NOVENA AO ANJO DA GUARDA: FAÇA OS SEUS PEDIDOS!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: SÃO JOSÉ DE CUPERTINO, SANTO FRANCISCANO, PADROEIRO DOS ESTUDANTES

SÃO JOSE DE CUPERTINO

Deus criador chama todos e cada um dos homens à santidade, porém, em sua sabedoria infinita, o faz pelas mais diversas vias. A uns pede que se isolem como eremitas nos desertos, a outros manda pregar às multidões. Conserva por toda a vida a inocência imaculada de uns, enquanto a outros faz emergir de uma situação de terríveis pecados para, arrependidos, atingirem a perfeição.

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São José de Cupertino se eleva em direção a Basílica de Loreto Santuário de São José de Cupertino, Osimo – Itália Séc. XVII por Ludovico Mazzanti

Há, porém, um contraste que desperta especialmente a atenção: quando a excelência das virtudes floresce numa alma pouco favorecida pelas capacidades intelectuais. Deus suscitou inteligências luminares, como São Tomás de Aquino ou Santo Agostinho, mas, para demonstrar sua onipotência, elevou a alto grau de santidade também homens os mais desprovidos de capacidades naturais. Um destes últimos é São José de Cupertino.

Uma vocação difícil de realizar-se

O pequeno José veio ao mundo em 17 de junho de 1603, na aldeia de Cupertino, não longe de Otranto, Itália. Seu pai, um pobre carpinteiro, morreu antes que o bebê nascesse, deixando a infeliz viúva com seis filhos e carregada de dívidas. Insensíveis à sua dor, os credores a despejaram da casa, pois ela não tinha condições de pagar o aluguel. A triste senhora ficou reduzida à situação de dar à luz em um estábulo. Assim, já em seu nascimento, a vida de José se assemelhava à do Salvador, cujos passos viria resolutamente a seguir.

Apesar de sua pobreza, a mãe conseguiu colocá-lo em uma escola, e foi nela que, aos oito anos, ele teve o primeiro de seus numerosos êxtases. Seus colegas, não compreendendo a razão de vê-lo parado e com o olhar perdido, deram-lhe o jocoso apelido de “Boccaperta” (boca aberta).

Quando estava um pouco mais crescido, começou a trabalhar como aprendiz de sapateiro. No entanto, já sentia a vocação religiosa, e ao completar 17 anos tentou ser admitido num convento dos capuchinhos. Para sua tristeza, foi recusado por conta de sua ignorância. Não se deixou esmorecer e, à custa de grande insistência, conseguiu ser recebido como irmão leigo, em 1620, pelos capuchinhos de Martino, que o experimentaram em diversos ofícios, mas os seus êxtases contínuos sujeitavam a louça e outros objetos do convento a uma prova não pouco custosa! Dizem que chegaram a colar em seu hábito os cacos da louça que quebrara. Foi preciso mandá-lo embora. Na terrível provação de ter que despir-se do hábito franciscano, comentou que era como se lhe arrancassem a própria pele.

José procurou abrigo na casa de um tio que tinha certas posses, mas, após algum tempo, este o declarou “completamente inútil” e o pôs na rua. Após tantas desventuras, voltou para a casa materna. Sua mãe recorreu a um parente que era franciscano, por cujo intermédio o jovem acabou sendo aceito no convento de La Grotella, como ajudante leigo, nos trabalhos do estábulo.

Embora sempre distraído e desastrado, sua humildade e espírito de oração e penitência o tornaram estimado por todos, e em 1625, por votação unânime dos frades, ele foi por fim admitido como religioso franciscano. Os frades conventuais concordaram em aceitá-lo para cuidar da mula do convento de Grottella. Depois, sua piedade, austeridade, obediência e dons sobrenaturais levaram os frades a admitirem-no no convento.

Pregação feita por meio do bom exemplo

Entretanto, seu amor a Deus levava-o a almejar o sacerdócio. Embora alguns duvidassem que ele fosse capaz de tanto, os superiores permitiram- lhe começar os estudos. Atravessou os anos de filosofia a duras penas. Nas horas de exame, ficava tão inseguro que, muitas vezes, era incapaz de responder. Mas a Providência não o desamparava. Quando seu mestre começava a impacientar-se, o nosso santo lhe dizia: “Tenha paciência, assim será mais meritório”.

Em uma das provas mais importantes, o examinador lhe disse: “Vou abrir a esmo o Evangelho, e a primeira frase que me cair sob os olhos, essa terás de me explicar”. Em seguida, abriu o livro santo na página da visita a Santa Isabel, e mandou Frei José dissertar sobre a frase: “Bendito é o fruto de teu ventre”. Era justamente este o único ponto que ele sabia explanar.

Chegou, por fim, o dia do exame definitivo, no qual se decidiria quem seria ordenado. José
recomendou-se à sua Santa Mãe, Nossa Senhora de Grottella. Apresentou- se o grupo de seminaristas diante do bispo, e este logo começou o exame oral. Os dez primeiros a serem interrogados saíram-se tão bem que o prelado, muito satisfeito com o nível de preparação daquele conjunto, dispensou da prova os demais. Frei José era o 11º da lista… Assim, com razão, Frei José de Cupertino viria a ser declarado padroeiro dos estudantes, especialmente daqueles que se encontram no período de exames.

Foi ordenado sacerdote em março de 1628. Sempre teve muita dificuldade de pregar e ensinar. No entanto, supria essa deficiência e ganhava as almas por meio da oração, da penitência e do poderoso meio do bom exemplo.

“Frei Burro”… e hábil teólogo

Na verdade, era pouco versado nos conhecimentos humanos, tanto que se chamava a si mesmo de “Frei Burro”. Contudo, a graça divina lhe concedia muita sabedoria e luzes sobrenaturais, e desse modo ele não somente ultrapassava o comum dos homens no aprendizado das doutrinas, como se mostrava hábil em resolver as mais intrincadas questões que lhe eram apresentadas. Em certa ocasião, um professor da Universidade Franciscana de São Boaventura disse: “Escutei-o discorrer tão profundamente sobre os mistérios da teologia, como não o poderiam fazer os melhores teólogos do mundo”.

Além disso, nunca deixou de ser místico e grande contemplativo. Tudo aquilo que, de algum modo, tinha relação com Deus ou com as coisas santas – o som do sino, o canto litúrgico, a menção dos nomes de Jesus ou de Maria, alguma passagem dos Evangelhos – facilmente o transportava ao êxtase. E nada o tirava desse estado. Em vão seus irmãos de hábito tentavam empurrá-lo ou arrastá-lo, depois passaram a golpeá-lo, espetá-lo com pregos e, por fim, alguns mais impacientes chegaram a tocar sua pele com brasas. Nada produzia efeito. Por milagre da santa obediência, somente a voz do superior o trazia de volta à vida comum..

Êxtases frequentes, fonte de transtornos e provações

O êxtase às vezes o surpreendia durante a Missa. Voltando a si, São José retomava o santo sacrifício no ponto preciso em que o havia deixado, sem se equivocar no cerimonial. Tais eram seus êxtases que certo dia, durante uma levitação, suas mãos ficaram por cima das chamas de dois tocheiros. Atônitos, os espectadores ficaram mudos de temor, mas, passado o êxtase, não havia qualquer sinal de queimadura. Sua Missa durava habitualmente duas horas. Por vezes, Nosso Senhor lhe recomendava que a abreviasse para ir desempenhar seu ofício de esmoler. Aconteceu- lhe mesmo de elevar-se e permanecer suspenso no ar.

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Os arroubamentos de São José de Cupertino podiam acontecer em qualquer momento e lugar

Como essas ocorrências causavam não pouco espanto e admiração, além de grande distúrbio na comunidade, os superiores acharam por bem decidir que Frei José não mais celebrasse Missa em público nem participasse dos atos em comum, como cânticos no coro, refeições e procissões. A partir de então, ele devia permanecer em seu quarto, onde uma capela privada foi preparada para seu uso. Tudo o bom frade aceitou, com humilde e obediente resignação.

Mas as provas a que Deus submetia este seu servo estavam longe de terminar. Tantas manifestações sobrenaturais chamaram a atenção da Inquisição, perante a qual o bom frade foi acusado de abuso da credulidade popular. Durante um interrogatório no mosteiro napolitano de São Gregório Armeno, ele teve um êxtase diante dos juízes. O longo e complexo processo ocasionou-lhe o transtorno de ser várias vezes transferido de uma casa dos capuchinhos para outra. Mas Frei José de Cupertino sempre manteve sua paciência e espírito alegre, submetendo- se com confiança aos desígnios da Providência. Longe de afligir-se, progredia na via da santificação. Praticava a mortificação e o jejum a tal ponto que fazia sete longos períodos de abstinência por ano, e durante boa parte desse tempo não experimentava nenhuma comida, exceto às terças-feiras e domingos.

 Simplicidade e inocência

Comumente via as pessoas em forma de um animal que representava o estado de sua alma. Se  encontrava alguém cuja alma não estivesse limpa, sentia o mau odor do pecado e advertia: “Estás  cheirando mal, vai te lavar”. E, após uma boa confissão, sentia um aroma agradável de perfume.

Vivia de tal forma em contemplação que, mesmo durante árduos trabalhos, não conseguia distrair-se dela. Não poucas vezes, pensando nas realidades eternas, José se elevava do chão.  Realmente, o “Irmão Burro” passou boa parte de sua vida no ar, entre o céu e a terra… Devido talvez à  sua simplicidade e inocência, José de Cupertino tinha grande amizade e familiaridade com as mais  simples criaturas de Deus.

Certa vez mandou um passarinho ir ensinar às freiras de um mosteiro cantar o Ofício. E todos os  dias, à hora das Matinas e da Noa, eis que o pássaro aparecia à janela do coro, animando o cântico das religiosas.

Em outra ocasião, encontrou duas lebres junto ao bosque de Grottella e as preveniu: “Não vos afasteis de Grottella, porque muitos caçadores vos perseguirão”. Tendo desobedecido a essa recomendação, uma delas foi surpreendida e perseguida por cães. Encontrando aberta a porta da capela, o  animalzinho atravessou a nave e atirou-se nos braços de José. “Eu não tinha te avisado?”, disse-lhe o santo. Em seguida, chegaram os caçadores, reclamando  sua presa. “Esta lebre está sob a proteção de Nossa Senhora, portanto não a tereis”, respondeu ele. E, depois de abençoá-la, a pôs em liberdade.

Apenas ao pronunciar os santíssimos nomes de Jesus e de Maria, José entrava em levitação. Passeando um dia com outro frade nos jardins do  convento, este lhe disse: “Irmão José, como criou Deus um tão belo céu!” Ao ouvir estas palavras, José deu um grito, voou e colocou-se de joelhos sobre uma  oliveira. Os galhos balançavam como se estivessem sob o peso de um pássaro.

A santidade atrai

Sua fama de santidade espalhou-se rapidamente por toda a Itália e mesmo por outros países da Europa. Príncipes, reis, cardeais e até o Papa o  procuravam.

Todo este movimento em torno do humilde religioso e os fenômenos sobrenaturais pouco comuns inquietaram a Inquisição. Em 1653, por ordem do  Santo Ofício, foi transferido de Assis para o convento capuchinho de Petra Rúbia, e depois, para o isolar mais, a Fossombrone. Devia ele viver isolado,  inclusive, da comunidade.

Os frades conventuais recorreram ao Papa Alexandre VII. Queriam reconduzir São José a Assis, mas o Papa respondeu: “Não, basta-lhes um São  Francisco em Assis”. Que maior elogio para um franciscano?!

Foi enviado a Ósio, perto de Loreto em 1657. Ao chegar, exclamou: “Este é o lugar de meu descanso”. E de fato foi em Ósio que entregou sua virtuosa  alma a Deus, em 17 de setembro de 1663. Foi canonizado por Clemente XIII em 1767.

SAO JOSE DE CUPERTINO


Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Jan/2004 e Set/2006, n. 25 e 57

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NOVENA AO ANJO DA GUARDA: SEU AMIGO FIEL!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA AO ANJO DA GUARDA: OS INTERCESSORES CELESTES JUNTO A DEUS!

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DOM WALMOR DESTACA OS 250 ANOS DAS PEREGRINAÇÕES À SERRA DA PIEDADE

Os devotos mineiros celebraram nesta sexta-feira, 15 de setembro, a Festa de Nossa Senhora da Piedade. A Padroeira de Minas Gerais tem sua celebração revestida de significados diversos, além de apontar acontecimentos históricos referentes ao tricentenário do Estado de Minas Gerais, segundo o Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Nascido em Cocos, município brasileiro do estado da Bahia,  o Arcebispo já foi Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Salvador, nomeado, na ocasião, pelo Papa João Paulo II.

Dom Walmor destaca os 250 anos das peregrinações a Serra da Piedade.jpg

Em seu mais recente artigo, o prelado ressalta a trajetória que guarda o acontecimento de especial destaque, ocorrido a 250 anos, quando o povo mineiro, “peregrinando na fé, sobe a Serra da Piedade para chegar à Ermida da Padroeira, casa de clemência e de bondade, edificada no lugar que, segundo a tradição, teria ocorrido a aparição de Nossa Senhora”.

“No século XVIII, tocado pelos testemunhos de fé dos peregrinos que enfrentavam dificuldades para rezar no alto da Serra da Piedade, um leigo, Antônio da Silva Bracarena, se converte. Ele consegue a permissão eclesiástica, a partir de documento da Cúria da Diocese Mãe de Minas – hoje Arquidiocese de Mariana – para construir a Ermida dedicada a Nossa Senhora da Piedade no alto da Serra. O documento, de 30 de setembro de 1767, é marco que permite a celebração do Ano Jubilar em 2017: são 250 anos de história do povo peregrinando na fé ao território dedicado a Nossa Senhora da Piedade. Momento especial que deve ser vivido no caminho missionário deste Ano Mariano, quando a Igreja recorda os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”, explica.

O contexto deste tempo jubilar, prossegue, convoca todos os mineiros a anunciarem com alegria Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade venerada há 250 anos, como a Padroeira de Minas Gerais. Maria Santíssima, Mãe da Piedade, foi proclamada no dia 31 de julho de 1960, durante extensos festejos no Santuário e na Praça da Liberdade, após decreto do Papa São João XXIII.

“Toda essa história faz do Santuário Nossa Senhora da Piedade um monumento à fé cristã e católica mineira, no ponto mais alto da Serra da Piedade. Minas são montanhas. E no altar das montanhas de Minas está o trono de Cristo Redentor, a sua Cruz erguida no calvário. Diante do calvário, está a Casa de Clemência e de Bondade da Mãe Piedade. Maria, com o Filho nos braços, mostra que Jesus é sempre o centro. Indica que o mistério da cruz é a dinâmica da verdadeira e mais autêntica experiência da fé cristã. Para ser autêntica, essa experiência deve significar oferta verdadeira e generosa da própria vida”, lembra.

Dom Walmor destaca os 250 anos das peregrinações a Serra da Piedade (2).jpg

Ainda conforme Dom Walmor, o Santuário Nossa Senhora da Piedade é, incontestavelmente, o coração de Minas Gerais. “É lugar que reúne tesouros da religiosidade, da fé cristã, em harmonia com o conjunto paisagístico, arquitetônico, cultural e ambiental que retrata Minas Gerais. Elementos que condensam as culturas, as riquezas, as tradições do povo mineiro, capazes de impulsionar progressos e conquistas condizentes com a história do Estado”.

No final do seu texto, o arcebispo rememora que “celebrar a Festa de Nossa Senhora da Piedade, sobre os alicerces da fé e da religiosidade, é oportunidade singular para o povo mineiro. Um acontecimento com força de inspiração, quando se considera que o Santuário reúne as belezas que Minas tem. É, pois, um caminho para conquistar nova independência. O Santuário da Padroeira de Minas tem força para articular segmentos diversos da sociedade com o objetivo de promover transformação. A Piedade é dom de Minas”. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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NOVENA AO ANJO DA GUARDA: CONFIE E ELE LHE OUVIRÁ!

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Fonte: Arautos do Evangelho

 

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SIMPÓSIO DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO NA BAHIA INSPIRA-SE NO ANO MARIANO

O primeiro Simpósio do Apostolado da Oração, inspirado no tema “As verdades da fé sobre a Virgem Maria”, escolhido em virtude do Ano Mariano, acontecerá em 30 de setembro próximo.

Simpósio do Apostolado da Oração na Bahia inspira-se no Ano Mariano.jpg

O evento terá lugar no auditório Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, localizado na Cúria Metropolitana, no bairro Garcia, das 8h às 17h30.

O Simpósio terá início com a acolhida dos participantes pelo diretor espiritual do Apostolado da Oração e do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) na Arquidiocese de Salvador, Padre Valson Santos Sandes.

Pela manhã serão realizadas as conferências “Aprendendo com a Virgem Maria a fazer a vontade de Deus”, “Entendendo o Dogma da Virgindade Perpétua e a Maternidade Divina da Virgem Maria Mãe de Deus” e “A Virgem Maria: toda de Deus e tão humana”, proferidas pelos padres Miguel Dias de Souza, Hermano Conceição de Jesus e Gabriel dos Santos Vila Verde, respectivamente.

Mais tarde, às 14h, o Padre Adilton Pinto Lopes, doutor em Mariologia, fará uma conferência sobre “Fragmentos do Tratado da Virgem Maria nos Escritos de São Luís Maria Grignion de Montfort”, seguida do tema “A história da Salvação nos mistérios do Santo Rosário da Bem-Aventurada Virgem Maria” a ser abordado pelo Padre Damião Pereira da Silva.

A programação prossegue com as seguintes conferências: “A Virgem Maria: Escritura, Teologia e Religiosidades”, com o Padre Osório Soares de Freitas, e “Da Imaculada Conceição a Assunção da Virgem Maria ao Céu”, de autoria do bispo auxiliar, Dom Marco Eugênio Galrão. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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COROA DAS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

Aqui estão episódios tirados dos Santos Evangelhos. Eles formam o caminho de dores da Filha amorosa de Deus Pai sofrendo em sua alma padecimentos semelhantes aos da Paixão de seu Divino Filho.

Nada desse mundo serve de comparação para as dores que Ela sofreu junto a Jesus. Nenhuma criatura viveu com tanto amor essas dores. Também, só Ela pode ser chamada de corredentora! Só Ela pode ser chamada de Onipotência Suplicante!

Unamos nossas dores imperfeitas aos sofrimentos d’Ela. Considerando os padecimentos da Mãe Dolorosa, encontraremos ânimo para suportarmos as dificuldades de nosso dia a dia, teremos força para subirmos ao alto de nosso próprio Calvário.

 Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora

A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a paixão, morte e sepultamento de Seu Divino Filho. E junto à Cruz que a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e do corpo Místico de Cristo: a Igreja Católica.
Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No início reza-se o Creio, o Pai Nosso e 3 Ave-Marias. Para cada dor de Maria deve-se rezar 1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Primeira Dor de Nossa Senhora: A Apresentação de Jesus no Templo e a profecia de Simeão

Ao apresentar o Menino Jesus no Templo, Maria encontrou Simeão que proferiu a seguinte profecia: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma (Lc 2, 34-35)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

   1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Segunda Dor de Nossa Senhora: A fuga para o Egito

Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise”. Obediente, “José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.” (Mt 2, 13-14).

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

   1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Terceira Dor de Nossa Senhora: A perda do Menino Jesus no Templo

Terminada a festa da Páscoa, o Menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o percebessem. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. (Lc 2, 43-50)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

   1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

Quarta Dor de Nossa Senhora: O encontro com Jesus no Caminho do Calvário

Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria deramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe.

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

   1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

Quinta dor de Nossa Senhora: Maria fica de pé junto à Cruz de Jesus

Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: “junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofás, e Maria Madalena” (Jo 19, 25)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

   1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Sexta Dor de Nossa Senhora: Maria recebe o corpo de Jesus morto em seus braços

Nossa Senhora da Piedade, é assim que o povo católico invoca Maria nesse momento da Paixão. Depois “tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.” (Jo 19, 40)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos matermos afastados do pecado.

   1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

Sétima Dor de Nossa Senhora: Maria deposita Jesus no Sepulcro

O sepultamento de Seu Divino Filho foi a última dor que Maria sentiu durante a Paixão. “No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus.” (Jo 19, 41-42)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

   1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

ORAÇÃO FINAL:

Estava a Mãe dolorosa
Junto à Cruz, lacrimosa,
Da qual pendia o seu Filho.
Banhada em pranto amoroso,
Neste transe doloroso,
A dor lhe rasgava o peito.

Estava triste e sofria
Porque ela mesma via
As dores do Filho amado.

Quem não chora, vendo isto,
Contemplando a Mãe do Cristo
Em tão grande sofrimento?

Dai-me, ó Mãe, fonte de amor,
Que eu sinta a força da dor,
Para que eu chore contigo.

Fazei arder meu coração
Do Cristo Deus na paixão,
Para que eu sofra com Ele.
Quero contigo chorar
E a Cruz compartilhar,
Por toda a minha vida.

Por Maria, amparado,
Que eu não seja condenado
No dia de minha morte.

Ó Cristo, que eu tenha sorte,
No dia de minha morte
Ser levado por Maria.

E no dia em que eu morrer,
Fazei com que eu possa ter
A glória do Paraíso. Amém

(Excertos do famoso poema Stabat Mater, atribuído a Frei Jacopone de Todi, século XIII)

Privilégios para quem pratica essa devoção:

Em revelação particular a Santa Brígida, devidamente aprovada pela Igreja, Nossa Senhora promete conceder sete graças para quem, cada dia, rezar sete Ave-Marias em honra das suas dores e lágrimas:

Eis as promessas:

  • Porei a paz em suas famílias;
  • Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios;
  • Serão consolados em suas penas e os acompanharei nas suas aflições;
  • Tudo o que pedirem lhes será concedido, contanto que nada se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas;
  • Irei defendê-los nos combates espirituais contra o inimigo infernal e serão protegidos em todos os instantes da vida;
  • Irei assisti-los visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima;
  • Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às Minhas Lágrimas e Dores), sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois terão todos os seus pecados apagados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA AO ANJO DA GUARDA: OS MENSAGEIROS DE DEUS!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: NOSSA SENHORA DAS DORES

É impossível não sentir profunda emoção ao contemplar alguma expressiva imagem da Mater Dolorosa e meditar estas palavras do Profeta Jeremias, que a piedade católica aplica à Mãe de Deus: “Ó vós todos que passais pelo caminho, parai e vede se há dor semelhante à minha dor” (Lm 1, 12). A esta meditação nos convida a Liturgia do dia 15 deste mês, dedicado a Nossa Senhora das Dores. Antes de fazer parte da liturgia, as dores de Maria Santíssima foram objeto de particular devoção.

Os primeiros traços deste piedosa devoção encontram-se nos escritos de Santo Anselmo e de muitos monges beneditinos e cistercienses, tendo nascido da meditação da passagem do Evangelho que nos mostra a dulcíssima Mãe de Deus e São João aos pés da Cruz do divino Salvador.

Foi a compaixão da Virgem Imaculada que alimentou a piedade dos fiéis. Somente no século XIV, talvez opondo-se às cinco alegrias de Nossa Senhora, foi que apareceram as cinco dores que variariam de episódios:

1. A profecia de Simeão
2. A perda de Jesus em Jerusalém
3. A prisão de Jesus
4. A paixão
5. A morte

Logo este número passou para dez, mesmo quinze, mas o número sete foi o que prevaleceu. Assim, temos as sete horas, uma meditação das penas de Nossa Senhora, durante a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo:

Matinas – A prisão e os ultrajes
Prima – Jesus diante de Pilatos
Terça – A condenação
Sexta – A crucifixão
Nona – A morte
Vésperas – A descida da cruz
Completas – O sepultamento

As chamadas Sete Espadas desenvolvem-se por circunstâncias escolhidas dentre as da vida da Santíssima Virgem:

Primeira Espada: Outra não é que a da profecia de Simeão.
Segunda Espada: O massacre dos inocentes, a mandado de Herodes.
Terceira Espada: A perda de Jesus em Jerusalém, quando o Salvador então contava doze anos de idade, feito homem.
Quarta Espada: A prisão de Jesus e os julgamentos iníquos, pelos quais passou.
Quinta Espada: Jesus pregado na Cruz entre os dois ladrões e a morte.
Sexta Espada: A descida da Cruz.
Sétima Espada: A sepultura de Jesus

As sete tristezas de Nossa Senhora formam uma série um pouco diferente:

1. A profecia de Simeão
2. A fuga para o Egito
3. A perda de Jesus Menino, depois encontrado no Templo
4. A prisão e a condenação
5. A Crucifixão e a morte
6. A descida da Cruz
7. A tristeza de Maria, ficando na terra depois da Ascensão.

Este total de sete, que os simbolistas cristãos tanto amam, impunha uma escolha entre os episódios da vida da Santíssima Virgem, por isso que se explicam certas diferenças. A série que acabou por dominar é a seguinte:

1. A profecia de Simeão

Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem (era) justo e temente (a Deus), e esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte, sem ver primeiro Cristo (o ungido) do Senhor. Foi ao templo (conduzido) pelo Espírito de Deus. E levando os pais, o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da lei a seu respeito, ele o tomou em seus braços, e louvou a Deus, dizendo:

   – Agora, Senhor, podes deixar partir o teu servo em paz, segundo a tua palavra; Porque os meus olhos viram tua salvação. A qual preparaste ante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo.

Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua Mãe:

   – Eis que este Menino esta posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição. E uma espada trespassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos. (Lc. 2, 25-35)

2. A fuga para o Egito

Então Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles cuidadosamente acerca do tempo em que lhes tinha aparecido a estrela; e, enviando-os a Belém, disse:

   – Ide e informai-vos bem acerca do menino, e, quando o encontrardes, comunicai-mo, a fim de que também eu o vá adorar.

Eles, tendo ouvido as palavras do rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente. Ia adiante deles, até que, chegando sobre onde estava o menino, parou. Vendo (novamente) a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria. E, entrando na casa, viram o Menino com Maria, sai mãe e, prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofereceram-lhe presentes, ouro, incenso e mirra. E, avisados por Deus em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, e lhe disse:

   – Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para lhe tirar a vida. E ele, levantando-se de note, tomou o menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito; e lá esteve até a morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor, por meio do profeta que disse: Do Egito chamei o meu Filho (Mt. 2. 7-15)

3. A perda de Jesus em Jerusalém

Seus pais iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando chegou aos doze anos, indo eles a Jerusalém segundo o costume daquela festa, acabados os dias (que ela durava), quando voltaram, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o advertissem. Julgando que ele fosse na comitiva, caminharam uma jornada, e (depois) procuraram-no entre os parentes e conhecidos. Não o encontrando, voltaram a Jerusalém em busca dele. Aconteceu que, três dias depois, encontraram-no no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que ouviam, estavam maravilhados da sua sabedoria e das suas respostas. Quando o viram, admiraram-se. E sua Mãe disse-lhe:

   – Filho, por que procedeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição. Ele lhes disse:

   – Para que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai? Eles, porém, não entenderam o que lhes disse (Lc. 2, 41-50)

4. O encontro de Jesus no caminho do Calvário

Quando o iam conduzindo, agarraram um certo (homem chamado) Simão Cireneu, que voltava do campo; e puseram a cruz sobre ele, para que a levasse após Jesus. Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres as quais batiam no peito, e o lamentavam. Porém, Jesus, voltando-se para elas, disse:

   – Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. Porque eis que virá tempo em que se dirá: Ditosas as estéreis, e (ditosos) os seios que não geraram, e os peitos que não amamentaram. Então começarão (os homens) a dizer aos montes: Cai sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos (Os. 10, 8): Porque, se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco: (Lc. 23, 26-31)

5. A crucifixão

Então, entregou-lhe para que fosse crucificado. Tomaram, pois Jesus, o qual, levando a sua cruz, saiu para o lugar que se chama Calvário, e em hebraico Gólgota, onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de um lado, outro de outro lado, e Jesus no meio. Pilatos escreveu um título, e o pôs sobre a Cruz. Estava escrito nele: JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS.

Muitos dos judeus leram este título, porque estava perto da cidade o lugar onde Jesus foi crucificado. Estava escrito em hebraico, em latim e em grego. Diziam, porém, a Pilatos, os pontífices dos judeus:

   – Não escrevas reis dos Judeus, mas o que ele disse? Eu sou o Rei dos Judeus. Respondeu Pilatos:

   – O que escrevi, escrevi.

Os soldados, pois, depois de terem crucificado Jesus tomaram os seus vestidos (e fizeram dele quatro partes, uma para cada soldado) e a túnica. A túnica, porém, não tinha costura, era toda tecida de alto a baixo, Disseram, pois, uns para os outros:

   – Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver a quem tocará.

Cumpriu-se deste modo a Escritura, que diz: Repartiram os meus vestidos entre si, e lançaram sortes sobre a minha túnica (S. 21, 19). Os soldados assim fizeram. Entretanto, estavam de pé junto à cruz de Jesus, sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cleofas, e Maria Madalena. Jesus, vendo sua Mãe, e junto dela o discípulo que ele amava, disse a sua Mãe:

   – Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo:

   – Eis aí a tua Mãe. E, desta hora por diante, levou-a o discípulo para sua casa.Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado para se cumprir a Escritura, disse:

   – Tenho sede.

Tinha sido ali posto um vaso cheio de vinagre. Então (os soldados), ensopando no vinagre uma esponja, e atando-a a uma cana de hissopo, chegaram-lha à boca. Jesus tendo tomado o vinagre, disse:

   – Tudo está consumado. E inclinando a cabeça, rendeu o espírito (Jo 19, 16-30)

6. A descida da Cruz

Então um homem chamado José, que era membro do Sinédrio, varão bom e justo, o qual não tinha concordado com a determinação dos outros, nem com os seus atos, (oriundo) de Arimatéia, cidade da Judéia, que também esperava o reino de Deus, foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus: e, tendo-o descido (da Cruz), envolveu-o num lençol. (Lc 23, 50-53).

7. O sepultamento

Ora, no lugar em que Jesus foi crucificado, havia um horto e no horto um sepulcro novo, em que ninguém ainda tinha sido sepultado. Por ser o dia da Parasceve dos Judeus, visto que o sepulcro estava perto, depositaram aí Jesus (Jo 19, 41-42)

Como progrediu essa devoção 

No século IV alguns insignes doutores da Igreja — Santo Efrém, Santo Ambrósio e Santo Agostinho — teceram comoventes considerações sobre as dores de Maria. No fim do séc. XI, outro doutor da Igreja, Santo Anselmo, propagava a devoção a Nossa Senhora das Dores. Muitos monges beneditinos e cistercienses faziam coro com ele nessa propagação. No século seguinte, o grande São Bernardo de Claraval, também doutor da Igreja, levou mais longe a prática dessa devoção. A todos esses se juntaram os ardorosos frades servitas, já no séc. XIII.

Em decorrência desse aumento de devoção, logo floresceram esplêndidos monumentos artísticos e literários em louvor à Mãe das Dores. Um deles — o hino Stabat Mater, composto por Iacopone de Todi por volta de 1300 — foi adotado na Liturgia e desperta nos ouvintes os melhores sentimentos de ternura e compaixão para com a Virgem sofredora: “Estava a Mãe dolorosa aos pés da Cruz, lacrimosa, da qual o Filho pendia…”

No campo das imagens sagradas, destacam-se as da “Piedade”: a Mãe dolorosa e lacrimosa contemplando o corpo sacratíssimo do Filho que jaz inerte em seus braços virginais. E as da “Soledade”: o Filho já foi sepultado, a Mãe não tem mais nem sequer o cadáver para contemplar, em suas mãos resta apenas um sudário!

No século XV, o século que conheceu a grande cintilação da devoção a Nossa Senhora das Sete Dores, foi que surgiram os mais tocantes testemunhos daquela devoção nas artes. E os artistas, sempre a procura de episódios que mais tocassem a sensibilidade dos cristãos, acabaram por trazer, com predileção, o que deveria ser o mais doloroso da vida de nossa Mãe Bendita – o momento, pungente em que, desligado da Cruz, o Salvador, inerte, pousara sobre os puros joelhos da Senhora.


Fonte: Revista Arautos do Evangelho
            Instituto Filosófico-Teológico Santa Escolástica

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NOVENA AO ANJO DA GUARDA: INCANSÁVEIS, SOLÍCITOS E BONDOSOS!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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FESTA DO DIA: EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

“O crux ave, spes unica. Hoc passionis tempore. Piis ad auge gratiam. Veniam dona reisque.”

“Salve a cruz, nossa única esperança. Neste tempo de sofrimento concede graça e misericórdia aqueles que aguardam julgamento.”

A condenação à morte pelo suplício da cruz era uma morte ignominiosa, reservada para os ladrões e assassinos. Segundo nos relata Cícero, os roJesus Crucificado - Catedral de Salvador da Bahia - Brasil..jpgmanos tinham duas maneiras de eliminar os criminosos: uma nobre, a decapitação, e outra ignominiosa, que era a morte pela cruz. Portanto, Cristo morreu pela maneira mais cruel, a morte pela cruz.

No suplício da cruz o condenado, ao ser pregado na cruz, chegava ao máximo da dor, uma vez que ao ter suas mãos pregadas na cruz, cada prego lhe dava uma descarga nos nervos, que fazia com que o condenado gritasse de dor. Na cruz o condenado perdia muito sangue e, em geral morria de asfixia, após muitas horas de sofrimento e, se continuava vivo, suas pernas eram quebradas e, neste caso, a morte era instantânea por asfixia. Com efeito, na cruz, a respiração é lenta e mais curta, pois o ar penetra os pulmões, mas não consegue fluir e o condenado tem sede de ar, semelhantemente ao asmático em plena crise.

Bem, estamos rememorando esses fatos, para lhes dizer como foi cruel e dolorosa a morte de Jesus na Cruz. Entretanto, segundo os Evangelhos, Cristo ressuscitou e a cruz vazia passou a indicar para o cristão uma fonte de salvação e de ressurreição.

Diz a história que, no dia 27 de outubro do ano 312 depois de Cristo, dois exércitos se defrontam às portas de Roma. O primeiro sai dos Muros Aurelianos para posicionar-se ao longo das margens do Tibre, junto à Ponte Milvio, comandado por Marcos Aurélio Valério Massêncio. O segundo, que desceu de Trier (na Alemanha) rumo a Roma, se coloca ao longo da via Flaminia, guiado por Flávio Valério Constantino. Os dois contendores lutam pelo título de Augusto do Ocidente, um dos quatro cargos supremos, na Tetrarquia, o novo sistema de governo do Império, ideado por Diocleciano.

O sol começa a se por quando as tropas de Constantino vêem repentinamente surgir no céu um grande sinal luminoso, com uma frase chamejante: “In hoc signo vinces” “Com este sinal vencerás”.

Eusébio de Cesareia, o primeiro grande historiador da Igreja recorda o acontecimento com estas palavras: “Um sinal extraordinário aparece no céu. (…) Quando o sol começava a declinar, Constantino vê com os próprios olhos, no céu, mais acima do sol, o troféu de uma cruz de luz sobre a qual estavam traçadas as palavras IN HOC SIGNO VINCES. Foi tomado por um grande estupor e, com ele, todo seu exército”.

Com efeito, Constantino venceu e deu total liberdade aos cristãos, até então perseguidos pelo Império Romano. Com este fato histórico, a Cruz de Cristo, antes venerada com respeito, passou a ser símbolo de vitória, pois do lenho da cruz partiu a salvação do mundo. Daí, na exaltação da Santa Cruz e na Sexta Feira da Paixão cantar a Igreja, ao apresentar a cruz para que os fieis prestem adoração ao Cristo crucificado e morto: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.”

A cruz para o cristão, portanto não é símbolo de morte, mas de vida. Ela é nossa única esperança. A cruz está sempre presente na vida da Igreja, quer na celebração da Eucaristia, que no Batismo e demais sacramentos. O sinal da cruz é o indicativo de que a pessoa é cristã e nós o usamos sempre no início da Missa, com esse sinal nós somos abençoados e abençoamos em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Portanto, exaltar a cruz é exaltar a morte de Cristo e proclamar que Ele está vivo e por seu sacrifício na Cruz nos obteve a salvação.

Bendita e louvada seja a cruz bendita do Senhor, símbolo de vida e de ressurreição.

* * * * * * * * *

1. No quadro pintado por Velásquez, deparamo-nos com Nosso Senhor cravado em uma cruz Nosso Senhor na Cruz.jpglisa, sem adornos, posta sobre um fundo negro, simbolizando a profunda e lúgubre humilhação na qual esteve posto o Redentor. Ele mesmo está com a cabeça visivelmente caída, e parte dos cabelos sobre o lado direito da face, indicando o quanto Ele está exangue, sem auxílio ou proteção alguma, entregue somente às mãos de Deus. A cena nos sugere o abandono: apenas dois ladrões crucificados a seu lado, sua Mãe e um único discípulo, presenciam sua aviltante morte. Em suma, ao ver essa figura nos vem à mente quanto tudo esteve esmagado, calcado e silenciado perante sua morte.

Mas, será que na cruz aquele que proclamou: “Eu venci o mundo!” (Jo 16, 33) está um irrevogável derrotado?

2. Analisemos, em seguida, uma cruz processional levada nas Eucaristias mais solenes da igreja Nossa Senhora do Rosário, dos Arautos do Evangelho, e feita de acordo com as indicações de Mons. João Clá Dias. Nela, vemos Nosso Senhor morto e crucificado, como alguém que, como vimos acima, passou por terríveis humilhações. Porém, as nossas vistas não se detêm, e fixamos o olhar nas vivas e elegantes cores vermelha, branca e dourada que compõem esta cruz… Parecem nos convidar a contemplar Aquele que está nela cravado, mas por isso mesmo cumpriu o que Ele próprio profetizara: “quando for elevado da terra atrairei a mim todo ser” ( Jo 12, 32). Sem dúvida, está despojado de suas vestes e coroado de espinhos, mas é “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19, 16), o que bem nos recorda os áureos esplendores que circundam esta cruz.

Foi deste seu oferecimento que floresceu tudo o que existiu e existirá de bom, de Jesus Crucificado - Cruz Processional dos Arautos do Evangelho.jpgbelo e verdadeiro na História da humanidade. Foi no momento da crucifixão que o Salvador frustrou os planos de Satanás, comprou paratodo o gênero humano a Redenção e, com graças super abundantíssimas, abriu ao homem as portas do Céu.

Tudo isto que Ele concedeu como herança para a humanidade, como fruto de seu Preciosíssimo Sangue, valem imensamente mais do que qualquer pedra preciosa. Mas, as que figuram em Jesus, representando suas chagas, não simbolizarão esta maravilha, que Ele aceitou por nós e para nossa Salvação?

Rememorando o que a liturgia da Igreja reza na missa da Exaltação da Santa Cruz, “O que vencera na árvore do paraíso, na árvore da cruz foi vencido”, não parece que esta cruz quer nos fazer recordar esta gloriosa vitória de Cristo?

Por ter Ele quisto utilizar da cruz como instrumento para a redenção, tornou-se ela, de símbolo de ignomínia que era em símbolo de tudo o que há de mais elevado, de mais sagrado: nas catedrais, nas coroas, nas obras mais importantes concebidas pelo homem, aí está a cruz resplandecendo como o estandarte de triunfo do homem-Deus, que atingiu os mais altos píncaros de vitória contra o demônio, o mundo e a carne com sua ignominiosa morte no madeiro. E isto bem pode simbolizar os adornos desta cruz. (Cfr. Oliveira, Plinio Corrêa de. Revista Dr. Plinio, nº 138, setenbro de 2009, p. 4)

Ao vê-la, temos vontade de rezar à semelhança do autor supracitado: “Na vossa cruz, humilhado, começastes a reinar sobre a terra. Na cruz começou a vossa glória, e não na ressurreição. Vossa nudez é um manto real. Vossa coroa de espinhos é um diadema sem preço. Vossas chagas são vossa púrpura. Oh! Cristo-Rei, como é verdadeiro considerar-Vos na cruz como um rei” (Via Sacra. Legionário Nº 558, 18 de abril de 1943 ).


Fonte: Arautos do Evangelho
1° artigo: + Eurico dos Santos Veloso – Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
2° artigo: Alessandro Schurig – 3º ano de Teologia

 

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Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: SÃO JOÃO CRISÓSTOMO, A FORÇA DA PALAVRA

Há mais de 1.600 anos sua voz ressoa em todo o orbe, dando testemunho da perenidade dos altos ensinamentos legados por ele à humanidade.

Palavra de Deus tem uma força irresistível. Ela é a mais poderosa arma que existe; arma de conquista, arma de transformação muito mais poderosa do que a bomba atômica! Um orador sacro bem preparado, que transmita a palavra revelada, tem nas mãos um verdadeiro tesouro de influência e de possibilidades para fazer o bem”.1

O comentário acima, feito pelo nosso Fundador e Superior Geral, bem explica a importância da vida de São João Crisóstomo. Realmente, poucos pregadores sacros se notabilizaram como ele ao longo da História. Sua vida e, sobretudo, sua morte são testemunho da eficácia de sua palavra: os ímpios sentiram necessidade de fazer calar aquela “boca de ouro”, sob risco de ver nos braços da Esposa Mística de Cristo todo o Oriente, já nos primeiros séculos do Cristianismo.

Ele não visava obter aplausos: servia-se do púlpito para levar as almas a Deus e Deus às almas “São João Crisóstomo”, detalhe das Portas Reais da Igreja de São Nicolau – Museu do Estado Russo, São Petersburgo

O sonoro cognome de Crisóstomo – Boca de Ouro, em grego – é muito adequado a este grande Santo que soube apresentar a doutrina católica de forma inflamada e convincente, para defender a integridade da Fé e da Moral, naqueles conturbados tempos.

Não se podia conhecê-lo sem amá-lo

Nasceu por volta do ano 349 na Antioquia, então a segunda cidade do Império Romano do Oriente; nela conviviam pagãos, maniqueus, gnósticos, arianos, apolinários, judeus e cristãos. Seu pai, Secundus, comandante das tropas imperiais no Oriente, faleceu logo após o nascimento do filho e foi sua mãe, Anthusa, viúva aos vinte anos de idade, que ficou com o encargo de educar o recém-nascido.

Cedo o menino mostrou grande inteligência e foi encaminhado a dois famosos professores, um dos quais Libânio, considerado o maior orador de seu século. Recebeu educação religiosa do Bispo São Melécio que, pelo seu caráter sério, brando e atraente, cativou o discípulo a ponto de fazê-lo desistir dos estudos clássicos e dedicar sua vida à busca da perfeição espiritual. Deste Santo Bispo recebeu Crisóstomo o Batismo e o leitorado, aos 20 anos de idade.

Poderia o jovem João ter-se deixado levar por seu nascimento ilustre e pelos raros talentos recebidos da Providência, tornando-se talvez um dos primeiros homens do Império. Mas, depois de provar “quão suave é o Senhor”, as honras do mundo não o atraíam e seu único desejo era consagrar- se a Deus na solidão. Entregou-se a uma vida de austeridade e oração, e estudou profundamente a Sagrada Escritura. Dominando seu temperamento colérico, adquiriu a mansidão evangélica, à qual juntou uma amável modéstia, uma terna caridade para com o próximo e uma conduta cheia de sabedoria.

Após quatro formativos anos de convívio com São Melécio, retirou-se a um lugar deserto, onde viveu como anacoreta sob a direção de Diodoro, mais tarde Bispo de Tarso. Ali escreveu várias obras de cunho literário e espiritual. Com a saúde enfraquecida por vigílias e jejuns, viu-se forçado em 381 a retornar a Antioquia, onde reassumiu a função de leitor junto a seu zeloso mestre, que conferiu-lhe a ordenação diaconal. Vivia ainda o jovem João os albores de sua vida espiritual, encontrando grande conforto e apoio na amizade do companheiro de estudos, São Basílio de Cesareia.

Fértil atividade pastoral como pregador

Nesse mesmo ano de 381, falecia São Melécio. O novo Bispo de Antioquia, Flaviano, viu-se desde logo ligado a Crisóstomo por laços de santa amizade. Ordenou-o sacerdote em 386 e o nomeou seu pregador.

No período de 12 anos em que exerceu essa função, difundiu-se sua fama de orador sacro. Seus ardorosos sermões, sempre ouvidos com avidez e frequentemente interrompidos por calorosos aplausos, versavam sobre as Sagradas Escrituras. Entretanto, ele não visava obter aplausos: servia-se do púlpito para levar as almas a Deus e Deus às almas. Assim, não poupava críticas aos maus costumes da época, tanto os do povinho miúdo que o aplaudia, quanto os dos poderosos que, de início, o admiravam.

Valendo-se de sua extraordinária facilidade de expressão, da profundidade de pensamento, da maneira nobre e brilhante de apresentá- lo, Crisóstomo formava com sólidos princípios seu rebanho. Sem nenhuma preocupação mundana, opunha-se fortemente às interpretações excêntricas, místicas e alegóricas da chamada Escola de Alexandria, então em voga.

Nesse período de atividade pastoral como pregador, desenvolveu sua mais intensa produção teológica literária. A julgar apenas por esses anos, de 386 a 398, São João Crisóstomo já poderia ser considerado digno de figurar entre os primeiros doutores da Igreja. Entretanto, honras maiores lhe estavam reservadas e, para alcançá-las, deveria ele aceitar a Cruz do Divino Redentor sobre seus ombros.

Reformando o Clero de Constantinopla

Mergulhada nos abundantes prazeres que a prosperidade econômica lhe proporcionava, Constantinopla abrigava a faustosa Corte dos imperadores romanos do Oriente. Como em todos os tempos, muitas vezes, onde há riquezas, luxo e ostentação rareiam as virtudes cristãs. Tendo falecido o Arcebispo Nectário, quis o imperador Arcádio elevar a essa dignidade o santo pregador. Assim, em 28 de fevereiro de 397 ele recebeu de Teófilo, Patriarca de Alexandria, a ordenação episcopal e tomou posse da Sé constantinopolitana.

O presbítero João viu-se inesperadamente na arrogante metrópole, colocado à cabeça do Episcopado bizantino, num ambiente em que predominavam as aparências e o poder, com frequência conquistado à base de maquinações secretas. Segundo Paládio da Galácia, um de seus mais importantes biógrafos, São João deu início ao seu governo varrendo a escada de cima, ou seja, “começou por derrubar o edifício da falsidade a fim de alcançar os alicerces da verdade”.2 E deparou-se com o próprio Patriarca Teófilo que, ao observá-lo tão íntegro e franco em suas homilias, tomou-se de antipatia por ele.

Registra Paládio no Dialogus que Teófilo “tão hábil em discernir os pensamentos e as intenciones ocultas”, 3 ao não encontrar em Crisóstomo algo que coadunasse com seu próprio modo de ser relativista e laxo, promoveu toda espécie de hostilidade contra o novo Arcebispo, pois “preferia ele dominar os de caráter fraco a ouvir os sábios e prudentes”.4

No entanto, São João, fiel à sua consciência, começou a moralizar os costumes do clero, desde os relativos à prática da castidade até os concernentes à posse e uso de bens materiais. Muitos dentre os numerosos monges da diocese preferiam passar mais tempo fora que dentro de seus mosteiros. Crisóstomo convenceu-os a retornarem ao recolhimento.

Bondoso com os ricos e com os necessitados

Como fizera em Antioquia, pregou contra os costumes mundanos e a ridícula extravagância das modas, sobretudo às viúvas, às quais recomendou vivamente que vivessem de acordo com as leis do decoro impostas por sua peculiar situação. Essas advertências provocaram ressentimentos em algumas damas da Corte, que se queixaram à Imperatriz.

O povo, entretanto, ouvia enlevado as palavras nobres, belas e, ao mesmo tempo, severas do “Boca de Ouro”. Tanto mais quanto viam em sua conduta pessoal a prática exemplar daquilo que pregava. Preocupado com os mais necessitados, construiu vários hospitais para os pobres e estrangeiros; suas esmolas eram tão abundantes que foi chamado de João, o esmoler.

Com os pecadores, hereges e pagãos era bondoso a ponto de alguns, com falso zelo pela Religião, o censurarem; ele, porém, agindo com paternal doçura exortava todos à penitência e conversão: “Se cairdes mil vezes no pecado, vinde a mim, e sereis curados”.5 No entanto, quando se tratava de manter a disciplina, era firme e pertinaz, evitando sempre a rudeza nas palavras. Organizou as viúvas e as virgens consagradas para viverem em comunidade, sob a direção de Santa Olímpia jovem viúva que empregou sua enorme fortuna e sua vida ao serviço de Deus e do próximo.

Nosso Santo tinha outros grandes amigos entre os ricos. Brison, oficial de justiça a serviço da Imperatriz Eudóxia, o auxiliava nas instruções aos fiéis e sempre lhe manifestou verdadeira amizade. A própria imperatriz dava-lhe muitos sinais de admiração e até de devotamento: frequentava seus sermões, seguia as procissões, oferecia peças ornamentais para o culto e fazia outras demonstrações de consideração. Do imperador, conseguiu a promulgação de leis favoráveis à cristianização de todo o Império.

Atritos com a Corte Imperial

Para destruir a influência desse homem de Deus, o demônio valeu-se astuciosamente de pequenos incidentes nos quais transparecem a inveja, o egoísmo e a intriga organizada. Serviu-se primeiro de Eutrópio, ajudante de câmara do imperador. Esse homem, que no início admirava de coração o santo Bispo, cometia enormes abusos de poder, perseguindo todos quantos pareciam ameaçar-lhe a posição. São João tentou várias vezes dissuadi-lo dessa má conduta, mas sem resultado. Quando, afinal, Eutrópio caiu em desgraça, procurou refúgio na catedral, para escapar de seus numerosos inimigos. Ignorando todas as ofensas e desconsiderações recebidas desse oportunista, São João intercedeu por ele mais uma vez, o que não agradou à Corte.

Pouco depois a Imperatriz Eudóxia, cuja influência sobre o Imperador Arcádio aumentara muito após a queda de Eutrópio, cometeu grave injustiça contra uma viúva e Crisóstomo tomou o partido da mais fraca, o que deixou a soberana ofendida. Somou-se a isso o atrito com o ariano Gainas, comandante dos mercenários godos do exército imperial, que requisitou uma igreja em Constantinopla para alojar seus soldados. Crisóstomo opôs-se energicamente a essa insolente pretensão.

Estabeleceu-se assim entre a Corte Imperial e o Palácio Episcopal uma atitude de distanciamento que prenunciava uma catástrofe. Situação grave para São João Crisóstomo, sobretudo porque a claque dos cortesãos sentia-se reforçada pelo advento de novos aliados, dentre os quais alguns eclesiásticos: Severiano, Bispo de Gabala, que se jactava de rivalizar com o Crisóstomo em eloquência; Antíoco, Bispo de Ptolemaida; e, por algum tempo, Acácio, Bispo de Beroea. Todos eles preferiam a vida cheia de atrativos da Corte à simplicidade de suas dioceses.

No entanto, a fama de santidade, o fervor apostólico, a prudência e sabedoria do varão de Deus granjearam-lhe a confiança das regiões vizinhas. E ele foi convidado por vários Bispos a presidir um sínodo regional em Éfeso, com o objetivo de indicar um novo Arcebispo e depor alguns Bispos acusados de simonia.

Sínodo do Carvalho e primeiro exílio

Em sua ausência, ficou à frente da Igreja de Constantinopla seu rival, Severiano, a quem o próprio Crisóstomo confiara algumas funções eclesiásticas, na tentativa de conquistar-lhe a amizade. Mas, sempre prepotente e ambicioso, o Bispo de Gabala entrou em conflito com o ecônomo da catedral.

“O seu magistério doutrinal e a sua pregação, como também a sua solicitude pela Sagrada Liturgia, mereceram-lhe depressa o reconhecimento de Padre e Doutor da Igreja”                                         “Traslado do corpo de São João Crisóstomo ao convento dos Santos Apóstolos, em Constantinopla” – Miniatura do Menológio de Basílio II, Biblioteca Apostólica Vaticana

A situação se complicou quando Teófilo, Arcebispo de Alexandria, foi chamado à capital pelo imperador para defender-se de certas acusações perante um sínodo – mais tarde conhecido como “Sínodo do Carvalho”, em referência ao subúrbio da Calcedônia no qual foi realizado -, o qual Crisóstomo presidiria. Teófilo compareceu acompanhado de 29 Bispos, seus sufragâneos e mais outros sete. Iniciada a assembleia, apresentou uma longa lista de infundadas acusações contra São João, o qual, repentinamente passava de juiz a réu. Obviamente, o Santo recusou-se a reconhecer a legalidade dessa manobra e deixou de comparecer às reuniões. À vista de sua ausência após três convocações, foi declarado deposto da sé episcopal e condenado ao exílio.

Como era de se esperar, o povo revoltou-se e exigiu sua volta. Temendo supersticiosamente uma punição divina, a Imperatriz Eudóxia, que nos bastidores manobrava os acontecimentos, ordenou que o reempossassem. Ele retornou e Teófilo viu-se constrangido a fugir de Constantinopla. Mas a derrota de Eudóxia teve como resultado aumentar mais ainda seu profundo rancor.

A “Boca de Ouro” calou-se para os ouvidos humanos

Decorridos apenas dois meses, novo incidente veio agravar a situação. Em frente à Igreja de Santa Sofia, havia sido erigida uma estátua de prata da imperatriz. Os jogos públicos promovidos nos festejos de inauguração prejudicaram as funções litúrgicas e arrastaram o povo a desordens e a extravagantes manifestações de superstição.

Com o zelo e a coragem que o caracterizavam, o Arcebispo elevou do púlpito a voz contra tais abusos, perpetrados sob a direção do Inspetor dos Jogos, um maniqueu. Mas a imperatriz, num acesso de vaidade, tomou isso como um ultraje à sua pessoa. Enfurecida, convocou novamente os inimigos de São João Crisóstomo para destituí-lo. Baseados em certos cânones de um sínodo ariano realizado em 341, os Bispos partidários da imperatriz obtiveram do imperador um decreto de banimento de São João Crisóstomo. Assim, no ano 404 ele foi conduzido para seu segundo exílio.

Inicialmente as tropas o levaram para um lugar isolado e rude, na fronteira oriental da Armênia, onde, porém, ele conseguia manter correspondência com discípulos e amigos. Dali escreveu ao Papa Inocêncio I que, indignado pelo procedimento traiçoeiro daqueles maus Bispos, destituiu vários deles e dirigiu confortantes palavras de apoio ao injustiçado.

Receando um possível retorno do incômodo varão de Deus, decidiram seus inimigos transferi-lo, em 407, para Pithyus, lugar situado nos extremos limites do Império, perto do Cáucaso. Os cruéis sofrimentos da caminhada sob forte sol e chuvas, agravados pelos maus tratos da soldadesca, levaram ao esgotamento total seu corpo já alquebrado. Assim, em 14 de setembro desse ano a “Boca de Ouro” calou-se para os ouvidos humanos e abriu-se para cantar glórias e louvores a seu Criador e Redentor no Céu.

Parte importante do tesouro da Santa Igreja

“A partir do século V, Crisóstomo foi venerado por toda a Igreja cristã, oriental e ocidental, pelo seu testemunho corajoso em defesa da Fé e pela sua dedicação generosa ao ministério pastoral. O seu magistério doutrinal e a sua pregação, como também a sua solicitude pela Sagrada Liturgia, mereceram-lhe depressa o reconhecimento de Padre e Doutor da Igreja”,6 conforme palavras do Papa Bento XVI.

De fato, sua vasta obra – dividida em opúsculos, homilias e cartas – representa importante parte do tesouro inapreciável da Santa Igreja. Há mais de 1.600 anos sua voz ressoa em todo o orbe. A amplíssima bibliografia existente a seu respeito e as incontáveis edições de seus escritos dão testemunho da perenidade dos altos ensinamentos legados por ele à humanidade. São Pio X o proclamou patrono dos oradores sacros, em 1907.


Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Setembro/2013, n. 141, p. 32 à 35

 

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FESTA DO DIA: O SANTÍSSIMO NOME DE MARIA

O nome de Maria é como um bálsamo que corre agradavelmente sobre os membros dos enfermos e os penetra com eficácia. Ele é semelhante a este óleo que, por suas unções, reanima e suaviza, dá força, flexibilidade e saúde. Mais do que o nome de todos os Santos. O de Maria nos repousa de nossas fadigas, cura todos os nossos males, ilumina nossa cegueira, comove nosso endurecimento e nos encoraja em nossos desânimos. Maria é a vida e a respiração de seus servidores, a saúde dos enfermos, o remédio dos pecadores. Ricardo de São Vítor, interpretando estas palavras do Eclesiastes (VII, 2): “É melhor o bom nome do que os bálsamos preciosos”, as aplica assim à Bem-aventurada Virgem: “O nome de Maria cura os males do pecador com maior eficácia do que a dos unguentos mais procurados; não há doença, por desastrosa que seja, que não ceda imediatamente à voz desse bendito nome”.

Nosso Divino Salvador, se não me engano, no-lo quis recomendar quando, ressuscitando dos mortos, o primeiro nome que aflorou em seus lábios foi o de Maria.

Com efeito, dirigindo-se à Madalena, a primeira a quem Ele aparecia após sua Ressurreição, disse-lha (Jo XX, 16): “Maria”, para nos significar que o nome de Maria encerra a vida em si mesmo, e se harmoniza tão bem com a vida imortal, que merece ser o primeiro a sair da boca do Salvador, já em possessão da imortalidade. Esta reflexão é de Cesário, em sua homilia sobre a Visitação.

Nome que desarma e abre o coração de Deus, em favor dos homens

O nome de Maria abre o coração de Deus e põe todos os seus tesouros à disposição da alma que o invoca.

E acrescentamos com o Pe. J. Guibert, que assim se expressa na sua Meditação para a festa do Santo Nome de Maria: “O nome de Maria desarma o coração de Deus. Não há pecador, por mais criminoso, que pronuncie em vão esse nome. Embora merecesse, por suas faltas, todas as cóleras do céu, ele se vê protegido como por inviolável pára-raios, logo que articule o nome de Maria.”

A este nome, o perdão desce infalivelmente sobre as almas pecadoras, não porque tenha Ela o direito de concedê-lo, mas porque é onipotente para implorá-lo – Omnipotentia suppex. O nome de Maria abre o coração de Deus e põe todos os seus tesouros à disposição da alma que o invoca.

A História nos ensina que uma multidão de Santo caridosos fizeram voto de jamais recusar a esmola que lhes fosse pedida em tal ou tal nome. Assim que ouviam o nome amada, eles davam, davam sempre, até o último óbulo e até suas próprias vestimentas. O nome de Maria tem esse poder mágico sobre o coração de Deus. Deus Filho, Jesus Cristo, entrega tudo o que tem àqueles que Lhes estendem a mão em nome de sua Mãe; Deus Padre, fonte de toda riqueza, concede toda graça àqueles que mendigam diante dEle invocando o nome de sua Filha Bem-amada.

Nome de salvação e de alegria

O nome de Maria é um nome salvador, sobretudo nos perigos de ordem moral. Quantas tentações por ele foram vencidas, quantos pecados evitados, quantos imundos corações purificados, quantas penosas confissões extraídas de almas que se cria para sempre fechadas!

É também um nome de consolação e de alegria. Ele dissipa a tristeza na alma que o pronuncia. Tendes medo de Deus e de seus julgamentos? Pensai em Maria e invocai seu nome: vossa confiança em Deus renascerá. Tendes medo dos homens, diante dos quais vos cobristes de vergonha e perdestes a reputação? Pensai em Maria e invocai seu nome: e não tereis mais receio de levantar os olhos diante de vossos semelhantes. Esmaga-vos o peso da humilhação ou da dor física? Pensai em Maria, invocai seu nome, e sereis aliviado. Tendes a horrível morte que rompe e põe fim a tudo? Pensai em Maria, invocai seu nome, e tereis coragem de aceitar esse supremo sacrifício.

Nome de força

O nome de Maria, enfim, é um nome de força. Quaisquer que sejam os inimigos que vos ameaçam, venham eles do Inferno, como o demônio que vos tenta; ou venham do mundo, como os adversários que vos perseguem, invocai o poderoso nome de Maria e a todos vencereis.

Quaisquer que sejam vossas próprias fraquezas, provenham elas do orgulho, da inveja, da sensualidade ou da preguiça, confiai vosso débil coração à solicitude da Virgem, invocai o poderoso nome de Maria, e vos vencereis a vós mesmos.

Precioso tesouro da Santíssima Trindade

Recolhendo opiniões dos santos Doutores sobre o nome de Maria, traça São João Eudes esta admirável síntese: “O nome de Maria, diz Santo Antônio de Pádua, é júbilo para o coração, mel na boca e doce melodia no ouvido.

Bem-aventurado o que ama vosso nome, ó Maria (é São Boaventura quem fala), porque este santo nome é uma fonte de graça que refresca a alma sedenta e a faz produzir frutos de justiça.

“Este nome tem mais virtude do que todos os nomes dos Santos para confortar os débeis, curar os enfermos, iluminar os cegos, abrandar os corações endurecidos, fortificar os que combatem, dar ânimo aos cansados e derrubar o poderio dos demônios”

Ó Mãe de Deus, diz o mesmo Santo, que glorioso e admirável é vosso nome. O que o leva em seu coração se verá livre do medo da morte. Basta pronunciá-lo para fazer tremer a todo inferno e por em fuga a todos os demônios. O que deseja possuir a paz e a alegria do coração, que honre vosso santo nome.

O nome de Maria, diz São Pedro Crisólogo, é nome de salvação para os regenerados, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal.

Ó amabilíssima Maria, exclama também São Bernardo, vosso santo nome não pode passar pela boca sem abrasar o coração! Os que Vos amam não podem pensar em Vós, sem um consolo e um gozo muito particulares. Nunca entrais sem doçura na memória dos que Vos honram.

Ó Maria, diz o Santo Abade Raimundo Jordão, o chamado Idiota, a Santíssima Trindade Vos deu um nome que, depois do de vosso Filho, está acima de todos os nomes; nome a cuja pronunciação devem dobrar o joelho todas as criaturas do Céu, da terra e do Inferno, e toda língua confessar e honrar a graça, a glória e a virtude do santo nome de Maria. Porque, depois do nome de vosso Filho, não há quem seja tão poderoso para nos assistir em nossas necessidades, nem de quem devamos esperar mais os socorros que necessitamos para nossa eterna salvação.

Este nome tem mais virtude do que todos os nomes dos Santos para confortar os débeis, curar os enfermos, iluminar os cegos, abrandar os corações endurecidos, fortificar os que combatem, dar ânimo aos cansados e derrubar o poderio dos demônios“.

Ouçamos a São Germano de Constantinopla: “Como a respiração, diz, não só é o sinal como também a causa da vida, assim quando vedes cristãos que tem com frequência o santo nome de Maria na boca, é sinal de que estão vivos com a verdadeira vida. O afeto particular que se tem a este sagrado nome, dá vida aos mortos, a conserva nos vivos, e os enche de gozo e de benção.

Numa palavra, quem diz Maria, diz o mais precioso tesouro da Santíssima Trindade, como afirma Orígenes. Quem diz Maria, diz o mais admirável ornamento da casa de Deus. Quem diz Maria, diz a glória, o amor e as delícias do Céu e da Terra.

Nome terrível para os demônios

Concluímos com estas fervorosas palavras do venerável Tomás de Kempis, a respeito do glorioso nome da Mãe de Deus:

Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus, e fogem como se corre do fogo, ao ouvir seu santo nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado.
Não podem os demônios comparecer nem poder por em jogo suas artimanhas onde vêem resplandecer o nome de Maria. Como trovão que ressoa no céu, assim caem derrubados ao ouvirem o nome de Santa Maria. E quanto mais amiúde se profere este nome, e mais fervorosamente se invoca, mais céleres e para mais longe escapam.

Nome a ser continuamente invocado

O nome de Maria é um nome salvador, sobretudo nos perigos de ordem moral. Quantas tentações por ele foram vencidas, quantos pecados evitados, quantos imundos corações purificados, quantas penosas confissões extraídas de almas que se cria para sempre fechadas!

De outro lado, os Santos Anjos e os espíritos dos justos se alegram e se deliciam com a devoção dos fiéis, ao verem com quanto afeto e frequência celebram estes a memória de Santa Maria, cujo glorioso nome aparece em todas as igrejas do orbe, que tem especialmente consa-gradas a seu louvor. E é justo e digno que acima de todos os Santos seja honrada na Terra a Mãe de Deus, a quem os Anjos veneram todos a uma só voz, com sublimes cânticos.

Seja, pois, o nome de Maria venerado por todos os fiéis, sempre amado pelos devotos, vinculado aos religiosos, recomendado aos seculares, anunciado pelos pregadores, infundindo aos atribulados, invocado em toda sorte de perigos. É desejo de Deus que os homens amem a Nossa Senhora.

É desejo de Deus que os homens amem a Nossa Senhora

Devemos amar a Santíssima Virgem – escreve Santa Antônio Maria Claret – porque Deus o quer. Ele próprio nos dá exemplo e nos incita a amar a Maria: O Padre Eterno A escolheu por Filha sua muito amada; o Filho Eterno A tomou por Mãe, e o Espírito Santo, por Esposa. Toda a Santíssima Trindade A coroou como Rainha e Imperatriz do Céu e da terra, e A constituiu dispensadora de todas as graças.

Devemos amar a Maria Santíssima porque Ela o merece, pelo cúmulo de graças que recebeu sobre a Terra, pela eminência da glória que possui no Céu, pela dignidade quase infinita de Mãe de Deus a que foi exaltada, e pelas prerrogativas inerentes a esta sublime dignidade. Devemos amar a Maria Santíssima e ser seus devotos verdadeiros, porque a devoção a Ela é um meio poderosíssimo para alcançar a salvação.

Bem-aventurados os que amam a Maria

Feliz, feliz aquele que Vos ama, ó Maria, Mãe dulcíssima” – exclama Santo Afonso de Ligório. São João Berchmans, da Companhia de Jesus, costumava dizer: Se amo a Maria, estou certo da minha perseverança e de Deus obtenho tudo o que quiser. Renovava por isso sem cessar este propósito: Quero amar a Maria, quero amá-La sempre.

Oh! como esta boa Mãe excede em amor a todos os seus filhos! Amem-Na estes quanto puderem, sempre serão vencidos pelo amor que lhes consagra Maria, observa Pseudo-Inácio, mártir.

Tenham-lhe a mesma ternura de amor com que A tem amado tantos de seus servos, que já nem sabiam o que mais fazer como prova muito que Lhe bem-queriam.

Estava uma vez ao pé de uma imagem de Maria o Venerável Afonso Rodriguez, da Companhia de Jesus. Abrasado de amor para com a Santíssima Virgem, disse-lhe: Minha Mãe amabilíssima, bem sei que Vós me amais; mas Vós não me quereis tanto quanto eu Vos amo. Então, Maria, como que ofendida em seu amor, lhes respondeu: Que dizes, Afonso, que dizes? Oh! Quanto é maior o meu amor por ti do que o teu por Mim! Sabe, lhe disse, que do meu amor ao teu há mais distância do que do céu à Terra.

O nome de Maria cura os males do pecador com maior eficácia do que a dos unguentos mais procurados; não há doença, por desastrosa que seja, que não ceda imediatamente à voz desse bendito nome”.

Tem, pois, razão São Boaventura ao exclamar: Bem-aventurados aqueles que tem a felicidade de ser fiéis servos e amantes desta Mãe amantíssima! Sim, porque esta gratíssima Rainha não admite que em amor A vençam os seus devotos servidores. Maria, imitando nisto a Nosso Senhor Jesus Cristo, com seus benefícios e favores dá a quem A ama o seu amor duplicado.

Ao amor de mãe, deve corresponder nosso amor de filhos

Sendo assim, ao amor de Mãe que nos tem Maria, devemos corresponder com nosso amor de filhos. Pois é justo que nosso coração se mostre conquistado pelo seu. Se nós A amamos, devemos nos comprazer com sua lembrança, falar dEla com agrado e obedecê-La com diligência.

Devemos nos esforçar por imitá-La. A mais bela homenagem que um filho pode render à sua mãe é de lhe reproduzir os traços em sua própria conduta. Que nosso coração, portanto, seja semelhante ao de Maria. Antes de tudo, que ele seja puro como o dEla; evitemos, pois, a imundície do pecado. Que nosso coração seja bom e terno como o dEla; compassivo, acolhedor, benévolo, generoso. Portanto, que nada exista de duro em nossos pensamentos nem em nossas palavras, em relação ao nosso próximo.

Enfim, que nosso coração seja forte, como o dEla, indomável quando se trata da salvação das almas, não abandonando jamais o terreno, quando nos tenha sido confiado o regate de uma alma, trabalhando para isto com o perigo de nossa própria vida. Portanto, nada dessas timidezes que se recusam a abordar as almas, nada de covardias que recuam diante dos dificuldades.

Através da oração de São Bernardo de Claraval, rezemos à Nossa Senhora:


Fonte: Revista Arautos do Evangelho

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NOVENA AO ANJO DA GUARDA: SOB A PROTEÇÃO DOS ANJOS! PEÇA!

Temos sempre junto a nós intercessores e amigos que, em qualquer necessidade ou tribulação, nos defendem e nos auxiliam para alcançarmos o termo final de nossa missão: a bem-aventurança eterna. Por isso, clique na imagem acima e reze conosco a novena ao nosso Anjo da Guarda.


Fonte: Arautos do Evangelho

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PASSEIO FRUTUOSO PARA OS ENJOLRAS DOS ARAUTOS DO EVANGELHO DE SALVADOR

No dia 07 de setembro, por ocasião da festa da Independência do Brasil, os Arautos do Evangelho de Salvador promoveram uma visita cultural à cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina.

Município histórico do sertão do Estado da Bahia, Lençóis foi fundada no Ciclo do Diamante e, hoje, é a principal cidade de acesso ao Parque Nacional da Chapada Diamantina. Tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), possui casarões de meados do século XIX1,  ruas de pedra e construções de estilo colonial que preservam parte da História do Brasil.

 

A Chapada tem seus lados muito atrativos. Os jovens puderam visitar alguns de seus lugares turísticos e ver como Deus cuida, em seus detalhes, das coisas deste mundo, para que sempre possamos elevar nossas vistas a Ele. Assim, após a chegada à cidade, os rapazes de Salvador visitaram a Igreja Nossa Senhora do Rosário, construída em meados do século XIX.

Em seguida, visitaram a hospedagem e casa do antigo Prefeito da Cidade e a posteriori, passearam pelas ruas da cidade.

No dia seguinte, cercada pela vegetação nativa da Mata Atlântica, visitaram o Morro do Pai Inácio, com vistas para o Grand Canyon do Brasil.

Além disso, um refrigério em uma sorveteria somou-se às atividades, além da visita à Casa de Pedras preciosas e semipreciosas, que revelam a história colonial daquela região.

Por último, a meio caminho da sede dos Arautos, Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos de Gusmão, visitaram a Fazenda Três Irmãos, no município de Tapiramutá, também no estado da Bahia, onde tiveram, para despedida, um café colonial dos tempos antigos, com direito a batata doce, cuscuz, coalhada e muito mais. Os soteropolitanos estavam muito contentes….e não era para menos!!!!

Confira, abaixo, outras fotos desta experiência.


1Fonte: http://www.guiadoturismobrasil.com/hospedagem/2/BA/chapada-diamantina-lencois/260

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MISSÃO MARIANA EM CANAVIEIRAS BA

Os Arautos do Evangelho, em Salvador, divulgam a Missão Mariana que será realizada por membros do Apostolado do Oratório de São Paulo na cidade baiana de Canavieiras. Por isso, participem e divulguem para seus amigos e familiares  esta Missão especialíssima.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A cidade de Canavieiras fica no sul do Estado da Bahia, a 115 de km de distância de Ilhéus e a 210 km de Porto Seguro. Sua população é estimada em 38.000 pessoas.

Os primeiros habitantes foram os portugueses e brasileiros vindos de Ilhéus por volta da primeira década de 1.700, que ergueram uma capela dedicada a São Boaventura.  Canavieiras passou a ter o foro de cidade em 1881. A origem do nome Canavieiras é quase uma lenda, pois decorreria do nome da família Vieira que plantava cacau na região do Poxim, assim cana-dos-vieiras derivou para Canavieiras. 1

PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira, 13 de setembro

  • 14h00 – Carreata com a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, partindo de Camandatuba em direção a Oiticica;
  • Coroação da Imagem na Capela da Comunidade;
  • Recitação do Terço;
  • 18h00 – Missa celebrada pelo Revmo. Padre Euvaldo Santana, pároco da Matriz de São Boaventura.

Quinta-feira, 14 de setembro

  • A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima será conduzida em toda a Missão

    09h00 – Missão na Região dos Lagos, iniciando com Missa na Capela Nossa Senhora da Conceição na Fazenda Santa Luzia;

  • 14h00 – Missão na Vila de Hermelândia, onde encontra-se em construção uma grande Capela em honra de Santa Rita de Cássia.

Sexta-feira, 15 de setembro

  • 08h00 – Carreata, Missão no Km 18 e visita com a Imagem Peregrina à Escola Municipal;
  • 19h00 – Carreata e Missão na Vila Poxim do Sul;
  • 19h00 – Missa na Capela da Vila Poxim do Sul  com a participação do Coral do Apostolado do Oratório.

Sábado, 16 de setembro

  • 09h00 – Missão pelos bairros de Canavieiras, percorrendo diversas capelas;
  • 15h00 – Palestra sobre a devoção a Nossa Senhora e São José para os jovens da Escalada e Renovação Carismática na Matriz de São Boaventura;
  • 18h00 – Procissão Luminosa com tochas partindo da “Pracinha” em direção à Matriz;
  • 19h00 – Missa Solene na Matriz celebrada pelo padre Jorge Antonini dos Arautos do Evangelho, com a participação do Coral do Apostolado do Oratório;
  • Coroação da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima.
  • Encerramento da Missão.

Contamos com as orações de todos e suplicamos as bençãos de Nossa Senhora para que esta Missão dê todos seus frutos e toque as almas dos fiéis.

1http://www.visiteabahia.com.br/visite/historiasdascidades/ba-cacau-canavieiras.php

Fonte: Apostolado do Oratório dos Arautos do Evangelho

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NOVENA AO ANJO DA GUARDA. REZE CONOSCO!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: NATIVIDADE DE MARIA

Nascimento de Maria - Natividade de Maria - Natividade de Nossa Senhora - Nascimento de Nossa Senhora - Natividade da Virgem Maria - Nascimento da Virgem Maria

 O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de  uma boa nova: a  Mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início  histórico da obra da Redenção.

E “como celebraremos o nascimento de Maria”, no dia 08 de setembro?

Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu “Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora“, ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:

Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?

Uma Festa de Alegria

Está inteiramente de acordo com o espírito da Igreja festejar com alegria a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Sua comemoração é feita no dia 8 de Setembro. “A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas“, afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

São Pedro Damião afirma em sua homilia para essa festa:

Nascimento de Maria - Natividade de Maria - Natividade de Nossa Senhora - Nascimento de Nossa Senhora - Natividade da Virgem Maria - Nascimento da Virgem Maria

São Joaquim, seu pai, e Nossa Senhora menina

Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu Ele encarnar-se em Maria.” Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu.

O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos.

A Natividade de Maria era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Ela tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.

Nessa festa o mundo católico admira Nossa Senhora como sendo Ela a aurora que anuncia o Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado. Nela, a Igreja convida a “contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a ‘bendita entre todas as mulheres’ (Lc 1, 42), a Imaculada ‘filha de Sião’, destinada a tornar-se a Mãe do Messias“. (João Paulo II, Audiência de 8/9/2004)

Alegria até para os Anjos

A alegria nas comemorações da festa litúrgica do nascimento de Nossa Senhora é justificadamente incentivada a todos, até aos anjos:

Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria.

Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha.” (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268)

Só no Céu houve Festa

Ainda que sendo Maria a “Virgem bela e Gloriosa” que Deus amou com predileção desde a sua eternidade, desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus, visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria.

Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.

Maria, santa desde o primeiro instante de sua vida

Os Santos e outros abalizados autores, de diversas maneiras exprimiram essa doutrina. Em um de seus arrebatadores sermões dedicados a Nossa Senhora, São Tomás de Villanueva ensina: “Era necessário que a Mãe de Deus fosse também puríssima, sem mancha, sem pecado. E assim não apenas quando donzela, mas em menina foi santíssima, e santíssima no seio de sua mãe, e santíssima em sua concepção. Pois não convinha que o santuário de Deus, a mansão da Sabedoria, o relicário do Espírito Santo, a urna do maná celestial, tivesse em si a menor mácula.” Pelo que, antes de receber aquela alma santíssima, foi completamente purificada a carne até do resíduo de toda mancha, e assim, ao ser infundida a alma, não herdou nem contraiu pela carne mancha alguma de pecado, como está escrito: “Fixou sua habitação na paz“. Quer dizer, a mansão da divina Sabedoria foi construída sem a inclinação para o pecado.

Nascimento de Maria - Natividade de Maria - Natividade de Nossa Senhora - Nascimento de Nossa Senhora - Natividade da Virgem Maria - Nascimento da Virgem Maria

Santa Ana, sua mãe, e Nossa Senhora menina

Ao assinalar os principais privilégios que acompanharam a Imaculada Conceição de Maria, escreve São João Eudes:

A gloriosa Virgem não apenas foi preservada do pecado original em sua concepção, como foi também adornada da justiça original e confirmada em graça desde o primeiro momento de sua vida, segundo muitos eminentes teólogos, a fim de ser mais digna de conceber e dar à luz o Salvador do mundo. Privilégio que jamais foi concedido a criatura alguma humana nem angélica, pertencendo somente à Mãe do Santo dos Santos, depois de seu Filho Jesus […]

Todas as virtudes, com todos os dons e frutos do Espírito Santo, e as oito bem-aventuranças evangélicas se encontram no coração de Maria desde o momento de sua concepção, tomando inteira posse e estabelecendo n’Ela seu trono num grau altíssimo e proporcionado à eminência de sua graça“.

Santo Afonso de Ligório, por sua vez, comenta: “A nossa celeste menina, tanto por causa de seu ofício de medianeira do mundo, como em vista de sua vocação para Mãe do Redentor, recebeu, desde o primeiro instante de sua vida, graça mais abundante que a de todos os Santos reunidos. E que admirável espetáculo para o Céu e para a Terra, não seria a alma dessa bem-aventurada menina, encerrada ainda no seio de sua mãe! Era a criatura mais amável aos olhos de Deus, pois que, já cumulada de graças e méritos, podia dizer: ‘Quando era pequenina agradei ao Altíssimo’. E ao mesmo tempo era a criatura mais amante de Deus, de quantas até então haviam existido.

Houvera, pois, nascido imediatamente após a sua Imaculada Conceição, e já teria vindo ao mundo mais rica em méritos e mais santa do que toda a corte dos Santos. Imaginemos, agora, quanto mais santa nasceu a Virgem, vendo a luz do mundo só depois de nove meses, os quais passou adquirindo novos merecimentos no seio materno!

Preciosa pérola no seio de Sant’Ana

Com seu gracioso estilo, o Pe. Manuel Bernardes nos apresenta Maria no seio materno sempre santa: “Uma pérola deu a Rainha Cleópatra a Marco Antônio, que se avaliava em muitos mil talentos. Em quanto avaliaremos nós esta pérola animada, que se formou na concha do ventre de Sant’Ana? Há nas Índias pérolas, que, em razão de sua diferente grandeza e figura, se chamam pérolas Ave Marias e pérolas Padre-nossos. Ó que ricas Índias se descobrirão hoje na casa da gloriosíssima e felicíssima matrona Sant’Ana, donde nos veio tal pérola Ave Maria, que nos deu tal pérola Padre Nosso? Por certo que ainda que todo o firmamento fora um livro (como o considera São João no Apocalipse), e se escrevesse todo de letras de algarismo, não somariam o valor destas duas pérolas. Porque, enfim, como dizíamos, e é certo, tudo o que devemos a Cristo Filho de Deus, devemos por conseguinte a Maria, escolhida para Mãe de Deus, e que foi a que deu pés a Deus, para andar com os homens na Terra“.

Como fecho dos comentários ao presente louvor, ouçamos estas ardorosas palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

Nascimento de Maria - Natividade de Maria - Natividade de Nossa Senhora - Nascimento de Nossa Senhora - Natividade da Virgem Maria - Nascimento da Virgem Maria

A Igreja convida a contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a “bendita entre todas as mulheres”, a Imaculada “filha de Sião, destinada a tornar-se a Mãe do Messias”

Porque concebida sem pecado original, Nossa Senhora, afirmam os teólogos, foi dotada do uso da razão desde o primeiro instante de seu ser. Portanto, já no ventre materno Ela possuía altíssimos e sublimíssimos pensamentos, vivendo no seio de Sant’Ana como num verdadeiro tabernáculo.

Temos uma confirmação indireta disso no que narra a Sagrada Escritura (Lc. I, 44) a respeito de São João Batista. Ele, que fora engendrado no pecado original, ao ouvir a voz de Nossa Senhora saudando Santa Isabel, estremeceu de alegria no seio de sua mãe.

Assim, pode-se acreditar que a Bem-aventurada Virgem, com a altíssima ciência que recebera pela graça de Deus, já no seio de Sant’Ana começou a pedir a vinda do Messias e, com Ele, a derrota de todo mal no gênero humano. E desde o ventre materno se estabeleceu, com certeza, no espírito de Maria, aquele elevadíssimo intuito de vir a ser, um dia, a servidora da Mãe do Salvador.

Na realidade, por essa forma Nossa Senhora já começava a influir nos destinos da humanidade. Sua presença na Terra era uma fonte de graças para todos aqueles que d’Ela se aproximavam na sua infância, ou mesmo quando ainda se encontrava no seio de Sant’Ana. Pois se da túnica de Nosso Senhor – conta o Evangelho (Lc. VIII, 44-47) – se irradiavam virtudes curativas para quem a tocasse, quanto mais da Mãe de Deus, Vaso de Eleição!

“Por isso, pode-se dizer que, embora fosse Ele criancinha, já em seu natal graças imensas raiaram para a Humanidade”.

Natividade de Maria

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AMOR DE MÃE MAIS FORTE QUE A MORTE

Em meio a tragédia que se abateu sobre parte dos Estados Unidos com o furacão Harvey, ocorreu um fato muito marcante, revelador do amor materno.

A mídia divulgou os dados: um bebê de 18 meses sobreviveu à enchente agarrado a cadáver da mãe. O carro ficando preso em um estacionamento alagado, a mãe tentou levar a filha para um local seguro, mas acabou sendo arrastada pelas águas e morreu afogada. Os bombeiros encontraram a criança agarrada ao corpo da mãe, flutuando. A bebê foi hospitalizada, não sofreu nenhum dano e passa bem.

Aeroporto de Houston – aviões debaixo d’água

É bem o caso de dizer que o amor materno foi além da morte.
Que gratidão deverá ter essa criança quando crescer e, já na idade da razão, souber do gesto da mãe.

Bebê resgatado vivo em Ischia – Itália

Fatos assim em que o amor materno aparece em meio a tragédias são inúmeros. No recente terremoto na ilha de Ischia (Itália), as equipes de regate conseguiram salvar com vida e sem um arranhão um bebê de 7 meses. Ao que tudo indica, aqui também a mão materna não esteve ausente.

O que o amor de uma mãe é capaz de fazer por seu filho? Pergunta impossível de ser respondida, pois não há limites para o coração de uma verdadeira mãe.

TAMBÉM NO JAPÃO

Por ocasião do terrível terremoto, seguido de tsunami, que atingiu a região de Fukushima no Japão, em 2011, um episódio entre muitos marcou as equipes de resgate.

Em meio aos escombros de uma casa, o chefe de uma equipe avistou um corpo quase totalmente soterrado. Com muita dificuldade conseguiu tocar no corpo, mas este já estava frio e enrijecido. Uma vez que não havia o que fazer, partiu em busca de possíveis sobreviventes.

No entanto, algo dizia ao responsável da equipe que era necessário voltar até aquele corpo. De fato, ele voltou! Novamente, com grande esforço, alcança o corpo, consegue movê-lo e constata, com grande surpresa, que embaixo do cadáver havia um corpo quente: um bebê ali dormia, tranquilamente, amparado pelo corpo inerte de quem lhe dera a vida. E dera duas vezes: uma trazendo-o ao mundo; outra, ao dar ela a própria vida, protegendo-o com o corpo.

Resgate após terremoto no Japão

Pelo que se verá a seguir, essa heroica mãe não morreu logo; teve tempo de deixar-lhe uma mensagem e, ao que tudo indica, amamenta-lo talvez várias vezes.

Era um bebezinho de três meses, envolto em macio cobertor, salvo do desmoronamento da casa pelo amor de sua mãe. O médico que tirou a criança do cobertor encontrou junto a ele um celular. Nele, a jovem mãe deixou seu testamento de amor, numa mensagem escrita no telefone: “Meu filho, se você sobreviver, lembre-se sempre que sua mãe te ama”.

O AMOR DA MÃE DAS MÃES

O amor materno é o reflexo – e que reflexo – do amor de Deus por nós. Amor que O levou a dar vida por nós na Cruz e a nos dar por Mãe a própria Mãe.

Peçamos à Mãe das mães, e dos filhos, que abençoe nossas mães, dando-lhes algo desse amor de que seu Imaculado Coração transborda.


Fonte: Arautos do Evangelho em Vitória

 

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CONSAGRAÇÃO: MAIS UMA ENTREGA DE AMOR COMO FILHO DE NOSSA SENHORA

Com a graça de Maria Santíssima e depois de alguns meses de preparação, o Sr. Paulo José pôde se consagrar a Jesus, pelas mãos de Maria.

Junto aos seus companheiros e na Missa reservada à turma da Catequese, rezou-se o ato de Consagração e, acompanhado de seus pais, depositou aos pés do altar sua entrega como filho de Nossa Senhora.

Pedimos aos santos Anjos proteção para esta bela iniciativa!

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MÚSICA PARA AS CRIANÇAS: OUTRA MANEIRA DE CATEQUISAR!

As aulas de catecismo para as crianças acontecem todos os domingos, pela manhã, na sede dos Arautos do Evangelho, Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos, em Lauro de Freitas. Normalmente, elas são para os irmãos dos enjolras que frequentam ou para alguma família amiga. Hoje, a catequese foi ajudada pelo Sr. Pedro Henrique, EP, que ensinou aos pequenos um pouco de música.

Em seguida, estas crianças participaram da santa Missa, às 11h, como de costume na sede, juntamente com os pais. Muitos jovens ficam contando os dias para chegar o domingo. Os pais ficam surpresos e entusiasmados, pois, segundo o comentário de uma mãe, “o que vocês fazem com as crianças que elas passam a semana perguntando quando chegará o domingo para irem à aula de catecismo?” Outra, por sua vez, contou: “ Mãe, me castiga em tudo, menos em não ir a aula de catecismo!”.

 

Confira, no vídeo abaixo, um pouco desta experiência com as crianças.

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A DEVOÇÃO REPARADORA DOS PRIMEIROS SÁBADOS: PELAS MÃOS DE MARIA CHEGAMOS À VERDADEIRA FELICIDADE, QUE É O CRISTO JESUS.

Neste mês de setembro, realizou-se na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, Padroeira do Estado da Bahia, a cerimônia de Reparação ao Imaculado Coração de Maria, a pedido de Nossa Senhora, em Fátima, conhecida como o Primeiro Sábado.

Como de costume, a cerimônia iniciou-se com a recitação do Terço, seguida com a meditação de um dos mistérios gozosos do Santo Rosário. Ao final desta, a imagem do Sapiencial e Imaculado Coração de Maria adentrou a nave central da Basílica e foi coroada pelo Sr. Marcos Dias, membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição da Praia, e pela Sra. Viviane.

A Santa Missa foi presidida pelo Padre Carlos Tonelli, EP e animada pelo Coral dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho, além da presença de Irmãos Américo Hirano, Pedro Henrique e Everton Ioris.

A liturgia deste dia nos convidava a meditar sobre o pecado da omissão e da restituição. Por isso, o Pe. Carlos Tonelli, EP mostrou-nos a importância que cada um tem em responder a nossa missão e não escondermos os talentos recebidos.

Após a Missa, todos se aproximaram da imagem de Nossa Senhora de Fátima para fazer os pedidos, como corresponde a oração do dia: “Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias”.

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FESTA À SÃO RAIMUNDO: GRANDE DEVOTO DE NOSSA SENHORA E DA SAGRADA EUCARISTIA

No dia 31 de agosto, quinta-feira, foi celebrada Missa Solene em louvor a São Raimundo Nonato, na Igreja que o tem como Padroeiro, localizada na região central de Salvador.

A construção do Recolhimento de São Raimundo Nonato foi patrocinada por Raimundo Maciel Soares e iniciada em 1755, quando o Conde dos Arcos, Dom Marcos de Noronha, vice-rei do Estado do Brasil, lançou a pedra fundamental. Entretanto, Raimundo Soares faleceu em 1759, e sua obra foi continuada pelos frades de Santa Teresa. No dia 10 setembro de 1933, para marcar o Primeiro Congresso Eucarístico Nacional, em Salvador, o então Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Augusto Álvaro da Silva, elevou a Igreja de São Raimundo à condição de Santuário de Exposição e Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento e seu altar foi proclamado como um Altar Votivo da Fé Eucarística Nacional. Atualmente, são 84 anos de Adoração Perpétua, administrado pelas irmãs da Congregação Nossa Senhora dos Humildes, que desenvolvem obras sociais e educacionais.

A santa Missa foi celebrada pelo Bispo Auxiliar de Salvador, Dom Estevam dos Santos Silva Filho e concelebrada pelo Frei Antônio de Jesus, da Ordem dos Frades Capuchinhos.  Além disso, contou com as participações do Coral dos Terciários dos Arautos do Evangelho, das Irmãs da Congregação Nossa Senhora dos Humildes e dos demais devotos deste grande Santo.

Em sua homilia, Dom Estevam ressaltou o fato do nascimento insólito de São Raimundo que, desde pequeno, tinha uma grande devoção a Nossa Senhora, além de ser, também, um grande devoto da Eucaristia. Nesse sentido, o Bispo conclamou a todos os presentes a reservarem uma hora por semana ou, ao menos, uma hora por mês para adorarem a Jesus Eucarístico naquela Igreja, para escutarem o que Nosso Senhor tem para dizer a cada um de nós. Quem assim o fizer, experimentará a solução dos seus problemas e achará mais tempo para realizarem seus afazeres. E convocava outros movimentos a realizarem adorações naquela Igreja.

Ao final, chamou todas as Irmãs da Congregação, encarregadas de manterem a Adoração, a se aproximarem do altar, onde foram homenageadas. Em seguida, pediu ao Coral que aprendessem o Hino Eucarístico de 1933 para, depois, ensinarem a todos os fiéis e, assim, reviverem a história de onde tudo começou.

Foi uma cerimônia de muita fé e entusiasmo, com as bênçãos de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora dos Humildes e de São Raimundo.

Após a Celebração Eucarística, as Irmãs, juntamente com alguns paroquianos, convidaram o Bispo e o Coral dos Cooperadores a partilharem de um lanche, símbolo de confraternização.

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BISPO AUXILIAR DE SALVADOR PARTICIPA DE AUDIÊNCIA COM O PAPA FRANCISCO

Dom Gilson Andrade da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, participará de um encontro com os bispos nomeados nos anos de 2011 e 2012, promovido pela Congregação para os Bispos.

Bispo auxiliar de Salvador participa de audiência com o Papa Francisco.jpg

Em meio a este encontro que será marcado pela partilha, os bispos terão uma audiência particular com o Papa Francisco em 4 de setembro próximo.

Segundo Dom Gilson, o encontro, que terá ainda exercícios espirituais inacianos, é uma oportunidade para refletir sobre a paternidade do bispo, a fraternidade episcopal e o governo da diocese. “Trata-se de uma ocasião para troca de experiências sobre os cinco primeiros anos de ministério episcopal”, explicou. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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A FLOR MAIS BELA

Vou contar vos uma graciosa lenda persa que exprime uma grande verdade…

A flor mais bela.jpg

Deus, assentado no trono excelso de sua glória, chamou um Anjo e disse lhe:

-Vai àquele jardim, na terra lá em baixo, e traze me a flor mais bela que encontrares.

O anjo, mensageiro de Deus, desceu ao jardim e contemplou a variedade e a graça com que milhares de flores ali se misturavam como um mosaico admirável.

Viu o minúsculo jasmim ao lado do grande helianto, a dália à sombra da madressilva abraçada ao oleandro; viu a rainha margarida, a pervinca, a primavera e todas as outras belezas que erguem o seu hosana ao Criador.

Mas o seu olhar fixou se na rainha das flores, a rosa aveludada e odorosa, e disse:

-Esta é, certamente, a flor mais bela.

Colheu a e voou ao trono do Altíssimo.

-A rosa, disse Deus, é o símbolo do amor, doce expressão de um coração ardente. Com a sua formosura atrai os olhares; é suave, perfumada, delicada, mas não é a flor mais bela.

O anjo voou de novo ao jardim.

Não olhou para o cravo, nem para a margarida, nem para a flor de lis; não deu atenção ao amor perfeito nem à tulipa soberba, mas, voando pressuroso a um canto escondido do jardim, colheu uma humilde violeta e disse:

A flor mais bela (2).jpg-Certamente o símbolo da humildade há de ser a mais bela das flores.

E, retomando o vôo, foi ajoelhar se aos pés da Majestade suprema.

Deus, tomando a violeta, sentiu lhe o delicado perfume e disse:

-Sim, é bela a violeta oculta, humilde e pequenina e de tão agradável fragrância. A humildade é a virtude que faz os santos, vence os demônios e opera grandes maravilhas nos corações dos homens. Todavia, não é a mais bela das flores.

O Anjo retornou ao jardim.

Fixando o olhar no lírio, ficou encantado com a sua alvura imaculada, seu porte altivo, seu perfume suave. Contemplou o demoradamente, pensando e dizendo:

Eis o símbolo da pureza imaculada; esta, sim, deve ser a flor mais bela.

Vendo o, Deus exultou e disse:

-O símbolo da pureza, da pérola mais fúlgida, mais heroica e sublime: esta, sim, é a mais bela das flores.

E os olhos divinos brilharam de complacência.


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/89571#ixzz4rIQlWxcM

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MAIS UMA TURMA DE CONSAGRAÇÃO INICIA-SE

Iniciou-se mais um curso de Consagração a Jesus pelas mãos de Maria, ministrado pelos Arautos do Evangelho.

Localizada no Bairro do Portão, em Lauro de Freitas, a Capela do Sagrado Coração de Jesus acolheu a nova turma com os futuros consagrados. A santa Missa foi celebrada pelo Pároco, Pe. Rogério Marcos da Silva, e animada pelo Coral dos Arautos do Evangelho.

Ao término da celebração, o Pároco reiterou o convite para que todos participassem do Curso. Além disso, agradeceu a oportunidade, elogiando muitas vezes o Coral que, belissimamente, entoou lindos cantos em honra a Jesus e a Maria.

Que Nossa Senhora continue sendo motivo de alegria, de perseverança e de fé para todos os cursistas, a fim de que possam, com muito entusiasmo, difundir para outras pessoas a grande lição que Maria nos ensinou: a cumprir em nossa vida a santíssima vontade de Deus, a fim de crescermos em sua graça!

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POR ACASO?

Alguém entra na cabine de avião da foto ao lado e, depois de examinar um pouco, diz para si mesmo: “Deve ser obra do acaso; o vento foi juntando as peças e deu nisso. Simples acaso”.

O que diriam os engenheiros, projetistas etc, sabendo desse juízo a respeito de algo – trata-se da cabine do Concorde – que levou mais de 20 anos para ser projetado, construído, testado, etc? Com toda razão, achariam que o “alguém” que emitiu tão disparatado juízo, não está com a cabeça em ordem…

Pois bem, vejamos algo muito mais complexo que a cabine do Concorde. Poderá ter sido obra do acaso?

Trata-se da menor ave do mundo, o beija-flor-abelha. Tem apenas 4 a 5 centímetros, pesa 1,6 gramas – há comprimidos que pesam mais que isso –, seu coração, do tamanho da cabeça de um alfinete, tem todas as complexidades do coração humano e pulsa 2.000 vezes por minuto. Suas lindas asas batem 80 vezes por segundo e ele visita em média 1.500 flores por dia.

Nessas visitas, o beija-flor-abelha poliniza centenas de flores e, no caso de plantas frutíferas, cereais, etc as fertiliza e faz gerar a fruta, o trigo, etc. Assim, ao saborear uma fruta, pode-se bem supor que, na sua origem, esteve o pequeno bichinho.

Mas o Criador dessa minúscula maravilha é também o Criador, por exemplo, de uma estrela da constelação Cão Maior ,que mede “apenas” 2,9 bilhões de quilômetros de diâmetro, sendo assim 1800 a 2.100 vezes maior que o Sol. Esse astro é apenas um dos trilhões de outros que giram em perfeita harmonia no universo.

Tudo isso, ou para sermos mais específicos, o nosso beija-flor-abelha, seria o resultado de uma evolução cega, sujeita a toda forma de acasos? Ou é obra de um Deus infinitamente sábio e todo-poderoso, capaz de criar maravilhas tão diversas?

Se alguém tomasse uma caixa e nela colocasse papeizinhos, tendo em cada 100 deles uma das letras do alfabeto e atirasse esse conteúdo por uma janela, poderia esperar que encontrasse formado no chão o Hino Nacional ou a primeira estrofe de uma poesia? No máximo, talvez, encontrasse duas letras que, por acaso, caíssem junta formando “DE” ou “NA”.

Como então esperar que elementos tão diversos e perfeitos fizessem por acaso a pequena maravilha do beija-flor ou a grandeza estonteante de uma estrela.


Fonte e Ilustrações: Arautos do Evangelho, pixabay, wiki

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NOVENÁRIO A SANTO AGOSTINHO: INTERCESSOR JUNTO À DEUS!

No último dia do novenário em honra a Santo Agostinho, a quase-paróquia de Santo Agostinho, localizada no distrito de Areia Branca, em Lauro de Freitas, recebeu os Arautos do Evangelho, em preparação para a festa do seu Padroeiro.

O Padre Carlos Tonelli, EP foi convidado a celebrar para idosos da comunidade. Durante a Santa Missa, acompanhada com muita alegria, foi mostrado como é o jubilo de quem faz anos no céu, além do desejo do “aniversariante” de presentear a todos os que a ele invocam.

Após a Celebração, uma bela confraternização foi promovida pelo Padre José Maria Casaes Martins, da Ordem Premonstratense, que coroou a manhã em louvor a Santo Agostinho.

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