CONHECENDO OS ARAUTOS – 2

É cada vez mais comum encontrarmo-nos com os Arautos do Evangelho no nosso dia a dia. Uma coisa entretanto deixa as pessoas curiosas: ora são religiosos (rapazes), ora são religiosas (moças), ora são sacerdotes, ora são, digamos assim, juveníssimos.

Aqui apresentamos uma rápida explicação e um VÍDEO de como surgiram dois dos ramos: o de Sacerdotes e o Feminino.

OS VÁRIOS HÁBITOS

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: REZE CONOSCO!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.


Fonte: Arautos do Evangelho

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COOPERADORES DOS ARAUTOS: CARISMA, ESPIRITUALIDADE E EVANGELIZAÇÃO – ARAUTOS DO EVANGELHO

Leigos de vida consagrada ou membros de outras associações ou movimentos apostólicos, os Cooperadores dos Arautos do Evangelho, além de observarem os preceitos e deveres próprios a seu estado, esforçam-se por viver em conformidade com o carisma e a espiritualidade da Associação, dedicando a ela seu tempo livre e se comprometendo a cumprir certas obrigações.

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FRASES DA SEMANA: ENTRE OS ESPINHOS



Fonte: Arautos do Evangelho

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UM MENINO ANGÉLICO

Na Guerra de 1914, que durou quatro anos, os exércitos italiano e alemão pelejavam perto da povoação de Torcegno, no vale de Brenta.

À meia-noite, entraram os alemães para ocupar a igreja e a torre, e levaram consigo prisioneiros os sacerdotes que havia, sem dar-lhes tempo de retirar o Santíssimo da igreja.

De manhã, antes da aurora, o povo recebeu ordem de evacuar o povoado, pois ia dar-se ali a batalha.

Eram os habitantes cristãos fervorosos que amavam muito suas roças, suas casas e mais ainda sua igreja.

Mas não havia remédio; era preciso fugir.

– Salvemos ao menos o Santíssimo — disseram todos. Mas como, se não havia padres?

Lembraram-se de escolher o menino mais inocente e angélico para abrir o sacrário e dar a comunhão a todos os presentes, consumindo-se assim todas as hóstias.

Ao sair o sol, todo o povo estava na igreja, as velas acesas no altar e o menino revestido de alvas vestes.

Sobe o mesmo com grande reverência os degraus do altar, estende o corporal, abre a portinha, toma o cibório dourado e, tendo todos rezado o “Eu pecador”, desce até à grade e vai dando as hóstias até esvaziar o cibório.

Purificou logo o vaso sagrado com todo cuidado, juntou as mãos e desceu os degraus do altar como um Anjo.

Levando Jesus no coração, todo o povo se apressou a fugir para os montes. Corriam lágrimas dos olhos de muitos, é verdade, mas a alma estava confortada com o manjar divino.

Ao pequeno “diácono” enviou o Santo Padre Bento XV sua bênção e suas felicitações.

(Pe. Francisco Alves, TESOURO DE EXEMPLOS)


Fonte: Arautos do Evangelho Maringá

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A SEMENTE DA HONESTIDADE

Numa fértil região da Europa a proprietária de um grande e belo vinhedo recebera a notícia de que sua melhor administradora deixaria o emprego ao cabo de dois meses.

Punha-se então o problema de conseguir uma substituta de confiança, como o era aquela que deixaria a função. O modo como ela escolheu foi pitoresco.

Apresentaram-se seis candidatas. Como escolher entre elas uma que merecesse sua confiança?

No dia combinado, apresentaram-se as seis. Alice — esse era o nome da proprietária — conversou amistosamente com cada uma e as reuniu. Deu uma semente a cada uma delas:

— Plantem a semente e aquela que, dentro de um mês me trouxer a flor mais bonita, será a escolhida.

Uma das seis fez como as demais: plantou cuidadosamente a semente e regou-a todos os dias. Mas, passaram-se os dias, as semanas sem que nascesse coisa alguma. No dia combinado ela levou o seu vaso no qual nada nascera. Chegando à casa de Dona Alice viu que as outras traziam vasos com flores, cada uma mais bonita que a outra.

Chega Dona Alice, cumprimenta-as e conversa um pouco. Por fim, diz:

— Escolho esta em cujo vaso não nasceu nada.

As demais entreolharam-se… E Dona Alice explicou a razão da escolha.

— As sementes que lhes dei estavam esterilizadas. Delas não poderia nascer nada. Esta moça que tem o vaso sem nenhuma planta é a escolhida, pois foi a única que mostrou ter a virtude de que mais preciso: a honestidade.

* * *

Às vezes Deus age conosco de modo semelhante: a nossa aceitação de algo que não entendemos logo, é a condição para Ele dar muito mais.

Ilustrações: Arautos do Evangelho, brfreepic


Fonte: Arautos Curitiba

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MINAS GERAIS, PALCO DE SACRILÉGIO À EUCARISTIA

(Com base em informações do destacamento da Polícia Militar em Fama — simpática cidade situada às margens da represa de Furnas)

Na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, logo cedo no dia 2, último, o Pároco alertou a Polícia que o Sacrário desaparecera da igreja contendo as hóstias consagradas. Depois de buscas, para surpresa geral, o Sacrário — apesar do peso, pois é de metal — foi vistoflutuando próximo à margem da represa de Furnas que banha a cidade.

Maior surpresa; apesar de estarem dentro d’água, as hóstias estavam secas e intactas, numa confirmação muda da presença real de Jesus na Eucaristia. Como católicos louvamos a Deus pela bondade em nos confirmar na fé na Eucaristia ao mesmo tempo que pedimos arrependimento e perdão para os profanadores: que eles vejam nesse portento não só a maldade de seu crime, mas o convite a crerem nessa verdade de fé para todos nós: Jesus está realmente presente na Eucaristia

Ilustrações: Arautos do Evangelho, PMMG

Fonte: Arautos Minas Gerais

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APARÊNCIA E REALIDADE

As aparências enganam — é um dito da sabedoria popular, tantas vezes confirmado no nosso dia a dia. Este dito seria válido para quem tivesse a alegria e a graça de conviver com Jesus?

Mesmo com base nos Evangelhos as respostas podem ser desencontradas: para uns Jesus era apenas “o filho do carpinteiro”, para outros era o Messias tão esperado, o Filho de Deus.

O artigo do Mons. João Clá, fundador dos Arautos do Evangelho que transcrevemos condensadamente a seguir pode bem esclarecer o assunto.

A FÉ DE PEDRO, FUNDAMENTO DO PAPADO

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Na aparência, a vida de Jesus até cerca de 30 anos transcorreu como a de um homem comum. Velando os reflexos de sua divindade, ajudava o pai no serviço e era conhecido como “o filho do carpinteiro” (Mt 13, 55), noção fácil de ser assimilada.

Embora Jesus e José fossem bem conceituados na pequena Nazaré, pela honestidade, perfeição e responsabilidade com que executavam seus trabalhos, é evidente que tal apreciação estava muito aquém de sua autêntica dignidade.

Entretanto, em certo momento morre São José e, algum tempo depois, Nosso Senhor começa o seu ministério, dirigindo-Se a cidades mais importantes do que Nazaré. Conforme narram os evangelistas, Ele “percorria toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades entre o povo”(Mt 4, 23).

Sua fama logo se difundiu “por todos os lugares da circunvizinhança” (Lc 4, 37), de sorte que“onde quer que Ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-Lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes” (Mc 6,56).

Quando instruía o povo, “maravilhavam-se da sua doutrina, porque Ele ensinava com autoridade” (Lc 4, 32) e, ao operar milagres, provocava assombro a ponto de suscitar a exclamação das multidões: “Jamais se viu algo semelhante em Israel” (Mt 9, 33).

Uma simples ordem d’Ele fez cessar a tempestade e acalmou o mar, impressionando tanto os discípulos, que estes se perguntavam uns aos outros: “Quem é este Homem a quem até os ventos e o mar obedecem?” (Mt 8, 27).

Todavia, esse impacto por Ele causado produzia incômodo nos judeus. Por quê?

ESPERAVAM UM MESSIAS TEMPORAL

A classe mais alta da sociedade judaica era constituída pelos saduceus e fariseus, dois influentes partidos religiosos que se digladiavam. Enquanto os primeiros, acomodados aos privilégios de que gozavam, pouco se preocupavam com a vinda do Messias, os fariseus incutiam uma ideia equivocada, segundo a qual o principal objetivo do Salvador seria o de promover a supremacia político-social e econômica de Israel sobre todas as outras nações da Terra.

Ora, diversas características apresentadas por Nosso Senhor não coincidiam com tal anseio. Se, sob certo aspecto, Jesus superava as expectativas messiânicas, também é verdade que várias vezes a opinião pública mostrava-se chocada em relação a Ele.

Quando — depois da multiplicação dos pães e de ter caminhado sobre as águas — anunciou a Eucaristia, declarando: “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha Carne para a salvação do mundo” (Jo 6,51), os judeus se escandalizaram, pois interpretaram suas palavras no sentido de canibalismo. Inclusive, “desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com Ele” (Jo 6, 66).

Nesta mesma ocasião o Mestre perguntou aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6, 67), como a dizer: “a opinião pública abandonou-Me; não quereis segui-la?”. E São Pedro Lhe respondeu: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6, 68).

UM MÉTODO PARA FORMAR OS APÓSTOLOS

A Paixão estava próxima e era preciso separar definitivamente os Apóstolos da sinagoga— da qual eram membros fervorosos —, deixando-lhes claro que a instituição que Ele vinha fundar levaria aquela à plenitude e seria a realização de todas as profecias da Antiga Lei.

Na pergunta formulada pelo Divino Mestre — “Que dizem os homens ser o Filho do Homem?” — podemos entrever o interessante método empregado para formar os Apóstolos.

Estes foram comprovando por si, ao ouvirem as pregações e presenciarem os milagres, o quanto Ele era um Mestre incomum. Entretanto, se não houvesse uma revelação, eles jamais cogitariam ser Jesus o próprio Deus! Nem sequer os Anjos, no estado de prova, chegariam a esta conclusão por si mesmos, pois o mistério da união hipostática é algo que escapa completamente não só à inteligência humana, como também à angélica. (1) Os demônios não tinham, por isso, uma noção clara a respeito da divindade de Cristo. (2)

Deste modo, velava aos olhos dos homens os fulgores de sua divindade, não permitindo que eles percebessem com clareza quem Ele era: a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, igual ao Pai e ao Espírito Santo.

A tal ponto que, na Última Ceia, São Filipe ainda pede a Jesus para lhes mostrar o Pai, e recebe d’Ele esta resposta: “Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheceste, Filipe! Aquele que Me viu, viu também o Pai” (Jo 14, 9).

“E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?”

Na segunda pergunta — “E vós, quem dizeis que Eu sou?” — é importante ressaltar como o Divino Mestre Se refere a Si mesmo, pois já não diz “o Filho do Homem”, mas indaga: “quem dizeis que Eu sou?”.

São Pedro, cujo temperamento expansivo o levava a dizer tudo quanto pensava, adiantou-se a responder: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”!

[Jesus lhe diz:]“Por isso Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la”

Com tais palavras Cristo dá a Pedro o poder divino, absoluto e inabalável, de sustentar a Santa Igreja e a garantia da infalibilidade, ao declarar que suas decisões na Terra serão ratificadas no Céu — “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus; tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus”. (Mt 16, 16-19)

O CARISMA DA INFALIBILIDADE

Imagem de São Pedro – Vaticano

Graças ao carisma da infalibilidade o Sumo Pontífice não erra quando se pronuncia ex cathedra, “isto é, quando, no desempenho do múnus de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica que determinada doutrina referente à Fé e à moral deve ser sustentada por toda a Igreja”.(3)

Dir-se-ia ser um perigo depositar tal tesouro nas mãos de um homem… Sim, caso não fosse Deus o Doador! Quem o entrega a São Pedro é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e, na realidade, é Ele quem governa a Igreja. Se nela houve abusos e desvios ao longo da História, foram por Ele permitidos para provar que, ainda que o elemento humano esteja presente, sempre prevalecerá o elemento divino.

(1) SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. I, q.57, a.5, ad 1; q.58, a.5.

(2) Idem, q.64, a.1, ad 4.

(3) DENZINGER, 3074. (Edição brasileira com base na 40ª edição alemã (2005), Ed. Paulinas e Loyola, São Pulo, 2007, p. 659-660)

(Condensado do artigo do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, “A fé de Pedro, fundamento do Papado”, na revista “Arautos do Evangelho”, nº 152, de agosto de 2014), p. 8-15.

Ilustrações: Arautos do Evangelho, Gustavo Krajl, wiki, reprodução


Fonte: Arautos do Evangelho Curitiba

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CURSO DE TEOLOGIA: UM CONSTANTE PEREGRINAR DE UNIÃO À DEUS

 

Na tarde do dia 29 de outubro, na sede dos Arautos do Evangelho, Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos de Gusmão, em Lauro de Freitas, os terciários e consagrados puderam participar da décima aula do Curso de Teologia ministrada pelo Padre Rodrigo Solera, EP.

O tema tratado neste encontro foi Pneumatologia, que corresponde ao estudo do Espírito Santo, cuja missão consiste em inspirar os homens e santificar as almas. O homem, através do Sacramento do Batismo, torna-se filho de Deus ao receber a graça santificante, que é um dom sobrenatural fruto do amor divino, pelo qual Deus o eleva infinitamente acima da condição natural. E pela Inabitação da Santíssima Trindade, a alma é cada vez mais marcada pela presença de Deus e a ação do Espírito Santo: “Não sabeis que sois o Templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor 3, 16). Estabelece-se, assim, um convívio com Deus mais intenso do que o existente entre os melhores amigos. Todos aqueles que dizem não a Deus, ao pecar, perdem o estado da graça e expulsam a Santíssima Trindade da alma. Mas, através do Sacramento da Confissão, o homem renasce para a graça.

Junto com a graça santificante, Deus dá ao homem os meios para desenvolver a vida sobrenatural em sua alma: são as virtudes e os dons. É por meio destas potências que o homem progride, cresce e atinge a perfeição. As virtudes sobrenaturais são infundidas por Deus no entendimento e na vontade do homem para que este possa operar segundo o ditame da razão iluminada pela fé. Os dons do Espírito Santo, por sua vez, são infundidos pela Providência para que a alma possa receber e cooperar com as moções do Espírito Santo. Através dos dons, será o próprio Divino Paráclito que agirá sobre as virtudes, elevando-as aos mais altos graus de perfeição. “A vida presente significa um constante peregrinar rumo à união com Deus, para que a alma seja modelada pelo Espírito Santo”. Clique aqui para acesso ao material do curso.

Após o curso de Teologia, o Padre Solera celebrou a Santa Missa, convidando-nos a enxergar tudo na vida por amor a Deus, centro de tudo e eixo de nossas vidas.

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BAHIA PREPARA-SE PARA A FESTA DE TODOS OS SANTOS NO CENTRO HISTÓRICO

Os fiéis soteropolitanos se preparam para celebrar a Festa de Todos os Santos no próximo dia 4 de novembro. Na ocasião, as Irmandades, Ordens Terceiras e Devoções, assim como os demais católicos, participarão de uma Santa Missa às 9h, na Igreja São Pedro dos Clérigos (Terreiro de Jesus), presidida pelo pároco, Padre Lázaro Muniz.

Bahia prepara-se para a Festa de Todos os Santos no Centro Histórico.jpg

Após a cerimônia, haverá uma procissão que sairá pelas ruas do Centro Histórico, inspirada no tema da festividade deste ano, intitulado “Sede santos como o vosso Pai é Santo” (Mt 5, 48).

“É importante ressaltar que os fiéis, membros das Irmandades, paróquias, Ordens Terceiras, Institutos, congregações, Novas Comunidades, grupos, movimentos e pastorais podem participar carregando a imagem do santo ou a santa de devoção”, informa o site da Arquidiocese de Salvador.

Segundo o Padre Lázaro, “essa experiência de celebrar Todos os Santos no Centro Histórico nasceu de um desejo das Irmandades, por cada uma tem uma devoção com um santo, ou um culto de um título de Nossa Senhora”.

Ainda conforme o sacerdote, “nós vimos que seria bom poder, com as irmandades, as paróquias e o povo, celebrar com o desejo muito claro de manter viva a devoção aos santos e santas da nossa fé, da nossa Igreja”. (LMI)


Fonte: gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/90995#ixzz4xQalIUfN

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PRIMEIRO SÁBADO DO MÊS – PARTICIPE!

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A FESTA DOS IRMÃOS CELESTES

“Naquele tempo, 1 vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-Se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 ‘Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem–aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de Mim. 12a Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus’” (Mt 5, 1-12a).

 

I – Os Santos, irmãos celestes?

Na Solenidade de Todos os Santos a Igreja celebra todos aqueles que já se encontram na plena posse da visão beatífica, inclusive os não canonizados. A Antífona da entrada da Missa nos faz este convite: “Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa de Todos os Santos”. Sim, alegremo-nos, porque santos são também – no sentido lato do termo – todos os que fazem parte do Corpo Místico de Cristo: não só os que conquistaram a glória celeste, como também os que satisfazem a pena temporal no Purgatório, e os que, ainda na Terra de exílio, vivem na graça de Deus. Quer estejamos neste mundo como membros da Igreja militante, quer no Purgatório como Igreja padecente, quer na felicidade eterna, já na Igreja triunfante, somos uma única e mesma Igreja. E como seus filhos temos irmandade, conforme diz São Paulo aos Efésios: “já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos Santos e membros da família de Deus” (Ef 2, 19).

Os Santos intercedem por nós e dão exemplo

   É por isso que o Prefácio desta Solenidade reza: “Festejamos, hoje, a cidade do Céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os Santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para essa cidade caminhamos pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos, alegres, na vossa luz, tantos membros da Igreja, que nos dais como exemplo e intercessão”.

   Assim, caminhando “na penumbra da fé”, voltemos a atenção para os Bem-aventurados, – nossos irmãos, se vivermos na graça de Deus -, pois eles estão mais perto d’Aquele que é a Cabeça desse Corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles são motivo de esperança para os que padecem nas chamas do Purgatório. E para nós, que possuímos pelo Batismo o germe dessa glória da qual eles já gozam, são modelo da santidade de vida que devemos alcançar. Todo nosso empenho será pouco para obter que essa semente se transforme em árvore frondosa, no pleno desabrochar de suas flores e com abundância de frutos, isto é, a glória eterna, nossa meta última.

   Precisamos avançar, então, rumo aos que estão na presença de Deus com o mesmo desejo com que procuraríamos nossa família, caso não a conhecêssemos, pois, entre os membros de uma família harmônica e bem constituída existe um imbricamento, fruto da consanguinidade, tão inquebrantável que, por exemplo, se um dos irmãos atinge uma situação de prestígio, todos os demais se regozijam. Muito maior há de ser a união daqueles que, pela filiação divina, pertencem à família de Deus, e maior também a alegria ao contemplarmos nossos irmãos louvando a Deus no Céu, por todo o sempre, e intercedendo por nós junto a Ele.

   Tais pensamentos nos dão a clave para analisar o florilégio das leituras que a Santa Igreja separou para esta Solenidade.

II – Chamados a nos reunirmos no Céu

   A primeira leitura, do Apocalipse (7, 2-4.9-14), é cheia de beleza e, ao mesmo tempo, difícil de ser explicada com profundidade, em todos os seus simbolismos. Detenhamo-nos apenas em dois aspectos que a relacionam especialmente com esta comemoração. “Eu, João, vi um outro Anjo que subia do lado onde nasce o Sol. Ele trazia a marca do Deus vivo, e gritava, em alta voz, aos quatro Anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: ‘Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus’” (Ap 7, 2-3). Este bonito trecho deixa patente que Deus só promoverá o fim do mundo quando forem ocupados todos os lugares do Céu e a coorte dos Bem-aventurados se tenha completado. Vemos como Deus, para além das ofensas cometidas contra Ele e antes de enviar o castigo à Terra, cuida de seus Santos, daqueles que Ele escolheu.

   Logo em seguida, continua São João: “Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7, 4). Este número dos que seguem o Cordeiro por toda parte (cf. Ap 14, 4) é simbólico, pois a quantidade de Santos do Céu é incalculável. Ao criar o Céu Empíreo – que, segundo São Tomás, foi a primeira criatura a sair das mãos de Deus, junto com os Anjos -, tinha Ele, desde toda a eternidade, o plano de povoá-lo com outros seres inteligentes que, além dos espíritos angélicos, fossem partícipes da natureza divina e, portanto, sócios de sua felicidade eterna.

   Eis o apelo feito a nós na Liturgia de hoje: desejar e abraçar a via da santidade para fazer parte destes cento e quarenta e quatro mil.

O predomínio do mal depois do pecado original

   Ora, a partir do pecado original o homem passou a se interessar de forma intemperante pelas coisas materiais, e aos poucos seesqueceu de Deus. Estabeleceu-se na face da Terra a luta entre o bem e o mal, entre as volúpias da carne e o chamado de Deus à santidade, e no relacionamento humano entrou o mal com uma virulência extraordinária, pois este é dinâmico, enquanto o bem é apenas difusivo. Com efeito, se não fosse a sustentação da graça, o mal dominaria completamente em nós e derrotaria o bem.

Desde o primeiro Santo, até Nosso Senhor Jesus Cristo

   Isto se faz patente logo após a saída de Adão e Eva do Jardim do Éden, na história de seus dois primeiros descendentes, Caim e Abel. Abel era um filho da luz, reto e justo, cujos sacrifícios oferecidos a Deus eram aceitos com enorme benevolência (cf. Gn 4, 4). Caim, pelo contrário, nutria em sua alma o nefasto vício da inveja que, tendo chegado ao auge, levou-o a matar seu irmão, derramando sangue inocente. Em seguida, tomado de amargura e depressão, em consequência de seu pecado, Caim quis fugir da face do Senhor, com a ilusão característica do pecador que julga poder ocultar-se de Deus, assim como se esconde do olhar dos homens (cf. Gn 4, 8.14).

   Qual não terá sido o espanto de Eva ao carregar o cadáver de seu filho nos braços e deparar-se, pela primeira vez, com o efeito do pecado cometido no Paraíso! A alma de Abel, porém, no instante em que se destacou do corpo foi para o Limbo dos Justos, à espera da vinda do Salvador que lhe abriria as portas do Céu. Precedendo os pais, ele encabeçou o cortejo dos Santos, daqueles que, aos poucos, constituiriam o número dos que deveriam passar desta vida à eterna bem-aventurança.

A Encarnação do Verbo trouxe ao mundo uma plêiade de Santos

   Entretanto, a Encarnação do Verbo e sua presença visível entre os homens trouxe ao mundo uma plêiade de Santos: desde os mártires inocentes, até o Bom Ladrão que, tendo implorado misericórdia, obteve dos lábios do próprio Deus o prêmio de ser perdoado e santificado: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43). Quando Jesus expirou na Cruz, sua Alma desceu ao Limbo, onde, decerto, o primeiro a recebê-Lo foi São José, que O aguardava havia poucos anos. Mas foi no dia de sua gloriosa Ascensão que o Redentor levou consigo essa coorte exultante de justos, introduzindo-os no Céu a fim de começar a povoá-lo. Em certo momento, com gáudio para os Bem-aventurados, Maria Santíssima subiu em corpo e alma, e foi coroada como Rainha do universo.

Ficaram escancaradas as portas da santidade

   Ao longo dos vinte séculos de História da Igreja, as moradas eternas acolheram os mártires, os doutores, os confessores… pois foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem abriu definitivamente as portas da santidade a todos os homens, com a superabundância de sua graça e sua doutrina nova dotada de potência (cf. Lc 4, 32; Mc 1, 22).

   Sinopse desta doutrina é o Sermão da Montanha, cujo centro é o Evangelho escolhido para esta Solenidade: a proclamação das Bem-aventuranças. De fato, elas são o resumo de toda a moral católica, de toda via de perfeição, de toda a prática da virtude, e se neste dia comemoramos as miríades de Santos que habitam o Paraíso Celeste, é porque eles realizaram em sua vida aquilo que o Divino Mestre delineia como causa de bem-aventurança.

   Tendo comentado este Evangelho em outras ocasiões, nos limitaremos agora a dar uma síntese dos ensinamentos nele contidos, em harmonia com a Solenidade hoje celebrada.

O contraste entre a Antiga e a Nova Lei

   Em primeiro lugar, apreciemos o contraste desta cena do Sermão da Montanha com outro importante discurso da História Sagrada: a promulgação da Antiga Lei, no Monte Sinai (cf. Ex 19-23). Parece que Nosso Senhor quis estabelecer de propósito uma contraposição entre ambos os episódios, a fim de mostrar a beleza existente na Nova Lei que Ele veio trazer, levando a Lei Antiga a maior perfeição (cf. Mt 5, 17). No Sinai, Deus permanece no cume da montanha e Moisés tem de subir até lá para receber as Tábuas da Lei. Cristo, pelo contrário, desce à meia altura do monte para Se encontrar com o homem e entregar-lhe, Ele próprio, a Nova Lei. Assim, uma Lei é promulgada no cimo da montanha, outra na orla. Enquanto no Sinai o homem deve subir até Deus, na montanha em que Jesus faz seu sermão, Deus desce até o homem.

   No Sinai, o Todo-Poderoso se apresenta em meio a trovões, relâmpagos, escuridão e som ensurdecedor de trombeta; na montanha, o Salvador senta-Se entre os homens, num ambiente suave, sereno e tranquilo, sem especiais manifestações da natureza. No Sinai, o povo tinha proibição de tocar a base do monte, pois morreria se o fizesse; na montanha, a multidão está próxima de Jesus e pode tocá-Lo, porque d’Ele emana uma virtude que cura a todos.

   No Sinai, foi dado a Moisés um código de leis, verdadeiro código penal, com severos castigos para quem o transgredisse; na montanha, Nosso Senhor mostra, com misericórdia sem limites, quais os prêmios, os benefícios e as maravilhas concedidas por Deus a quem pratica a virtude e cumpre a Lei. No Sinai, Moisés representa a Lei, servindo de exemplo por seu zelo em cumprir essa mesma Lei; na montanha, Jesus Cristo é o modelo perfeito da lei da bondade.

   No Sinai, para ouvir as prescrições divinas poderia subir qualquer homem, desde que fosse eleito por Deus; na montanha, porém, só o Homem-Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade Encarnada, podia pronunciar aquele Sermão, poisunicamente Ele, enquanto Messias, tinha autoridade para aperfeiçoar a Lei Antiga.

   Nessa perspectiva de bondade, Jesus proclama as Bem-aventuranças, mostrando a que alturas é capaz de se elevar uma alma pelo florescimento dos dons do Espírito Santo, produzindo atos de virtude heroica. Tais frutos podem brotar de maneira isolada, mas, em geral, quando o santo chega à plenitude da união com Deus, todas as bem-aventuranças se verificam numa única florada. Ser santo, então, significa ser um bem-aventurado no tempo para depois sê-lo na eternidade.

A filiação divina nos confere uma qualidade

   Em que consiste, pois, essa bem-aventurança? Na segunda leitura (I Jo 3, 1-3) desta Liturgia, um lindíssimo trecho da Primeira Epístola de São João – o Apóstolo do Amor, exímio espiritualista, sempre dado a ressaltar a vida sobrenatural – nos dá a resposta,lembrando o valor da nossa condição de filhos de Deus: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus. E nós realmente o somos” (I Jo 3, 1a). Na verdade, por ocasião do Batismo, embora a natureza humana continue a mesma,com inteligência, vontade e sensibilidade, acrescenta-se em nós uma qualidade: a participação na própria natureza divina, que nos assume por completo. A graça, explica São Boaventura, “é um dom que purifica, ilumina e aperfeiçoa a alma; que a vivifica, a reforma e a consolida; que a eleva, a assimila e a une a Deus, tornando-a aceitável; pelo que semelhante dom justamente chama-se graça, pois nos faz gratos, isto é, graça gratificante”.

   Sendo um bem do espírito, não pode ser vista com os olhos materiais, pois estes captam só o que é sensível, mas comprovamos, isto sim, seus efeitos. Santa Catarina de Sena, a quem Nosso Senhor concedera a graça de contemplar o estado das almas, chegou a afirmar a seu confessor: “Meu pai, se vísseis o fascínio de uma alma racional, não duvido que daríeis cem vezes a vida pela sua salvação, porque neste mundo nada há que se lhe possa igualar em beleza”.7

   Certas imagens podem servir para termos uma ideia, ainda que pálida, das maravilhas operadas pela graça nas almas. Imaginemos um vitral esplendoroso, com uma perfeita combinação de cores, fabricado com vidro da melhor qualidade, contendo até ouro na sua composição. Uma vez posto na janela, se não é iluminado, que valor terá peça tão espetacular? Entretanto, a partir do momento em que os raios de luz sobre ele incidem, brilhará com extraordinários matizes, desdobrando-se em mil reflexos multicoloridos.

   Outra comparação que também nos aproxima da realidade sobrenatural é a de um litro de álcool no qual são derramadas algumas gotas de fabulosa essência, finíssima e de requintado aroma. Sem deixar de ser álcool, o líquido torna-se perfume, pois é assumido pela essência.

   Da mesma forma como a luz ilumina o vitral e a essência assume o álcool – e ainda poderíamos encontrar na natureza outras imagens ilustrativas -, também a graça confere nova qualidade à alma humana, que é, por assim dizer, submersa na natureza divina, como comenta Scheeben: “Se dentre todos os homens e todos os Anjos escolhesse Deus uma só alma, para comunicar-lhe o esplendor de tão inesperada dignidade, […] deixaria estupefatos não só os mortais, mas ainda os mesmos Anjos, que se sentiriam quase tentados a adorá-la, como se fora Deus em pessoa”.8 Tal é a excelência da filiação divina!

Uma semente da glória futura

   Filhos de Deus… “nós o somos! Se o mundo não nos conhece é porque não conheceu o Pai. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos” (I Jo 3, 1b-2a). De fato, enquanto permanecemos neste mundo, em estado de prova, temos a graça santificante, recebida no Batismo, e as graças atuais, que Deus derrama sobre nós ao longo da nossa existência. Todavia, estamos apenas no começo do caminho, pois, só quando contemplarmos a Deus face a face, esta graça se transformará em glória e chegaremos ao “estado de homem feito, a estatura própria da maturidade de Cristo” (Ef 4, 13).

A ideia da felicidade eterna

   Esta é a felicidade absoluta da qual nossos irmãos, os Santos, já gozam em plenitude na eternidade e com a qual nenhuma consolação desta vida é comparável. Nossa ideia a propósito da felicidade é tão humana, que julgamos, muitas vezes, possuí-la em grau máximo ao obter algo que muito desejamos. A mera inteligência do homem não alcança a compreensão da felicidade do Céu, pois em relação a Deus somos como formigas que, andando pela terra, levantassem a cabeça para olhar o voo de uma águia no céu. A diferença entre uma formiga e uma águia é ridícula perto da infinitude existente entre a razão humana e a inteligência divina. E ainda que, dotados de uma capacidade incomum, passássemos trezentos bilhões de anos estudando, nosso verbo continuaria falho e não encontraríamos termos para nos expressarmos devidamente a respeito de Deus.

   A essência divina é definida pela teologia como o Ser subsistente por Si mesmo,9 que Se conhece, Se entende e Se ama por inteiro, tal qual é.10 Desde toda a eternidade, isto é, sem haver princípio, Deus, contemplando-Se, Se compreende inteiramente enquanto Ser incriado, necessário e superexcelente, que não depende de ninguém, que se basta; e nisto consiste sua felicidade absoluta. Contudo, seu próprio conhecimento é tão rico que gera uma Segunda Pessoa, o Filho, idêntico a Ele e tão feliz como Ele. Ambos Se amam, e deste mútuo amor entre Pai e Filho procede uma Terceira Pessoa, também feliz: o Espírito Santo. Assim, há três Pessoas, num só Deus, a Se conhecerem, Se entenderem e Se amarem, numa perpétua alegria, sem origem no tempo e sem fim, eternamente!

Um empréstimo da inteligência divina

   Pois bem, em seu infinito amor, Deus quis dar às criaturas inteligentes, Anjos e homens, um empréstimo de sua luz intelectual, o lumen gloriæ, para que possam nela entendê-Lo tal qual Ele Se entende – guardadas as proporções entre criatura e Criador -, já que, segundo explica São Tomás, “a capacidade natural do intelecto criado não basta para ver a essência de Deus” sem ser aumentada pela “graça divina”. 11 E por mais que seccione sua luz, Ele sempre permanecerá imutável e em nada será diminuído, pois é infinito.

   O eminente dominicano padre Santiago Ramírez define o lumen gloriæ como “um hábito intelectual operativo, infuso per se, pelo qual o entendimento criado se faz deiforme e torna-se imediatamente disposto à união inteligível com a própria essência divina, e se torna capaz de realizar o ato da visão beatífica”.12

   Esse “fazer-se deiforme” significa que quem entra na bem-aventurança e contempla a Deus face a face se torna semelhante a Ele, como afirma São João na continuação de sua Epístola: “Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (I Jo 3, 2b). Só no Céu veremos a Nosso Senhor Jesus Cristo de fato, uma vez que enquanto viveu na Terra ninguém O viu tal qual Ele é. Nem mesmo na Transfiguração, quando tomou, enquanto qualidade passageira, a claridade inerente ao corpo glorioso13 – como tivemos oportunidade de analisar em comentários anteriores -, São Pedro, São Tiago e São João chegaram a contemplar a essência de sua divindade, pois, do contrário, a alma deles ter-se-ia destacado do corpo.

   “Todo o que espera n’Ele purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro” (I Jo 3, 3). Quanto mais aumenta em nós a esperança desse encontro e dessa visão, e, portanto, quanto mais crescemos no desejo de nos entregarmos a Deus e de Lhe pertencermos por inteiro na caridade, mais nos purificamos do amor-próprio e do egoísmo profundamente enraizados em nossa natureza. Devemos ter bem presente que não existem três amores, mas apenas dois: o amor a Deus levado até o esquecimento de si mesmo ou o amor a si levado até o esquecimento de Deus.14

III – Sigamos o exemplo daqueles que nos precederam na graça e nos esperam na glória!

   O homem, ainda quando privado da graça, tem uma apetência de infinito que não descansa enquanto não for saciada pela união com Deus. É o que revela Santo Agostinho, em suas Confissões: “E eis que Tu estavas dentro de mim e eu fora, e fora Te procurava; e, disforme como era, lançava-me sobre as coisas belas que criaste. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Retinham-me longe de Ti aquelas coisas que, se não estivessem em Ti, não existiriam”.15 Essa felicidade imensa e indescritível, para a qual todos nós somos criados, só a atingiremos seguindo os passos daqueles que nos precederam com o sinal da Fé e que já gozam dela, por sua fidelidade a tal chamado.

   Peçamos que essa bem-aventurança eterna seja também para nós um privilégio, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, das lágrimas de Nossa Senhora e da intercessão de todos os Santos que hoje comemoramos, a fim de um dia nos encontrarmos em sua companhia no Céu. Enquanto lá não chegarmos, podemos nos relacionar com essa enorme plêiade de irmãos celestes, membros do mesmo Corpo, por um canal direto muito mais eficiente do que qualquer meio de comunicação moderno: a oração, o amor a Deus e o amor a eles enquanto unidos a Deus. Tenhamos a certeza de que, do alto, eles nos olham com benevolência, rogam por nós e nos protegem.


FONTE: (Revista Arautos do Evangelho, novembro/2013, n. 143, p. 10 à 17)

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REZEMOS PELOS NOSSOS DEFUNTOS

Honremos a memória dos finados

O Catecismo da Igreja Católica afirma que “desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos”. (no. 1032)

A festa de finados

No dia 2 de novembro, a sagrada Liturgia se lembra de modo especial dos fiéis defuntos. Depois de ter celebrado – no dia anterior, festa de Todos os Santos – o triunfo de seus filhos que já alcançaram a glória do Céu, a Igreja dirige seu maternal desvelo àqueles que sofrem no Purgatório e clamam com o salmista: “Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício”. (Sl. 141,8)

A gênese dessa celebração está na famosa abadia de Cluny, em Paris, França, quando seu quarto Abade, Santo Odilon, institui no calendário litúrgico cluniacense a “Festa dos Mortos”, dando especial oportunidade a seus monges de interceder pelos defuntos, ajudando-os a alcançarem a bem-aventurança do Céu.

A partir de Cluny, essa comemoração foi-se estendendo entre os fiéis até ser incluída no Calendário Litúrgico da Igreja, tornando-se uma devoção habitual, em todo o mundo católico.

Indulgências em favor das almas do purgatório

Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias do ano será parcial.

Para adquirir a Indulgência Plenária é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e preencher as seguintes condições:

  • Confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas entre 15 dias antes e 15 depois de recebido o sacramento;
  • Comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência;
  • Oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência.1

Detalhe de “O Juízo Final”, com a Missa de São Gregório Magno, pelo Mestre de Artés – Museu de Belas Artes, Valência (Espanha)

Oração pelos falecidos

Pai Santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por [nome do falecido], que chamastes deste mundo.

Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, Amém.

(Rezar Pai-Nosso e Ave Maria)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno, e brilhe para ele a vossa luz! Amém.

Oração pelas almas, ensinada por Nossa Senhora de Fátima

Na aparição do dia 13 de julho de 1917, a Virgem Maria pediu aos três pastorinhos:

“Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério:

‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas para todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem’.”

O Padre Carlos Tonelli, EP,  celebrará a Missa por todos, no dia 02/11/2017, às 9h – na Capela Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos, Sede dos Arautos do Evangelho em Lauro de Freitas


Fonte: Apostolado do Oratório

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CONHECENDO OS ARAUTOS DO EVANGELHO – 1

Como surgiram os Arautos do Evangelho? Qual seu papel no Terceiro Milênio? Quais os carismas o Espírito Santo suscitou nesta obra nascida do coração do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, seu fundador? Qual o significado da vestimenta que os caracteriza? Que atividades exercem na Igreja? Qual a espiritualidade, fonte da vitalidade pela qual já estão presentes em tantos países, tão pouco tempo após a aprovação pontifícia?

Essas e outras perguntas são respondidas no vídeo a seguir.

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR O VÍDEO

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MISSÃO MARIANA EM CAPITÃO ENÉAS

A simpática cidade Capitão Enéas em nossa Arquidiocese de Montes Claros, recebeu no ´recente fim de semana a visita dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho numa Missão Mariana muito frutuosa.

Em que consiste a Missão Mariana?

Consiste em levar a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima de casa em casa, rezar e conviver um pouco com cada família. As visitas têm sido ocasião de muitas graças, pois as pessoas não dispondo de tempo para estarem mais a miúde na igreja paroquial, sentem-se muito contentes que Nossa Senhora venha a elas, como uma mãe que visita seus filhos queridos.

São frequentes os casos de que a visita se dê em circunstâncias difíceis pelas quais passam as famílias pois com frequência passam por não pequenas dificuldades, têm algum de seus entes queridos enfermo.

O encerramento da Missão foi realizado na Matriz de São Sebastião, tendo o pároco, Pe. Geraldo Magela Ruas,coroado a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Outro aspecto que muito alegrou aos presentes foi a consagração a Jesus pelas mãos de Maria, segundo o método de São Luís Grignion de um grupo de fiéis, realizado após a devida preparação.

“Sede mensageiros do Evangelho pela intercessão do Coração Imaculado de Maria”

O fato de que são integrantes de famílias que os visitam também os impressiona, lembrando-lhes o dever de todo batizado em levar o conforto da Religião “a todos os povos”, como prescreve o Evangelho. Como participantes do carisma dos Arautos do Evangelho é o que fazem os Cooperadores e nisso atendem as palavras ouvidas do então Papa João Paulo II ao aprovar, e tomar sob a proteção da Santa Sé a instituição dos Arautos: “Sede mensageiros do Evangelho pela intercessão do Coração Imaculado de Maria”.

Alguns aspectos da Missão Mariana em Capitão Enéas são mostrados nas fotos abaixo.


Fonte: Arautos do Evangelho – Montes Claros

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A BELEZA DO SANTO ROSÁRIO É TEMA DE ENCONTRO DO TERÇO DOS HOMENS NA BAHIA

A Diocese de Camaçari, na Bahia, sediou o quinto Encontro Diocesano do Terço dos Homens, realizado no último domingo, 22 de outubro, em um ginásio de esportes no município de Madre de Deus.

A beleza do Santo Rosário é tema de encontro do Terço dos Homens na Bahia.jpg

O evento foi inspirado no tema “A importância e a beleza do Santo Rosário” e teve a presença de grupos de homens vindos de todo o bispado baiano.

Na primeira parte do encontro, os fiéis foram animados pelo ministério de música da Paróquia Sagrada Família, seguida pela oração do Santo Terço.

O bispo diocesano Dom João Carlos Petrini participou do evento e destacou a importância de Nossa Senhora na história da Salvação. O prelado também explicou sobre o mistério da vida da Mãe de Jesus conforme as Sagradas Escrituras.

Por sua vez, o coordenador diocesano, Adão Almeida, ressaltou a integração entre os membros dos Terços dos Homens de cada paróquia como o intuito principal da reunião. Além disso, reforçou a necessidade de que, em cada paróquia, os párocos possam fortalecer e incentivar a participação dos paroquiamos no grupo.

Para Adão, o encontro foi um momento de grande aprendizado. “Essa mensagem ficou plantada no coração de muitos e, se regada, com certeza será de grande crescimento”, completou. (LMI)


Da redação Gaudium Press, com informações Diocese de Camaçari
Fonte: Conteúdo publicado http://www.gaudiumpress.org/content

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CATÓLICOS EM SALVADOR CELEBRAM NO DIA 13 DE OUTUBRO, NO SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, NO COLÉGIO ANTÔNIO VIEIRA, O CENTENÁRIO DA ÚLTIMA APARIÇÃO AOS PASTORINHOS E OS 300 ANOS DE NOSSA SENHORA APARECIDA.

 

No dia 13 de outubro, sexta-feira, o Santuário Nossa Senhora de Fátima, no Garcia, celebrou com Dom Gilson Andrade, Bispo auxiliar da capital baiana, Padre Eduardo Henriques, S.J, Reitor do Santuário, e Padre Carlos Tonelli, EP, sacerdote dos Arautos do Evangelho, a última aparição de Nossa Senhora, em Fátima, e os trezentos anos do milagre de Nossa Senhora da Conceição Aparecida encontrada pelos pescadores (Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves) nas águas do rio Paraíba do Sul, em São Paulo, em outubro de 1717.

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi coroada por Dom Gilson Andrade, como gesto de externar o carinho que sentimos pela Mãe de Jesus e nossa Mãe, modelo de virtudes para todos.

Em seguida, deu-se início à Santa Missa. Em sua homilia, Dom Gilson nos ensina que devemos deixar Deus agir não somente com palavras, mas falar aos nossos corações através de sinais, e  fazermos uma revisão das escolhas e caminhos que percorremos. Os sinais se multiplicam todos os dias. O Senhor quis que Nossa Senhora se revelasse a três crianças (Jacinta, Francisco Matos e Lúcia). Deus se manifesta na humildade. Nossa Senhora, em Fátima, pede que rezemos todos os dias o terço pela paz no mundo e, sobretudo, em nossas famílias. Seja em Aparecida, seja em Fátima, tenhamos a esperança que um sinal luminoso de entrega a Deus virá através da Eucaristia. Que Nossa Senhora interceda por todos nós!

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FESTA A NOSSA SENHORA APARECIDA É CELEBRADA NA PARÓQUIA DE SANT´ANA, NO RIO VERMELHO

Na Paróquia de Sant’Ana, no Rio Vermelho, ocorreu no dia 12 de outubro de 2017, a comemoração aos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A celebração foi presidida por Dom Gilson Andrade, bispo auxiliar de Salvador e concelebrada pelos Padres: Ângelo Magno (pároco), Rômulo Bezerra de Castro e Frederico Tupinambá Moreira, além de contar com a presença do Coral dos Terciários dos Arautos do Evangelho. Ao final da Santa Missa, um grupo de paroquianos fez a Consagração a Jesus pelas mãos de Maria.

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CIDADE DO MÉXICO: NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Com a intercessão de Nossa Senhora, o dia 13 de outubro marcou o encerramento do “Centenário de Fátima” na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na cidade do México. O Congresso começou às 10h da manhã na Basílica antiga de Guadalupe (hoje templo Expiatório) com um cortejo que trazia a imagem peregrina da Virgem de Fátima. Em seguida, Mons. Pedro Agustín Rivera (antigo Reitor desta Basílica e cônego honorário da Basílica de Guadalupe) foi quem coroou Nossa Senhora em nome dos presentes.

Várias exposições ocorreram ao longo do dia sobre o tema das aparições de Nossa Senhora e como isto influencia na vida das pessoas. Entre os palestrantes estiveram:
Rogelio Alcántara (da Comissão para a Doutrina da Fé da Arquidiocese do México);
Sr. Estebán Arce (conhecido apresentador do principal canal de televisão – Televisa);
Sr. Manuel Capetillo (Pregador leigo e apresentador do canal católico María Visión);
Sr. Roberto O´Farrill (Apresentador de televisão católica);
Sr. José Antonio Dominguez, EP (Irmão dos Arautos do Evangelho)

Também ocorreu um momento de orações com a exposição do Santíssimo Sacramento dirigida pelo Monsenhor Pedro Agustín.

O Congresso contou com a participação de aproximadamente 1000 pessoas ao longo do dia. No decorrer, o Padre Carlos Alberto atendeu confissões.

Às 19h, iniciou a procissão com as velas, onde se rezou o Rosário pela esplanada da Basílica. Em seguida, às 20h, iniciou-se a Santa Missa celebrada pelo Monsenhor Adolfo Miguel Castaño, Bispo auxiliar da Arquidiocese da Cidade do México, e concelebrada por outros sacerdotes.

Todo este evento foi transmitido direto pela “Adelante en la Fe”, a televisão via internet da Arquidiocese da Cidade do México.

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FRASE DA SEMANA: A NEVE EM MEIO AO CALOR DE NOSSAS BATALHAS…

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PROTOMÁRTIRES DO BRASIL FORAM CANONIZADOS JUNTOS COM SANTOS DO MÉXICO, ESPANHA E ITÁLIA

Neste domingo, 15 de agosto, o Papa Francisco presidiu na Praça São Pedro, a Canonização de André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus 27 Companheiros, os denominados Mártires brasileiros de Cunhaú e Uruaçu. Eles foram martirizados por protestantes calvinistas, no Rio Grande do Norte.

Protomártires do Brasil foram canonizados juntos com Santos do México, Espanha e Itália.jpg

O Papa canonizou também, na mesma ocasião, três Protomártires do México: Cristóvão, Antônio e João, mortos por ódio à fé, em 1527 e 1529. Ainda na mesma cerimônia foram canonizados São Faustino Míguez, sacerdote espanhol e fundador do Instituto das Filhas da Divina da Divina Pastora, além do Frade Menor Capuchinho italiano, Ângelo de Acre.

Os Mártires Brasileiros

A história nos conta que os Beatos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e 27 leigos foram assassinado por defender a fé católica, na localidade de Cunhaú e Uruaçu, no atual estado do Rio Grande do Norte.

Tudo aconteceu no longínquo ano de 1645, quando os holandeses calvinistas invadiram o nordeste do Brasil. Os soldados, além de desejar ocupar e colonizar a região, tinham o desejo de convencer os nordestinos a renunciarem a Fé católica. Por isso mesmo, além de armas, levavam consigo pastores protestantes que procurariam levar avante este intento religioso.

Quando os soldados calvinistas chegarem a Cunhaú (RN), onde residiam vários colonos, que trabalhavam nos canaviais, soldados e índios tapuias convencidos pelos holandeses invadiram a Capela do Engenho de Cunhaú, durante a Missa dominical, celebrada pelo Padre André de Soveral, e o assassinaram em 16 de julho.

Aterrorizados com o episódio de Cunhaú, muitos moradores de Natal pediram asilo no Forte dos Reis Magos; outros se refugiaram em lugares improvisados. Mas, no dia 3 de outubro, foram levados para as margens do Rio Uruaçu, onde foram massacrados por cerca de 80 índios e soldados holandeses armados. Segundo cronistas da época, o leigo Mateus Moreira teve o coração arrancado pelas costas. Agonizante, Mateus repetia a frase “louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

Os novos Santos Mexicanos

O Santo Padre canonizou também Cristóvão, Antônio e João, crianças que morreram, em 1527 e 1529, por não renunciarem sua Fé em Jesus Cristo. Eles são conhecidos como os Protomártires do México.

As crianças mártires de Tlaxcala canonizadas por Francisco “representam os mártires de toda a América Latina, porque foram os primeiros a dar testemunho da sua fé”. Eles foram os primeiros nativos de etnia americana, convertidos à fé católica, que derramaram seu sangue por Cristo no Novo Continente.

Cristóvão nasceu, provavelmente, em 1514 morreu em 1527, com 13 anos; Antônio e João por volta de 1516 e foram mortos em 1529, também quando tinham por volta de 13 anos.

Os três novos Santos Mártires de Tlaxcala declarados como Padroeiros da Infância mexicana foram cruelmente mortos por seus conterrâneos porque, em nome da Fé católica, rejeitaram a idolatria e a poligamia.

São Faustino e Santo Ângelo de Acre

O sacerdote espanhol, Padre Faustino Míguez, fundador do Instituto Calazans das Filhas da Divina da Divina Pastora, e o Frade Menor Capuchinho italiano, Ângelo de Acre também foram canonizados pelo Papa Francisco.

Faustino Míguez nasceu em Xamirás, Espanha, em 1831. Frequentando a escola de São José de Calazans, dedicou-se à educação da infância e da juventude, aos sofrimentos e enfermidades da alma e do corpo do povo.  Ciente da importância do papel da mulher na família e na sociedade, fundou, em 1875, o Instituto das Filhas da Divina Pastora, para a promoção humana e cristã das meninas, especialmente das mais pobres. Padre Faustino morreu em Getafe, aos 94 anos de idade, no dia 8 de março de 1925.

Ângelo de Acre nasceu na Calábria, sul da Itália, em 1669. Aos 18 anos, entrou para o Convento dos Capuchinhos, em Acre. Fez a profissão religiosa em 1691 e recebeu a ordenação sacerdotal. Como sacerdote dedicou-se à pregação, simples e fervorosa, acompanhada de milagres e conversões, oração e muitos êxtases.

Como Provincial Capuchinho, Santo Ângelo de Acre foi chamado de “anjo da paz” e, como verdadeiro filho de São Francisco, achava necessário carregar cinco pedras preciosas: austeridade, simplicidade e observância das Regras, inocência de vida e caridade sem limites. Seis meses antes de morrer o novo Santo foi acometido de cegueira. Em 1739, aos 70 anos de idade, expirou serenamente na sua terra natal, Acre, onde seus restos mostrais descansam em um grande santuário. (JSG)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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BAHIA CELEBRA A ELEVAÇÃO DE MAIS UM SANTUÁRIO DEDICADO A NOSSA SENHORA APARECIDA

Milhares de fiéis de todo o Brasil participaram das festividades pelos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida realizadas em diversas comunidades católicas do país.

Bahia celebra a elevação de mais um santuário dedicado a Nossa Senhora Aparecida.jpg

Procissão com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida pelas ruas do bairro Imbuí Foto: Arquidiocese de Salvador

No bairro do Imbuí, em Salvador, a Igreja dedicada a Mãe Santíssima celebrou não apenas este marco para a Igreja Católica como também a elevação da paróquia à condição de santuário arquidiocesano

Na ocasião, houve celebração eucarística presidida pelo Arcebispo e Primaz do Brasil, Dom Murulo Krieger, na qual foi declarado o templo como o mais novo Santuário dedicado a Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Logo no início da cerimônia, o chanceler da Arquidiocese, Padre Ademilton Santa Bárbara, fez a leitura do decerto de elevação, bem como a provisão do primeiro reitor, que será o Padre Marcus Venicius Studart.

“Na noite de hoje, estou criando o Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, aqui no Imbuí. Nele ficará esta imagem peregrina. Este Santuário deverá ser, cada vez mais, um local de atração e de irradiação. A mesma Mãe que vai atrair multidões de seus filhos para esta sua casa, para esta sua Escola, vai enviá-los em missão para aqueles lugares e situações onde vivem e, particularmente, onde seu Filho não é conhecido e, por isso, não é amado”, afirmou Dom Murilo.

Padre Marcus recebe a provisão de reitor do santuário Foto: Arquidiocese de Salvador

Após a missa, houve a formação de um corredor humano pelos fiéis para que Dom Murilo pudesse passar conduzindo a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, da praça ao santuário. Ao chegar no templo, o prelado rezou junto com a comunidade e concedeu uma benção às crianças. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE: MENSAGEIRA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Quando Margarida tinha apenas quatro anos de idade, começou a sentir- se levada a dizer diversas vezes: “Ó meu Deus, eu Vos consagro minha pureza e Vos faço voto de castidade perpétua”.

Algo surpreendente numa menininha daquela idade, que nem sabia o que isso significava – como diria mais tarde em suas memórias. Era já o início extraordinário da história desta alma, na qual a graça divina agia preparando-a para pertencer somente a Jesus. Assim, ela poderia cumprir eximiamente uma crucial missão em benefício da humanidade: ser a mensageira do Sagrado Coração.

Luta entre a vocação e o atrativo pela vida comum

Margarida nasceu em 22 de julho de 1647 na Borgonha, França. Seu pai era juiz e notário real, mas homem de pequenas posses. Quando tinha 8 anos de idade, foi surpreendida pelo falecimento de seu pai, e a família precisou enviá-la para a escola das clarissas de Charolles.

Ali, uma estranha enfermidade reduziu-a a um tal estado de debilidade que, ao cabo de algum tempo, sua mãe a levou de volta para casa.

“Passei quatro anos sem poder caminhar”, dirá ela depois. Vendo a ineficácia dos remédios, voltou-se para a Virgem das Virgens e fez-lhe o voto de entrar para a vida religiosa, se ficasse curada. Foi atendida com rapidez, restabelecendo-se instantaneamente.

Entretanto, quando Margarida completou 17 anos, sua mãe e seus irmãos decidiram que ela devia se casar.

Deixando-se levar pelo amor filial, a jovem aos poucos começou a tomar parte nos folguedos de sua idade – embora se guardando de ofender a Deus – e a acariciar a idéia de contrair matrimônio, mesmo porque já tinha vários pretendentes. No seu interior travou-se então uma demorada e intensa batalha: de um lado, a atração pela vida comum lhe sussurrava ser até um dever de piedade filial constituir um lar, pois assim poderia amparar melhor sua mãe enferma.

De outro, a voz da graça lembrava- lhe o voto de castidade perfeita que fizera já na infância, bem como a promessa de fazer-se esposa de Cristo. Não importa, você era muito criança para entender o que dizia, portanto, essas promessas não tinham valor; você agora é livre! – era a resposta que lhe vinha em seguida à mente.

Esse cruel embate de alma durou alguns anos. Mas, ajudada de modo sensível por Nosso Senhor, a vocação religiosa acabou por vencer: em 1671, ela entrou como postulante no Mosteiro da Visitação, de Paray-le- Monial.

Santa ou visionária?

Desde a infância, Margarida fora beneficiada por experiências místicas.

As mais importantes, porém, ocorreram no convento, a partir de 27 de dezembro de 1673, quando passou a receber uma série de revelações do Sagrado Coração de Jesus, o qual a incumbia de ser a encarregada de divulgar essa devoção. As três superioras que, a cada seis anos, assumiram sucessivamente a autoridade no convento de Paray-le-Monial convenceram-se da santidade de Margarida e da autenticidade das revelações que recebia. Contudo, ela sofreu acirrada oposição dentro da comunidade, que a tratava como uma excêntrica visionária. Seu principal apoio veio de São Cláudio de la Colombière, jovem sacerdote jesuíta que foi durante certo tempo confessor das freiras e testemunhou serem reais as visões da Santa.

São Cláudio foi enviado à Inglaterra, como confessor da duquesa de York – esposa do futuro rei Jaime II -, e ali pregou pela primeira vez a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, obtendo várias conversões entre as damas da nobreza. No entanto, sofreu perseguição em virtude de um complô anti-católico, e passou um tempo na prisão. De volta à França, com a saúde abalada, poucas vezes pôde encontrar-se com Santa Margarida, morrendo muito cedo. Sua partida deste mundo, porém, não abalou a religiosa. Por sua perseverança, docilidade, espírito de obediência e caridade, ela acabou vencendo as oposições e conseguiu cumprir sua missão, começando por introduzir em 1686 – no início para um círculo restrito de seu próprio convento – a festa do Sagrado Coração de Jesus. Esta se espalhou com rapidez por outros mosteiros da Visitação, e transbordou para o exterior da congregação.

Após uma existência na qual consumiu- se sem cessar no amor ao Sagrado Coração de Jesus, Santa Margarida Maria Alacoque morreu em 17 de outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi canonizada por Bento XV em 1920. Seu corpo está colocado sob o altar da capela do convento onde viveu, e os peregrinos que ali vão rezar a ela alcançam insignes graças.

Promessas do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida

Em suas aparições a Santa Margarida Maria, o Sagrado Coração de Jesus fez promessas desejando aumentar os já numerosos meios de salvação dados a humanidade. Transmito-lhes essas promessas, desejando que elas toquem a fundo vossa alma e auxiliem a vossa caminhada.

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“Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que concederei a graça da penitência final a todos os que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses consecutivos. Eles não morrerão no meu desagrado nem sem receber os Sacramentos; e, nesse transe extremo, receberão asilo seguro no meu Coração.”

Ainda fez as seguintes promessas:

1-  Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
2-  Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
3- Consolá-lo-eis em todas as suas aflições.
4- Ser-lhes-ei refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte.
5-  Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
6-  Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
7-  As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção.
8-  As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
9- A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
10- Darei aos Sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos.
11- As pessoas que propagarem essa devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
12- A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.


Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Jun/2006, n. 54, p. 22 e 23
Arautos do Evangelho Divina Providência
TV Arautos

 

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SANTA TERESA DE JESUS: GRANDE DAMA, GRANDE FREIRA, GRANDE SANTA

Tudo que se tem a dizer sobre Teresa Sanchez Cepeda D’Ávila y Ahumada é extraordinário. Ela viveu e ensinou a oração pessoal como sendo a busca de uma intimidade maior com Deus. Escreveu como um poeta, cantando as glórias do Senhor do Céu e da Terra, depois de ter convivido misticamente com Ele. Reformou e aperfeiçoou o estilo de vida religiosa. Foi doutora em matéria de religião e de religiosidade. Ultrapassando os limites de si mesma, ela foi mais além: foi Santa. E uma grande Santa. Por isso mesmo é que ela é chamada de Teresa, a Grande.

O legado de Teresa

Teresa D’Ávila, Teresa de Jesus ou Teresa, a Grande, nasceu na região de Castela (Espanha), em Ávila, uma cidade medieval cercada por muralhas de pedras grandes e claras que se tornam douradas quando o sol está se pondo. Ela era a terceira filha do casal Alonso Sanchez Cepeda com Beatriz D’Ávila y Ahumada e tinha vários irmãos, porque Dom Alonso teve três filhos em um primeiro casamento e outros nove de seu casamento com Dona Beatriz. Era da pequena nobreza. Nasceu em 28 de março de 1515.

 A reforma do Carmelo e sua experiência metódica da oração pessoal na busca de uma intimidade com Deus formam seu maior legado deixado para os fiéis da Santa Igreja.

Com seu irmão, uma fuga frustrada

Desde menina Teresa gostava de ler história da vida de santos. Acompanhava-lhe neste gosto seu irmão Rodrigo que tinha idade próxima da dela. Os dois admiravam em conjunto a coragem e heroísmo dos santos na luta pela conquista da gloria eterna. E porque os admirava, os dois tinham seus pensamentos sempre colocados na eternidade onde os bem-aventurados já viviam.

Ao conhecer a vida dos mártires, julgaram que eles tinham conseguido ir para o céu com muita facilidade. Estavam tão certos disso que decidiram partir para o país dos mouros: ali, com certeza, seriam martirizados, morreriam defendendo a fé e estariam logo no céu, mais facilmente que de qualquer outro modo…

Então os dois decidiram fugir de casa. Pediram a Deus que lhes concedesse a graça de dar a vida por Cristo e partiram a procura de quem os martirizasse. A aventura das duas crianças durou pouco. Estavam ainda próximo de Ávila, em Adaja, quando foram vistos por um de seus tios que as conduziu novamente para junto da aflita mãe.

A culpa de tudo recaiu sobre Teresa. Quando foram repreendidos pela mãe, Rodrigo acusou a irmã de ter sido a idealizadora do plano frustrado. Mas os dois não se separaram e nem esqueceram seu ideal: eles resolveram viver como eremitas. Sem nunca conseguir, pensavam construir suas celas nos jardins da casa e lá viver na solidão.

Outra fuga, após a morte da mãe

Dona Beatriz morreu quando Teresa tinha quatorze anos: “quando me dei conta da perda que sofrera, comecei a entristecer-me. Então me dirigi a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei com muitas lágrimas que me tomasse como sua filha”, disse ela. Aos quinze anos Dom Alonso levou Tereza para estudar no Convento das Agostinianas de Ávila.

Um ano depois, seu pai foi buscá-la. Uma doença a impedia de continuar vivendo ali. Por essa ocasião foi que a jovem viu nascer em seu coração uma forte atração para a vida religiosa passando a pensar seriamente nisso. Mas ela tinha dúvidas quanto a decisão a tomar. A vida religiosa a atraia e assustava, ao mesmo tempo.

Foi a leitura das “Cartas”, de São Jerônimo que lhe ajudou na decisão. Ela comunicou seu desejo ao pai e ele recomendou que a filha aguardasse a morte dele para depois procurar um convento. Mas não foi bem isso o que aconteceu. Numa madrugada, tendo já 20 anos, a futura santa fugiu para o Convento de La Encarnación, em Ávila, com a intenção de não voltar mais para casa.

Início da Vida Religiosa

E Teresa ficou no Convento da Encarnação. Dom Alonso viu que sua vocação era séria e não mais colocou objeção à entrada dela na vida religiosa. Um ano depois de sua entrada no Carmelo, ela emitiu seus votos, tornando-se Carmelita.

Uma grave enfermidade fez com que seu pai a levasse de volta para casa afim de que pudesse ser tratada de uma enfermidade que novamente lhe havia atacado. Mas os médicos não conseguiram debelar a doença que logo se agravou. Teresa suportou aquele sofrimento, graças a um livrinho que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro: “O terceiro alfabeto espiritual”, de autoria de um Padre chamado Francisco de Osuna. Ela seguiu as instruções do pequeno livro que a introduziu na pratica da oração mental.

Depois de passar três anos em casa, ela recuperou a saúde e retornou ao Carmelo. Levou consigo as ideias contidas no livreto do Padre Francisco.

Como eram os mosteiros…

Costumes inconvenientes e nada edificantes espalharam-se pelos conventos espanhóis da época de Teresa. Um desses costumes era de que as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora.

Teresa também foi vítima desse costume: passava grande parte de seu tempo conversando no locutório do mosteiro. Isto a levou ao descuido com as orações, sobretudo descuidava-se da oração mental. Muitas vezes ela encontrava desculpas para esse relaxamento em suas enfermidades. Suas doenças justificariam suas falhas nesse ponto ou… a impediam de meditar. E isso ela praticava sem susto nenhum.

Foi o confessor de Teresa que lhe mostrou o perigo em que se encontrava sua alma e aconselhou-a a voltar à prática intensiva das orações. Embora ainda não tivesse decidido a entregar-se totalmente a Deus, levando uma vida de contemplativa, e não tivesse renunciado totalmente as horas que passava no locutório, conversando e trocando presentes com seus visitantes, ela acatou o conselho de seu confessor e deu mais atenção à vida de oração, voltando a meditar.

“Foram tuas conversas no parlatório…” – nova conversão

Com o novo modo de vida de oração, ela acabou, aos poucos compreendendo seus defeitos e como era “indigna”. Por isso invocava com frequência grandes santos penitentes, sobretudo Santo Agostinho e Santa Maria Madalena. A eles estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa.

O primeiro deles foi a leitura das “Confissões” do Bispo de Hipona. O segundo foi um chamado à penitência que ela sentiu quando rezava diante de um quadro representando a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro … e desde então progredi muito na vida espiritual”, afirmou Teresa.

Ela sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensanguentado, em agonia. Em certa ocasião, estando aos pés de um crucifixo que trazia marcas das chagas de Cristo e muito sangue, ela perguntou: “Senhor, quem vos colocou aí?” E pareceu-lhe ouvir uma voz que vinha do crucificado: “Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa”.

Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e com as amizades que não a levavam à santidade. Era uma mudança de vida radical, “orientada” pelos céus, algo muito próprio para quem iria tornar-se uma das maiores místicas da Igreja.

Os mosteiros precisavam ser reformados?

Monasterio de Santa Teresa – Ávila, España

Como a maioria das religiosas, já desde os princípios do século XVI, as carmelitas também já tinham perdido o “fervor de noviço” dos primeiros tempos. Os locutórios dos conventos de Ávila eram uma espécie de centro de reunião para damas e cavalheiros da cidade. Por qualquer pretexto, mesmo sendo contemplativas, as religiosas deixavam a clausura. Os conventos passaram a ser lugares ideais para quem desejava uma vida fácil e sem problemas.

As comunidades eram tão grandes quanto habitualmente relaxadas. O Convento da Encarnação possuía quase 200 religiosas. A questões das conversas nos parlatórios, da quebra de clausura das religiosas e do desprezo pela oração eram os aspectos mais salientes e visíveis. Havia também outros pontos decadentes.

Uma situação anormal, tida como normal

Já que esta situação era tida como normal, as religiosas não se davam conta de que o seu modo de vida estava muito distante do espírito de seus fundadores. De fato, uma reforma era necessária. E ela tornara-se urgente.

Teresa haveria de levar avante esse grandioso empreendimento. E isso não foi uma tarefa fácil. Logo no início dela as incompreensões foram enormes, as desconfianças se espalharam e os comentários e as oposições cresceram, sobretudo da parte dos que eram atingidos… Teresa foi criticada pelos nobres, pelos magistrados, pelo povo e até por suas próprias irmãs. Apesar disso tudo, o sacerdote dominicano Padre Ibañez incentivou Teresa a prosseguir seu projeto.

Se a reforma não fosse uma obra querida por Deus e se não tivesse no seu início o apoio de santos como São Pedro de Alcântara, São Luís Beltran, de Bispos como Dom Francisco de Salcedo e de sacerdotes como o Padre Gaspar Daza e o Padre Bañez essa obra não teria vingado, morreria em seu nascedouro. Teresa tinha total razão quando em certa ocasião disse: “Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência”.

Reforma nos conventos – Reforma em toda vida religiosa

Se algo em uma instituição algo não anda bem, a solução e reformá-la. Não é destruí-la: não se apaga a mecha que ainda fumega… Teresa pensava assim e foi o que ela se propôs a fazer. Ela começou por estabelecer em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade deveria viver dentro da maior pobreza. As religiosas passaram a vestir hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas “descalças”) e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne.

A Reformadora do Carmelo, a princípio, não aceitava comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que tinham possibilidades de obter alguma renda, ela aceitou que nele residissem vinte monjas. Isso era o começo. Para concretizar e aprofundar a Reforma, era necessário algo mais. Além do relacionamento entre os homens, era necessário pensar no mais importante: o relacionamento com Deus. E Teresa foi exímia nesse ponto.

Oração vocal, meditação, recolhimento

Santa Teresa aprendeu a prática da oração vocal com as irmãs agostinianas durante deu convívio com elas e utilizou bastante esse modo perfeitamente legítimo de rezar. Porém, ela via no seu uso certos modos de proceder que poderiam ser criticados.

Em seu entendimento, ao rezar, deveria pensar-se com mais afinco no que se diz e não apenas recitar muitas fórmulas, quase maquinalmente, apenas mexendo com os lábios, sem meditação, como tinha tornado costume fazer-se já em sua época. Segundo o que ensinou Teresa, a melhor forma de oração, o mais eficaz modo de rezar seria uma oração de recolhimento. Nesse modo de rezar o espírito deve esvaziar-se de si mesmo, a imaginação e o entendimento calar-se, e então, aprende-se a amar a Deus.

Em seu modo de rezar, ela se fixa no pensamento meditativo dos mistérios da humanidade de Cristo, no seu sofrimento redentor e amoroso e, pouco a pouco, abandona seu próprio ser e seu espírito, desinteressando-se de si mesmo. A alma vive e vê tudo isso. É uma forma de oração ativa, laboriosa, voluntária e perseverante. Numa palavra, contemplativa.

“Não sabeis o que é oração mental, nem como se faz a vocal, nem o que é contemplação…”

Falando para suas irmãs do Carmelo, Teresa ensinava-lhes a rezar e dava-lhes recomendações. De certa feita, ela ensinou a suas irmãs como rezar, como elevar suas almas a Deus:

“Comecemos por nos perguntar a quem vamos falar, e quem somos. Não podemos dirigir a um príncipe de modo tão informal quanto a um trabalhador ou a pobres criaturas como nós, a que se pode falar de qualquer jeito, e sempre está muito bem!”

“Dirige a Deus cada um dos teus atos, oferece-os e pede-lhe que seja com grande fervor e desejo de Deus. Em todas as coisas, observa a providência de Deus e sua sabedoria. Em tudo, envia-lhe o teu louvor.

Em tempo de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração, nem a penitencia a que estás habituada. Antes as intensifica. E verás com que “prontidão o Senhor te sustenta.”

“Que teu desejo seja ver Deus. Teu temor, perdê-lo. Tua dor, não te comprazeres na sua presença. Tua satisfação, o que pode conduzir-te a ele. E viverás numa grande paz.”

“Quem verdadeiramente ama a Deus, ama tudo o que é bom, quer tudo o que é bom, favorece tudo o que é bom; louva todo o bem, com os bons se junta sempre, para apoiá-los e defendê-los. Em uma palavra, só ama a verdade e o que é digno de ser amado.”

“Quando recito o Pai-nosso, será um sinal de amor lembrar quem é esse Pai e também quem é o Mestre que nos ensinou essa oração. “Ó meu Senhor, como vos mostrais Pai de tal Filho, e como vosso Filho revela que veio de tal Pai. Bendito seja para sempre.

“Deixemos a terra, minhas filhas; não é justo que apreciemos tão mal um favor como esse, e que, depois de ter compreendido sua grandeza, continuemos sobre a terra.” (Orações e recomendações de Santa Teresa, extraídas do livro: “Orar com Santa Teresa de Ávila – Edições Loyola – 1987.)

Uma mística recolhida e ativa

A grande mística Teresa não descuidava das coisas práticas. Sabia utilizar as práticas materiais para o serviço de Deus. Tinha uma vida interior que era o motor de suas atividades. Era dela a “equação”: vontade de Deus, mais dois ducados, mais Teresa, igual a sucesso.

Certo dia encontrou-se em Medina del Campo com dois frades carmelitas que estavam dispostos a abraçar a Reforma: Frei Antonio de Jesús de Heredia, superior, e Frei Juan de Yepes, que seria o futuro São João da Cruz. Com eles começou a estender a Reforma também para o ramo masculino da Ordem do Carmo.

Aproveitando a primeira oportunidade, ela fundou um pequeno convento de frades em Duruela, em 1568 e no ano seguinte fundou o de Pastrana. Nos dois reinavam a pobreza e austeridade, o recolhimento, a vida de religião. Outros conventos e mosteiros foram surgindo. Santa Teresa deixou que as novas fundações ficassem a cargo de São João da Cruz.

Lutas, separação e alcance

Depois de muitas lutas, incompreensões e perseguições, obteve de Roma uma ordem superior que estabelecia uma separação dentro da Ordem do Carmo: os Carmelitas Descalços não estariam mais sob a jurisdição do Provincial dos Calçados.

Na época dessa separação, 1580, Santa Teresa tinha 65 anos e sua saúde já estava muito debilitada. Isto não impediu que ela ainda fundasse outros dois conventos de cumprimento exímio das regras. Os mosteiros fundados sob inspiração da reforma influenciada por Teresa -é bom que se ressalte isso– não eram simplesmente um refúgio, um descanso para as almas contemplativas, cumpridoras das regras e que procuravam apenas a santificação pessoal.

Eles sempre foram uma “escola de amor de Deus” que se espalhava não só pelos outros mosteiros, mas que influenciavam almas fora deles. O viver a vida religiosa reformada influenciou a vida para além dos muros dos mosteiros. Um novo estado de espírito difundiu-se pela sociedade toda.

Nos mosteiros a ação de Teresa teve uma outra consequência também muito importante: fez nascer uma espécie desejo de reparação pelos males e destroços causados nos mosteiros pelo pela revolução protestante em todos os lugares, porém, mais especialmente na Inglaterra e Alemanha.

Recolhida e ativa até o fim

Em sua vida, o recolhimento, a atividade e as dificuldades eram inseparáveis. Na última de suas fundações, o mosteiro de Burgos, as dificuldades não diminuíram. Quando o convento já ia com suas obras adiantadas, em julho de 1582, Santa Teresa tinha intenção de retornar a Ávila. Porém foi forçada a mudar seus planos e dirigindo-se para Alba de Tormes. Pretendia visitar a duquesa Maria Henríquez. A viagem não estava bem programada e a Santa estava tão fraca que desmaiou no caminho. Chegando a Alba, Teresa piorou.

Três dias depois ela disse à Beata Ana de São Bartolomeu, sua acompanhante na viagem: “Finalmente, minha filha, chegou a hora de minha morte”.

O Pe. Antônio de Heredia foi quem ministrou-lhe os últimos sacramentos. Quando ele levou-lhe o viático, a Santa conseguiu erguer-se do leito e todos ouviram quando ela exclamou: “Oh, Senhor, por fim chegou a hora de nos vermos face a face!” Pouco depois, os que estavam em torna de seu leito puderam ouvir sua última frase: “Morro como filha da Igreja”.

Eram 9 horas da noite do dia 4 de outubro de 1582. Como exatamente no dia seguinte efetuou-se a mudança para o calendário gregoriano, sendo suprimidos dez dias na contagem dos anos, a comemoração de sua morte foi fixada para o dia 15 de outubro. Ela foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias.

* * * * * * *

Em 1614 foi beatificada pelo Papa Paulo V. Em 1622 foi canonizada por Gregório XV. O Papa Paulo VI, em 27 de setembro de 1970 proclamou Santa Tereza como Doutora da Igreja.

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Santa Teresa de Ávila é uma das maiores personalidades da mística católica de todos os tempos, sendo considerada como um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Ateus e livres-pensadores se veem obrigados a enaltecer sua viva e penetrante inteligência; reconhecem a força persuasiva de seus argumentos, bem como seu estilo vivo e atraente, além de seu profundo bom senso.

O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, tinha Santa Teresa em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos. (JSG)


Fonte: Arautos do Evangelho

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O CANTO DO CISNE

Os que conhecem a mensagem que Nossa Senhora comunicou em Fátima certamente lembrarão as palavras de Nossa Senhora logo após descrever as catástrofes que ocorreriam caso a humanidade não se emendasse, atendendo as advertências d’Ela. São palavras de esperança: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfarᔝ. Notemos bem: Nossa Senhora não disse “vencerᔝ, mas sim “triunfarᔝ. Triunfo é uma vitória absoluta, esplendorosa, total.

As considerações do Mons. João Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho transcritas a seguir abordam essa verdade consoladora, especialmente para os dias que vivemos.


FÁTIMA, A PROMESSA DO REINO DE MARIA

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Conta uma antiga lenda que o cisne branco era mudo, mas, nos instantes que antecediam sua morte, emitia um belíssimo canto. E neste deitava todas as belezas que refletira na água e a formosura que esta lhe emprestara ao longo de sua existência. É sabido, desde épocas remotas, que tal lenda, apesar de poética, não condiz com a realidade. Todavia, atravessou ela os tempos, à  maneira de metáfora, para significar o encerramento de algo coroado de êxito. Como costumamos dizer no Brasil, ela simboliza o “fechar com chave de ouro”.

De certa forma, o Reino de Maria será como o “canto do cisne” da humanidade. Com efeito, podemos considerar o Reino de Maria como o ápice da História, quando o preciosí­ssimo Sangue de Cristo, derramado para nossa redenção, produzirá seus melhores frutos.

SÃO LU͍S MARIA GRIGNION DE MONTFORT E O REINO DE MARIA

Porém, por que um Reino de Nossa Senhora? Porque “foi por intermédio da Santí­ssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio d’Ela que Ele deve reinar no mundo”, (1) ensina o grande mariólogo São Luí­s Maria Grignion de Montfort, em seu Tratado da verdadeira devoção à  Santí­ssima Virgem.

São Luí­s Grignion afirma, quando fala de um reinado temporal de Maria, é que Ela será, de fato, Rainha dos homens e exercerá sobre a humanidade um governo efetivo. Nessa época, diz ele, “as almas respirarão Maria, como os corpos respiram o ar”.(2) Será uma nova era histórica, na qual a graça habitará no coração da maioria dos homens, e estes serão dóceis à  ação do Espí­rito Santo, através da devoção a Maria: “Ocorrerão coisas maravilhosas neste mundo, onde o Espí­rito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, virá sobre elas abundantemente e as cumulará de seus dons, particularmente do dom de sabedoria, para operar as maravilhas da graça”.(3) Será um tempo feliz, um “século de Maria, no qual inúmeras almas escolhidas e obtidas do Altí­ssimo por meio d’Ela, perdendo-se a si mesmas no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar Jesus Cristo”.(4)


Fonte: Arautos do Evangelho em Montes Claros

* Tí­tulo nosso. Trechos, com ligeira adaptação, da obra do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, “Por fim o meu Imaculado Coração Triunfarᔝ, Instituto Lumen Sapientiae, São Paulo, 2017, p. 115-117.

(1) SÃO LU͍S MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Traité de la vraie dévotion à la Sainte Vierge, n.1. In: OEuvres Complétes. Paris: Du Seuil, 1966, p.487. No Brasil: “Tratado da verdadeira devoção à  Santíssima Virgem”, Ed. Vozes, Petrópolis, 46ª edição, 2015, nº 1, p. 19

(2) Idem, n.217, p.634.

(3) Idem, p.634-635.

(4) Idem, p.635.

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HOMENAGEM A MÃE DE DEUS! PARTICIPE!

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MAIS DE UM MILHÃO DE FIÉIS REZAM O ROSÁRIO NAS FRONTEIRAS DA POLÔNIA

Mais de um milhão de pessoas se reuniram no sábado, 07 de outubro, ao longo dos 3.500 quilômetros das fronteiras da Polônia, país onde nasceu o Papa João Paulo II. Se reuniram pedindo a Deus através da intercessão de Nossa Senhora a paz ao país e ao mundo. As orações se estenderam até o Mar Báltico, as montanhas que separam o país da Eslováquia e República Checa, assim como o resto das fronteiras.

Mais de um milhão de fiéis rezam o Rosário nas fronteiras da Polônia.jpg

A recitação do Santo Rosário, intitulada “Rosário sem Fronteiras”, foi convocada por leigos e contou com o apoio de Bispos e sacerdotes. Antes de iniciar a recitação da oração mariana, os fiéis se congregaram em 300 igrejas de 22 Dioceses.

Por volta de 90% dos habitantes da Polônia se declaram católicos e possuem uma profunda piedade mariana. Este ano se celebram os 300 anos da primeira coroação canônica de Nossa Senhora de Czestochowa, padroeira deste país localizado no centro da Europa. Os organizadores do evento afirmaram que também se comemorava o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, quando três crianças viram a Virgem Maria que lhes apareceu em seis ocasiões desde o dia 13 de maio até o dia 13 de outubro, exceto em agosto, quando a aparição ocorreu no dia 19.

A primeira-ministra Beata Szydlo mostrou seu apoio ao tuitar uma imagem do rosário e enviar saudações a todos os participantes.

Halina Kotarska, uma habitante deste país com 65 anos, viajou 145 milhas até a fronteira a partir de sua casa em Kwieciszewo, localizada na Polônia Central. Ela quer expressar sua gratidão, já que seu filho de 29 anos sofreu um acidente automobilístico sério este ano e conseguiu sobreviver.

Mais de um milhão de fiéis rezam o Rosário nas fronteiras da Polônia 2 (1).jpg

Ela também estava orando pela sobrevivência do cristianismo na Polônia e em toda Europa, pois ela o vê ameaçado pelo extremismo islâmico: “Querem distanciar-nos do cristianismo”, segundo publicou o Catholic Herald. (EPC)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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FESTA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA!

No longínquo ano de 1717 uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Primeiro apareceu o corpo e em seguida a cabeça da imagem…

Os três pescadores, Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, encontraram a imagem da Virgem. Primeiramente, na rede de João Alves apareceu o corpo da imagem, e depois, mais abaixo, a sua cabeça!

Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem diante da qual ele e a família começaram a rezar. Aos poucos o povo começou a afluir em grande quantidade à pequena casa do pescador, a fim de pedir graças e milagres à Virgem que “apareceu” nas águas do rio. Assim começou a devoção à Padroeira do Brasil.

Nos dias de hoje, quando entramos na sala dos milagres da majestosa Basílica de Aparecida e vemos todas as manifestações de gratidão dos peregrinos e devotos, nos vêm à mente todos os favores que a Mãe da família brasileira concedeu a seus filhos ao longo de quase três séculos…. Nos momentos de aflições e dificuldades, nas horas tristes e sofridas, Maria sempre ouviu as preces do povo brasileiro.

Temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Peçamos, pois, a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.

O Conde, os pescadores e uma imagem

Rezam as crônicas da época, que em 1717 Dom Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar, Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais, com grande comitiva, viajou de navio da Corte a Santos. Daí, a cavalo subiu até São Paulo, onde tomou posse do governo, e seguiu rumo à minas de ouro.

Em Guaratinguetá, permaneceu de 17 a 30 de outubro. O Conde foi recebido com a pompa e a circunstância possíveis, incluindo suculentos banquetes em que os habitantes lhe proporcionaram o melhor da culinário local.

Não podendo faltar os saborosos pescados do Rio Paraíba do Sul, a Câmara Municipal, convocou os mais experientes pescadores para lançar as redes, pois era necessário boa quantidade de peixes. Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, entre outros, puseram as mãos no remo. Mas, por mais que se esforçassem, os animais aquáticos não queriam aparecer. Apareceu, sim, na rede de João Alves, primeiramente o corpo da pequena imagem de Nossa Senhora, e depois, mais abaixo, sua cabeça.

Isso será um sinal? Católicos zelosos que eram, guardaram na canoa o precioso achado, e continuaram lançando as redes.

Surpresos, viram repetir-se o fato dezoito séculos atrás no mar da Galileia: a canoa se encheu de tanto peixe que quase afundou! Os bons ribeirinhos logo atribuíram essa pesca milagrosa à presença da imagem de Nossa Senhora da Conceição, em boa hora aparecida no rio, na altura do Porto de Itaguaçu.

O que ocorreu “em todas as condições para ser a descrição de um fato real, um milagre (…) É certo que, para aqueles pescadores, acontecera algo de extraordinário, tanto assim que recolheram os dois pedaços da imagem e os guardaram. Sem dúvida, houve um sinal visível de Deus e os pescadores acreditaram nele.

O milagre das velas e outros prodígios

Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem , diante da qual ele e a família começaram a rezar, dando início a uma sequência de fatos extraordinários que se repetiram até hoje.

O primeiro milagre atribuído à imagem se deu numa noite serena e silenciosa: enquanto a família e vizinhos “cantavam o terço”, duas velas se apagaram sem que ninguém as soprasse, e se acenderam sem que pessoa alguma colocasse fogo nelas.

A luz daquelas velas, que se reacenderam miraculosamente naquela noite, iluminou seus corações e despertou neles grande amor e devoção para com Nossa Senhora.

Era costume, naquela época de robusta fé, as famílias vizinhas se reunirem aos sábados para rezar o terço e outras orações, e entoar cânticos em louvor da Imaculada Conceição de Maria. Nessas reuniões familiares, além do relatado acima, houve várias manifestações extraordinárias: o nicho com a imagem passou a tremer, esta quase caiu e as velas se apagaram; no móvel onde se encontrava a imagem, várias pessoas ouviram estrondos, repetidas vezes.

Tesouro para o povo brasileiro

Além dos três pescadores já citados, há outras pessoas muito relacionadas com os primeiros fatos da devoção à imagem, e são citados em documentos daquele tempo: Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, mãe de João e irmã de Felipe; Atanásio Pedroso, filho de Felipe, e Lourenço de Sá. Todos eles viviam na região do encontro da imagem, e com suas famílias, foram os primeiros a lhe prestar culto.

A imagem peregrinou durante bom tempo pelas casas dos pescadores, até se fixar em Itaguaçu, lugar do seu encontro, na residência de Atanásio Pedroso, que construiu-lhe um oratório e um altar de madeira, onde, todos os sábados, grupos de famílias iam rezar o terço. Era a maneira de a devoção popular mostrar seu amor e gratidão à excelsa Mãe e suplicar-Lhe proteção. Concomitantemente foram aparecendo adornos na imagem, como mantos e coroas, cada vez mais elaborados à medida que aumentavam os devotos.

Em Itaguaçu, Atanásio Pedroso recebeu de seu pai a imagem como legado da família. Percebe, no entanto, anos depois, que ela não mais lhe pertencia (…) Ao lhe construir um oratório e um altar, Atanásio mal se dava conta que estava entregando seu tesouro para o povo brasileiro. Daí em diante a imagem não seria objeto de uma devoção familiar apenas, mas sim do culto de uma Nação. Devoção esta que marcaria profundamente sua religiosidade e contribuiria para conservar a fé e sua fidelidade à Igreja.

A imagem representa a Imaculada Conceição, é de terracota, medindo 38cm., mas nunca se soube ao certo qual sua origem. Sendo uma escultura artesanal, tem nos lábios um discreto sorriso, no queixo uma covinha; flores prendem-lhe os cabelos, e um diadema com três pérolas enfeita-lhe a testa. A seus pés a meia lua e a cabeça de um anjo, na descrição de Mafalda Boing.

A capelinha

Os milagres reforçaram enormemente a nova devoção popular, já com a invocação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

As casas ficaram pequenas para os muitos devotos, e com o apoio decisivo do Padre José Alves Vilela, Pároco da Paróquia de Santo Antônio, de Guaratinguetá, foi construído uma capelinha, Era situada no Itaguaçu, à beira da estrada, num importante entroncamento por onde passavam constantemente caravanas de viajantes. Isso favoreceu a divulgação dos prodígios, aumentando rapidamente o número de devotos.

Mas o fator decisivo mesmo era o lenitivo espiritual. “Formou-se a religiosidade dum povo, que invocando-a sentiu que a chama de sua fé, à semelhança da chama das velas do primitivo oratório, sempre se reacendia novamente com as graças e os dons recebidos”.

Correntes da escravidão se estatelam no chão

Assim como São Pedro na prisão teve as correntes arrebentadas e foi libertado (At 12, 3-7), no final do século dezoito “um escravo fugitivo, que estava sendo conduzido de colta à fazenda pelo patrão, ao passar diante da capela, pediu-lhe que permitisse subir até à igreja para fazer oração. Enquanto estava em oração diante da imagem, as correntes se soltaram de seu pescoço e de seus pulsos, caindo por terra. Comovido com o sucedido, o fazendeiro o resgatou, depositando no altar o preço do escravo, e o conduziu para casa como um homem livre”.

A queda das pesadas correntes que prendiam o escravo Zacarias pelo pescoço e pelos pulsos é um eloquente testemunho do poder de intercessão de Maria Santíssima para desatar das prisões do pecado as pessoas arrependidas.

Devoção mariana, igreja, povoado

Tal como o caminhar da gota de azeite na folha de papel, a devoção mariana sob a nova invocação foi ganhando espaço no mapa brasileiro. Isso significava mais romeiros apinhados na tosca e pequena capela.

E sinalizava, por outro lado, que já havia chegado a hora de se conseguir a aprovação episcopal do culto a Nossa Senhora Aparecida, bem como autorização para se construir sua igreja. O zeloso Pe. Vilela se pôs a campo, conseguindo as ditas licenças, e o novo templo foi levantado no Morro dos Coqueiros, sendo inaugurado em 1745, apenas 28 anos após o encontro milagroso da imagenzinha.

De casa nova, nossa Santa continuou a acolher as famílias devotas: adultos, jovens, crianças, gente simples, gente importante. Até a Princesa Isabel, o Conde d’Eu, seu marido e os três filhos se associaram às Marias, aos Josés, aos Manuéis, às Aparecidas que começavam a surgir, para saudar a augusta Anfitriã, beijando a imagem e rezando o terço a seus pés. Como quem procura a Mãe encontra também o Filho e José, era a sagrada Família de Nazaré acolhendo as famílias brasileiras!

Mas algumas não se contentaram só com visitas. Optaram por morar pertinho da Mãe, surgindo assim o povoado “Capela da Aparecida!, hoje cidade de Aparecida. O já citado Pe. Vilela testemunha que a Virgem favoreceu a todos os moradores com muitas graça se milagres. Em 1748 sacerdotes pregadores destacaram que os frutos das missões nesse povoado foram dos melhores: “(…) a alegre e jubilosa esperança de salvação que todos encontram em cristo pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Romarias de todas as partes

As romarias que se iniciaram no tosco oratório do Porto de Itaguaçu continuaram a partir de 1745, na igreja do Morro dos Coqueiros, que a voz do povo batizou de santuário, bem antes de “pais e filhos, parentes e amigos, vinham unidos no mesmo propósito de honrar e venerar a querida Imagem”.

Personalidades estrangeiras de destaque, como o cientista alemão Karl von Martius, o botânico francês Augusto de Saint Hilaire e o jornalista português Emílio Zaluar, deixaram depoimentos escritos, atestando a existência das romarias e o consequente poder de atração da imagem. Em 1861, Zaluiar “notou a fé e a alegria contagiante da multidão dos peregrinos. E deu a razão, escrevendo: “A imagem de Nossa Senhora Aparecida, que refulge no altar-mor, parece sorrir a todos os infelizes que a invocam, e a quem jamais negou consolação e esperança.”

Em 1884, a 4 de janeiro, o jornal “Correio Paulistano” estampou matéria sobre as romarias oriundas de todo o Império, ressaltando o articulista as saudades que ele sentia do tempo de menino, participando daquelas pias viagens junto com sua família: “Antigamente as Romarias à Capela da Aparecida tinham muito de pitoresco; eram as famílias que se moviam lentamente com os filhos pequenos, os pagens, os camaradas, as mucamas, e o armazém ambulante às costas dos cargueiros”. E observa que, com as mudanças nos hábitos causadas pela estrada de ferro, “acabou-se o encanto daquelas pias viagens”.

A nova devoção, refúgio para o povo

O sentido espiritual das idas à Capela era muito marcante. Buscava-se curas físicas, é verdade, mas o principal motivo era a devoção, o cumprimento de promessas, exteriorizados com gestos e atitudes: beijar a imagem, aproximar-se de joelhos até o altar, limpar a igreja, percorrer de joelhos a rua que dá acesso à mesma, viajar em silêncio, observar jejum, dar esmolas ou jóias à Capela, ajudar os pobres.

Costume curioso: pessoas de posses faziam a promessa de dar a Nossa Senhora um de seus escravos, caso alcançasse a graça desejada. Conseguido o favor, o cativo era libertado e ficava fazendo, de muito boa vontade, trabalhos agrícolas ou outros para o Santuário; alguns que tinham dotes musicais abrilhantavam as cerimônias, pois chegavam a ser organistas “de orelha” ou seja nunca ter estudado música”.

Em 1897, um douto sacerdote, Pe. Valentim von Riedl dá esse importante testemunho: “É comovente verem se senhores e senhoras assistirem de joelhos até três missas em cumprimento de promessa; mais ainda, quando se arrastam de joelhos até o altar da Virgem, ou varrem a igreja, ajuntando as ricas senhoras na ponta de seus longos vestidos o lixo e levando-o para fora. D e fato é uma fé viva e filial, havendo casos de família se privarem de tudo para dar a Nossa Senhora, (…) uma devoção generosa, um amor pronto aos sacrifícios”. E continua seu comentário, ressaltando a influência do culto na vida do povo, afirmando que Maria domina de fato, como Senhora, toda região, e que “esse amor e essa devoção foram a proteção contra a descrença e se tornaram o filão de ouro de sua perseverança na fé católica. Sem esta devoção, teria o povo caído na mais completa indiferença religiosa (…) A razão fundamental, porém, foi a mensagem de esperança e salvação que a Mãe de Deus comunicava a seus filhos abandonados e carentes de assistência religiosa (…) o povo se refugiou na devoção a Nossa Senhora Aparecida.

Historicamente – segundo o Pe. Brustoloni – essa falta de assistência religiosa se deveu, pelo menos em grande parte, ao fato de que o Estado, durante quase um século, interferia nos assuntos da Igreja do Brasil, limitando-lhe a liberdade. O governo das dioceses, paróquias e ordens religiosas, bem como a formação de novos sacerdotes ficaram prejudicados, o que dificultou o desabrochar da vida cristã do povo.

Citemos dois exemplos da própria Capela da Aparecida:

1) o dinheiro das generosas esmolas dos devotos era administrado por funcionários do governo, pois estes detinham a gerência da capela.

2) Passaram-se 50 anos sem que fosse pregada nenhuma missão.

Missionários alemães põem a casa em ordem…

Após 1889 foi normalizada essa situação, e pôde-se iniciar a renovação na fé e na disciplina, tão almejada pela Igreja. Como os sacerdotes eram – pelos motivos expostos – poucos e insuficientemente empenhados na evangelização, os bispos recorreram às congregações religiosas européias.

E para a Capela de Aparecida, vieram da Alemanha, em 1894, dois padres redentoristas e três irmãos leigos. Com o carisma missionário que lhes é característico, os zelosos filhos de Santo Afonso de Ligório se adaptaram logo Às peculiaridades de nosso povo, e começaram a dar vida nova à comunidade aparecidense. Esta correspondeu às expectativas, tributando-lhes toda admiração e apoio.

Com a chegada dos padres alemães – observa Zilda Ribeiro – tudo mudou no Santuário e na Paróquia de Aparecida. Em 1897 o Pe. Valentim von Riedl escrevia: “Antes da nossa chegada não havia culto organizado, não havia missa diariamente e muito menos se atendiam confissões.”

Os metódicos alemães instituíram horários para as missas, confissões e atendimentos, e colocaram ordem nas procissões, etc. Sobretudo tocaram os corações dos fiéis com o pão de uma palavra autenticamente evangélica mais simples, que até os mais rudes entendiam. Seus louvores a Nossa Senhora eram muito apreciados pelo povo.

Os redentoristas reforçados com a chegada de mais colegas fundaram um seminário e puderem promover missões nas cidades e povoados vizinhos, irradiando assim a renovação espiritual sobre o bom povo de Deus.

E sobretudo foram consolidando o Santuário como o nosso mais importante centro de peregrinação, o que desfechou na solene coroação da imagem em 1904. O título de basílica é dado ao Santuário em 1908. Novo templo construído, de 1955 a 1980, sendo chamado de Basílica Nova.

Inúteis manifestações de ódio

Como não poderia deixar de ser, os que não gostam de nossa Mãe celeste deixaram as marcas de seu ódio gratuito.

1 -Um deles foi um homem de Cuiabá, que se dizia ateu, e quis entrar a cavalo na igreja para desafiar Nossa Senhora, mas não conseguiu. As patas do animal grudaram-se nas pedras. Ele pediu perdão a Maria e dirigiu-se, contrito, à imagem para rezar. Isso foi em 1866.

2 – A quebra da imagem na Basílica Velha, em 1978, por um jovem protestante, comoveu o País, e só fez aumentar o amor dos brasileiros à sua Mãe, que a reentronizaram com manifestações de fé e entusiasmo.

3 – O sacrílego pontapé que um pastor “evangélico” desfechou numa imagem de Nossa Senhora Aparecida, em pleno programa televisivo, em 1995, abalou a Nação, mas não a devoção do seu povo.

Torrentes de milagres: os ex-votos

Haja tempo, papel e tinta para relatar os inúmeros milagres e graças obtidos pela intercessão da Senhora saída das águas, para brasileiras e brasileiros de todas as classes, raças e idades. Desde a menina de Jaboticabal, cega de nascença, que ao chegar diante da Capela de Aparecida, em 1874, passa a enxergar e diz: “Mamãe, que bonita igreja!” até a mulher que foi curada de trombose em São Paulo, em 1984.

Mas quem quiser ler esse relato, vá até enorme Salão das Promessas, e consulte o livro sem palavras que existe lá: os milhares de ex-votos, ou sejam objetos que exprimem gratidão pelos milagres acontecidos. Aqui, um par de muletas, inúteis agora ao antigo usuário; lá, a escultura de um braço miraculado; acolá, peça de carro do acidente fatal que não matou; ao lado, desenho de uma máquina quase assassina.

Quantos dramas envolvendo famílias inteiras, que nossa Mãe Aparecida solucionou, “estendendo seu olhar sobre nós e nosso lar”. Saibamos ver os oceanos de misericórdia que estão por detrás desses ex-votos.

Os Papas e Aparecida

Com alegria mencionamos que a instituição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil foi feita pelo Papa Pio XI em 1930. E que o Papa Paulo VI, em 1967, lhe ofertou uma rosa de ouro.

Além dos milhares de peregrinos que por lá passaram, inúmeras foram as personalidades importantes que vieram se ajoelhar aos pés de nossa querida Mãe e pedir graças. Entre estas, ao mesmo tempo que rezaram, prestigiaram o Santuário com suas honrosas presenças, os Papas:

João Paulo II, que veio em julho de 1980, e nos deixou esse precioso testemunho: “Aqui pulsa, há mais de dois séculos, o coração católico do Brasil. Meta de incessantes peregrinações vindas de todo o país, Aparecida é como disse alguém, a “capital espiritual do Brasil”.

Bento XVI que, falando à nossa juventude em maio de 2008, enfatizou: “Sede homens e mulheres livres e responsáveis; fazei da família um foco irradiador de paz e de alegria; sede promotores da vida, do início ao seu natural declínio”.

Conclusão: confiar e Orar

O que está por trás do poder de atração dos santuários marianos? O esplendor das cerimônias? A beleza das imagens?

Alguns santuários tem origem em aparições de uma senhora esplendorosa, que traz para o povo mensagens, fonte de águas milagrosas ou a própria efígie estampada em tecido. E até cenas grandiosas, como a dança do sol presenciada por uma multidão. Mas, por que Aparecida atrai tanta gente? A imagem é pequena e simples, achada num rio, sem nenhuma mensagem nem nada.

Você, que acabou de ler estas linhas, ou você, que conhece a Sala das Promessas em Aparecida, facilmente encontrará a explicação: paralíticos que passam a andar, surdos que recuperam a audição, cegos livres da cegueira, etc. São milhares de depoimentos em forma de ex-votos, carregados de gratidão a nossa Mãe Aparecida!

Mas, não é para menos, pois Ela aprendeu numa escola divina, a escola de Jesus que passou a vida fazendo o bem. Ou seja, é mais uma prova do poder divino, que através de uma simples e rústica imagem de Maria, realiza prodígios!

Prova também a predileção por nosso povo, por nossas famílias. E é uma garantia de que Nossa Senhora Aparecida continuará protegendo a todos os habitantes deste imenso Brasil, sejam quais forem os problemas pessoais ou de outro gênero que tenhamos que enfrentar. A palavra confortadora é confiança!

Uma Oração à Mãe e Padroeira, Rainha do Brasil

Ó Senhora da Conceição Aparecida, que fizestes tantos milagres que comprovam Vossa poderosa intercessão junto ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, obtende para nossas famílias as graças de que tanto necessitam. Defendei-nos da violência, das doenças, do desemprego, e sobretudo do pecado, que nos afasta de Vós. Protegei nossos filhos de tantos fatores de deformação da juventude. E concedei a todos os membros de nossas famílias a graça de poderem trilhar o caminho de perfeição e de paz ensinado por Vosso Divino Filho, que afirmou: “Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em Mim. Haveis de ter aflições no mundo; mas tende confiança, Eu venci o mundo!” Amém.

 


Por Pe. Luiz Alexandre de Souza, EP

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA: MÃE, CUBRA-ME COM O SEU MANTO SAGRADO!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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CONCEDIDA TERCEIRA ROSA DE OURO AO SANTUÁRIO NACIONAL DE APARECIDA

O Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, acolheu nesta segunda-feira, 9 de outubro, uma Rosa de Ouro, presente do Papa Francisco ao Santuário Nacional.

Concedida terceira Rosa de Ouro ao Santuário Nacional de Aparecida.jpg

O presente deve-se às comemorações pelo tricentenário do encontro da Imagem da Padroeira do Brasil nas águas do rio Paraíba do Sul.

A honraria foi prestada pelo representante do Pontífice durante as festividades do Jubileu dos 300 anos, o Cardeal italiano Giovanni Battista Re, Prefeito Emérito da Congregação para os Bispos e Presidente Emérito da Pontifícia Comissão para a América Latina.

O anúncio dessa homenagem ocorreu na celebração do 7º dia da Novena da Solene em preparação as festividades do Jubileu, por Dom Orlando Brandes.

Na carta de anúncio, emitida pelo Arcebispo, o próprio prelado menciona o agradecimento que fez ao Santo Padre pelo reconhecimento deste momento especial para os devotos brasileiros:

“Agradecemos ao Papa Francisco o envio da Rosa de Ouro, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem da Mãe Aparecida no rio Paraíba do Sul. Obrigado, Santo Padre, por mais esta demonstração de amor, devoção e carinho para com Nossa Senhora Aparecida (…)”.

Oferecida pelo Papa, a Rosa de Ouro representa a estima do Pontífice, bem como o reconhecimento de fatos históricos e personalidades que prestaram relevantes serviços à Igreja.

O costume de se presentear com uma Rosa de Ouro teve início com o Papa Leão IX, no século XI.

A primeira Rosa de Ouro concedida ao Brasil foi em 1888, pelo Papa Leão XIII à Princesa Isabel, após a mesma ter assinado a Lei Áurea, colocando fim a escravatura no Brasil.

No Santuário Nacional, essa é a terceira vez que o presente é enviado por um Papa. A primeira Rosa foi concedida pelo Papa Paulo VI em 1967, em virtude do Jubileu de 250 anos do encontro da Imagem. Em 2007, a homenagem foi trazida pelo Papa Bento XVI durante sua visita a cidade de Aparecida. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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