias.

O orgulhoso e outrora invicto Império Romano dissolvia-se devastado pelas hordas avassaladoras dos invasores bárbaros. Tudo cedia diante deles: exércitos, muralhas, instituições e costumes eram varridos pela maré montante dos novos dominadores.

“O navio afunda!” – exclamava São Jerônimo, que escreveu com tristeza ao receber a notícia da queda de Roma: “A minha voz se extingue; os soluços embargam-me as palavras. Está tomada a ilustre Capital do Império!” A civilização parecia se desfazer num dramático ocaso sem esperança.

Entretanto, uma estrela luzia nessa escuridão desconcertante, indicando o verdadeiro rumo dos acontecimentos: na cidade de Hipona cercada pelos vândalos, Santo Agostinho escrevia “A Cidade de Deus”, proclamando que o mundo nascido do paganismoSAO BENTO.jpgsoçobrava irremediavelmente, e a Cidade de Deus – a Santa Igreja Católica – não apenas jamais seria destruída, mas sempre triunfaria sobre qualquer adversidade. Que meios, porém, e que homens utilizaria Deus para desse caos fazer emergir a ordem e o esplendor?

Vocação do varão providencial

Nos tempos evangélicos, o Divino Mestre chamara obscuros pescadores para serem as colunas de sua Igreja. Agora o Espírito Santo escolhia um jovem para renovar essa sociedade convulsionada e instaurar uma nova civilização. No entanto – oh, paradoxo! – esse rapaz, cujo nome era Bento, nascido de nobre família da Núrsia, em 480, sentiu em si o apelo do Senhor para O seguir no silêncio e na solidão.

Seus pais o enviaram a Roma para estudar. Mas logo percebeu ele que, para corresponder ao sobrenatural desejo que ardia em seu coração, não podia permanecer naquele mare magnum, misto de barbárie e cultura romana decadente. Assim, na flor da juventude e sem nunca ter manchado sua inocência batismal, abandonou casa, haveres e estudos, e partiu à procura dum lugar ermo onde pudesse adquirir o conhecimento e o amor de Deus.

“Desejava mais os desprezos que os louvores do mundo”

A cidade de Enfide (atual Affile), a cerca de 50 quilômetros de Roma, foi o local escolhido para o seu recolhimento. Ali se instalou com sua antiga governanta, que lhe prestava os serviços domésticos.

Um pequeno incidente caseiro foi ocasião para o seu primeiro milagre. Encontrou certo dia a governanta chorando porque, por descuido, deixara quebrar um crivo de argila que havia pedido emprestado a uma vizinha para limpar trigo. Compadecendo-se dela, Bento tomou os pedaços do crivo, pôs-se em oração e ele se reconstituiu de forma tão perfeita que nem se notava sinal algum de fratura.

Logo se espalhou a notícia desse milagre, trazendo-lhe muita fama. Ele que, segundo relata o Papa São Gregório Magno, “desejava mais os desprezos que os louvores deste mundo”, fugiu da casa de Enfide, indo procurar refúgio num lugar solitário chamado Subiaco, onde se alojou numa minúscula gruta.

Uma grande tentação, uma vitória definitiva

São Bento - História dos Santos - Revista Arautos do Evangelho - Revista Católica

São Bento com os discípulos São Mauro e São Plácido (afresco do mosteiro de Subiaco, Itália)

A caminho de Subiaco, ele encontrou- se com Romano, monge que vivia num mosteiro próximo dali. Em determinados dias, Romano fazia descer por uma corda um pedaço de pão até a gruta de Bento. Durante certo tempo, foi esta a única fonte de alimentação do jovem ermitão. Em breve, porém, tornou-se ele conhecido na região, e muitas pessoas, vindo procurar nutrimento para suas almas, traziam-lhe alimento para seu corpo.

Nesse período, sofreu o jovem as mais duras tentações diabólicas. Fortemente provado em certa ocasião contra a virtude da pureza, viu-se a ponto de ceder e até mesmo abandonar sua solidão. Ajudado, porém, pela graça divina, reagindo, despojou-se de sua vestimenta e se atirou numa moita de espinhos e urtigas, na qual se revolveu durante longo tempo. Saiu com o corpo todo ferido, mas com a alma livre da tentação.

Tentativa de envenenamento

Nos três anos em que passou nesse lugar em completo isolamento, espalhou- se a fama de sua santidade. Tendo falecido o abade de um mosteiro existente por perto, os monges vieram pedir-lhe para assumir esse cargo. De início, Bento recusou, porém, ante a grande insistência dos religiosos, acabou por aceitar. Em pouco tempo, contudo, esses tíbios monges – arrependidos de terem escolhido por superior um homem que lhes exigia o caminho da perfeição – decidiram matál-o, pondo veneno no seu vinho. O Santo traçou um grande sinal-da-cruz sobre a jarra de cristal que lhe foi apresentada e esta se despedaçou. Compreendendo bem o que isso significava, Bento abandonou no mesmo dia o mosteiro de monges relaxados e regressou à estimada solidão de sua gruta.

Nasce a Ordem Beneditina

Atraídos pelo brilho de suas virtudes e a fama de seus milagres, muitos varões sedentos de sobrenatural foram para junto da gruta S BENTO.jpgpara viverem sob sua direção. Formaram-se, assim, sucessivas comunidades. Ao todo, São Bento erigiu ali doze mosteiros, escolhendo um abade para cada casa. Estava fundada a Ordem Beneditina.

Nessa época, Subiaco começou a ser visitada por pessoas importantes de Roma que traziam os filhos para serem educados segundo o espírito beneditino. Dentre estes, o Santo abade recrutou dois de seus melhores discípulos: São Mauro e São Plácido.

Grande taumaturgo

Deus concedeu com largueza a seu servo o dom dos milagres. O abastecimento de água de três dos mosteiros construídos sobrealta montanha acarretava grandes trabalhos aos monges. Estes foram pedir- lhe para se mudarem. Nessa noite, Bento rezou nesse local durante bom tempo e, antes de descer, marcou um ponto com três pedras. No dia seguinte disse àqueles monges:

– Ide e cavai no rochedo onde encontrardes três pedras superpostas. Feito isso, de lá brotou água que jorra em abundância até hoje.

Bento havia aceitado como monge um homem godo “pobre de espírito”. Certo dia, deu-lhe por missão desbastar o mato à beira do lago para ali plantar uma horta. O homem cortava com vigor o matagal quando a foice desprendeu-se do cabo e caiu no lago, num lugar profundo. Aflito, foi ele confessar a São Mauro sua “falta”. Bento, posto a par do sucedido, foi ao local e enfiou na água a ponta do cabo. Nesse momento a foice subiu do fundo do lago e prendeu-se de novo no cabo. – Toma, trabalha e não te aflijas mais – disse o santo Abade ao monge. Muitos outros milagres operou Deus por intermédio de seu fiel servidor. Ele curou doentes, salvou pessoas de perigos, expulsou demônios, fez um monge andar sobre as águas, e até ressuscitou um menino morto.

“Eu estava presente…”

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São Bento de Núrsia

Outro dom singular que aprouve ao Senhor conceder-lhe é o de estar presente em espírito junto a seus filhos espirituais, onde fosse necessária sua vigilância de Pai e Fundador. Dois episódios ilustram bem esse prodigioso privilégio.

Prescrevia a regra que os monges nada comessem nem bebessem quando saíssem do mosteiro para cumprir alguma incumbência. Um dia dois monges, tendo ficado fora até muito tarde, aceitaram hospitalidade de uma piedosa mulher que lhes serviu alimento e bebida. Voltando ao mosteiro, foram pedir a bênção a São Bento, que os interpelou:

– Onde comestes?

– Em nenhum lugar – responderam eles.

– Por que mentis? Acaso não entrastes na casa de tal mulher e ali comestes tal e tal coisa, e bebestes tantas vezes?

Os dois culpados prostraram-se a seus pés e lhe pediram perdão.

Havia perto de Subiaco uma comunidade de virtuosas mulheres consagradas ao serviço do Senhor, às quais o Santo enviava com freqüência um monge para lhes dar assistência espiritual. Certo dia, o monge encarregado dessa missão aceitou de presente delas alguns lenços e os escondeu sob o hábito, em seu peito. Regressando ao convento, foi severamente repreendido por São Bento e ficou estupefato pois, tendo já se esquecido da falta cometida, não atinava com o motivo da repreensão. Então o santo Abade lhe disse: “Acaso não estava eu presente quando recebeste das servas de Deus os lenços e os guardaste em teu peito?”

Alvo de perseguições

Em todos os tempos e lugares, é próprio dos Santos serem alvo da incompreensão e do ódio dos asseclas do demônio. O sacerdote de uma igreja próxima de Subiaco, tomado de inveja, começou a denegrir o gênero de vida de Bento, procurando afastar de sua santa influência todos que podia. Vendo frustrados seus esforços, enviou de presente a Bento um pão envenenado, com o fito dematá-lo. Fracassado também este intento, chegou ao cúmulo de introduzir no jardim do mosteiro sete mulheres de má vida, com esperança de corromper os jovens monges.

Compreendendo que tudo isso era feito com intuito de persegui-lo pessoalmente, Bento nomeou prepostos seus em cada um dos doze mosteiros que havia fundado, e retirou-se de Subiaco.

Monte Cassino, o caminho para a restauração

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O grandioso mosteiro de Monte Cassino foi o ponto de irradiação do espírito beneditino para a Europa

Dirigiu-se então a Cassino, uma cidadezinha fortificada a meio caminho entre Roma e Nápoles. Havia lá um templo pagão no qual camponeses da região rendiam culto a Apolo. Ao redor do templo, mantinham eles cuidadosamente alguns bosques nos quais ofereciam sacrifícios ao demônio. Ali chegando, o homem de Deus destruiu o ídolo, abateu os bosques e transformou o edifício em igreja erguendo nela um oratório a São João Batista e outro a São Martinho de Tours.

Em seguida, deu início à construção do famoso mosteiro de Monte Cassino, o qual teve por único arquiteto o santo Abade e como construtores os próprios monges.

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O grandioso mosteiro de Monte Cassino foi o ponto de irradiação do espírito beneditino para a Europa

O mosteiro de Monte Cassino foi a resposta de Deus à decadência do mundo de sua época. Exemplo de governo patriarcal e de sociedade verdadeiramente cristã, em meio às nações bárbaras, exerceu enorme influência sobre os costumes privados e públicos, tanto na ordem espiritual quanto na temporal. Bispos, abades, príncipes e homens de todas as classes visitavam o Santo, seja para lhe pedir um conselho, seja pela amizade e estima que tinham por ele. Potentados da época, às vezes depois de conquistas e vitórias, iam com freqüência refugiar-se secretamente em Monte Cassino para se embeberem um pouco do espírito beneditino.

Descobriu-se, assim, após o desmoronamento do Império Romano, o caminho para a renovação.

A Regra dos Monges

Enquanto erguia o edifício do novo mosteiro, São Bento erigia interiormente a Obra beneditina sobre uma base mais firme que a rocha, escrevendo sua inspirada e famosíssima Regra dos Monges. Tem ela por objetivo desprender o coração humano das trivialidades, facilitando à alma elevar-se a Deus sem obstáculos, com um proceder sempre sereno, tendo em vista a vida eterna. Com seu conhecido aforismo “Ora et labora” (Reza e trabalha), a Regra tem o mérito de harmonizar no monge a oração e a ação, a ascese e a mística. A Regra escrita por São Bento produziu benéficos frutos em toda a Cristandade. Este sábio conjunto de normas vigorou quase com exclusividade nos mosteiros de Ocidente durante oito séculos.

A santidade e o espírito valem mais que a Regra

Sao_Bento.jpgEntretanto, mais que a Regra, foram a santidade e o espírito de seu Fundador que deram à Ordem Beneditina a estabilidade, a força de expansão e a eficácia da sua ação civilizadora. Inspirados pela busca da perfeição na obediência, no esplendor da liturgia, no primor do canto gregoriano e no amor à beleza posta a serviço de Deus, os filhos de São Bento exerceram um papel fundamental na cultura, nos costumes e nas instituições das nações que formaram a Cristandade medieval.

A Ordem de São Bento teve um extraordinário surto de desenvolvimento a partir do século X, com a fundação da Abadia de Cluny. No seu apogeu, 17 mil mosteiros estavam subordinados a ela. Nações inteiras foram convertidas à Fé cristã pelos discípulos do santo Patriarca. Muitas famosas universidades – Paris, Cambridge, Bolonha, Oviedo, Salamanca, Salzburgo – nasceram como desdobramentos de colégios beneditinos. Inúmeros mártires deram valorosamente a vida pronunciando o nome de seu Fundador. Plêiades de cardeais, bispos e santos doutores tinham-no por mestre. Mais de 30 papas seguiram sua inspirada Regra. Finalmente, há 1500 anos, incontáveis almas se consagram a Deus sob a égide de sua santa Instituição.

Pode-se, pois, com toda propriedade, comparar ao grão de mostarda da parábola do Divino Mestre a Obra do Pai do Monaquismo Ocidental: “É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos” (Mt 13,32).

Morreu de pé, como valente guerreiro

O santo Abade anunciou com meses de antecedência a data de sua morte. Seis dias antes, mandou preparar a sepultura. Logo foi atacado por violenta febre. Como a enfermidade se agravava cada vez mais, no dia anunciado fez-se conduzir ao oratório onde, fortalecido pela recepção da Santíssima Eucaristia e apoiado nos braços de seus discípulos, morreu de pé com as mãos levantadas aos Céus e os lábios pronunciando a última oração.

Era o dia 21 de março de 547. Foi enterrado no local onde havia outrora edificado o oratório de São João Batista, em Monte Cassino.

****

A última visita de Santa Escolástica

Escolástica, fundadora do ramo feminino da Ordem Beneditina, era irmã gêmea de São Bento e estava desde a infância SAO BENTO E SANTA ESCOLASTICA.JPGconsagrada a Deus. Todo ano ela lhe fazia uma visita para conversarem sobre os assuntos relativos à vida eterna. O santo Abade a recebia numa casa pertencente ao Mosteiro de Monte Cassino, situada não longe dali.

No ano da partida da Santa para o Céu (547), veio ela como de costume, e seu santo irmão foi encontrá-la na mencionada casa, acompanhado de alguns de seus discípulos. Passaram todo o dia em elevados colóquios, os quais se prolongaram até uma hora avançada da noite. Pressentindo que estava próximo o dia de sua morte, Escolástica disse a seu irmão:

– Suplico-te que não vás agora, para podermos conversar até amanhã sobre as alegrias da vida celestial.

– Que me dizes, irmã?! De modo algum posso passar a noite fora do mosteiro!

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São Bento e sua irmã, Santa Escolástica (Mosteiro Beneditino, São Paulo, Brasil)

Ante essa resposta, a Santa apoiou nas mãos a cabeça e rezou durante alguns instantes. Até então, o céu estava plácido e límpido. Quando, porém, ela levantou a cabeça, desabou uma chuva torrencial, com relâmpagos e trovões tão violentos que o Abade e seus discípulos não podiam sequer pensar em sair da casa.

– Que Deus todo-poderoso te perdoe, irmã! O que fizeste?

– Supliquei a ti e não quiseste atender-me. Roguei ao meu Senhor e Ele ouviu-me. Agora sai, se podes, e regressa ao mosteiro…

São Bento compreendeu que deveria conceder por força aquilo que, por amor à Regra, ele não tinha querido dar voluntariamente. E assim passaram em vigília toda aquela noite, discorrendo sobre a vida espiritual.

* * *

Três dias depois, estando recolhido em sua cela, São Bento viu a alma de Santa Escolástica sair do corpo em forma de uma pomba e elevar-se ao Céu. Comunicou o fato aos monges e enviou alguns deles para buscar aquele santo cadáver, o qual foi depositado no sepulcro que ele havia preparado para si próprio.

“Assim, nem sequer a sepultura pôde separar os corpos daqueles cujas almas haviam permanecido sempre unidas no Senhor”- conclui São Gregório Magno na sua obra “Vida de São Bento”.

Regra de São Bento

Escuta, filho, os preceitos do Mestre, e inclina o ouvido do teu coração; recebe de boa vontade e executa eficazmente o conselho de um bom pai, para que voltes, pelo labor da obediência, Àquele de quem te afastaste pela desídia da desobediência. A ti, pois, se dirige agora a minha palavra, quem quer que sejas que, renunciando às próprias vontades, empunhas as gloriosas e poderosíssimas armas da obediência para militar sob o Cristo Senhor, verdadeiro Rei.

Antes de tudo, quando empreenderes algo de bom, pede-Lhe com oração muito insistente que seja por Ele plenamente realizado, a fim de que nunca venha a entristecer-Se, por causa das nossas más ações, Aquele que já Se dignou contar-nos no número de seus filhos; assim, pois, devemos obedecer-Lhe em todo tempo, usando de seus dons a nós concedidos para que não só não venha jamais, como Pai irado, a deserdar seus filhos, nem tenha também, qual Senhor temível, irritado com nossas más ações, de entregar-nos à pena eterna como péssimos servos que não quiseram segui-Lo para a glória. (Prólogo da Regra de São Bento)

Revista Arautos do Evangelho, Julho/2005, n.43, p. 23 à 25
Site:http://www.starnews2001.com.br/benedictus.html

Clique no vídeo acima


Fontes: Arautos do Evangelho
TV Arautos

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DR. PLINIO COMENTA: AMOR AO PAPADO

Dr. Plinio Corrêa de Oliveira comenta nesse vídeo sobre a fidelidade e o amor ao Papado, sendo que esse amor ao Papado contém o amor a Nossa Senhora e o amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.  Por isso, clique abaixo para assistir.

:

Para assistir:

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: SANTA MÃE DO ESCAPULÁRIO, ABENÇOAI-NOS!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: MÃE E SENHORA DO CARMELO, ROGAI POR NÓS!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: SANTA MADRE PAULINA

Na Praça de São Pedro, o Papa João Paulo II é o oficiante de uma longa,bela e concorrida cerimônia. O Vigário de Cristo afirma em sua homilia: Foi num Hospital que o seu “ser-para-os-outros” constituiu-se no pano de fundo de toda sua vida. “No serviço aos pobres e aos doentes, (essa santa) tornou-se a manifestação do Espírito Santo: consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério”.

   Milhares de fiéis vindos de todo o mundo se entusiasmam: eles aplaudem, emocionam-se, dão glórias a Deus. Era um domingo de sol da primavera romana, com um céu azul, lindo. Tudo muito diferente de como viveu Amabile Lúcia Visintaimer. Enquanto religiosa, sua vida teve características semelhantes às de um interminável inverno de céu cinzento, de uma noite escura e cheia de dificuldades, sacrifícios, humilhações, incompreensões…

   Naquele domingo (19 de maio de 2002) a Igreja declarava,”com pompas e circunstancias”, –Urbi et Orbe– que Amabile tinha passado sua existência terrena praticando heroicamente todas as virtudes católicas. Seu modo de vida levou-a de um inverno momentâneo para a primavera sem fim; ela caminhou na noite para chegar à eterna luz; as humilhações lhe conduziram à glória. A mais alta das glórias.

   Na Praça de São Pedro vivia-se uma ocasião memorável. Um dia providencialmente próprio para ser honrada e elevada às glórias dos altares aquela que, no país que a adotou como filha, foi chamada de Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Aquela que agora, em todo o mundo, passava a ser conhecida como Santa Paulina.

Quem foi Madre Paulina? – A primeira Santa brasileira!

   -Brasileira? Sim. Aqui ela é considerada brasileira. Na verdade, ela nasceu na Itália mas, vivendo quase 70 anos no Brasil, compreendeu as características da alma do povo brasileiro como poucos.

    Amando e assimilando a vocação que a Divina Providencia colocou no coração do povo desse país enorme, ela adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos… E foi por isso mesmo que ela compreendeu que o “próprio dos grandes é servir”, que “é a noite que é belo crer na luz” e viveu tendo como única alegria o seu “ser-para-os-outros” empregado no serviço aos irmãos.

    Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, nasceu em Vígolo Vattaro, Trento, na Itália, aos 16 de dezembro de 1865. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Domênica Pianezzer. No dia seguinte de seu nascimento, ela foi batizada com um nome cuja sonoridade lembra algo que tem em si uma luz afável e bondosa: Amabile Lúcia …

Pobre, imigrante e órfã: “toda de Jesus”

    Amabile era de uma família pobre e precisou trabalhar para ajudar no sustento da casa. Com apenas 8 anos, ela já trabalhava numa fábrica de tecidos, em Trento. Ali mesmo a generosidade de sua alma começou a desabrochar: em seu trabalho repartia com as companheiras mais pobres o lanche que trazia de casa.

   Ainda não tinha 10 anos quando sua família emigrou-se para o Brasil. Fugia da pobreza e das dificuldades tremendas pelas quais passava o povo italiano.

   Em 1875, com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região de Trento ela chegou na cidade de Alferes, Santa Catarina, que, então, passou a denominar-se Nova Trento. Essas famílias iniciaram o povoamento de uma localidade que foi denominada Vígolo. Construíram ali uma pequena capela e deram a ela o mesmo nome da Igreja de Vígolo Vattaro, na Itália: São Jorge.

   Amabile crescia como boa menina e boa filha: obediente, honesta, trabalhadora e muito piedosa. Pouco tempo depois da chegada, em 1887, com 12 anos, ela recebeu a primeira comunhão. Foi nessa ocasião que ela pode dizer a Deus, presente em sua alma, um desejo sincero que há tempo acalentava em seu coração.

   – “Quero ser toda de Jesus”, disse a Cristo Sacramentado.

   Apesar das ocupações e trabalhos, desde pequena ajudou na Paróquia de Nova Trento, especialmente na Capela de São Jorge, em Vígolo. Liderou um grupo de jovens na compra da imagem de Nossa Senhora de Lourdes que até hoje se conserva. Amabile nunca havia tido contato com Religiosas, contudo, sentia grande desejo de consagrar-se inteiramente a Deus.

   Dos 15 aos 25 anos, juntamente com uma grande amiga, Virgínia Nicolodi, a pedido do pároco, Pe. Augusto Servanzi, SJ, ela dedicou-se a uma missão: catequizar as crianças da comunidade, dar assistência aos enfermos e cuidar da Capela.

   Quando sua mãe faleceu, em 1887, Amábile viu seu desejo de consagrar-se a Deus ser temporariamente ofuscado. Ela estava com 22 anos e teve que assumir todas as tarefas de dona de casa, até que seu pai contraísse um novo casamento.

Os Convites de Nossa Senhora: sonhos ou visões?

   Parece que a resposta a seu pedido “quero ser toda de Jesus”, feito entre 12 e 13 anos, foi respondido uns dez anos depois. A certeza de que uma semente de vocação para o serviço de Deus havia sido plantada em sua alma eclodiu entre os anos de 1888-1890.

   Em três noites consecutivas, Nossa Senhora de Lourdes lhe aparece em sonho e lhe faz um pedido:

   – É meu ardente desejo que comeces uma obra… – Amabile pergunta à Virgem:

   – Mas como fazer, minha Mãe? Sem meios, …tão miserável? – Mais adiante, em outro sonho, Nossa Senhora lhe pergunta:

   – O que decidistes, minha filha? – Enchendo-se de coragem e de humildade, Amabile responde:

   – Servir-vos, minha querida Mãe! Mas eu sou uma pobre criatura… No entanto, prometo esforçar-me o quanto puder. A Virgem encerra o diálogo acalentando a esperança de Amabile. Anima-a confirmando a vontade de Deus a respeito dela:

   – Dar-te-ei alguém que poderá te auxiliar. Mais tarde mostrar-te-ei as filhas que te quero confiar.

   A partir de então, a vida de Amabile confunde-se com a história de sua obra. Uma é a mesma história da outra. Não foram unidas de modo forçado e extemporâneo: as duas formam uma só realidade.

A Cancerosa e a Ação do Espírito Santo

   Certo dia chegou a sua pequena cidade uma senhora cancerosa necessitada de ajuda. Amabile e Virgínia foram indicadas pela comunidade para se ocuparem da doente.

   Deixando a casa de seus pais, elas acolheram a enferma. Com carinho e dedicação, trataram a pobre doente. A ação do Espírito Santo se manifesta aqui, de modo especial, na vida e missão de Amabile inspirando-a a constituir, juntamente com suas jovens amigas, uma casa de acolhida que o povo logo batizou de “Hospitalzinho São Virgílio”. Ela estava situada num velho casebre abandonado que lhes tinha sido oferecido para que pudessem cuidar da pobre senhora que o câncer consumia.

   A ação de Amabile não ficou só nesse atendimento. O “Hospitalzinho São Virgílio” foi destinado à atenção material e espiritual de doentes e desamparados que por ali aparecessem.

   Assim foi que, nessas circunstancias, com este gesto de amor ao próximo por amor a Deus, que, em 12 de julho de 1890, teve início a primeira Comunidade religiosa do sul do Brasil. E a comunidade nascia para atender planos da Providência Divina. Mais tarde ela seria reconhecida pela Igreja como sendo a “Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição”.

   Após a morte daquela primeira enferma, em 1891, juntou-se às duas amigas uma outra moça: Teresa Anna Maule. No “Hospitalzinho”, amando a Deus no serviço ao próximo, esse piedoso trio de jovens vivia como pessoas de vidas consagradas, embora nem tudo fosse só alegria e realizações na vida delas. Justo nesse ano de 1891, Amabile passou por uma doença bastante grave. Para imitar mais a Jesus, ela experimentou ali também os sofrimentos. Era também o começo de sua paixão.

   Depois de algum tempo no “Hospitalzinho”, em 1894, as três companheiras mudaram-se para a cidade de Nova Trento. Aproveitaram o terreno e a casa de madeira que dois benfeitores lhes haviam oferecido e ali passaram a viver. Na festa de São José, (19 de março) inauguraram oficialmente uma Capela dedicada a São Jorge.

Reconhecimento: a Providencia tinha pressa.

   No dia 17 de agosto de 1895 foi escrita uma carta ao bispo Dom José de Camargo Barros, Bispo de Curitiba. As três amigas pediam ao Bispo a aprovação para elas de um estado oficial de vida religiosa, uma irmandade religiosa de vida consagrada, pela qual tanto rezavam e pediam a Deus.

   A resposta foi imediata: a 25 de agosto Dom José, constatando que o pedido estava de acordo com “os planos divinos”, concedeu aprovação diocesana para a criação e ereção da “Pia União da Imaculada Conceição”.

   A 7 de dezembro de 1895, Amábile e suas companheiras pronunciaram os votos religiosos. Nessa ocasião foi que elas assumiram seus nomes religiosos Amábile tomou o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus; Virgínia passou a chamar-se Irmã Matilde da Imaculada Conceição e Tereza, recebeu o nome de Irmã Inês de São José.

Acertos Jurídicos, Superiora Geral “ad vitam”

   Em 1896, ano seguinte à oficialização da congregação, cinco noviças recebem o hábito religioso. Era um novo reforço para a obra recém-fundada, um auxílio vigoroso para a ação junto aos doentes, órfãos e idosos.

   Amábile, que já era a Irmã Paulina, passou a ser tratada como Madre Paulina. A congregação continuou crescendo: em 1900, na passagem do século, cinco anos depois de constituída, ela já contava com 20 religiosas.
O grupo de Irmãs tomava, cada vez mais, a forma de uma Congregação. No mês de novembro de 1902 foi escrita a primeira carta circular a elas.O Padre Luiz Maria Rossi, SJ, era quem possuía todas as faculdades para a direção das Filhas da Imaculada Conceição. Ele cuidou de modo exímio da organização jurídica da nova Congregação.

   No dia 2 de fevereiro de 1903 ele promoveu a reunião das representantes da nova comunidade religiosa. Era o primeiro Capítulo da Congregação. Nele, a comunidade das Irmãs escolheu Madre Paulina como Superiora Geral. E a escolha foi “ad vitam”. Ou seja, ela estava sendo eleita como Superiora Geral da nova Congregação por toda a vida.

   O governo de Madre Paulina durou 6 anos, nos quais, com o aumento do número das vocações, a Fundadora pôde consolidar a obra e edificar outras Casas.

Viagens, crescimento, expansão e…

   Foi no ano de 1903, no mês de julho, que Madre Paulina fez a difícil e perigosa viagem de Nova Trento para São Paulo. Ali chegando, logo deu início a uma obra de assistência aos filhos de ex-escravos, localizada junto ao Santuário Sagrada Família, no bairro do Ipiranga. Era o Asilo da Sagrada Família.

   Neste local foi que ela fixou residencia, juntamente com as Irmãs Luiza e Serafina e a Postulante Josefina Pereira Gonçalves que a acompanharam desde Nova Trento. Teve sempre o apoio do Padre Rossi e a ajuda de Benfeitores, especialmente do conde José Vicente de Azevedo.

   No ano de 1905 ela deu início à fundação da Santa Casa da Misericórdia de Bragança Paulista. E, em 1909, as dirigidas de Madre Paulina passam a administrar, ainda em São Paulo, a Casa de Saúde Dr. Homem de Mello, localizada no Bairro das Perdizes. Foi ainda nesse ano que Madre Paulina assumiu a direção da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos do Pinhal.

   Era notório e surpreendente o crescimento da Congregação, sobretudo nos Estados de Santa Catarina e São Paulo. As Irmãs assumem missões evangelizadoras onde lhes for possível: na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs. A influencia da Congregação cresce, o apostolado floresce. Tudo caminhava bem. Só faltava a manifestação do ódio, da inveja, do ressentimento… Ela chegou logo.

…a deposição, a perseguição, o desterro.

   Ainda em São Paulo, a Fundadora passou por uma prova terrível.

   No mês de agosto de 1909, pessoas estranhas, apoiadas por algumas religiosas e pela maior autoridade eclesiástica local, intrometeram-se nos assuntos internos da Congregação e conseguiram que, por decisão de um manipulado Capítulo Geral, Madre Paulina fosse deposta do cargo de Superiora Geral e substituída por uma nova superiora.

   Tiraram tudo dela. Restou-lhe apenas o título de “Veneranda Madre Fundadora” o que, aliás, deixar de reconhecê-lo, seria pecar contra o Espírito Santo, negando uma “verdade conhecida como tal”. Além de tudo isso, ela ainda foi desterrada para Bragança Paulista.

   Ela enfrentou essa provação com altaneria. E teve a oportunidade de manifestar a todos que seu único desejo era de que a Congregação progredisse e que Jesus fosse conhecido, amado e adorado por todos, em todo o mundo.

   Quanto a ela, seu desejo era de ser apenas instrumento da obra de Deus. Por isso é que ela costumava dizer: “quero ser a última de todas, contanto que a Congregação vá adiante”.

   E este é o tipo de expressão que só pode vir da boca de quem tem uma convicção verdadeira de que realmente sabia ter recebido de Deus uma missão. Aceitou tudo, obedeceu sem reclamar ou murmurar, tomou sua cruz e caminhou para onde pode testemunhar a heroicidade de suas virtudes de humildade e amor ao Reino de Deus.

   De 1909 a 1918 viveu “exilada” em Bragança, na Santa Casa da Misericórdia que ela havia fundado. Em julho de 1910 Madre Paulina foi transferida para o novo asilo São Vicente de Paulo, de Bragança Paulista. Como simples súdita, lavou e consertou a roupa dos asilados, servindo-os carinhosamente em tudo.

   Seu livro de cabeceira era o “Imitação de Cristo”, de Tomás de Kempis. Ele interpretava bem a vida que ela levava. Foram nove anos de provações, incompreensões e humilhações materiais. Foi o longo período da noite escura de sua alma. Mas a Fé de Paulina lhe dava a convicção de que Deus estava com ela: ” A presença de Deus me é tão íntima que me parece impossível perdê-la.”

   Segundo o Padre Rossi, SJ, que a conhecia bastante bem, estes anos foram uma clara permissão de Deus para que Madre Paulina se tornasse “vítima de amor e reparação” pela santificação de suas filhas. E isso é bem verdadeiro. Seu exemplo de caridade e resignação no sofrimento fez com que muitas irmãs deixassem o mundo e abraçassem a causa de Cristo.

   Nesse mesmo ano de 1909 outro fato inesperado aconteceu em meio a essa borrasca toda: em 29 de agosto foi definido, de vez, o nome de das religiosas de Madre Paulina: “Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição”.

O reconhecimento, a justiça, o exemplo

   Em 1918, Madre Paulina foi trazida de volta para Casa Geral em São Paulo, com pleno reconhecimento de suas virtudes. Ela leva uma vida de santidade e serve de exemplo para as jovens vocacionadas da Congregação …e para as mais antigas também.

   Ela passou a ser fundamental na ajuda da elaboração da História e do resgate do Carisma da Congregação. Na Casa Geral de São Paulo pôde rejubilar-se com o Decreto de Louvor dado à Congregação pelo Papa Pio XI, em 1933. Ela era quem orientava e abençoava as Irmãs que partiam em missão para novas fundações. Alegrou-se muito com as aquelas que foram enviadas para a catequize dos índios de Mato Grosso, em 1934.

   No período em que ela viveu na Casa Geral de São Paulo ela distinguiu-se mesmo foi pela oração constante, pela amorosa e contínua assistência às irmãs doentes, quer de corpo, quer de alma.

“Seja feita a vontade de Deus”

   A “via sacra” de Madre Paulina continuou com o agravamento de sua saúde: uma diabetes de há muito tempo vinha tirando-lhe a vida. Com o agravamento dessa doença, em 1938, ela perdeu um dedo da mão direita. Pouco dias depois, seu braço teve que ser inteiramente amputado.

   Além das progressivas amputações, sua visão também foi piorando até chegar à cegueira total. Outros sofrimentos ainda viriam com o agravamento da moléstia. Com uma jaculatória —“Seja feita a vontade de Deus!”— ela respondia aos comentários feitos sobre sua saúde.

   No dia 8 de julho de 1942, a Veneranda Madre Fundadora chegou à situação de pré-agonia. Confortada pelos sacramentos da Igreja, pelas orações, carinho e dedicação de suas filhas espirituais, no dia seguinte, 09 de julho de 1942, ela falecia. Estava com 77 anos e tinha cumprido sua missão. Ela deixava a vida terrena para entrar na história e ingressar na Pátria Celeste.

   Morreu Amabile. O que restou de Paulina? O que restou de Paulina?

   Dela restou a certeza do que, naquele domingo de primavera de 2002, João Paulo II afirmou ao proclamá-la Bem Aventurada: ela foi a “manifestação do Espírito Santo: consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério”.

   Restou-nos a convicção de que ela viveu as virtudes da Fé, Esperança, Caridade e também as demais virtudes em grau heroico. Ficou a recordação de que ela foi irrepreensível na prática e observância dos votos religiosos – Castidade, Obediência e Pobreza.

   Restou na memória de todos que ela tinha profunda compreensão do valor da Cruz e que tudo ela sofreu com heroica resignação e por amor a Deus. Embora o sofrimento – físico e moral – tenha sido seu companheiro inseparável em todas as jornadas de sua vida.

   De Madre Paulina ainda resta a lembrança de que ela teve uma alma, acima de tudo, profundamente contemplativa. Uma alma que dedicava muitas horas à oração, que rezava enquanto a comunidade das irmãs descansava.

   Dessa Veneranda Fundadora permanece a recordação de sua adoração constante ao Santíssimo Sacramento, de seu amor abrasado pelo Santo Padre e pelo clero e sua preocupação pelo triunfo futuro da Igreja desejando evangelizar o mundo inteiro. Permanece a recordação de seu amor entranhado à Imaculada Conceição da Santíssima Virgem.

   Resta a certeza de que os milagres e graças alcançados por sua intercessão mostram que, diante de Deus, Madre Paulina foi fiel ao seu projeto de vida como filha dileta do Pai.

Deixou ainda mais?

   Sim. Deixou o legado de seu carisma plantado na alma de suas filhas e seguidoras: “Sensibilidade para perceber e disponibilidade para servir, especialmente aos irmãos mais necessitados”.Deixou o exemplo de toda sua existência que foi uma tradução prática do seu propósito fundamental:

   “Sou somente do meu Jesus, que tanto amo”, “Quero ser vossa para sempre, ó Senhor, a última das vossas filhas, que quer ser sempre a última, para estar mais próxima de Vós, meu caro Jesus”. Deixou, por fim, seu testamento que dizia: “Confiai sempre muito na Divina Providência; nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo, confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e radiantes”. (JSG)

Fonte:

-Homilia do Santo Padre João Paulo II na cerimônia de Canonização de cinco santos no Domingo de Pentecostes – 19 de maio de 2002 –
– www.vatican.va/…/ns_lit_doc_20020519_paulina_po.html Paulina do Coração Agonizante de Jesus
– www.santuariosantapaulina.org.br/pt/santa_paulina/historia.php
– www.ciic.org.br – (Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição – São Paulo)
– www.frasesnaweb.com.br/autor/santa-paulina


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO: MÃE SANTÍSSIMA, PROTEGEI A MINHA FAMÍLIA!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DO CARMO. REZE CONOSCO!

Assim como vestiu seu Filho Jesus com uma túnica de valor inapreciável, Maria Santíssima quer nos revestir, a nós, seus filhos adotivos, com a mais eficaz das vestimentas. Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d’Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana. Por isso, clique na imagem acima e reze a Novena a Nossa Senhora do Carmo, confiando sempre na Sua intercessão.


Fonte: Arautos do Evangelho

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O CARMELO E FÁTIMA

Em Fátima, Nossa Senhora aparece revestida do traje de sua mais antiga devoção: o Carmo. Plinio Corrêa de Oliveira analisa esta síntese entre o mais remoto e o futuro: o Reino Maria.

DO CARMELO AO REINO DE MARIA

Plinio Corrêa de Oliveira

Na sua última aparição em Fátima, durante o chamado milagre do Sol, a Santíssima Virgem fez ver à multidão ali reunida uma sequência de quadros representando os Mistérios do Rosário. A cada nova cena mostrava-se Ela sob algum título com que habitualmente A invocam. E foi assim que, na visão dos Mistérios Gloriosos, Ela surgiu como Nossa Senhora do Carmo, cuja festa a Igreja celebra no dia 16 de julho.

Como tudo o que Maria Santíssima realiza tem sua razão de ser, haverá sem dúvida um nexo entre essa manifestação de Nossa Senhora do Carmo, os Mistérios Gloriosos e a mensagem de Fátima que Ela revelava.

 DEVOTOS DE NOSSA SENHORA  MESMO ANTES QUE ELA NASCESSE

 O termo Carmo corresponde ao Monte Carmelo, no Oriente. Ali, segundo uma tradição muito respeitável, o profeta Elias reuniu discípulos e constituiu a Ordem do Carmo, em louvor da Virgem Mãe que deveria vir.

E eles tinham razão, pois Ela veio. E não só veio, mas recebeu a maior glorificação que poderia ser tributada a uma mera criatura: encarnou-Se n’Ela o Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

A ORDEM DO CARMO PERCORRE A HISTÓRIA

A ordem, existente apenas no Oriente Próximo, desenvolveu-se um tanto. As invasões sarracenas, entre outras calamidades, provocaram a fuga dos carmelitas para o Ocidente.

Na Europa, os frades do Carmo eram membros de uma ordem quase desconhecida e à beira do desaparecimento. Parecia um tronco seco e velho, fadado a se desmanchar em pó.

Era o instante esperado por Nossa Senhora para fazer florescer, no alto da ressecada vara, uma flor: São Simão Stock, que implorou-Lhe não permitisse o desaparecimento da Ordem. A Virgem Santíssima apareceu, entregou-lhe o escapulário e prometeu: “Aqueles que morrerem revestidos dele, não sofrerão o fogo do inferno”.

A partir daí, a Ordem Carmelitana refloresceu e conheceu períodos de glórias, acentuando por toda a Igreja a devoção à Santíssima Virgem. No suceder de esplendores iniciado então, nasceram três sóis que hão de reluzir por todo o sempre no firmamento da Igreja: Santa Teresa, São João da Cruz e Santa Teresinha do Menino Jesus.

 NA HORA DA DESOLAÇÃO E DO CAOS, MARIA SE TORNA PRESENTE

Ao proclamar o triunfo do seu Coração Imaculado, Ela aparece revestida do traje de sua mais antiga devoção – a do Carmo. E, desse modo, realiza uma síntese entre o historicamente mais remoto, o mais recente – o culto ao Imaculado Coração de Maria – e o futuro glorioso, que é a vitória e o reinado desse mesmo Coração.

(Condensado do artigo do mesmo título, de autoria de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na revista “Dr. Plinio”, nº 16, julho de 1999, p. 28-31. XXX Reeditado na revista “Arautos do Evangelho”, nº 199, julho de 2018, p. 28-29.

Ilustrações: Arautos do Evangelho, Gustavo Krajl, Rodrigo Solera.

Fonte: Arautos do Evangelho em Vitória

 

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SANTO DO DIA: SANTA MARIA GORETTI: FELIZES OS PUROS DE CORAÇÃO

A verdadeira felicidade exige coragem e espírito de sacrifício, rejeição de todo compromisso com o mal e disposição para pagar com a própria vida a fidelidade a Deus e aos seus Mandamentos.

O século XX se iniciou sob a égide do progresso nas comunicações. Com o aperfeiçoamento da fotografia e da imprensa, jornais, folhetos e revistas pululavam por toda parte, noticiando acontecimentos ocorridos nos mais distantes rincões da Terra.

Foi este um fator preponderante para que, em 1902, o mundo cristão pudesse tomar conhecimento da trágica história de uma camponesa italiana de apenas onze anos de idade, brutalmente assassinada com 14 punhaladas, enquanto defendia até o martírio a virtude angélica. Seu nome — Maria Goretti — “se nos apresenta como um incitamento ao zelo da Igreja pela pureza, ao valor dessa virtude que ela sempre inculcou. De tal maneira que mais vale a pena à pessoa sacrificar sua vida do que perder a castidade”.

Entretanto, a firmeza dessa pequena mártir não nasceu de um momento para outro, mas foi fruto de uma intensa vida espiritual, fortalecida pelo Pão Eucarístico nas suas últimas semanas de vida. Este fato, quiçá, tenha contribuído de modo decisivo para, oito anos depois, o Papa São Pio X facultar a Primeira Comunhão às crianças tão logo lhes desponte o uso da razão, pressentindo os maravilhosos efeitos que a presença de Cristo iria produzir nos corações infantis. “Haverá santos entre as crianças”, afirmou ele.

Muito se escreveu já a respeito do martírio dessa santa, tão bem cognominada como um “Anjo da Pureza”. Contudo, pouco se comenta de sua breve e piedosa vida, cujo desfecho não foi senão uma decorrência da fé e do amor a Jesus, levados às últimas consequências. É o que teremos oportunidade de contemplar nestas linhas.

Lar pobre, profundamente cristão

Santa Maria Goretti - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaSanta Maria Goretti - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaNascida em 16 de outubro de 1890, na aldeia de Corinaldo, próxima do mar Adriático, a segunda filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini foi batizada logo no dia seguinte, com o nome de Maria Teresa. A família era pobre, mas profundamente católica, e, seguindo o costume vigente naquele tempo, os pais fizeram com que Marietta — como passou a ser carinhosamente chamada — recebera o Sacramento da Crisma com apenas seis anos de idade.

Mudança de casa e de vida

Quando a menina tinha tão só sete anos, o pequeno campo de Luigi Goretti tornou-se insuficiente para manter a família, e ele decidiu emigrar para Colle Gianturco, nos arredores de Paliano, distante a uns 50 quilômetros de Roma, em busca de melhores oportunidades. Todavia, ali também não tiveram êxito: apesar da dura labuta sob o Sol abrasador, mal conseguiam o necessário para alimentar-se.

Dois anos depois, nova mudança se fez necessária, desta vez para Ferrieri di Conca, triste e pantanosa localidade agrícola, onde Luigi faleceu um ano depois de haverem ali chegado, com apenas 41 anos de idade, vítima da malária que grassava naqueles úmidos campos.

Marietta manifestava um caráter bondoso, dócil e humilde, e se revelou de uma maturidade precoce impressionante, diante da necessidade da mudança de vida que se lhe apresentou. Ajudou nos cuidados do pai enfermo como uma pessoa adulta e, após sua morte, assumiu os encargos do lar, para a mãe poder substituir o marido nos trabalhos do campo. Limpava a casa, buscava água na fonte, rachava lenha, cozinhava e cuidava dos quatro irmãos menores como uma pequena mãezinha. Quando lhes faltava o alimento, conseguia algo a custa de alguns trabalhos, como a venda de pombos e ovos no mercado da cidade próxima, Nettuno.

Não se esquecia da educação dos irmãozinhos: repreendia-os pelas travessuras, ensinava-lhes as boas maneiras, as orações e os rudimentos do Catecismo. Apaixonada pelo Santo Rosário, rezava-o todas as noites em companhia da mãe e dos irmãos, com uma piedade edificante. E depois de todos se recolherem, recitava mais um terço em sufrágio da alma de seu falecido pai.

Mais de uma vez viu a mãe sem um centavo na bolsa e sem uma fatia de pão no armário, chorando e lamentando-se pela falta do esposo. Nessas ocasiões, com o coração compungido, a menina a abraçava e beijava, esforçando-se para não chorar também, e dizia-lhe: “Coragem, mãezinha! Coragem! Dentro em pouco estamos crescidos, depressa nos faremos todos grandes… De que tem medo? Nós a sustentaremos!… Nós a manteremos!… Deus providenciará!…”.

Estes são alguns lampejos de sua alma angelical. Sua mãe, depois de falecida a filha, não deixava de dar testemunho de sua virtude: “Sempre, sempre, sempre obediente a minha filhinha! Nunca me deu o mais pequenino desgosto. Mesmo quando recebia alguma repreensão imerecida, por faltazinhas involuntárias, nunca se mostrou rebelde, nunca se desculpou, mas mantinha-se calma, respeitosa, sem nunca ficar amuada”.

Malfadada sociedade com os Serenelli

Em Ferrieri, Luigi trabalhava numa propriedade do conde Lorenzo Mazzoleni, em sociedade com Giovanni Serenelli e seu filho Alessandro. Viúvo, muito dado ao vinho e sem discrição nas palavras, Giovanni não se preocupara com a educação do filho. Este, com 19 anos de idade, era um rapaz de caráter introvertido, sem qualquer formação religiosa. Nunca ia à Missa e apenas vez por outra acompanhava os Goretti na recitação do rosário, num canto da sala.

Sendo o único daquela casa que sabia ler, seu pai lhe trazia jornais com artigos de cunho anticlerical, além de novelas inconvenientes, contendo ilustrações que despertavam sua imaginação e exacerbavam-lhe os maus desejos. Ele as utilizava como decoração para as paredes de seu quarto.

Entretanto, devido à malfadada sociedade de trabalho estabelecida entre Luigi e Giovanni, as duas famílias residiam no mesmo imóvel. E Alessandro, como ele próprio confessou mais tarde, mesmo reconhecendo a candura daquela menina que o tratava como a um irmão mais velho, passou a fitá-la com olhares mal-intencionados, alimentando uma paixão que pouco tempo depois culminaria na conhecida tragédia.

Antes de morrer, Luigi — movido talvez por um mau pressentimento — havia aconselhado a esposa a voltar para Corinaldo. Ela, porém, presa pelo contrato e pelas dívidas, não tinha meios para sair da casa dividida com os Serenelli. Apesar de os quartos serem separados, a cozinha era comum e a pequena Marietta, embora com tão pouca idade, atendia às duas famílias nos afazeres domésticos.

Primeira Comunhão

Naquela época era necessário ter doze anos para receber a Sagrada Eucaristia, e Marietta sofria por não poder alimentar-se do “Pão dos Anjos” e do “Vinho que engendra virgens”. Seu desejo aumentava a cada domingo, quando ia à Missa com a mãe e a madrinha, enfrentando quatro horas de caminhada num caminho polvorento, até a igreja mais próxima.

Santa Maria Goretti - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaÀs suas insistentes súplicas de poder preparar-se para fazer a Primeira Comunhão, sua pobre mãe lhe respondia que, não sabendo ler, ela não tinha como aprender a doutrina. Além disso, na situação de penúria em que se encontravam, onde conseguir dinheiro para o vestido e as outras prendas? Determinada, a menina não se deixava abater. Por fim, obteve autorização para ir certos dias à residência dos Mazzoleni, a fim de receber ensinamentos de sua piedosa governanta, e participar do Catecismo dos domingos, ministrado pelo senhor Alfredo Paliani para um grupo de jovenzinhos.

Sem prejuízo de seus afazeres domésticos, estudou e rezou durante onze meses, dando belos exemplos de virtude. Para assegurar-se da boa preparação da filha, Assunta fê-la submeter-se a um exame com o Arcipreste de Nettuno, o qual garantiu estar ela apta para receber Jesus em seu coração.

Após fazer os exercícios espirituais preparatórios, pregados por um sacerdote passionista, Marietta voltou para casa muito compenetrada e disse, em tom de voz sério: “Sabes, mamãe, o padre narrou-nos a Paixão de Jesus. E depois disse-nos que quando nós cometemos um pecado, renovamos a Paixão do Senhor”. Manifestava, com esta grave afirmação, o propósito de evitar a todo custo o pecado.

No dia da Primeira Comunhão, antes de sair para a igreja, estando já pronta, com o vestidinho branco que sua mãe lhe obtivera com muito esforço e um singelo véu que recebera de presente, pediu perdão de suas faltas à mãe, aos irmãos, aos Serenelli e aos vizinhos.

Era a festa de Corpus Christi de 1902, quando, não tendo ainda completado 12 anos, Santa Maria Goretti recebia Nosso Senhor em seu coração. Quais terão sido as impressões e os colóquios divinos, nesse primeiro encontro entre Jesus Eucarístico e aquela alma inocente, disposta a nunca ofendê-Lo pelo pecado, mesmo à custa da própria vida? Só se saberá na eternidade…

A alegria e disposição de alma consequentes com o grande passo dado na vida espiritual manifestaram-se logo que Santa Maria Goretti chegou a casa. Abraçando a mãe, prometeu-lhe: “Mãezinha, ó minha mãezinha, serei sempre e cada vez melhor!”.

É melhor morrer do que pecar

Os frutos da Primeira Comunhão logo se fizeram sentir. Um dia, regressou ao lar contando haver visto uma companheira da catequese conversando maliciosamente com um jovem libertino. Imediatamente fugira do local e, ainda horrorizada, afirmou: “É melhor morrer, mamãe, do que dizer palavras feias”.

Poucas semanas se passaram e a pequena não comungara mais que duas ou três vezes, sempre aos domingos. No sábado, 5 de julho, manifestou o desejo de ir, no dia seguinte, acompanhada de uma amiga, receber novamente a Sagrada Comunhão. Estava disposta a caminhar dez quilômetros até Nettuno ou Campomorto, sob o Sol inclemente e em jejum, para receber seu amado Jesus.

Santa Maria Goretti - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaSeus planos foram, porém, modificados pela sanha de Alessandro. Este já a havia assediado por duas vezes e fora energicamente repelido. Ameaçou então matá-la, e não só ela, mas também a Assunta, caso falasse a alguém sobre isso. Santa Maria Goretti nada dissera à mãe, para não afligi-la ainda mais, mas pedia-lhe para não deixá-la sozinha em casa, e procurava estar sempre na companhia de algum dos irmãos.

Naquela tarde, todavia, a jovem ficara cosendo na sacada exterior, tendo apenas junto a si a irmã mais nova, que dormia placidamente. Alessandro arranjara um jeito de escapar-se do trabalho e, retornando para a residência, arrastou Santa Maria Goretti à força para dentro. Percebendo suas infames intenções, ela exprobrava-lhe a ação pecaminosa: “Não, não! Deus não quer isso! Se o fazes, irás para o inferno!…”.

Tomado de fúria, o criminoso desferiu-lhe então 14 cruéis punhaladas. Em seguida, jogou fora a arma e foi trancar-se no seu quarto. A menina, porém, depois de um curto desmaio, conseguiu caminhar até o terraço e pedir socorro. A notícia do acontecido logo se espalhou pela vizinhança e o assassino foi preso.

Últimas horas no hospital

Santa Maria Goretti foi conduzida de ambulância ao hospital de Nettuno, onde a submeteram a uma dolorosa laparotomia. Foram duas horas de operação, sem anestesia! Aliás, a tentativa de salvá-la era vã, pois tinha perfurados o pericárdio, o coração, o pulmão esquerdo, o diafragma e o intestino. Os médicos não compreendiam como ainda estava viva.

Santa Maria Goretti - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaVoltando da sala de cirurgias para junto de sua mãe, mostrava-se preocupada em tranquilizá-la; dizia-lhe que estava bem e perguntava pelos irmãos. A desidratação causada pela perda de sangue a fazia sofrer terrivelmente, mas a gravidade das feridas impedia-lhe de sorver uma gota d’água sequer. Nessa situação, recordar a sede padecida por Jesus no alto da Cruz trazia-lhe consolo.

No dia seguinte teve a graça de receber a almejada Comunhão, mas em circunstâncias quão diversas das que ela imaginara! O Arcipreste de Nettuno, Dom Signori, levara-lhe o Santo Viático ao hospital, e quando lhe perguntou se sabia Quem iria receber, ela respondeu: “Sim, é aquele mesmo Jesus que dentro em pouco irei ver face a face”.

O sacerdote recordou-lhe ter Nosso Senhor perdoado a todos no alto da Cruz e prometido ao bom ladrão que ainda naquele dia estaria com Ele no Paraíso. Perguntou-lhe, então, se perdoava seu assassino: “Sim, por amor a Jesus, perdoo-lhe. E também quero que esteja comigo no Paraíso!… Lá do Céu, rogarei pelo seu arrependimento!”.

Com este estado de espírito recebeu os Sacramentos. Algumas horas depois, entrou no delírio da morte. Instintivamente osculava o crucifixo e a medalha de Nossa Senhora, insígnia da Associação das Filhas de Maria, na qual fora admitida já no leito de morte. Invocou muitas vezes a Virgem Maria, e por volta das três horas da tarde expirou.

Catorze lírios cintilantes

A morte de Santa Maria Goretti foi chorada por todos os que a conheceram. Logo se espalhou a fama de sua santidade e, apenas dois anos depois, seus restos mortais foram depositados no grandioso monumento erigido em sua honra, no Santuário Pontifício de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno.

Santa Maria Goretti - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaUm dos fatos prodigiosos que contribuíram para sua canonização foi a conversão de Alessandro. Em 1910, depois de haver passado por um período de frieza e rebeldia, tendo inclusive pensado em se suicidar, o infeliz assassino foi visitado por sua vítima no cárcere de Noto. Santa Maria Goretti lhe apareceu vestida de branco, oferecendo-lhe lírios que, ao serem tocados por ele, se transformavam em chamas cintilantes. Eram ao todo 14… o mesmo número das punhaladas recebidas!

Assistido pelos padres passionistas, Alessandro se converteu. Cumpridos 27 anos de prisão, foi libertado e dirigiu-se a Corinaldo, onde então morava a mãe de Santa Maria Goretti, para pedir-lhe perdão. Imitando a atitude da filha, ela o perdoou e comungaram lado a lado, na Missa de Natal. Depois, o assassino arrependido fez-se terciário franciscano e terminou seus dias, já ancião, como servente e jardineiro num convento capuchinho.

Mensagem para a juventude do terceiro milênio

Santa Maria Goretti foi canonizada pelo Papa Pio XII, em 24 de junho de 1950. A cerimônia, da qual participou sua mãe, junto com os filhos e netos, teve de ser realizada na Praça de São Pedro, por não haver espaço suficiente para a multidão no interior da Basílica.

Em 6 de julho de 2003, concluindo as comemorações do centenário de sua morte, o Beato João Paulo II perguntava, em seu pronunciamento do Angelus: “O que diz aos jovens de hoje esta jovem frágil, mas cristãmente madura, com a sua vida e, sobretudo, com a sua morte heroica?”.

E continuava: “Marietta, assim era chamada familiarmente, recorda à juventude do terceiro milênio que a verdadeira felicidade exige coragem e espírito de sacrifício, rejeição de todo compromisso com o mal e disposição para pagar com a própria vida, mesmo com a morte, a fidelidade a Deus e aos seus Mandamentos.

“Como é atual esta mensagem! Hoje exaltam-se, muitas vezes, o prazer, o egoísmo ou até a imoralidade, em nome de falsos ideais de liberdade e de felicidade. É preciso reafirmar com clareza que a pureza do coração e do corpo deve ser defendida, porque a castidade ‘guarda’ o amor autêntico.

Santa Maria Goretti ajude todos os jovens a experimentar a beleza e a alegria da bem-aventurança evangélica: ‘Felizes os puros de coração, porque verão a Deus’ (Mt 5, 8). A pureza de coração, como qualquer virtude, exige um treino cotidiano da vontade e uma constante disciplina interior. Pede, acima de tudo, o recurso assíduo a Deus, na oração.


Fonte: Revista Arautos do Evangelho

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SALVADOR: ARAUTOS REALIZARÃO COMUNHÃO REPARADORA DO PRIMEIRO SÁBADO

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A DEVOÇÃO AO SANGUE DE CRISTO E SEU SIGNIFICADO

O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.

O mês de julho é dedicado à devoção do preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados. São João Batista apresentou Jesus ao mundo dizendo: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). Sem o Sangue desse Cordeiro não há salvação”.

Sem o Sangue do Cordeiro não há salvação

Em toda a celebração eucarística, de fato, torna-se presente, juntamente com o Corpo de Cristo, o seu precioso Sangue da nova e eterna Aliança, derramado por todos em remissão dos pecados (cf. Mt 26, 27).

O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. Quem for batizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16,16) pelo Sangue de Cristo.

Em cada Santa Missa a Igreja renova, presentifica, atualiza e eterniza este Sacrifício de Cristo pela Redenção da humanidade. Em média, a cada quatro segundos essa oferta divina sobe ao Céu em todo o mundo. É o Sangue e o Sacrifício do Senhor oferecido ao Pai para satisfazer a Justiça divina ferida por nossos pecados. Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Na Comunhão podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue redentor do Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado de nossa alma.

Adorar o Sangue de Cristo

Mas é preciso parar para adorá-lo no Seu Corpo dado a nós. Infelizmente muitos ainda comungam mal, com pressa, sem Ação de Graças, sem permitir que o Sangue Real e divino lave a alma pecadora e doente.

O Catecismo da Igreja ensina que mesmo que o mais santo dos homens tivesse morrido na cruz, seria o seu sacrifício insuficiente para resgatar a humanidade das garras do demônio; era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito. Só Deus poderia oferecer este sacrifício; então, o Verbo divino, dignou-se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um sacrifício de valor infinito.

A majestade de Deus é infinita; e foi ofendida pelos pecados dos homens. Logo, só um sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz entre a humanidade e Deus.

Justificados pelo Sangue de Cristo

Hoje esse Sangue redentor de Cristo está à nossa disposição de muitas maneiras. Em primeiro lugar pela fé; somos justificados por esse Sangue ensina São Paulo:

“Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu Sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5, 8-9).

São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus mediante “a aspersão do seu sangue” (1Pe 1, 2). “Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.” (1Pe 1,19).

Sinal do sangue, nenhum outro é tão eloquente

O Papa João Paulo II disse que: “O sinal do “Sangue derramado”, como expressão da vida doada de modo cruento em testemunho do amor supremo, é um ato da condescendência divina à nossa condição humana. Deus escolheu o sinal do sangue, porque nenhum outro sinal é tão eloquente para indicar o envolvimento total da pessoa”.

O Papa Bento XIV (1740-1748), ordenou a missa e o ofício em honra ao Sangue de Jesus, que foi estendida à Igreja Universal por decreto do Papa Pio IX (1846-1878). São Gaspar de Búfalo propagou fortemente esta devoção, tendo a aprovação da Santa Sé; foi o fundador da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue – CPPS, em 1815. Nasceu em Roma aos 06 de Janeiro de 1786.

O Sangue de Cristo representa a Sua Vida humana e divina, de valor infinito, oferecida à Justiça divina para o perdão dos pecados de todos os homens de todos os tempos e lugares. “Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26, 28).

O Sangue do Senhor nos libertou do pecado

Assim, o Sangue do Senhor nos libertou do pecado, da morte eterna e da escravidão do demônio. São Paulo diz: “Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5,9). Por seu Sangue Cristo nos reconciliou com Deus: ” por seu intermédio reconciliou consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus” (Cl 1,20).

Com o seu Sangue Cristo nos resgatou, nos comprou, nos fez um povo Seu:

“Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue”(At 20,29). “Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no santuário eterno, em virtude do Sangue de Jesus” (Hb 10,19).

Sangue do Redentor: na Eucaristia, na Confissão

Este Sangue redentor está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão; pelo ministério da Igreja e dos sacerdotes o Cristo nos perdoa dos pecados e lava a nossa alma com o seu precioso Sangue. Infelizmente muitos católicos ainda não entenderam a profundidade deste Sacramento e fogem dele por falta de fé ou de humildade. O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão e cura as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.

Este Sangue está presente na Eucaristia: Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. “O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor” (1 Cor 10,16-27).

Sangue de Cristo, mártires, viver como Ele

É pelo Sangue de Cristo que os santos e os mártires deram testemunho de sua fé e chegaram ao céu:
“Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no Sangue do Cordeiro” (Ap 7,14).”Estes venceram-no por causa do Sangue do Cordeiro e de seu eloquente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte” (Ap 12, 11).

É pelo Sangue derramado que Ele venceu e se tornou Rei e Senhor:

“Está vestido com um manto tinto de Sangue, e o seu nome é Verbo de Deus…” (Ap 19,13-16).

O Sangue de Cristo por nós derramado deve nos levar a viver como Ele viveu. Como disse a Carta aos hebreus:

“Portanto, irmãos, já que pelo Sangue de Cristo temos uma fundada esperança no acesso ao santuário… atendamos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras… ” (Hb 10, 19.24).

Por estes e tantos outros motivos precisamos cultivar em nós a fé e a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo e colher as inúmeras bênçãos que o Senhor têm para distribuir em nossas vidas.

Por Prof. Felipe Aquino – (in “Você conhece o poder do Sangue de Cristo?”, Ed. Cléofas -Subtítulos nossos)


Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: SANTA ISABEL DE PORTUGAL, A RAINHA DA BONDADE E DA PAZ

Mãe e rainha, bondosa e decidida, corajosa e pacificadora, foi amada com paixão por seus súditos. Seu segredo: o amor a Jesus crucificado acima de  todas as coisas.

Quem alguma vez teve a aprazível oportunidade de visitar Coimbra, certamente terá admirado suas numerosas maravilhas: desde o precioso jazigo de Dom Afonso Henriques,Santa_Isabel_de_Portugal_.jpgfundador do Reino de Portugal, até os variados e belos parques que adornam a cidade. Brilha ainda a histórica Universidade que, através de suas sólidas raízes e requintados frutos, é a instituição que representa a maior expressão da Língua Portuguesa.

Contudo, quem vem de longe não deixa de notar o sincero carinho dos habitantes por sua insigne padroeira, a Rainha Santa Isabel: o anjo de bondade e de paz que o Senhor mandou para Portugal.

Curiosamente, Santa Isabel não é portuguesa de nascença. Quis a mão da Providência colhê-la no solo aragonês, onde veio ao mundo no longínquo ano de 1271. Precedeu-a em nobreza e santidade sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria, de quem herdou, além do nome, os mais excelentes predicados. A pequena filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília foi, a exemplo de sua tia, grande seguidora de São Francisco de Assis e uma alma toda voltada para os pobres e necessitados.

Pacificou ânimos e guerras desde o berço até a hora da morte, e não houve, entre o primeiro nobre e o último, doente quem se furtasse à sua tão benéfica influência. Todos saíam de sua presença dispostos a reconciliar-se com Deus e a perdoar o próximo.

Uma menina que dulcificava os corações

Quando nasceu Santa Isabel, havia uma briga entre seu pai e seu avô, Jaime I, o Conquistador. Há tempo não se falavam, porque esse rei de Aragão não aprovava o casamento de seu filho Pedro com Dona Constança. Apenas nasceu a santa menina, foram-se apagando as desavenças domésticas e houve grande harmonia naquela casa real. O destemido avô não ocultava sua grande predileção por essa criança e fez questão de que ela fosse educada em seu palácio, para poder gozar de sua companhia. A razão mais profunda pela qual não queria separar-se dela era o sensível influxo de bênçãos e a suavidade que emanavam de sua pessoa. Num ambiente carregado de tensões e pesados encargos, aquele precioso tesouro dulcificava os corações. Após o falecimento de Jaime I, a infanta permaneceu ainda alguns anos com seus pais. Muito em breve ela se tornaria rainha de Portugal.

Na corte de Portugal

Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Nunca se tinha visto ali uma soberana de tamanha modéstia e amabilidade. Seu recolhimento e união com Deus não tardaram a cativar o povo, o qual logo retribuiu o amor de que estava sendo objeto. Para aumentar a confiança de todos na jovem soberana, concorreu a paz que ela obteve, logo ao chegar, entre Dom Dinis e seu irmão que lhe disputava a coroa.

Sua vida na corte foi uma constante busca do sobrenatural. Sem omitir nenhuma das obrigações impostas pela sua condição de rainha, o seu coração não se prendeu a esta terra. Estava presente em todas as festividades do reino e sinceramente se regozijava com o povo; cingia a coroa e trajava os mais ricos vestidos para, ao lado do rei, receber as autoridades ilustres que vinham honrá-la e colocarse a seu serviço. Entretanto, nem por isso envaideceu-se e desejou aquelas glórias para si. Julgava-se pecadora e teria preferido mil vezes ser pobre a possuir todos os tesouros reais.

Precursora da devoção à Imaculada

A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora.

Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores.

Sofrimentos de esposa e rainha

Assim amparada pelas forças divinas, ela preparou-se para as grandes cruzes e Santa Isabel_de_Portugal.jpgdissabores que a aguardavam. Após o nascimento de seus dois filhos, Constança e Afonso, a Rainha Santa suportou heroicamente a vida dissoluta que Dom Dinis passou a levar. Sem murmurar ou impacientar-se, ela muito rezou e fez penitência pela conversão do soberano.

Assistiu ainda com maior sofrimento às inimizades entre governantes cristãos seus parentes, que por ambição disputavam entre si terras e honrarias e, em conseqüência de suas pretensões, causavam derramamento de sangue.

Corajosamente, Santa Isabel ergueu- se em toda a sua estatura e impediu uma grande quantidade de combates que estavam a ponto de estalar. Dom Dinis e Dom Afonso – irmão do rei – estavam em pé de guerra pela coroa de Portugal. O mesmo rei seu esposo tinha com o monarca de Castela, Sancho IX, sérias contendas em torno das fronteiras entre os reinos. Anos mais tarde, Dom Fernando IV de Castela – seu genro – e Dom Jaime II de Aragão – seu irmão – nutriam mutuamente uma feroz inimizade que caminhava para um terrível enfrentamento. Seu irmão, Frederico da Sicília, e Roberto de Nápoles guerreavam violentamente por razões políticas…

Quantas lágrimas este quadro desolador custou a seu reto coração! Erguendo constantes preces a Deus e implorando a cada um desses soberanos que ouvisse a voz da justiça, ela saiu vitoriosa em todas as desavenças nas quais interveio. A Rainha Santa provou que a paz não se deve tanto a tratados e a considerações de caráter econômico, quanto a almas santas que aplaquem a ira e o ódio por meio da mansidão e da clemência.
Coragem e intrepidez de mãe

A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias.

De um lado, o rei marcha diante de seus homens, disposto a tudo para manter o cargo que lhe cabe por direito. De outro, o filho insolente o enfrenta e despreza o mandato divino que obriga a honrar pai e mãe. No momento em que o silêncio nos dois campos inimigos indica o início da batalha, surge a figura intrépida da rainha: em sua veloz montaria, ela rasga a arena da discórdia e se interpõe entre as criaturas que mais ama neste mundo, para implorar o perdão e a paz.

Seu olhar, sempre carregado de doçura, volta-se desta vez severo e penetrante para o filho ambicioso: “Como te atreves a proceder deste modo? Pesa- te tanto assim a obediência que deves a teu pai e senhor? Que podes tu esperar do povo no dia em que te caiba governar o reino, se estás a legitimar a traição com este mau exemplo? Enfim… se de nada te servem os meus conselhos e carinho de mãe, teme ao menos a ira de Deus, que justamente castiga os escândalos!”

Seria possível resistir a este apelo materno, feito diante de milhares de súditos? Arrependido e cheio de confusão, o filho ajoelha-se sem replicar, pede perdão ao rei e jura-lhe fidelidade. Mais uma vez a Rainha Santa afasta as negras nuvens do horizonte e faz brilhar, para gáudio de todos, o arco-íris da bonança.

A caridade e o amor aos pobres

A par de seu espírito pacificador, foi na prática da caridade e no amor aos pobres que o seu amor a Deus se projetou inteiramente. Tanto se dedicou aos fracos, cuidou dos enfermos, fundou hospitais e protegeu toda categoria de desvalidos, que não é possível encontrar explicação humana para a fecundidade assombrosa de suas iniciativas.

Quando a querida rainha saía no paço, uma multidão de infelizes a seguia, pedindo socorro, e nunca algum deles se retirava sem ser generosamente atendido. Gostava de cuidar pessoalmente dos leprosos mais repugnantes, tratar-lhes as chagas e lavar- lhes as roupas; encaminhava para uma vida digna os órfãos e as viúvas e até na hora da morte não abandonava os infelizes, para os quais providenciava uma sepultura digna e mandava celebrar Missas em sufrágio de suas almas. Como corolário de sua fé inabalável, não poucos eram os doentes que saíam de sua presença inteiramente curados.

Morre como terciária franciscana

Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu.

No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: “Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protegenos do inimigo e recebe-nos à hora da morte”. Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela.

Sua memória rapidamente ultrapassou as fronteiras do reino, e em todo o orbe cristão era conhecida aquela soberana que foi o mais belo ornato do glorioso Portugal.

Uma canonização singular

O modo singular como Santa Isabel foi canonizada bem serve para mostrar o quanto, sendo a vontade Deus glorificar algum de seus filhos ilustres, nenhum obstáculo humano é capaz de impedi-Lo.

Inumeráveis foram os milagres obtidos junto a seu corpo, que permanecia surpreendentemente incorrupto e exalava um bálsamo odorífico. Em Portugal e na Espanha os devotos ansiavam por vê-la nos altares e dedicar igrejas em sua honra. Os soberanos que dela descendiam insistiam junto às autoridades eclesiásticas para acelerarem o processo.

Nos primórdios do séc. XVII, a canonização era o termo final de uma série de autorizações concedidas pela Santa Sé para a veneração dos santos. Sendo assim, era comum que apenas em algumas dioceses ou regiões se pudesse celebrar um bem-aventurado, masSanta_Isabel_de_Portugal.JPGsaindo daquela jurisprudência o culto já não fosse oficial. Esse sistema, somado a uma série de numerosas canonizações naquele período, acabou levando o Papa Urbano VIII a instituir um sistema minucioso e cauto para a admissão de novos bem-aventurados no rol dos santos.

Neste intuito reformador, apenas subiu ao sólio pontifício e logo declarou que não haveria de canonizar nenhum santo! E justo agora que tudo propiciava a glorificação definitiva da querida Rainha Isabel… Que fizeram os devotos agradecidos? Encomendaram aos céus o filial intento, e obtiveram pela oração o que pelos meios humanos não conseguiram.

Após ter enviado várias cartas reforçando o pedido, e também um representante que muito insistiu junto a Urbano VIII, tudo o que o soberano então reinante, Filipe IV, conseguiu foi que o Papa, por educação e cortesia, aceitasse uma imagem da veneranda rainha.

Entretanto, pairava um desígnio superior sobre o intrincado caso. Tendo o Papa caído gravemente enfermo, com febres malignas e já quase sem esperança de vida, lembrou-se da rainha de Portugal. Tanto se falava de seu amor pelos doentes, de seu incansável zelo por curar-lhes o corpo e a alma… Encomendou-se a ela o Papa também, esquecendo-se de sua prudente reserva para com os justos de Deus.

Eis que no dia seguinte amanheceu bom, sem nenhum risco de vida! Tão comovido ficou por ver a bondade de sua protetora que mudou seu parecer. Canonizaria, por uma especial exceção, a rainha de Portugal; e o faria com o “coração grande”, alistando-se ele também nas fileiras de seus devotos. Assim se explica a magnífica cerimônia que teve lugar na Basílica de São Pedro, em 25 de maio de 1625. Nem antes nem depois, nos 21 anos de seu pontificado, Urbano VIII canonizou qualquer outro santo!

* * *

Como é eloqüente o exemplo que nos deu a bondosa rainha Santa Isabel, a qual se abriu sem reservas para a mensagem do Evangelho e compreendeu que o tempo é breve e a figura deste mundo passa! Enfrentando as amargas conseqüências do vício e da vanglória que a rodeavam, ela manteve a integridade de quem não se entregou ao pecado e correspondeu com alegria aos desígnios divinos. Em Coimbra se conserva um precioso manuscrito com estas belas palavras a seu respeito: “A Cruz e os espinhos do meu Senhor são o meu cetro e a minha coroa”. Eis o segredo de todos os maravilhosos frutos que ela colheu ao longo de sua vida: o amor a Jesus crucificado acima de todas as coisas. Sigamos seu rastro luminoso de quem só almeja os bens do alto, e obteremos também o inestimável dom da paz para nossos dias. (Revista Arautos do Evangelho, Julho/2007, n. 67, p. 22 à 25)

Santa Isabel de Portugal


Fonte: Arautos do Evangelho

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AQUELE COM QUEM DEUS SE FAZ UM

Tudo quanto foi criado por Deus, no céu e na terra, é ordenado e sábio. Como seria caótico nosso planeta se dele pudéssemos avistar muitos sóis e apenas algumas estrelas! As coisas muito importantes são poucas, e em torno destas se organizam as menores, para que cada uma cumpra sua finalidade.

Sob alguns aspectos, como o sol entre as estrelas, assim é o profeta entre os homens. E do mesmo modo que o astro rei rompe a hegemonia das trevas, o profeta rompe o unanimismo de seu tempo, iluminando o verdadeiro caminho e alertando a respeito dos falsos.

Com esse fim, é ele escolhido diretamente por Deus para ser o depositário de todos os seus planos, pois “Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos” (Am 3, 7). Portanto, o Senhor instrui o profeta, este guia o povo e dessa forma Deus governa a História. (*) Por isso, o profeta é temido pelo demônio, e é também odiado pelo mundo, porque condena os desregramentos dos homens ao recordar-lhes os preceitos divinos.

Assim, o profeta é marcado pelo selo da dor, da ingratidão e da perseguição, mas, sobretudo, caminha sob o signo da luta, da fidelidade e do heroísmo. Ele vive exclusivamente para Deus, em função de Deus e por esta razão só de Deus recebe a sua paga: o prêmio demasiadamente grande (cf. Gn 15, 1). Contudo, somente depois de sua passagem por este mundo, já na eternidade, receberá a glorificação, a qual também repercute na terra.

Embora a perseguição acompanhe o profeta, nem todo homem controvertido pode ser considerado como tal. Com efeito, o profeta é, antes de mais nada, um escolhido do Altíssimo; daí a recomendação de São João: “Não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantarão” (I Jo 4, 1).

Os Evangelistas (cf. Mt 7, 15;24, 11; Lc 6, 26; Mc 13, 22) alertam que os “falsos profetas” eventualmente realizariam prodígios portentosos; o Senhor, entretanto, não deixa de confundir estes “sinais” (cf. Is 44, 25) e de denunciar seus autores, pois se atribuem uma missão divina que não têm: são eles mesmos as vítimas de suas próprias tramas (cf. Jr 14, 14-15; Ez 13, 1-3), tornando-se objeto de “ruína repentina”(II Pd 2, 1). Portanto, pelos seus frutos encontraremos os verdadeiros enviados de Deus (cf. Mt 7, 16), pois Ele sempre faz conhecer os seus!

Esta é a grandiosidade da vocação do profeta, aquele com quem Deus Se fez um. Mero homem, ele se une, na Cruz, a Nosso Senhor Jesus Cristo, o Profeta Absoluto, e em contrapartida Deus fala pela sua boca, irradiando a divina sabedoria como uma névoa a cobrir o orbe inteiro (cf. Eclo 24, 6). Rocha divisória no meio do rio, rumo e luz nas tempestades do mar escuro, firme torre erguida entre as ruínas da planície, o profeta é uma sagrada trombeta de ouro, na qual sopra – dos altos Céus – o Espírito Santo, e que faz ressoar por toda aterra a voz do próprio Deus!

(Originalmente publicado na revista “Arautos do Evangelho”, nº 199, julho de 2018, p. 5. Para acessar a revista Arautos do Evangelho do corrente mês clique aqui )

(1) Contrariamente à noção errônea de que a missão dos profetas deu-se apenas no Antigo Testamento, veja-se o Catecismo da Igreja Católica (no Brasil, edição conjunta Ave Maria, Loyola, Paulinas, Paulus, Salesiana, Vozes): o dom da profecia está especialmente presente na Igreja, como derivação do tríplice atributo de Cristo: Sacerdote, Profeta e Rei.

Para, entre os Santos, não citar senão São Luís Grignion de Montfort: “(…)a quem destes luzes proféticas, a um São Francisco de Paula, a um São Vicente Ferrer, a uma Santa Catarina de Sena, e a tantas outras grandes almas, no século passado e até neste, em que vivemos”.(Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, Ed. Vozes, Petrópolis, 2017, 46ª edição, p. 302-303)

Ilustrações: Arautos do Evangelho, gaudiumpress


Fonte: Arautos do Evangelho em Vitória

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SANTO DO DIA: SÃO TOMÉ: “MEU SENHOR E MEU DEUS”

Por ser incrédulo, São Tomé ouve do Divino mestre: “Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos… Não sejas incrédulo”,e toca-lhe as chagas. “Meu Senhor e meu Deus”Eis a profissão de fé que então brota dos lábios do apóstolo.

O que queria a Providencia com esse fato? Pensaria Deus apenas em seu apóstolo neste momento?

Vejamos um pouco, o que diz o Papa São Gregório Magno ao mencionar São Tomé em um de seus sermões.

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Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio (Jo 20,24). Era o único discípulo que estava ausente. Ao voltar, ouviu o que acontecera, mas negou-se a acreditar. Veio de novo o Senhor, e mostrou seu lado ao discípulo incrédulo para que o pudesse apalpar; mostrou-lhe as mãos e, mostrando-lhe também a cicatriz de suas chagas, curou a chaga daquela falta de fé. Que pensais, irmãos caríssimos, de tudo isto? Pensais ter acontecido por acaso que aquele discípulo estivesse ausente naquela ocasião, que, ao voltar, ouvisse contar, que, ao ouvir, duvidasse, que, ao duvidar, apalpasse, e que, ao apalpar, acreditasse?

Nada disso aconteceu por acaso, mas por disposição da providência divina. A clemência do alto agiu de modo admirável a fim de que, ao apalpar as chagas do corpo de seu mestre, aquele discípulo que duvidara curasse as chagas da nossa falta de fé. A incredulidade de Tomé foi mais proveitosa para a nossa fé do que a fé dos discípulos que acreditaram logo. Pois, enquanto ele é reconduzido à fé porque pôde apalpar, o nosso espírito, pondo de lado toda dúvida, confirma-se na fé. Deste modo, o discípulo que duvidou e apalpou tornou-se testemunha da verdade da ressurreição.

Tomé apalpou e exclamou: Meu Senhor e meu Deus! Jesus lhe disse: Acreditaste, porque me viste? (Jo 20,28-29). Ora, como diz o apóstolo Paulo: A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem (Hb 11,1). Logo, está claro que a fé é a prova daquelas realidades que não podem ser vistas. De fato, as coisas que podemos ver não são objeto de fé, e sim de conhecimento direto. Então, se Tomé viu e apalpou, por qual razão o Senhor lhe disse: Acreditaste, porque me viste? É que ele viu uma coisa e acreditou noutra. A divindade não podia ser vista por um mortal. Ele viu a humanidade de Jesus e proclamou a fé na sua divindade, exclamando: Meu Senhor e meu Deus! Por conseguinte, tendo visto, acreditou. Vendo um verdadeiro homem, proclamou que ele era Deus, a quem não podia ver.

Alegra-nos imensamente o que vem a seguir: Bem-aventurados os que creram sem ter visto (Jo 20,29). Não resta dúvida de que esta frase se refere especialmente a nós. Pois não vimos o Senhor em sua humanidade, mas o possuímos em nosso espírito. É a nós que ela se refere, desde que as obras acompanhem nossa fé. Com efeito, quem crê verdadeiramente, realiza por suas ações a fé que professa. Mas, pelo contrário, a respeito daqueles que têm fé apenas de boca, eis o que diz São Paulo: Fazem profissão de conhecer a Deus, mas negam-no com a sua prática (Tt 1,16). É o que leva também São Tiago a afirmar:A fé, sem obras, é morta (Tg 2,26).

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Assim sendo, caros internautas, peçamos a Santíssima Virgem e a São Tomé que nos de uma fé viva, e ardente a transbordar em obras, dedicação e amor por Cristo e sua Santa Igreja.


Clique no vídeo acima


Fontes: Arautos do Evangelho
TV Arautos

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