FESTA DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA

Nossa Senhora Auxiliadora - Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos - Maria Auxiliadora - Maria Auxilio dos Cristãos - Revista Arautos do Evangelho - Revista Católica

Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos! Por que o título de Auxiliadora? Nossa Senhora tem como maior glória o ser auxiliadora?

Para Nossa Senhora não é glória maior ser Mãe de Deus? É claro! Para Ela não é gloria maior ser co-Redentora do gênero humano? É claro! Para Ela não é glória maior ter sido concebida sem pecado original? É claro! Por que, então, Nossa Senhora Auxiliadora? Por que tanta insistência em torno desta invocação: Nossa Senhora Auxiliadora?

Compreende-se, pois Ela, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e nossa Mãe, está permanentemente disposta a nos ajudar em tudo aquilo que nós precisamos. São Luís Maria Grignion de Montfort tem uma expressão que parece exagerada, mas que está absolutamente dentro da verdade: se houvesse no mundo uma só mãe reunindo em seu coração todas as formas e graus de ternura que todas as mães do mundo teriam por um filho único, e essa mãe tivesse um só filho para amar, ela o amaria menos do que Nossa Senhora ama a todos e cada um dos homens.

De maneira que Ela de tal modo é Mãe de cada um de nós e nos quer tanto a cada um de nós – por desvalido que seja, por desencaminhado que seja, por espiritualmente trôpego que seja – que quando qualquer homem se volta para Ela, o primeiro movimento d’Ela é um movimento de amor e de auxílio. Porque Nossa Senhora nos acompanha antes mesmo de nos voltarmos para Ela. Ela vê nossas necessidades e é por sua intercessão que nós temos a graça de nos voltarmos para Ela. Deus nos dá a graça de nos voltarmos para Ela, nós nos voltamos e a primeira pergunta d’Ela é: “Meu filho, o que queres?”

Mas nós temos dificuldade em ter isto sempre em vista. Por quê?

Porque nós não vemos, e, na nossa miséria, muitas vezes somos daqueles que não crêem porque não vêem. Nós esquecemos. Não duvidamos, mas esquecemos, nos sentimos tão deslocados que dizemos: “Mas será mesmo? Depois, aconteceu-me isto, aconteceu-me aquilo, aconteceu-me aquilo outro, eu pedi a Ela e não fui atendido: por que vou crer que agora serei socorrido? Mãe de Misericórdia… para mim, às vezes sim, mas às vezes não… Nesta próxima provação, por que confiar que serei socorrido, ó Mãe de Misericórdia?!”

É nessas horas, mais do que nunca, que devemos dizer: “Nossa Senhora Auxiliadora dos cristãos, rogai por nós!” Nas horas em que nós não compreendemos, não temos noção do que vai acontecer, nós devemos repetir com insistência: “Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos! Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos! Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos!” Porque para todo caso há uma saída. Nós às vezes não vemos a saída que Nossa Senhora dará ao caso, mas Ela já está dando uma saída monumental.

A esse título, portanto, muito especial, nós devemos repetir sempre: “Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos!” Nossa insuficiência proclama a vitória d’Ela, canta a glória d’Ela. Por isso, esta prece deve estar nos nossos lábios em todos os momentos: “Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós! Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, rogai por nós!” Rezemos, portanto, “Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos! Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos! Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos!” em todas as circunstâncias de nossa vida, e nossa vida acabará tal que, na hora de morrer, quando nós estivermos no último alento e ainda dissermos “Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos”, daí a pouco o Céu se abrirá para nós. (Monsenhor João Clá Dias, EP)

Maria Auxiliadora

Maria Auxilio dos Cristãos: até parece um pleonasmo. Sim, porque aquilo que Nossa Senhora mais se dispõe a fazer é ajudar.
Atrás da invocação do nome de Maria sempre vem implícita a certeza de que a súplica será atendida. Sabemos que ela auxilia os Cristãos. E esse auxílio Ela oferece enquanto Rainha, usando sua onipotência suplicante e enquanto Mãe, sempre desejando amorosamente o que há de melhor para seus filhos.

Auxiliadora dos cristãos

Nossa Senhora Auxiliadora - Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos - Maria Auxiliadora - Maria Auxilio dos Cristãos - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaÉ um título a mais que foi acrescido àqueles que Nossa Senhora já tinha nas orações dos fiéis.

Ele honra, louva, glorifica e foi instituído para comprovar as inúmeras virtudes de Maria e a plenitude de graças com que foi favorecida.

Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano de 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, depois de conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lançou seu olhar de cobiça sobre a Europa.

Diante da inércia das nações cristãs, o Papa São Pio V resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. E para isso invocou o auxílio da Virgem Maria. Dom João D’Áustria foi quem comandou as tropas cristãs.

O Papa havia enviado para o Príncipe um estandarte bordado com a imagem de Jesus crucificado e a recomendação de que pedissem a proteção, o auxílio de Nossa Senhora. A preparação dos soldados para a batalha consistiu em três dias de jejuns, orações, recitação do rosário e procissões, suplicando a Deus a graça da vitória. O inimigo era superior em número. Depois de receberem a Santa Comunhão, partiram todos para a batalha.

No dia 7 de outubro de 1571, invocando o nome de Maria, Auxílio dos Cristãos, os combatentes católicos travaram dura e decisiva batalha nas águas da região denominada Lepanto. Depois de horas de violentos combates quando, em vários momentos, a derrota parecia iminente, veio a vitória…
Foi uma vitória obtida numa atmosfera carregada de religiosidade. Os gritos de “Viva Maria” eram ouvidos com tanto fervor e intensidade que cobriam os gritos de guerra dos inimigos e abafavam o ruído das ondas do mar. Narram as crônicas dos derrotados que uma “formosa senhora” foi vista no céu e que seu olhar fulminante espalhava pânico entre eles e alimentava o ânimo e disposição de luta dos cristãos.

Era Nossa Senhora auxiliando os cristãos.

A partir dai o Papa acrescentou na ladainha de Nossa Senhora a invocação: Auxiliadora dos Cristãos. Com isso ele queria demonstrar sua gratidão pela vitória obtida. Uma vitória alcançada graças ao auxílio e intercessão de Nossa Senhora, num momento difícil, numa hora em que o mundo cristão necessitava muito desse auxílio.

Foi ai então que nasceu e foi oficialmente instituída pela Igreja essa linda invocação que… parece pleonástica.

A data da comemoração

Quando deveria ser a comemoração da invocação de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos? A invocação “Auxílio dos Cristãos”, surgiu no ano de 1571, por ocasião da Batalha de Lepanto. O dia da festa de Maria Auxiliadora só foi definida bem mais tarde, no ano de 1816, pelo Papa Pio VII para perpetuar a lembrança de outro fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus.

O Papa havia negado a anulação do casamento do irmão de Napoleão I, Imperador da França. Isto serviu de pretexto para o Imperador invadir os Estados Pontifícios e ocupar Roma. Napoleão foi excomungado pelo Papa. Para vingar-se, ele sequestrou e levou preso para a França o Vigário de Cristo que, no cativeiro, passou por humilhações e vexames de toda a ordem por cinco anos.

Ainda na prisão, movido por ardente fé, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

Foi então que Nossa Senhora agiu: o clamor do mundo católico forçou Napoleão a ceder. O Papa foi libertado imediatamente e ele foi logo cumprir a promessa feita.

No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma. Recuperou seu poder, os bens eclesiásticos foram restituídos e Napoleão foi obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde havia aprisionado o Santo Padre. Em agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.


Clique no vídeo acima e reze esta belíssima oração


Fonte: Arautos do Evangelho
TV Arautos

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CANDURA, BONDADE E ISOLAMENTO

Quantas ideias, inspirações, sentimentos, lembranças nos vêm à alma ao escutar uma bela melodia executada, de preferência, por instrumentos bem afinados! Isso porque a música possui a capacidade de nos transportar a realidades muito superiores às que constatamos com nossos olhos, eleva nosso espírito e nos torna mais próximos do sobrenatural. Transmite-nos, em suma, algo do próprio Deus.

Certas composições denotam seriedade e equilíbrio de espírito, como ocorre com o cântico gregoriano; outras parecem nos consolar em meio à solidão e abandono; outras, ainda, nos inspiram horizontes grandiosos, panoramas sublimes… O mundo das harmonias é tão vasto que torna-se impossível descrevê-lo com palavras, pois ele fala mais ao sentimento do que à razão. Pela música as almas percebem, olfateiam, respiram e degustam nos imponderáveis as realidades superiores.

Quando a linguagem falada não consegue transmitir os sentimentos, o espírito começa a cantar! Como seria belo escutar a melodia de uma alma no píncaro da alegria! Quão pungente e doloroso seria ouvir a de alguém imerso num calvário de provações e abandonos!

Conta-nos a piedade popular que os Anjos e Bem-aventurados cantam no Céu por não lhes serem suficientes as palavras para louvar a Deus e sua Mãe Santíssima e exprimir a alegria do convívio celeste!

Bandolim italiano do século XIX pertencente a Dona Lucilia Ribeiro dos Santos Corrêa de Oliveira; acima, Anjos músicos, por Lourenço Veneziano – Museu de Belas Artes, Tours (França)

Entretanto, a necessidade de o homem exprimir musicalmente aquilo que traz no coração é tal que as vozes muitas vezes não bastam… E por isso surgiram os instrumentos. Cada um deles tem sua “personalidade”, seu timbre, seus traços. Parece-nos até serem portadores de estados de espírito muito característicos. O trompete, por exemplo, é forte e majestoso, próprio a fazer parte de uma corte real; a nobreza e a delicadeza se conjugam maravilhosamente no violino; as flautas mostram sutileza e polidez; e assim por diante.

Tomemos agora um instrumento tão singelo e modesto, que pode passar despercebido até para muitos amantes da música: o bandolim. Essa espécie de “violãozinho”, ameno como uma gota de orvalho, também possui seu jeito e podemos dizer até seu “jeitinho”…

Os solos que ele costuma interpretar apresentam-se imbuídos de um espírito poético, voltado para o maravilhoso, cheio de candura e bondade, mas incompreendido e até rejeitado. Esse isolamento, entretanto, lhe confere uma beleza toda especial: seu som é tão suave e afável que, se unido a instrumentos mais fortes, já não pode ser percebido; mas não deixa por isso de marcar o conjunto com seu timbre peculiar.

Assim são as almas incompreendidas e rechaçadas pelo mundo, inclusive por seus mais pró- ximos, pelo fato de serem fiéis a Deus. Elas acabam formando um reservatório de candura e bondade contagiosas para quem delas se aproxima disposto a se deixar influenciar.

Se um bandolim pudesse contar – ou melhor, cantar – aquilo que lhe vai na “alma”, descrever-se-ia como alguém que sofre pelo abandono, mas transborda de afeto pelos outros. “Meu timbre”, diria, “é a imagem das almas que sabem harmonizar a candura e a bondade com o sofrimento que o isolamento traz”. (Revista Arautos do Evangelho, Abril/2018, n. 196, p. 50-51)


Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: SANTA RITA DE CÁSSIA, PADROEIRA DAS COISAS IMPOSSÍVEIS E DAS CAUSAS DESESPERADAS

Padroeira das causas consideradas impossíveis, Santa Rita de Cássia suportou com paciência os maus tratos do marido. Após a morte deste e dos filhos, entrou para o mosteiro da ordem de Santo Agostinho

O cálice da obediência

A obediência é uma das virtudes mais difíceis de serem praticadas, pois obedecer significa contrariar a própria vontade para fazer a de outrem, mortificando de modo especial a natureza humana, que recebeu de Deus a liberdade.

A História nos revela inúmeros belos exemplos de obediência. O mais sublime, sem dúvida, é o de Jesus, o qual, para redimir o gênero humano, “fez-se obediente até a morte, e morte de cruz”.

Abaixo do Salvador, o mais excelso modelo de obediência é Maria Santíssima, a perfeita discípula de seu Filho Divino, nesta como em todas as outras virtudes.

Convido o leitor a passear comigo, neste artigo, pela vida de uma santa que sorveu desde menina o cálice da obediência, seguindo o exemplo supremo de Jesus e excelso de Maria: Santa Rita de Cássia.

Sua festa se celebra no dia 22 de maio. Ela é invocada especialmente como protetora das causas impossíveis, pelo motivo que o leitor verá adiante.

Menina privilegiada

Santa Rita de Cássia - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaEmbora já de avançada idade, Antonio Mancini e sua esposa, Amanta, não cessavam de rogar a Deus, confian­te e insistentemente, a bênção de terem um filho que ­lhes alegrasse o lar. Viviam eles na pequena aldeia de Rocca Porena, em Cássia, na Úmbria.

Para atender às preces desse piedoso casal, realizou Deus o primeiro “impossível” da vida de Santa Rita: seu nascimento no dia 22 de maio de 1381.

Era uma encantadora menina. E desde sua mais tenra idade, a Divina Providência começou a manifestar especiais desígnios a seu respeito. Segundo narra uma tradi­ção, enquanto ela dormia na cestinha que lhe servia de ber­ço, com freqüência apareciam umas raras abelhas bran­cas que esvoaçavam em torno dela e depositavam suavemente mel em seus lábios, sem feri-la ou despertá-la. Um dos camponeses vizinhos, presenciando a cena por primeira vez, quis afastar os insetos com a mão aleijada que tinha. No mesmo instante sua mão ficou curada.

Depois da morte de Santa Rita, essas mesmas abelhas brancas começaram a aparecer anualmente no mosteiro das agostinianas, onde ela passou os últimos anos de sua vida. Lá chegavam na Semana Santa e permaneciam até o dia 22 de maio. Depois se retiravam, para retornarem na Semana Santa seguinte. Até hoje podem ser vistos pelos peregrinos os buraquinhos feitos por elas nas paredes do mosteiro.

Infância marcada pela piedade e obediência

Desde pequena, demonstrava Rita grande inclinação para a piedade. Seus pais, apesar de não saberem ler nem escrever, ensinaram-lhe o Catecismo e a história de Jesus. Dedicava-se com grande gosto à oração, meditava sempre sobre a Paixão de Nosso Senhor. Não sabia ler nem escrever. Entretanto, “lia” continuamente o mais mag­nífico de todos os livros: o Crucifixo.

Além de ser especialmente devota de Nossa Senhora, es­colheu como padroeiros São João Batista, Santo Agos­tinho e São Nicolau de Tolentino. Procurava abs­ter-se de brinquedos e travessuras próprias à ida­de infantil, como mortificação para consolar a Jesus Crucificado.

O maior anseio de sua alma era ser religiosa. Exa­tamente neste ponto, exi­giu dela a Providência um enorme ato de obediência, acei­tando um estado de vida oposto ao chamado religioso que sentia na alma. Com apenas 12 anos de idade, foi obri­gada pelos pais a contrair matri­mô­nio com o noivo por eles escolhido, chamado Paulo Ferdinando.

Sofrimentos na família

O marido logo revelou-se um homem agressivo, de mau gênio, beberrão e dissoluto, o que fazia Rita sofrer tremendamente. Ela, entretanto, não só lhe foi sempre fiel, como também suportou tudo isso com extrema pa­ciência, durante 18 anos, sempre rezando e oferecendo esta espécie de martírio pela conversão dos peca­do­res, sobretudo de seu detestável marido.

E mais uma vez o “impossível” se realizou na vida des­sa mulher exemplar. Teve ela, afinal, a alegria de ver o es­­poso converter-se e pedir-lhe perdão por todos os maus tratos e pela vida devassa que havia levado. Quão oportuna foi esta conversão! Pouco tempo depois de reconci­liar-se com Deus, pelo Sacramento da confissão, Paulo Ferdinando foi assassinado por alguns dos maus compa­nheiros que tivera.

Os filhos do casal, dois gêmeos, então com 14 anos, juraram vingar a morte do pai. Vendo Santa Rita quanto os filhos haviam herdado as más tendências do pai, e te­men­do pelo destino eterno dos dois, dirigiu a Deus uma súplica: preferia ver seus filhos mortos a seguirem o cami­nho da perdição. Logo demonstrou o Pai de Misericórdia seu comprazimento com essa súplica de uma mãe verdadeiramente católica. Em menos de um ano, os dois fi­ca­ram doentes e faleceram, perdoando os assassinos de Paulo Ferdinando.

Entrada na vida religiosa

Viúva, sem filhos, livre de tudo que poderia atá-la ao mundo, Rita desejava fazer-se religiosa. Pediu para ser aceita no mosteiro das freiras agostinianas de Cássia, on­de sempre quisera ter estado. Mas — oh decepção! — a supe­riora lhe disse que infelizmente não podiam acei­tar viúvas na congregação, a qual era destinada apenas a virgens.

Imagine-se sua desilu­são e tristeza ao voltar pa­ra ca­sa!… Mas ela era uma mulher santa. Enquanto tal, em vez de deixar-se abater ou desanimar, decidiu seguir com mais ardor ainda do que antes sua vida de oração e peni­tência.

Acorreram em seu au­xí­lio seus padroeiros, San­to Agos­tinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino, obtendo da Medianeira de todas as graças a realização de mais um “impossível” em favor de sua protegida.

Conta-se que numa noite, estando ela imersa em ora­ção, apareceram-lhe estes três Santos e convidaram-na a segui-los. Em êxtase, ela os acompanhou. Quando voltou a si, estava dentro do mosteiro das agostinianas… Havia entrado lá milagrosamente, pois todas as portas e janelas encontravam-se perfeitamente fechadas.

Na manhã seguinte, a madre superiora reconheceu nesse prodigioso fato uma clara indicação da vontade divina e decidiu acolher Rita como noviça nessa santa congregação.

Obediência recompensada pelo milagre

Já revestida do hábito, a nova religiosa foi um exemplo de virtude para todas as suas irmãs de vocação.

Dos três votos da religião, aquele em que mais se esmerava era o de obediência, fazendo sempre a vontade das outras em tudo, até mesmo no que poderia parecer ridículo e insensato. Por exemplo, a superiora mandou-lhe regar todos os dias uma parreira que já estava seca e morta. A obediente freira cumpriu rigorosamente a ordem durante um ano. Uma vez mais o que parecia impossível se realizou: do tronco morto brotaram sarmentos que cresceram e produziram flores e frutos! Existe ainda essa “videira de Santa Rita”, que produz uvas de um sabor especial, as quais amadurecem em novembro.

Partícipe das dores de Jesus coroado de espinhos

Durante a Quaresma de 1443, o grande pregador Santiago de Monte Brandone fez em Cássia um magnífico sermão sobre a Paixão de Jesus, destacando sobretudo o episódio da coroação de espinhos. Depois de ouvir esse sermão, Santa Rita sentiu-se tomada do desejo de parti­cipar dos sofrimentos de Nosso Senhor nesse lance de sua Paixão.

Rezando diante de seu crucifixo, viu espargir-se dele suavemente uma luz, e um espinho desprender-se da co­roa e cravar-se em sua fronte, provocando-lhe uma ferida que a fez sofrer durante seus últimos 15 anos de vida. Além de exalar mau odor, essa provocava-lhe muitas enfermidades. Assim, teve ela atendido deu desejo de ser verdadeiramente partícipe das dores de Jesus coroado de espinhos.

Morte santa, a recompensa

Santa Rita de Cássia - Revista Arautos do Evangelho - Revista CatólicaSanta Rita teve uma morte santa, sendo obediente à vontade de Deus até o fim.

Estando já muito enferma, pediu a Jesus um sinal de que seus filhos estavam no Céu. Em meio a um rigoroso inverno, recebeu uma rosa colhida no jardim de sua antiga casa, em Rocca Porena… Pediu um segundo sinal e, no fim do inverno, recebeu um figo, também de seu jardim. Com a realização desses dois “impossíveis”, Deus, por assim dizer, mostra seu comprazimento em que essa gran­de Santa seja invocada como a “Advogada dos impossíveis”.

No dia 22 de maio de 1457, voou para o Céu a bela alma de Santa Rita.

A chaga de sua fronte transformou-se em uma mancha vermelha como um rubi, de onde se exalava uma agradável fragrância. Sua cela ficou iluminada por uma luz celestial e os sinos, sozinhos, repicaram num toque de júbilo e glória.

Foi velada na igreja, aonde acorreu uma multidão de pessoas para vê-la e venerá-la. De seu santo corpo ema­nava um tal perfume que nunca foi enterrado. Perma­ne­ce incorrupto até hoje, exposto à veneração dos fiéis no convento de Cássia.

Mensagem de Santa Rita para os dias atuais

Qual é a mensagem que esta grande Santa nos transmitiria nestes dias em que vivemos?

Creio que a resposta está nas palavras proferidas pelo Santo Padre João Paulo II, em 20 de maio de 2000, saudando os devotos de Santa Rita que faziam a peregrinação jubilar:

É uma mensagem que brota de sua vida: a humildade e a obediência foram o caminho que Rita percorreu para uma semelhança cada vez mais perfeita com Cristo crucificado. O estigma que brilha em sua fronte é a autenticação de sua maturidade cristã. Na cruz com Jesus culminou o amor que já havia conhecido e expressado de modo heróico em seu lar e mediante a participação nas vicissitudes de sua cidade.

Seguindo a espiritualidade de Santo Agostinho, fez-se dis­cípula do Crucificado e ‘especialista em sofrimento’, aprendeu a compreender as penas do coração humano. Deste modo, Rita se converteu na advogada dos pobres e dos desesperados, obtendo inumeráveis graças de consolo e for­taleza aos que a invocam nas mais diversas situações.

Que Santa Rita de Cássia nos ajude a compreender os desígnios de Deus para cada um de nós individualmente, e a sorver até a última gota o cálice da obediência à sua vontade santíssima, ao longo de nossa existência.


Clique no vídeo acima para assistir


Fontes: Revista Arautos do Evangelho
Arautos do Evangelho
TV Arautos

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TRÍDUO A SANTA RITA DE CÁSSIA: Ó PODEROSA SANTA, AJUDAI-ME!

O sofrimento que tanto causa horror ao homem moderno é um dos meios mais eficazes de conferir celebridade. É o que encontramos nestas linhas sobre Santa Rita de Cássia,  exemplo de esposa, de mãe e de religiosa, padroeira das coisas impossíveis e das causas desesperadas. Por isso, clique na imagem acima e reze o Tríduo a Santa Rita, confiando na Sua intercessão para a graça que muito precisa, do mesmo modo que Ela soube reconhecer a vontade de Deus, de maneira que uma nova alma foi então recebida naquela família religiosa.


Fonte: Arautos do Evangelho

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GRANDEZAS DE NOSSA SENHORA

“Fez em mim grandes coisas Aquele que é poderoso e cujo Nome é santo” (Lc 1, 49). Assim reconhece Maria Santíssima as maravilhas que Deus lhe concedeu.

São Luís Grignion, faz o seguinte comentário no Tratado (1): “Os santos disseram coisas admiráveis desta cidade santa de Deus; e nunca foram tão eloquentes nem mais felizes, — eles o confessam — que ao tomá‑la como tema de suas palavras e de seus escritos. E proclamam que é impossível perceber a altura dos seus méritos, que Ela elevou até ao trono da Divindade; que a largura de sua caridade, mais extensa que a terra, não se pode medir; que está além de toda compreensão a grandeza do poder que Ela exerce sobre o próprio Deus; e, enfim, que a profundeza de sua humildade e de todas as suas virtudes e graças são um abismo impossível de sondar. Oh altura incompreensível! Oh largura inefável! Oh grandeza incomensurável! Oh abismo insondável!”

É sobre essas grandezas que trata o Mons. João Clá, Fundador dos Arautos do Evangelho, no vídeo abaixo.

(1) São Luís Grignion de Montfort, Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, Ed. Vozes, Petrópolis, 46ª Edição, 3ª reimpressão, 2017, nº 7, p. 22.


Fonte: Arautos do Evangelho em Montes Claros

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TRÍDUO A SANTA RITA DE CÁSSIA, PADROEIRA DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS!

O sofrimento que tanto causa horror ao homem moderno é um dos meios mais eficazes de conferir celebridade. É o que encontramos nestas linhas sobre Santa Rita de Cássia,  exemplo de esposa, de mãe e de religiosa, padroeira das coisas impossíveis e das causas desesperadas. Por isso, clique na imagem acima e reze o Tríduo a Santa Rita, confiando na Sua intercessão para a graça que muito precisa, do mesmo modo que Ela soube reconhecer a vontade de Deus, de maneira que uma nova alma foi então recebida naquela família religiosa.


Fonte: Arautos do Evangelho

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A HUMANIDADE PRECISA DE UM NOVO PENTECOSTES

espiritosanto-arautos.jpgÁgata, Tarcísio, Inês, Luzia são nomes de crianças que viveram nos primeiros séculos da era cristã, todos mártires! Ofereceram suas vidas, como outros tantos milhares e milhares de homens e mulheres durante esses dois mil anos de história da Igreja, em defesa da fé.

Qual é esse grande mistério de amor, que faz com que uma menina tão jovem como Inês, tivesse a força de enfrentar seus carrascos como a fortaleza do aço e a pureza do lírio? Sabemos que uma frágil criança, por sua própria natureza, é medrosa. Quem os animava, os encorajava e fazia com que esses pequenos corações pudessem verter seu próprio sangue, por Nosso Senhor Jesus Cristo?

Quem tão poderoso poderia converter medrosos pescadores, que após a morte de seu Mestre escondiam-se às portas fechadas, com medo das autoridades, e transforma-los em Príncipes e colunas da Igreja que nascia?

A resposta já havia sido dado pelo nosso próprio Salvador: Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. (João 16:13)

E veio… Era a época em que os judeus comemoravam a festa da colheita, também chamada de pentecostes, onde se oferecia a Deus as primícias pela boa safra conseguida. Encontravam-se , então, Nossa Senhora e os Apóstolos, em oração, reunidos no Cenáculo… Deixemos São Lucas narrar este acontecimento: Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.(At 2,1-6)

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O Espírito Santo desceu em forma de línguas de fogo que pousando sobre suas cabeças os encheram de sabedoria e amor de Deus. É a Igreja que resplandece com todo esplendor e incendeia os corações de todos os fiéis, falando uma só língua em todo mundo. Iluminada pela presença deste Paráclito anima e da força aos mártires, sabedoria aos doutores, coragem aos confessores e caridade aos santos.

É este sopro divino – o mesmo que deu vida ao nosso pai Adão- que purificou os corações da sua palha carnal; este fogo santo consumiu o feno da antiga cobiça; e estas línguas que os Apóstolos falavam, cheios do Espírito Santo, prefiguravam a difusão da Igreja por todas as nações…1

Em breve estaremos, com todo o orbe católico, comemorando o domingo de Pentecostes., há cento e um ano das profecias de Nossa Senhora em Fátima, onde como Mãe amorosa a Virgem Maria veio trazer ao mundo palavras de prêmio e castigo. Após um século das aparições aos três pastorinhos as crises eclodiram, se multiplicaram destruindo os principais valores da Civilização Cristã e o Ocidente voltou às suas costas a Deus 2.

Precisamos de um novo Pentecostes, uma era onde a humanidade purificada pelo sopro criador de Deus, se regenere e volte Àquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Emitte Spiritum tuum et creabuntur e renovabis faciem terrae.3


Clique no vídeo acima

Por Simão José Dourado

Leia também:  Pentecostes, esperança para o século XXI – Mons. João S. Clá Dias

1. Santo Agostinho (sermão 271)
2.Agência Ecclesia – Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos,entrevista Henrique Matos
3.Enviai, Senhor, vosso espírito criador e será renovada toda a face da Terra! (Sl 103,30)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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TRÍDUO A SANTA RITA DE CÁSSIA: REZE CONOSCO!

O sofrimento que tanto causa horror ao homem moderno é um dos meios mais eficazes de conferir celebridade. É o que encontramos nestas linhas sobre Santa Rita de Cássia,  exemplo de esposa, de mãe e de religiosa, padroeira das coisas impossíveis e das causas desesperadas. Por isso, clique na imagem acima e reze o Tríduo a Santa Rita, confiando na Sua intercessão para a graça que muito precisa, do mesmo modo que Ela soube reconhecer a vontade de Deus, de maneira que uma nova alma foi então recebida naquela família religiosa.


Fonte: Arautos do Evangelho

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BRASIL, HOLANDA, CABO VERDE: UM ORATÓRIO PEREGRINA E FAZ HISTÓRIA

Todos se comovem com a narração da história de São José percorrendo a cidade de Belém de Judá, à procura de um teto onde a Virgem Maria pudesse se instalar e dar à luz seu Filho Jesus. Ele vai de porta em porta, recebendo de todos uma recusa fria, e às vezes desconfiada:

– Não, aqui não há lugar!

Cheio de aflição, José se lembra de uma gruta na qual costumava brincar quando criança. Leva logo Maria para lá. E é nessa gruta que nasce o Menino Jesus, Salvador da humanidade!

O Apostolado do Oratório, promovido pelos Arautos do Evangelho, visa prestar à Virgem Mãe de Deus o mesmo serviço que lhe prestou outrora São José em Belém. Ou seja, através de coordenadores escolhidos, percorre as cidades, de casa em casa, perguntando:

– Você quer receber Nossa Senhora em seu lar, um dia por mês, para aí nascer seu Filho Jesus?

E em nosso País, bem ao contrário do que aconteceu em Belém de Judá, a resposta de milhares de famílias tem sido:

– Sim, quero!

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Com as irmãs da Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Maria

Em todas as casas que lhe abrem as portas, o Oratório do Imaculado Coração de Maria entra como um raio de sol, iluminando as mentes e afervorando os corações. Reconciliando casais separados, concedendo graças de curas, reconduzindo aos lares adolescentes extraviados. Ajudando a solucionar problemas materiais de toda ordem.

Longa viagem e sucesso

Não é só no Brasil, país onde nasceu o Apostolado do Oratório do Imaculado Coração de Maria que, hoje, milhares de pessoas dizem: -Sim, quero!

Por vezes, basta que uma pessoa aproveite uma pequena oportunidade para que surja e se desenvolva em um lugar esse apostolado mariano.

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Irmã Helena da Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Maria

Atravessando o Oceano, alguns oratórios foram levados do Brasil para a Holanda e lá florescem com o surgimento de vários grupos de famílias que recebem mensalmente a Visita de Nossa Senhora.

Apareceu uma oportunidade e surgiu também a ocasião para que uma só senhora Dona Maria Furtado Fernandes, ela mesma, desenvolvesse um sonho: propagar a devoção a Nossa Senhora em seu distante país.

Férias Abençoadas

Dona Maria Furtado faz parte da numerosa comunidade cabo-verdiana da cidade holandesa de Rotterdam e decidiu utilizar as suas férias no fim do último mês de e abril e nos primeiros dias deste mês de maio, para fazer trabalho de evangelização por Maria em seu país de origem que fica a cerca de 450 quilômetros da costa ocidental africana.

Portanto um oratório do Imaculado Coração de Maria, do qual ela é coordenadora ela foi para Cabo Verde. Esteve naquele arquipélago visitando famílias para incentiva-las à oração em família, foi a casas religiosas, formou grupos de oração, visitou escolas para ensinar as crianças a rezar.

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Com o Cardeal Dom Arlindo Furtado, antes do início da missa em honra de São José.

O resultado das férias de Dona Maria Furtado um apostolado profícuo e encorajador: ficou implantado o Apostolado do Oratório do Imaculado Coração de Maria no maio do Oceano Atlântico.

Dona Maria voltou encantada com as graças concedidas por Nossa Senhora nestes contatos, com os resultados obtidos, com a alegria e abertura com que ela era recebida e pelos pedidos de que outros oratórios sejam enviados para percorrerem as comunidades visitadas.

Ela sobretudo alegrou-se pelo fato de que constatou com sua experiência uma verdade:
Trabalhando por Nossa Senhora o apostolado floresce. E os frutos que logo são colhidos reforçam a verdade de que Nossa Senhora, “por um ovo,dá um boi”… (JSG)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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RAZÕES PARA REZAR O ROSÁRIO DIARIAMENTE

A Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima escreveu, no ano de 2002, um livro intitulado “Chamadas da Mensagem de Fátima”. Na obra, a serva de Deus recorda o pedido feito por Nossa Senhora no dia 13 de maio de 1917: “rezem o Rosário todos os dias para obter a paz para o mundo e o final da guerra”.

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A ‘National Catholic Register’ fez uma seleção das razões apresentadas pela Irmã Lúcia para nunca se deixar de rezar o Rosário diariamente.

Uma das primeiras razões dadas pela religiosa é a de que Deus é um Pai que “se adapta às necessidades e possibilidades dos seus filhos”. E explica: “se Deus, por meio de Nossa Senhora, nos tivesse pedido para irmos todos os dias participar e comungar na Santa Missa, certamente haveria muitos a dizerem, com justo motivo, que não lhes era possível”. Entretanto, “rezar o Terço é acessível a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, grandes e pequenos”, em qualquer momento e lugar.

Outra razão é a de que esta oração “nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção”.

A Serva de Deus também afirmou que, depois da Santa Missa, o Terço “é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas. Se não fosse assim, Nossa Senhora não teria recomendado isso com tanta insistência”, ressalta.

Embora existam muitas orações excelentes para se preparar para receber Jesus na Eucaristia e preservar a nossa relação íntima com Deus, a Irmã Lúcia não acredita que haja “uma oração mais apropriada para as pessoas em geral do que a oração dos cinco ou quinze Mistérios do Rosário”.

Outro benefício que a vidente de Fátima reforça é a de que “o Terço é um meio poderoso para nos ajudar a conservar a Fé, a Esperança e a Caridade”.

Concluindo, a Serva de Deus assegura que o Terço impede os fiéis de caírem no materialismo. “Aqueles que abandonam a oração do Terço e não tomam diariamente parte no Santo Sacrifício da Missa, nada têm que os sustente, acabando por se perderem no materialismo da vida terrena”. (EPC)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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PEÇA A SANTA DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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MÊS DEDICADO À NOSSA SENHORA É CELEBRADO NA BASÍLICA DO SENHOR DO BONFIM, NA BAHIA

Dedicado à devoção a Mãe do Filho de Deus, o mês de maio tem sido especial na Basílica Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, que venera Maria Santíssima como Nossa Senhora da Guia.

Mês dedicado à Nossa Senhora é celebrado na Basílica do Senhor do Bonfim, na Bahia.jpg

Até 30 de maio próximo, diariamente, acontecerem missas em saudação à Mãe de Jesus Cristo, sendo o ponto mais alto das celebrações a coroação, a ser realizada durante a missa do dia 31, às 17h.

Segundo o reitor da Basílica, Padre Edson Menezes, o Mês Mariano é uma devoção antiga da Igreja Católica. “É um mês importante. A devoção a Nossa Senhora é especial. É o momento de recordar o seu papel como mãe e modelo de mulher cristã. Que voltemos nosso olhar durante este mês mariano a essa Mãe querida e poderosa intercessora, que disse sim ao chamado de Deus, para pedir-lhe bênçãos e que ilumine os nossos passos”, afirmou.

Tendo sua construção iniciada em 1745 por um grupo de leigos católicos portugueses, liderado pelo capitão Theodósio, a Basílica Santuário do Nosso Senhor do Bonfim mantém até hoje o intuito de propagar no Brasil o culto ao Senhor do Bonfim e a Nossa Senhora da Guia. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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A HUMANIDADE OUVIU OS APELOS DE FÁTIMA?

Artigo extraído do Boletim Informativo do Apostolado do Oratório n0. 94 de maio/junho 2018

 

Plínio Corrêa de Oliveira

Há certos temas que nos são tão familiares e caros ao coração que se tornaram objeto de inúmeros comentários de nossa parte. Desta vez não vou comentar tanto a Mensagem de Nossa Senhora de Fátima quanto a atitude do mundo perante ela.

A Santíssima Virgem documenta a autenticidade de seu anúncio de dois modos. Em primeiro lugar, Ela a confia a pastorezinhos incapazes de compreender seu significado, limitando–se a repetir o que ouviram. Por vezes, discursos longos e complexos que eles transmitiam sem se contradizerem, mesmo submetidos a inquéritos policiais brutais.

De outro lado, Nossa Senhora produziu milagres que provavam à multidão ali reunida, e mesmo a gente de muito longe, que algo de sobrenatural se passara, como, por exemplo, a famosa “dança” do Sol. Tudo atestado por pessoas que moravam muito distante de Fátima.

Entretanto, chama a atenção no modo de o mundo receber a Mensagem de Fátima, não só a incredulidade de muitos à vista de episódios tão impressionantes, mas o fato de não se encontrar quem fizesse o seguinte comentário: tomada a Mensagem em si mesma, apenas pelo seu conteúdo, abstração feita de todos os prodígios que a cercaram, já havia todas as razões para admitir sua veracidade.

Fiéis em Fátima presenciando o milagre do sol

Quem conhecesse um pouco de moral não podia duvidar que o mundo estava imerso num processo de pecados gravíssimos, cujo dinamismo permitia antever aonde levariam a humanidade.

Portanto, teologicamente falando, bastaria raciocinar um pouco para se ter a certeza de que, a não haver uma grande conversão, viria um castigo.

Assim, com um pouco de conhecimento da Teologia da História, ver-se–ia tratar-se de uma mensagem condizente com o que um homem de Fé, analista dos acontecimentos da época, dotado de alguma profundidade, deveria pensar.

Ora, as crianças transmitiram, assim, uma comunicação sábia e verdadeira em si mesma, de uma sabedoria e uma riqueza de conteúdo que excedia a capacidade delas. Logo, a mensagem é intrinsecamente verdadeira.

Em última análise, alguém que observasse o mundo daquele tempo à luz da Revolução e da Contra-Revolução distinguiria na Mensagem três aspectos: uma descrição teológica dos pecados daquele tempo, o anúncio de um castigo e a indicação dos meios de escapar deste, isto é, a penitência e a consagração ao Imaculado Coração de Maria.

A Porta da misericórdia é precisamente Nossa Senhora, chamada a Porta do Céu. Quer dizer, é ultrateológico que Ela tenha dito: “Cessem de pecar e recorram a Mim que obtenho a eliminação do castigo.” Nada mais razoável.

Contudo, a humanidade recebeu a Mensagem de Fátima com orgulho, quando ela exigia um ato de humildade, ou seja, que os homens reconhecessem: “Nós pecamos, andamos mal.” Exigia a emenda, o abandono da impiedade e da imoralidade na qual iam caindo. Por isso houve uma rejeição global em relação a essa Mensagem. Os resultados, vemos por toda parte.

Façamos um exame de consciência. Temos os olhos suficientemente abertos para a Mensagem de Fátima? Compreendamos que com Nossa Senhora não se brinca, e peçamos a Ela que tenha pena de nós.

(Revista Dr. Plinio nº 235)


Fonte: Apostolado do Oratório

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BALANÇO GERAL: GRANDE CONSTRUÇÃO DE MOSTEIRO SE DESTACA NA ZONA RURAL DE MARINGÁ


Fonte: Arautos do Evangelho em Maringá

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MÃE: ATÉ DEUS QUIS TER UMA

Alguns anos atrás presenciei a cena de um jovem — juveníssimo — aspirante a Arauto do Evangelho, pedindo ao Mons. João Clá uma sugestão para o cartão que enviaria por ocasião do Dia das Mães. Percebia-se que o jovem queria expressar todo afeto que tinha pela mãe, mas que este afeto era tão grande que ele não encontrava as palavras adequadas para exprimi-lo.

O Mons. João Clá, sempre solícito e afável, ouviu o jovem e passou a ditar.

“Querida Mamãe,

                               ser Mãe é algo tão alto e digno de amor que até Deus quis ter uma…”

Estava neste ponto quando avisaram-me de uma providência urgente e inadiável referente à função que exercia. Pesaroso por ter perdido o restante do ditado, fui onde o dever me chamava, mas — se assim posso exprimir — deixando os ouvidos do coração a escutarem o restante da mensagem tão lindamente começada.

As palavras do Monsenhor João continuavam a ecoar na alma e pus-me a pensar sobre as mães.

Mãe… uma palavra tão pequena, mas que significado profundo! Símbolo, sobretudo, do mais entranhado e desinteressado amor. Para efeitos de amor, o coração materno não faz distinção entre o bom e o mau filho. Ele é carne de sua carne, sangue de seu sangue, fruto de suas entranhas, por isto ela o ama imensamente, sem esperar qualquer tipo de retribuição.

Seu amor paira sobre o filho desde o berço até a sepultura, quer ele atinja o píncaro do sucesso, quer seja um medíocre ou um fracassado na vida. Se ele subir o caminho da santidade ou, pelo contrário, deixar-se rolar pelas sendas da degradação ou mesmo do crime, ela o amará sempre.

E se alguém lhe perguntar o porquê desse amor, ela certamente responderá surpresa: “Ora! É meu filho!…”

Assim, nenhuma recordação marca tão profundamente uma pessoa como a dos momentos felizes da primeira infância, envolvida pelo afeto, carinho e proteção de sua mãe.

E as obras literárias de todos os tempos põem isso em relevo. Em prosa e verso, cantam a doçura, o carinho, a dadivosidade materna. Apresentam-na como o mais precioso dom concedido por Deus a cada um de nós.

Santa Gianna Beretta Molla – mártir da maternidade

Muitas vezes, descrevem o pranto amargo daqueles que não souberam dar à própria mãe o devido valor enquanto a tinham viva junto a si. E as saudades de quantos, após sua morte, desejariam revê-la uma vez mais, receber dela pelo menos um olhar, um sorriso… Tarde demais!

Tarde demais mesmo? Não inteiramente.

A qualquer momento, podemos depositar aos pés de Nossa Senhora, a Mãe das mães, nossos sentimentos de afeto e de gratidão: eles chegarão com segurança à amada destinatária.

Para todos os que têm ainda a felicidade de contemplar o semblante materno, este mês é a época adequada para reparar pelas eventuais atitudes de ingratidão, de distanciamento, de desamor.

Não deixe de fazê-lo. Só dará alegria a ela…e a você…

Ilustrações: Arautos do Evangelho, wiki, freepick

Fonte: Arautos do Evangelho em Montes Claros

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13 DE MAIO: PARTICIPEM CONOSCO DESTE SOLENE DIA!

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TRÍDUO A NOSSA SENHORA: VIRGEM DE FÁTIMA, ATENDEI AS MINHAS ORAÇÕES!


Fonte: Arautos do Evangelho

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DIA DAS MÃES: O SEU GESTO DE AMOR E DE CARINHO!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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TRÍDUO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA: FAÇA OS SEUS PEDIDOS A ELA!

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Fonte: Arautos do Evangelho

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TRÍDUO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA! REZE CONOSCO!


Fonte: Arautos do Evangelho

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CURSO DE CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA! PARTICIPE!

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CENTRO HISTÓRICO DE SALVADOR RECEBE FESTA DE SÃO FRANCISCO XAVIER

No Centro Histórico de Salvador, os fiéis celebram a memória de São Francisco Xavier.

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Inspirado no tema “Propagador do Evangelho, arauto da fé, protetor contra o pecado e o mal”, os festejos em honra ao Padroeiro da capital baiana tiveram início com um novenário que segue até esta quarta-feira, 9 de maio, às 16h, na Igreja São Pedro dos Clérigos (Terreiro de Jesus).

Neste último dia do novenário, acontecerá o translado da relíquia do Santo para a Câmara Municipal de Salvador.

Já no dia dedicado a São Francisco Xavier, 10 de maio, as comemorações iniciam às 8h30 com a procissão com a relíquia do Padroeiro, que será levada da Câmara de Vereadores para a Igreja São Pedro dos Clérigos. Na ocasião, o relicário será conduzido pelos guias de turismo.

Por fim, às 9h, o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, presidirá a Missa Solene, com a presença do Coral dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho de Salvador.


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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“FESTA DO DIVINO” ANIMA FIÉIS DA ARQUIDIOCESE DE SALVADOR

A tradicional “Festa do Divino”, promovida pela Paróquia Divino Espírito Santo, no Vale dos Lagos, iniciou seus preparativos. Neste ano, o tema será “Divino Espírito Santo, iluminai os leigos e concedei-nos a vossa paz!”.

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O setenário, que consiste em sete dias de preparação para a festa, ocorrerá entre 13 e 19 de maio, sempre às 19h30, na comunidade Matriz.

No primeiro dia, 13, haverá o 2º Ilumina Divino, momento marcado por pregação, Adoração ao Santíssimo Sacramento e Missa, agendada para às 15h.

Antes do início do setenário, no dia 29 de abril, às 9h, será feito o hasteamento do Mastro do Divino.

Segundo o pároco, Padre Jaciel Bezerra, os fiéis sairão em procissão da residência dos senhores Jorge e Lúcia, localizada no Condomínio Dom Bosco, no Vale dos Lagos, com o mastro. “Ao chegar na matriz haverá a bênção do mastro. As mulheres amarrarão fitas brancas e vermelhas dando três nós e fazendo três pedidos ao Divino Espírito Santo. Em seguida o capitão de mastro, juntamente com os homens da paróquia, fará o hasteamento”, informou.

Os festejos em honra ao Divino Espírito Santo serão encerrados na Solenidade de Pentecostes, 20 de maio. Na ocasião, haverá alvorada, às 6h, seguida de Missa da Coroação do Imperador, às 7h30.

Em seguida, às 10h, os católicos participam da celebração eucarística, com oração por Cura e Libertação.

Mais tarde, às 16h, acontecerá uma procissão com o Cortejo do Imperador do Divino e sua corte.

O ápice da festa será a Missa Solene, às 18h, presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador, Dom Marco Eugênio Galrão. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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O REINO DE MARIA: A GRANDE PROFECIA DE FÁTIMA

No Reino de Maria surgirá, qual vinho novo, uma sociedade admiravelmente superior a tudo o que possamos imaginar. Será como um lírio nascido no lodo, durante a noite e sob a tempestade, a rogos da Rainha do Céu e da terra.

Resultado de imagem para nossa senhora de fatima arautos do evangelhoNo início do século XX, quando apenas começava a se delinear, timidamente, o esboço de um mundo que nasceria da vitória dos Aliados na Primeira Guerra Mundial, verificou-se um dos fatos mais notáveis da História Contemporânea: aparece a Mãe de Deus e traz à humanidade uma Mensagem.

E esta Mensagem sobreveio num momento crucial. A impiedade e a impureza se alastravam por todo o orbe, a tal ponto que, para sacudir os homens, eclodira uma verdadeira hecatombe que fora a própria Grande Guerra, como a Virgem Santíssima afirmou aos pastorinhos. Todavia, a conflagração terminaria algum tempo depois de suas aparições, dando aos pecadores oportunidade de emenda.

Portanto, o que Nossa Senhora advertia na Cova da Iria era a existência de uma prodigiosa crise na sociedade, a qual, no fundo, não era senão a consequência de uma crise religiosa, que desembocaria numa catástrofe mais moral do que política. Ela seria um flagelo para a humanidade, se esta não desse ouvidos à voz da Rainha dos profetas. E, neste caso, àquele mal se sucederiam outros: guerras e perseguições à Igreja e ao Papa, martírios, várias nações seriam aniquiladas. Nossa Senhora indicava, assim, a extensão de uma calamidade que se alastraria pela terra, ao cabo da qual, porém, o Imaculado Coração d’Ela triunfaria.

A crise moral continua a se acentuar

Apesar do aviso claríssimo de Nossa Senhora, a crise moral, de 1917 para cá, não fez mais que acentuar-se. As modas, as leis e os costumes cada vez mais abertamente estão defendendo o crime, o pecado, a aversão à Lei de Deus, frutos de uma cultura laica e materialista. Está sendo instaurada uma completa inversão de valores, uma ordem de coisas que propicia o vício e dificulta a prática da virtude. E o motivo central desta profunda crise é, sem dúvida, o abandono da Religião.

A humanidade já não vive mais em função de seu Criador, mas de si mesma. Esqueceu-se de que seu fim nesta terra é amar a Deus e conquistar a salvação das almas. Diante de quadro tão dramático, como esperar que não venha sobre o mundo uma intervenção regeneradora? Como poderia Deus ignorar a imensa crise na qual o mundo está submerso, pela maldade dos homens?

Uma mudança da sociedade rumo à verdadeira conversão vai se tornando mais improvável. E à medida que caminhamos para o paroxismo da degradação moral, mais provável também é a efetivação dos castigos profetizados por Nossa Senhora. Isso posto, resta-nos voltar o nosso olhar para uma luz que brilha no horizonte dos acontecimentos atuais, e que nos convida a confiar na promessa feita por Ela há cem anos: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.1

O triunfo do Imaculado Coração de Maria será propriamente o Reino de Maria, ou seja, o ápice da História, quando o preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado para nossa redenção, produzirá seus melhores frutos.

São Luís Maria Grignion de Montfort e o Reino de Maria

Porém, por que um Reino de Nossa Senhora?

Resultado de imagem para são luís maria arautos do evangelhoPorque “foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio d’Ela que Ele deve reinar no mundo”,2 ensina o grande ¬mariólogo São Luís Maria Grignion de Montfort, em seu Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem.

Contudo, poder-se-ia perguntar: se o próprio Jesus Cristo disse a Pilatos que seu Reino não era deste mundo (cf. Jo 18, 36), como explicar um reinado d’Ele através de sua Mãe Santíssima aqui na terra? Não estaria São Luís Grignion se referindo ao reinado de Nossa Senhora na eternidade, findados os séculos? Ou ao seu título de Rainha do Céu e da terra, o qual Ela recebeu tão logo subiu aos Céus e foi coroada pela Santíssima Trindade?

Não. O que São Luís Grignion afirma, quando fala de um reinado temporal de Maria, é que Ela será, de fato, Rainha dos homens e exercerá sobre a humanidade um governo efetivo. Nessa época, diz ele, “as almas respirarão Maria, como os corpos respiram o ar”.3 Será uma nova era histórica, na qual a graça habitará no coração da maioria dos homens, e estes serão dóceis à ação do Espírito Santo, através da devoção a Maria: “Ocorrerão coisas maravilhosas neste mundo, onde o Espírito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, virá sobre elas abundantemente e as cumulará de seus dons, particularmente do dom de sabedoria, para operar as maravilhas da graça”.4 Será um tempo feliz, um “século de Maria, no qual inúmeras almas escolhidas e obtidas do Altíssimo por Ela, perdendo-se a si mesmas no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar Jesus Cristo”.5

Sem embargo, como tudo isso se efetivará, se vemos nosso mundo num estado tão lastimável? Até temos dificuldade de imaginar uma era na qual reinem entre os homens a virtude e a aspiração pela santidade…

É ainda São Luís Grignion de Montfort quem nos explica como se dará esta maravilha, numa das mais admiráveis orações que já foi composta por alguém, sua Oração Abrasada: “O Reino especial de Deus Pai durou até ao dilúvio e terminou por um dilúvio de água; o Reino de Jesus Cristo terminou por um dilúvio de sangue, mas o vosso Reino, Espírito do Pai e do Filho, continua até o presente e será terminado por um dilúvio de fogo, de amor e de justiça”.6

Deverá cair sobre a terra uma chuva do fogo abrasador do Espírito Santo que transformará as almas, tal como se deu com os Apóstolos (cf. At 2, 3), reunidos no Cenáculo com Maria Santíssima depois da Ascensão de Jesus (cf. At 1, 14), nos primórdios da Igreja nascente. De medrosos e covardes que foram durante a Paixão de Nosso Senhor, transformaram-se em heróis da Fé, destemidos e dispostos a tudo, para ir por todo o mundo e pregar “o Evangelho a toda criatura” (Mc 16 ,15).

Por isso, podemos dizer, com São Luís Grignion, que a vida da Igreja é um Pentecostes prolongado, no qual o Reino do Espírito Santo se soma ao Reino de Cristo, como este se somou ao Reino de Deus Pai. E nesse Reino previsto por ele, a sociedade temporal crescerá tanto em dignidade que os homens, ainda que vivendo nesta terra de exílio, serão semelhantes aos habitantes do Céu.

Maria: Rainha no sentido mais excelso

A realidade dos fatos nos mostra que a sociedade moderna é como um edifício em ruínas, sobretudo se comparado aos tempos em que “a filosofia do Evangelho governava os Estados”,7 nas palavras de Leão XIII em sua Encíclica Immortale Dei. No entanto, é certo que a restauração dessas ruínas será gloriosa, pois o Reino de Maria será a plenitude do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma vez que a devoção a Nossa Senhora é a devoção, a misericórdia e o amor de Nosso Senhor levados ao último dos requintes.

Não será, entretanto, só um tempo em que a filosofia do Evangelho governará os povos; indo ainda mais longe, será a edificação da Cidade de Deus descrita por Santo Agostinho,8 na qual a cultura, a civilização, o Estado e a família, enfim, todos os elementos que constituem a vida neste mundo viverão do amor a Deus.

Diz belamente São Bernardo que Nossa Senhora, por ser a “Rainha dos Céus, é misericordiosa. E, sobretudo, é a Mãe do Filho Unigênito de Deus. Não há nada que nos convença mais da grandeza de seu poder ou de sua piedade, a não ser que alguém pudesse duvidar da honra que o Filho de Deus tributa à sua Mãe”.9

Assim, esta nova era histórica deverá chamar-se, com toda propriedade, Reino de Maria, justamente porque as graças que a Igreja receberá virão por meio d’Aquela que é a Medianeira de todas as graças. E será mesmo necessário que a devoção a Nossa Senhora seja plena, como Ela disse em Fátima ser o desejo de Deus,10 para que haja o triunfo de seu Imaculado Coração. Ora, quando a devoção a Ela é plena, é porque Ela reina e é Rainha no sentido mais excelso; logo, é o Reino de Maria.

O Reino de Maria será, por conseguinte, a glória de Deus, de sua Mãe Santíssima e da Santa Igreja Católica; a bem dizer será um esplendor tal da luz da virtude que sobrepujará, em domínio, o que foram as trevas desta época em que vivemos: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20). Ele deverá conter em si uma reparação de todo o mal praticado no passado, e sobretudo em nossos dias, realizando, afinal, a vontade de Deus nesta terra, como ela é realizada no Céu.

Plenitude e perfeição da Igreja

Na Mensagem de Fátima, portanto, fica patente que a vinda do Reino de Maria é algo irreversível. Mas não apenas isso, o ¬reinado da Virgem Santíssima trará consigo uma nova plenitude e perfeição à Igreja, pois à punição seguir-se-á a misericórdia: o Reino de Maria virá por um ato de clemência de Nossa Senhora, uma vez que a afirmação “meu Imaculado Coração triunfará” significa dizer que a misericórdia e a bondade de Nossa Senhora triunfarão. Depois de obter para o mundo um castigo regenerador, Ela o cumula de dons. O Reino de Maria será, assim, uma grande reconciliação, indispensável para que a Igreja alcance a perfeição a que foi chamada.

Teria sido contrário aos planos da Providência que Nosso Senhor não atingisse a plenitude de seu desenvolvimento físico, moral e intelectual, em sua humanidade santíssima, antes da morte de Cruz, pois Ele não poderia ter vindo ao mundo sem completar o seu curso, sem chegar à sua perfeição, tal como se deu.
Partindo do princípio de que tudo o que diz respeito a Nosso Senhor pode e deve ser aplicado ao seu Corpo Místico, também não estaria de acordo com os planos da Providência que o mundo terminasse sem que a Igreja atingisse a perfeição a que foi chamada. Ora, no passado, em nenhuma época histórica depois de Cristo, ela chegou ao seu apogeu de perfeição; logo, a perfeição ainda terá de vir e nada a poderá impedir.

Por tal razão, o desejo do advento do Reino de Maria deve estar presente na alma de todo católico, como um sopro da graça, uma certeza posta na alma por ação do Espírito Santo, pois aquele que perde esta esperança é como se deixasse o amor a Deus ir embora de seu coração.

Uma inexorável lei da História

Considerando tudo o que foi analisado, ninguém é capaz de negar que o mundo se encontra numa crise sem precedentes, denunciada pela própria Mãe de Deus, em Fátima. Esta crise, cujo âmbito de ação é o próprio homem, seja no campo moral, religioso ou social, tende a avançar rumo a seu trágico fim. Diante de um quadro tão dramático, seríamos tentados a pensar não haver solução para o problema, se não nos lembrássemos da afirmação do Apóstolo: “Tudo posso n’Aquele que me conforta” (Fl 4, 13).

Nesse sentido, se olharmos para a trama da História, veremos que inúmeras vezes o número de fiéis ficou reduzido a um resto que, fortalecido pela graça, levantou a bandeira da verdade e da ortodoxia. Isto pode ser comprovado inclusive pelas Sagradas Escrituras, que revelam muitas ocasiões em que Deus faz ressurgir o bem a partir de um punhado de bons. Com efeito, é conhecido o nome misterioso dado por Isaías ao seu primeiro filho, a bem dizer um nome de caráter profético: “Sear-Jasub” (Is 7, 3), que significa um resto voltará.

Seria como se Deus tivesse o plano de conduzir a humanidade para um determinado rumo; esta, porém, prevarica e Ele traça um novo plano, escolhendo os poucos fiéis que restaram para seus instrumentos e fazendo surgir algo ainda melhor.

Se analisamos a História Sagrada, vemos que depois da queda de Adão e sua consequente expulsão do Paraíso, sucederam-se pecados tais entre os homens que foi preciso um castigo divino para destruir tudo: o dilúvio. Deus, todavia, separa um resto: Noé e sua família. E, ao concluir com ele uma aliança, a terra é novamente povoada.

A prevaricação dos homens na construção da Torre de Babel foi como que um segundo pecado original. Daí sobreveio outro castigo divino: a dispersão dos povos e a confusão das línguas. Deus, mais uma vez, chama um justo, Abraão, para ser o pai de um povo que escolhe para Si, e firma com ele nova aliança, iniciando uma era patriarcal entre seus eleitos. Tais episódios conferem uma singular beleza à História.

E o processo recomeça com uma maravilha superior: a promessa de que deste povo nascerá o Messias, de uma Virgem que conceberá e dará à luz o Filho de Deus (cf. Is 7, 14). Não obstante, o povo eleito e amado pelo Altíssimo viola muitas e muitas vezes a aliança, revolta-se contra seu Criador e vai se afundando numa decadência contínua, até “a plenitude dos tempos” (Gal 4, 4), quando se dá o nascimento do Messias. Sim, do Messias que foi entregue para ser morto por seu próprio povo, em “morte de Cruz” (Fl 2, 8)!

Outra vez o plano divino parece não se realizar, pois Deus aplica sua justiça e dispersa o povo hebraico, mas serve-Se de um resto de fiéis deste Israel amado para fundar a sua Igreja, que espalha o bom odor do Evangelho por toda a face da terra, e se estabelece uma nova vitória divina. No entanto, com a decadência da Idade Média os bons foram se enfraquecendo, apesar de algumas tentativas de soerguimento, e chegamos aos nossos dias numa aparente derrota do bem.

O melhor vinho vem no fim

Assim, se Deus operou coisas tão extraordinárias no passado, é certo que Ele as fará nos tempos futuros, e até maiores. E dando uma interpretação de caráter sobrenatural a toda esta perspectiva histórica, podemos afirmar que, depois de muito derrotado e muito esmagado, o bem ressurgirá com novo vigor.

Alguém poderia objetar, perguntando: como se prova que o Reino de Maria é irreversível? Com a lógica da fé, respondemos que o mal tem que chegar ao seu paroxismo, como o filho pródigo do Evangelho, ao comer das bolotas dos porcos (cf. Lc 15, 11-20), para cair em si e retornar à casa do pai, à verdade da Fé.

O mesmo Evangelho nos ensina, ainda, que “se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (Jo 12, 24). Há, por conseguinte, um misterioso dinamismo da Divina Providência, pelo qual é preciso que o fruto apodreça e morra para que a semente se liberte. Analogamente, é necessário que o ciclo de decadência do mundo moderno chegue a seu fim e se destrua a si mesmo, como a doença que desaparece ao levar o doente à ¬morte.

Ademais, foi Maria Santíssima quem, nas Bodas de Caná, obteve de Nosso Senhor o milagre da transformação da água em vinho. E se é verdade que o mestre-sala disse para o noivo que ele havia deixado o melhor vinho para o final (cf. Jo 2, 9-10), bem poderemos exclamar, cheios de encanto e gratidão para com Nosso Senhor: “Vós deixastes as vossas melhores graças, Vós deixastes os vossos melhores favores para o fim da História do mundo”.

As Bodas de Caná, primeiro dos sinais feitos por Jesus a rogos de sua Mãe, são a mais clara pré-figura do Reino de Maria. Nele surgirá, qual vinho novo, uma sociedade admiravelmente superior a tudo o que possamos imaginar. Para utilizar uma bela metáfora de Dr. Plinio, será como “um lírio nascido no lodo, durante a noite e sob a tempestade”,11 também a rogos d’Aquela que é a Rainha do Céu e da terra.

(in “Revista Arautos do Evangelho”, Maio/2017, n. 185, p. 18 à 23)

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Transcrito, com adaptações, do livro:
CLÁ DIAS, EP, João Scognamiglio. “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará!” – São Paulo: Lumen Sapientiæ, 2017
1 IRMÃ LÚCIA. Memórias I. Quarta Memória, c.II, n.5. 13.ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, p.177.
2 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Traité de la vraie dévotion à la Sainte Vierge, n.1. In: Œuvres Complètes. Paris: Du Seuil, 1966, p.487.
3 Idem, n.217, p.634.
4 Idem, p.634-635.
5 Idem, p.635.
6 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Prière Embrasée, n.16. In: Œuvres Complètes, op. cit., p.681.
7 LEÃO XIII. Immortale Dei, n.28.
8 O Bispo de Hipona define com precisão única os dois caminhos que o homem pode seguir nesta vida. O primeiro deles parece ter chegado a seu paroxismo em nossos dias, e o outro prenuncia o Reino de Maria de que estamos falando: “Dois amores geraram duas cidades: a terrena, o amor de si até ao desprezo de Deus; a celeste, o amor de Deus até ao desprezo de si” (SANTO AGOSTINHO. De Civitate Dei. L.XIV, c.28. In: Obras. Madrid: BAC, 1958, v.XVII, p.985).
9 SÃO BERNARDO DE CLARAVAL. Sermón Primero, en la Asunción de Santa María, n.2. In: Obras completas. 2.ed. Madrid: BAC, 2006, v.IV, p.339.
10 Vale a pena recordar aqui a aparição de 13 de junho, na qual a Virgem Santíssima revela: “[Deus] quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. A quem a aceita, prometer-lhe-ei a salvação e estas almas -serão amadas de Deus, como flores colocadas por Mim para enfeitar o seu trono” (IRMÃ LÚCIA, op. cit., n.4, p.175).
11 CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Conferência. São Paulo, 30 jul. 1972.


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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ARQUIDIOCESE DE SALVADOR SEDIA CONGRESSO BRASILEIRO DE TURISMO RELIGIOSO

Entre os dias 9 e 12 de maio, a cidade de Salvador receberá a primeira edição do Congresso Brasileiro de Turismo Religioso.

Arquidiocese de Salvador sedia Congresso Brasileiro de Turismo Religioso.jpg

O evento, que terá lugar no Fiesta Convention Center (Itaigara), pretende reunir agentes pastorais, profissionais e representantes de instituições que atuam no setor para discutir sobre o potencial desta área no Brasil e no Estado, com base no tema “Turismo Religioso, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz”.

Organizado pela Pastoral de Turismo da Arquidiocese de Salvador, o congresso também tem o intuito de divulgar a atratividade dos destinos religiosos baianos. “Proporcionaremos um grande fórum para troca de experiências, de oportunidade de negócios e de evangelização. Teremos acesso ao que acontece em outros Estados e vamos oferecer aos congressistas o que a Bahia tem a oferecer. Tudo isso com possibilidade de geração de desenvolvimento sustentável e de cultura de paz”, explicou o Padre Manoel Filho, coordenador geral do evento e da Pastur.

Análises de casos e mesas redondas acerca da mecânica de polos turísticos do país que têm a fé como motivação, a exemplo de Belém do Pará, com o Círio de Nazaré, e o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, que atrai anualmente 12 milhões de visitantes, serão alguns dos assuntos a serem explorados no encontro.

Os atrativos baianos e de Salvador também fazem parte da pauta de discussão e contarão com a presença de participantes como a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes.

Além de Maria Rita, outros palestrantes integram a grade científica, entre eles, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani João Tempesta; o reitor do Santuário Nossa Senhora Salete, de Caldas Novas, Goiás, Padre Daniel Aguirre, e o Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger, que ministrará a palestra magna de encerramento sobre o turismo religioso e os caminhos para a promoção humana integral. (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações Arquidiocese de Salvador


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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RESGATANDO O TEMPO PERDIDO

Numerosas pessoas comentam o tempo que perdem indo ou voltando do trabalho, da faculdade e de outros percursos nas grandes cidades. Alguém observou que o geral das pessoas passa o tempo olhando o mesmo trajeto que já conhecem incontáveis vezes. Um olhar praticamente sem fruto, inútil. Poucos aproveitam para ir constituindo um tesouro: rezar o Rosário.

Caso você tenha perdido o hábito de rezá-lo, ou “não tenha tempo”, aproveite esse tempo perdido: reze o Rosário.

Para incentivá-lo, as considerações que seguem podem lhe ser úteis.

ROSÁRIO: SEUS TESOUROS ESCONDIDOS

Ir. Elen Coelho, EP

Ensina o eminente teólogo mariano São Luís Maria Grignion de Montfort, que foi “a Santíssima Trindade quem compôs o Saltério da Santíssima Virgem, o Rosário”. (1)

 Se analisamos seus Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos, vemos que eles o tornam um “compêndio do Evangelho, o Rosário nos recorda os principais episódios da vida de nosso Redentor”. (2)

Percorrer com Nossa Senhora “as cenas do Rosário é como frequentar a ‘escola’ de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem. Uma escola, a de Maria, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela a dá obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela ‘peregrinação da fé’, na qual é mestra inigualável”. (3)

Por tudo isso, compreendemos melhor a revelação que a própria Virgem fez ao Beato Alano de la Roche: “Depois do Santo Sacrifício da Missa, que é a primeira e mais viva memória da Paixão de Jesus Cristo, não há devoção mais excelente e meritória que o Rosário, que é como uma segunda memória e representação da vida e Paixão de Jesus Cristo”. (4)

GRANDE MEIO PARA ALCANÇAR A PERFEIÇÃO

 São Luís Grignion, ele mesmo exímio pregador do Rosário, cita alguns exemplos de Bem-aventurados que nunca abandonaram a sua recitação, encontrando nele a força de sua virtude, tais como São Francisco de Sales, São Carlos Borromeu, São Tomás de Villanueva, Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier, São Francisco de Borja, Santa Teresa de Jesus, São Filipe Néri, entre outros. (5)

E para animar-nos a seguir a trilha destas almas exponenciais, ele acrescenta “que o Rosário rezado com a meditação dos mistérios:

  • primeiro, nos eleva insensivelmente ao perfeito conhecimento de Jesus Cristo;
  • segundo, purifica nossas almas do pecado;
  • terceiro, nos permite vencer nossos inimigos;
  • quarto, nos facilita a prática das virtudes;
  • quinto, nos abrasa em amor a Jesus Cristo;
  • sexto, nos proporciona com que pagar nossas dívidas para com Deus e com os homens;
  • e, enfim, nos obtém de Deus toda classe de graças”. (6)

Os autores de vida espiritual são unânimes em asseverar que a meditação dos mistérios do Rosário é um notável meio de perfeição.

AURORA DO REINO DE MARIA

 Nas aparições de Fátima, Nossa Senhora manifestou aos pastorinhos, com humilde clareza, qual era o desejo de Deus: “Ele quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. A quem a aceita, prometer-lhe-ei a salvação e estas almas serão amadas de Deus, como flores colocadas por Mim para enfeitar o seu trono”. (7) E é o Santo Rosário conditio sine qua non [condição indispensável] para perseverarmos nesta devoção, como Ela tanto repetiu.

Atender à mensagem trazida pela Mãe de Deus supõe, portanto, lutar para sermos, conforme diz São Luís Maria Grignion de Montfort, “verdadeiros servos da Virgem Santíssima que, como outros tantos São Domingos, vão por toda parte, com a tocha brilhante e ardente do Santo Evangelho na boca e o Santo Rosário na mão, a ladrar, como cães, arder como fogos e iluminar como sóis as trevas deste mundo”. (8) Se assim o fizermos, logo vislumbraremos no horizonte a aurora do triunfo de seu Imaculado Coração.

E como “Jesus Cristo veio ao mundo por intermédio da Santíssima Virgem, é também por meio d’Ela que Ele deve reinar no mundo”, (9) ensina ainda São Luís Grignion. Deste modo, “o triunfo d’Ela é o triunfo de Cristo. É o Reino de Maria, no Reino de Cristo!” (10)

(1) SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. El secreto admirable del Santísimo Rosario. Rosa VI. In: Obras. Madrid: BAC, 1954, p.321.
(2) CLÁ DIAS, EP, João Scognamiglio. Um Natal sob o signo do Rosário. In: Arautos do Evangelho. São Paulo. Ano I. N.12, dezembro de 2002, p.7.
(3) SÃO JOÃO PAULO II. Rosarium Virginis Mariæ, n.14.
(4) SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT, op. cit., Rosa XXVIII, p.356.
(5) Cf. Idem, Rosa XXVI, p.353.
(6) Idem, Rosa XXVII, p.353.
(7) IRMÃ LÚCIA. Memórias I. Quarta Memória, c. II, 13.ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007, n.4, p.175.
(8) SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. La oración abrasada. In: Obras, op. cit., p. 599.
(9) SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado de la verdadera devoción a la Santísima Virgen, n.1. In: Obras, op. cit., p. 439.
(10) ClÁ DIAS, EP, João Scognamiglio. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará! São Paulo: Lumen Sapientiæ, 2017, p.16.

(Trecho (o título é nosso) do artigo “O Santo Rosário, uma oração que conduz ao Reino de Maria” de autoria da Ir. Elen Coelho, EP, publicado na revista Arautos do Evangelho nº 190, outubro de 2017, p. 23-27. Para acessar a revista Arautos do Evangelho do corrente mês clique aqui )

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RAZÕES DO SUCESSO DA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM

As maravilhas da devoção a Maria não podem ser explicitadas inteiramente por nenhuma análise. Nenhuma descrição, nenhum raciocínio pode dar dela uma idéia adequada…

Um jovem teólogo – M. Neubert – analisa as razões, ou melhor, as analogias de ordem natural que nos ajudam a compreender o sucesso ou a eficácia da devoção a Santíssima Virgem. Pois a devoção à Nossa Senhora leva todos a bom êxito. Constitui um axioma católico que Ela é para todo mundo um meio seguro de santificação.

A razão fundamental disso, a única razão evidente, é sem dúvida a vontade de Deus. Tendo Deus querido dar-nos Jesus Cristo por meio da Virgem Santíssima – diz Bossuet – esta ordem não muda mais, e os dons de Deus são irrevogáveis (cf. Rm 11, 29). Sempre será verdade que, havendo recebido através dEla o princípio universal da graça, recebamos também por seu intermédio as diversas aplicações desse dom em todos os variados estados dos quais se compõe a vida cristã.

Mas, a par desta explicação teológica, sobrenatural, que examina as coisas do ponto de vista divino, nada impede que se procure uma explicação psicológica para confirmá-la.

Harmonia entre a devoção a Nossa Senhora e o progresso da alma

Quais são, em nossa natureza, as harmonias entre a devoção à Santíssima Virgem e o progresso de nossa alma?

Um primeiro fator de progresso humano é o esforço pessoal: o difícil é induzir e sustentar o esforço da vontade. Nossa vontade é movida pelas ideias, mas por ideias vigorosas que são ao mesmo tempo conhecimento, sentimento e desejo. Ora, dessas ideias robustas, a mais forte é aquela que se volta para uma pessoa amada. Quem ama voa, corre, alegra-se e está disposto a tudo. Ora, ter devoção a Maria é amá-La, e amar Maria é fazer o que Ela deseja e evitar o que Lhe desagrada.

Para quantas almas, por exemplo, o pensamento posto em Maria constituiu a força pela qual triunfaram das tentações – de longe as mais violentas e frequentes – contra a mais delicada das virtudes!

Encontramos uma confirmação disso numa experiência de ordem humana. Um menino solicitado durante muito tempo pelas sugestões e argumentos pérfidos de um companheiro perverso, acaba duvidando de seu dever e vai deixar-se arrastar pelo mal. Mas seus olhos cruzam-se com os de sua mãe: nesse mudo entreolhar, ele sente a gravidade da ação que ia cometer e obtém a coragem de fazer qualquer sacrifício para não entristecê- la.

Da mesma maneira, quantas almas assaltadas durante longo tempo e estando a ponto de ceder, ao pensar em sua Mãe celeste, tão afetuosa e amada, tão pura e desejosa de vê-las também puras, sentiram a tentação desaparecer e uma força nova as armar contra o mal! Esse gênero de vitórias costuma permanecer sepultado no segredo das consciências, mas como elas são frequentes!

Forte contra as tentações, o pensamento posto em Maria é igualmente eficaz para nos impelir na via do sacrifício. Não há santo cuja vida não ofereça a esse respeito exemplos eloquentes.

Humildade e confiança em Deus

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“Mater Boni Consilii” – Igreja de Santa Margarida Maria – Woodbridge, Canadá

O esforço nos é solicitado por Deus, mas não basta. Ele não passa de uma condição posta por Deus para recebermos a graça, a qual, entretanto, nos vem unicamente dEle. Não devemos contar com nossos próprios esforços, se quisermos que eles sejam coroados de êxito, mas sim com Deus. Portanto, desconfiança de nós mesmos, ou humildade, e confiança em Deus.

Ora, a devoção à Santíssima Virgem favorece de modo admirável esses dois sentimentos em nós.

Primeiramente, ela alimenta nossa humildade. Pode-se, sem dúvida, ser humilde na presença de Deus sem invocar Maria; seria o caso, por exemplo, de um protestante de boa fé para o qual invocar Maria é ofender a Deus. Entretanto, também é certo que recorrer à intercessão de Maria para ir a Deus, ir a Deus por meio de Maria, é reconhecer que não somos dignos de ir a Ele por nós mesmos; é reconhecer nossa miséria, nossa indignidade diante dEle; é fazer, mesmo sem se preocupar com isso, um ato de humildade.Eis o motivo pelo qual São Luís Maria Grignion de Montfort insiste tanto nas relações entre a devoção a Maria e a prática da humildade.

Ademais, alimenta nossa confiança em Deus. Cremos na misericórdia divina, mas com uma fé frequentemente teórica que, na prática, é exposta a graves deficiências. Ora, nesses momentos escuros pensar em Nossa Senhora constitui para nós um facho de luz que nos dá confiança.

Não por julgarmos que a Santíssima Virgem tenha um coração mais misericordioso que o do próprio Deus, mas sim por ser Ela como um argumento vivo que nos toca mais de perto e nos ajuda a melhor apalpar a misericórdia divina. Assim como ver Madalena aos pés de Jesus nos faz compreender a bondade do Salvador mais do que o faria uma idéia abstrata de sua divina perfeição, do mesmo modo a contemplação de Maria nos faz entender e sentir, melhor do que todos os raciocínios, a misericórdia dAquele que nos deu uma tal Advogada e uma tal Mãe.

Sem devoção a Nossa Senhora, a religião fica tingida de racionalismo

Estas duas disposições – humildade e confiança – constituem o próprio fundo do sentimento religioso. E é por esta razão que toda alma religiosa compreende a devoção à Santíssima Virgem.

Uma alma que cessa de compreendê- la deixa de ser religiosa ou está prestes a fabricar para si uma religião mais ou menos tingida de racionalismo, tal como certos estoicos batizados que formaram sua espiritualidade mais nos livros de moral dos estudos universitários do que nos autores ascéticos. Para essas almas, o Cristo é mais um modelo que posa diante delas, do que um amigo que vive nelas e as faz viver.Dia virá em que, após inúteis esforços, elas reconhecerão por fim sua radical fraqueza e se lançarão humildemente nos braços de Deus. Nesse dia, elas começarão também a se voltar para a Santíssima Virgem.

Eis a razão pela qual tantas pessoas aos poucos deixaram de ter uma religião e se contentam com uma simples filosofia: elas eliminaram a devoção à Santíssima Virgem para irem mais diretamente – conforme pensavam – a Jesus Cristo. Ora, perdendo de vista a Santíssima Virgem, eles rapidamente perderam também a Jesus Cristo.

Diz o Cardeal Newman, em sua magnífica “Carta a Pusey” sobre o culto a Nossa Senhora: “A Maria é confiada a guarda da Encarnação. Assim, se olharmos para a Europa, verificaremos que as nações e os países que perderam a fé na divindade de Cristo são precisamente aqueles que abandonaram a devoção à sua Mãe, e que, por outro lado, os que mais se distinguiram no seu culto guardaram a ortodoxia…”.

Traçando o mapa da devoção a Maria, teríamos traçado o próprio mapa da expansão e da conservação da fé cristã, e isto não apenas no século XIX nem a partir da Reforma, mas ao longo de toda a História da Igreja, como concluirá o próprio Neubert em sua tese, no que toca aos primeiros séculos cristãos, onde “em suma, toda a história das origens da mariologia se apresenta como a história da defesa e da dilatação da cristologia. A Mãe era a garantia do Filho, e a glória do filho começava a jorrar sobre a Mãe”.

As grandezas de Maria só podem ser entendidas com relação à Encarnação

O Evangelho é a vida de família com Deus. Ele será chamado Emanuel: Deus conosco, Deus nosso Pai, Jesus nosso Irmão Primogênito, vindo a nós para nos encontrar e nos reconduzir ao Pai. Mas nunca compreenderemos melhor quanto Deus é nosso Pai, senão pensando na doce Mãe que Ele nos deu. E jamais compreenderemos Jesus como nosso Irmão Primogênito, a não ser contemplando- O junto de Maria, nossa Mãe comum. E assim como não devemos isolar Jesus de Maria, não devemos isolar Maria de Jesus.

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“Notre Dame de Paris” – Casa dos Arautos do Evangelho – Toronto, Canadá

 

Maria nos ajuda a compreender Jesus. Não é possível meditar os privilégios de Maria sem melhor entender seu Filho, de quem e por causa de quem Ela os recebeu. Mas, reciprocamente, só em Jesus podemos entender Maria: Jesus é toda a razão de ser de Maria, e esta não seria o que Ela é senão em vista da Encarnação e da Redenção. Exaltar as grandezas de Maria sem mostrar suas relações com a Encarnação é fazê-lo pela metade e dar a forte impressão de gente extraviada. Eis o motivo pelo qual certos livros, certas tiradas sobre a Santíssima Virgem deixam às vezes uma impressão de vazio, de insipidez ou de hipérbole. Jamais correremos o risco de parecer hiperbólicos, ao falar de Maria, se tivermos o cuidado de apresentá-La com seu Divino Filho. Mas querer admirar Maria fazendo abstração de Jesus é coisa tão absurda quanto extasiar-se com os esplendores da aurora num dia em que o sol esteja encoberto por nuvens cinzentas.

Se quiséssemos passar em revista as virtudes cristãs e toda a diversidade de nossos estados de alma e as fases de nossa vida interior, poderíamos multiplicar indefinidamente os pormenores desses aspectos psicológicos da devoção à Santíssima Virgem.

Resolvendo uma aparente objeção

Uma objeção, entretanto, se põe: não nos arriscaremos, assim, a tirar desta devoção seu caráter divino e dar razão aos protestantes, os quais pretendem que ela seja, não um dom do alto, mas um produto desta terra? Ocorre exatamente o contrário, responde M. Neubert.

Uma tal adaptação da devoção a Maria a todas as nossas aspirações religiosas é antes umaResultado de imagem para nossa senhora do bom sucesso arautos do evangelho prova de sua origem divina: toda devoção é feita para o homem, e quanto mais uma devoção responde às necessidades do homem, mais ela tem chance de ser querida por Deus.

Aliás, esta objeção só pode afetar aqueles cuja devoção a Maria sempre foi superficial. Os que verdadeiramente vivem desta devoção percebem que não se pode, por uma simples análise psicológica, dar uma explicação completa de seus maravilhosos efeitos, da mesma forma como não é possível, pelas leis da luz e das cores, explicar o imponderável inefavelmente belo e celeste que se vislumbra nos olhos de uma criança, da mesma maneira como não se consegue, por meio da anatomia e da fisiologia, explicar o amor de uma mãe pelo seu filho.

Algumas vezes, no momento de pôr-se o sol, o céu se cobre de nuvens leves, quase transparentes, e margeadas por uma tonalidade rósea, como nunca se vê no restante do dia. Depois, subitamente, essas nuvens se entreabrem e o olhar mergulha maravilhado num mar brilhante feito de ouro derretido, de um inigualável esplendor. Essa face voltada para o sol é que explica a beleza da face inferior. O mesmo se passa com os fenômenos religiosos. O psicólogo só pode descrever o que ele percebe na face inferior, a face humana; entretanto, há uma outra face, a face voltada para o Sol divino, e só esta pode explicar a beleza da face inferior. As maravilhas da devoção a Maria não podem ser explicitadas inteiramente por nenhuma análise. Nenhuma descrição, nenhum raciocínio pode dar dela uma ideia adequada… (Tradução, com adaptações, de L´Ami du Clergé, 1911, pp. 682- 684) – (Revista Arautos do Evangelho, Maio/2009, n. 89, p. 34 à 36)


Fonte: Arautos do Evangelho

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CONVITE PARA O PRIMEIRO SÁBADO DE MAIO

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A BELA DEVOÇÃO DAS TRÊS AVE MARIAS

Entre as devoções a Nossa Senhora, existe uma muito especial: rezar todos os dias as três Ave Marias.

Mas, onde nasce esta devoção?

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Sua origem data do Século XIII e está ligada a Santa Matilde de Hackeborn, uma freira alemã beneditina, a quem Nossa Senhora revela um modo de elevar uma ação de graças à Santíssima Trinidade pelos privilégios concedidos à Virgem Maria.

Santa Matilde nasceu em 1241 em uma nobre família. Pensando em sua morte suplicou com grande fervor “a Mãe de Deus que a assistisse nos últimos momentos de sua vida.

Ela ouviu que Nossa Senhora lhe dizia:
“Sim, eu farei o que pedes, mas quero que, de sua parte, me rezes todos os dias três Ave Marias.

A primeira, pedindo que assim como Deus Pai me elevou a um trono de Gloria sem igual, fazendo-me a mais poderosa no Céu e na Terra, assim também eu te assista na Terra para fortificar-te e afastar de ti toda potestade inimiga.

Pela segunda Ave Maria me pedirás que assim como o Filho de Deus me cumulou de sabedoria, a tal extremo que tenho mais conhecimento da Santíssima Trindade que todo os Santos, assim te assista eu no transe da morte para encher tua alma das luzes da Fé e da verdadeira Sabedoria, para que não a escureçam as trevas do erro e ignorância.

Pela terceira, me pediras que assim como o Espírito Santo me encheu das doçuras de seu amor, e me fez tão amável que depois de Deus sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na hora da morte enchendo tua alma de tal suavidade de amor divino, que toda pena e amargura da morte transforme-se para ti em delícias” mude para te muerte se cambie para ti em delicias”.

Esta não seria a única revelação que teria uma teria uma santa em relação à devoção das três Ave Marias.
Outra religiosa contemporânea de Matilde, Santa Gertrudes, conhecida como “A Grande”, teve uma visão que confirmaria a outra revelação.

Assim aconteceu: eram as vésperas da festa da Anunciação, e ao cantar a Ave Maria, Gertrudes viu, de repente, como emergiam do Coração do Pai, do Filho e o Espírito Santo três fontes de água que penetravam no Coração de Maria Santíssima.
Neste instante, ela ouviu uma voz que lhe disse:

“Depois do Poder do Pai, a Sabedoria do Filho e a ternura Misericordiosa do Espírito Santo, nada se compara ao Poder, Sabedoria e Ternura Misericordiosa de Maria”.

A Santa Matilde a Virgem prometeu que quem rezar diariamente as três Ave Marias, receberá seu auxílio durante a vida e uma especial assistência no momento de sua morte, apresentando-se a Virgem com um brilho e uma beleza tal que só de vê-la receberá o consolo e as alegrias do Céu.

Além destas Santas, outros santos foram especiais difusores desta devoção, como Santo Afonso Maria de Ligório, que aconselhava com frequência esta bela prática de piedade; ou São João Bosco, que a recomendava aos jovens.
São Pio de Pietrelcina disse também que muitos se converteram só por praticar essa devoção também que muitas se converteram só por praticar esta devoção.

Modo de rezar as três Ave Marias:

-Maria minha Mãe; livra-me de cair em pecado mortal.
Pelo poder que lhe concedeu o Pai Eterno.
Ave Maria…

-Pela sabedoria que te concedeu o Filho.
Ave Maria…

-Pelo Amor que te concedeu o Espírito Santo.
Ave Maria…

Termina-se a oração com um Gloria… e a jaculatória: “Por Vossa Conceição Imaculada, o Maria, purificai meu corpo e santificai minha alma”
(Com as indulgências outorgadas por São Pio X). (JSG)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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IMAGENS DE NOSSA SENHORA E SÃO JOSÉ CHORAM NA CASA DOS ARAUTOS DO EVANGELHO

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Fonte: Gaudium Press

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