NOVENA A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA: REFÚGIO E CONSOLAÇÃO DOS ATRIBULADOS!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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BELEZAS NATURAIS COMO INCENTIVO PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADES ESPORTIVAS COM OS JOVENS

Muito perto da sede dos Arautos de Salvador, Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos de Gusmão, está a praia de Buraquinho, área proibida para a natação, mas interessante pelo seu panorama. Sendo uma praia vazia, presta-se muito para os jogos na areia e outras atividades esportivas.

 

 

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA, MÃE DE DEUS E RAINHA DOS ANJOS!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA, ADVOGADA DOS PECADORES: INTERCEDEI POR MIM!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA: PROTEGEI NOSSA FAMÍLIA!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: ” … Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra…”

Fátima e o Rosário, as crianças de Fátima e Nossa Senhora são palavras profunda e inseparavelmente unidas entre si… Hoje, talvez mais do que nunca, Maria derrama graças sobre aqueles que rezam o terço … Conheça mais sobre a devoção e as graças que recebem aqueles que praticam a reza do terço, bem como a história da última aparição de Nossa Senhora em Fátima.

Por especial desígnio da infinita misericórdia de Deus, Maria Santíssima revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e seguro de salvação: o santo Rosário.

Por especial desígnio da infinita misericórdia de Deus, Maria Santíssima revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e seguro de salvação: o santo Rosário.

Sempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja, na terra passa a reinar a paz, as famílias vivem em concórdia e os corações são abrasados de amor a Deus e ao próximo. Quando dele se esquecem, as desgraças se multiplicam, implanta-se a discórdia nos lares, o caos se estabelece no mundo…

A Ave-Maria, base do Novo Testamento

São Domingos viveu numa época de grandes tribulações para a Igreja.

A terrível heresia dos albigenses se espalhara no sul da França e ameaçava toda a Europa. A profunda corrupção moral dela decorrente abalava os fundamentos da própria sociedade temporal.

Por meio de ardorosas pregações, durante anos tentou ele reconduzir ao seio da Igreja aqueles infelizes que se tinham desviado da verdade. Mas suas eloquentes e inflamadas palavras não conseguiam penetrar aqueles corações empedernidos e entregues aos vícios.

O Santo intensificou suas orações…

Aumentou suas penitências… Fundou um instituto religioso para acolher os convertidos… De pouco ou nada adiantaram seus esforços. As conversões eram poucas e de efêmera duração.

O que fazer? Certo dia, decidido a arrancar de Deus graças superabundantes para mover à conversão aquelas almas, Frei Domingos entrou numa floresta perto de Toulouse e entregou-se à oração e à penitência, disposto a não sair dali sem obter do Céu uma resposta favorável.

Após três dias e três noites de incessantes súplicas, quando as forças físicas já quase o abandonavam, apareceu- lhe a Virgem Maria, dizendo com inefável suavidade: – Meu querido Domingos, sabes de que meio se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo? – Senhora, sabeis melhor do que eu, porque, depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes Vós o principal instrumento de nossa salvação.

   – Eu te digo, então, que o instrumento mais importante foi a Saudação Angélica, a Ave-Maria, que é o fundamento do Novo Testamento. E, portanto, se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, reza meu Rosário.

Raios e trovões para reforçar a pregação

Com novo ânimo, o zeloso Dominicano dirigiu-se imediatamente à Catedral de Toulouse, para fazer uma pregação. Mal ele transpôs a porta do templo, os sinos começaram a repicar, por obra dos anjos, para reunir os habitantes da cidade.

Assim que ele começou a falar, nuvens espessas cobriram o céu e desabou uma terrível tempestade, com raios e trovões, agravada por um apavorante tremor de terra.

O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas. (São Pio de Pietrelcina)

O pavor dos assistentes aumentou quando uma imagem de Nossa Senhora, situada em local bem visível, levantou os braços três vezes para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e pedissem a proteção de sua Santíssima Mãe.

O santo Pregador implorou a misericórdia de Deus, e a tempestade cessou, permitindo-lhe falar com toda calma sobre as maravilhas do Rosário.

Os habitantes de Toulouse arrependeram- se de seus pecados, abandonaram o erro, e começaram a rezar o Rosário. Em consequência, grande foi a mudança dos costumes nessa cidade.

A partir de então, São Domingos, em seus sermões, passou a pregar a devoção ao Rosário, convidando seus ouvintes a rezá-lo com fervor todos os dias. Assim, obteve que a misericórdia de Nossa Senhora envolvesse as almas e as transformasse profundamente.

Maria foi a verdadeira vencedora dos erros dos albigenses.

Um sermão escrito pela Santíssima Virgem

Relata o Beato Alano uma aparição de São Domingos, na qual este lhe narrou o seguinte episódio: Rezando o Rosário, estava ele preparandose para fazer na Catedral de Notre Dame de Paris um sermão sobre São João Evangelista. Apareceu-lhe então Nossa Senhora e lhe entregou um pergaminho, dizendo: “Domingos, por melhor que seja o sermão que decidiste pregar, trago aqui outro melhor”.

Muito contente, leu o pergaminho, agradeceu de todo coração a Maria e se dirigiu ao púlpito para começar a pregação. Diante dele estavam os professores e alunos da Universidade de Paris, além de grande número de pessoas de importância.

Sobre o Apóstolo São João, apenas afirmou o quanto este merecera ter sido escolhido para guardião da Rainha do Céu. Em seguida, acrescentou: “Senhores e mestres ilustres, estais acostumados a ouvir sermões elegantes e sábios, porém, eu não quero dirigir-vos as doutas palavras da sabedoria humana, mas mostrar-vos o Espírito de Deus e sua virtude”.

E então São Domingos passou a explicar a Ave-Maria, como lhe tinha ensinado Nossa Senhora, comovendo assim, profundamente, aquele auditório de homens cultos.

O Beato Alano de la Roche

As próprias graças e milagres concedidos por Deus através da recitação do Rosário encarregaram-se de propaga- lo por toda parte, tornando-se esta a devoção mais querida dos fiéis cristãos. Enquanto ela foi praticada, a piedade florescia nas Ordens religiosas e no mundo católico.

Mas, cem anos depois de ter sido divulgada por São Domingos, já ela havia caído quase no esquecimento. Como consequência, multiplicaram-se os males sobre a Cristandade: a peste negra devastou a Europa, dizimando um terço da população, surgiram novas heresias, a Guerra dos Cem Anos espalhou desordens por toda parte, e o Grande Cisma do Ocidente dividiu a Igreja durante longo período.

Para atalhar o mal e, sobretudo, preparar a Igreja para enfrentar os embates futuros, suscitou Deus o Beato Alano de la Roche, da Ordem Dominicana, com a missão de restaurar o antigo fervor pelo Rosário.

Um dia em que ele celebrava Missa, em 1460, perguntou-lhe Nosso Senhor: “Por que me crucificas tu de novo? E me crucificas, não só por teus pecados, mas ainda porque sabes quanto é necessário pregar o Rosário e assim desviar muitas almas do pecado. Se não o fazes, és culpado dos pecados que elas cometem”.

A partir de então, o Beato Alano tornou-se um incansável divulgador desta devoção, e assim converteu grande número de almas.

Fator decisivo de grandes vitórias

Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal.

Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e por terra, devastando tudo e perseguindo os cristãos, o Papa São Pio V mandou rezar o Rosário em toda a Cristandade, implorando a proteção de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo, com o auxílio da Espanha e de Veneza, reuniu uma esquadra no Mar Mediterrâneo para defender os países católicos.

 A sete de outubro de 1571, a frota católica encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto. E apesar da superioridade numérica do adversário, os cristãos saíram triunfantes, afastando definitivamente o risco de uma invasão. Antes de travar-se o combate, todos os soldados e marinheiros católicos rezaram o Rosário com grande devoção.

A vitória, que parecia quase impossível, deveu-se à proteção da Virgem Santíssima, a qual – segundo testemunho dado pelos próprios muçulmanos – apareceu durante a batalha, infundindo- lhes grande terror.

No século XVIII, para comemorar a vitória do Príncipe Eugênio de Saboya sobre o exército otomano, devida também à eficácia do Rosário, o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Rosário fosse celebrada universalmente.

São Luís Grignion de Montfort

São Luís Grignion de Montfort

A Igreja seria ainda sacudida por muitas tempestades. Visando fortalecer seus filhos e prepará- los para suportar as grandes provações futuras, suscitou Deus uma alma de fogo com a missão de reacender a chama da devoção ao Rosário, o qual mais uma vez tinha caído no esquecimento. São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor da devoção à Mãe de Deus, exerceu sua missão profética um século antes da Revolução Francesa. As regiões nas quais se deram ouvidos à sua pregação foram as que melhor resistiram aos erros de sua época e conservaram íntegra a Fé.

Fátima, 191: “Sou a Senhora do Rosário”

Já no século XX, quando a Primeira Guerra Mundial estava em seu auge, Nossa Senhora veio, Ela mesma, em pessoa, lembrar aos homens que a solução para seus males estava ao alcance das mãos, nas contas do Rosário: “Rezai o Terço todos os dias para alcançar a paz e o fim da guerra”, repetiu Ela maternalmente aos três pastorzinhos, em Fátima. Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse quem era: “Sou a Senhora do Rosário”. E para atestar a autenticidade das aparições e a importância do Rosário, operou um milagre de grandeza nunca vista, presenciado pela multidão de 70.000 pessoas que estavam no local: o sol girou no céu, ao meio-dia, parecendo precipitar- se sobre a terra, retomando depois sua posição habitual no firmamento.

Milagres dessa magnitude, só no Antigo Testamento encontramos. Mas nem assim o mundo deu ouvidos à Mãe de Deus. E nunca se abateram sobre a Terra tantas desgraças, nunca houve tantas guerras, nunca a desagregação moral chegou tão baixo.

Entretanto, o meio de obter a paz para o mundo, para as famílias, para os corações, continua ao alcance de nossas mãos, nas contas benditas do Rosário, que Maria Santíssima trazia suspenso de seu braço quando apareceu em Fátima.

Salvou-se porque levava o Terço à cintura

Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e como é generosa em recompensar os que trabalham para divulgá-lo.

Conta São Luís de Montfort o caso de Afonso IX, Rei de León, a quem Nossa Senhora protegeu particularmente, pelo simples fato de portar o Rosário à cintura.

Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse por fim o seu nome: “Sou a Senhora do Rosário” …

Desejando que os seus súditos honrassem a Santíssima Virgem, e para animá-los com seu exemplo, ocorreu a esse monarca portar ostensivamente um grande Rosário, ainda que não o rezasse. Isto bastou para incentivar os seus cortesãos a rezá-lo devotamente.

Algum tempo depois, o rei ficou às portas da morte, acometido por uma grave enfermidade. Foi então transportado em espírito ao tribunal de Deus, onde os demônios o acusaram de todos os seus crimes. E quando ia ser condenado às penas eternas, apresentou- se em sua defesa a Santíssima Virgem diante de Jesus.

Num prato da balança, foram colocados os pecados do Rei. No outro, a Virgem Maria colocou o grande Rosário que ele portara em honra d’Ela, juntamente com os Rosários que, devido ao seu exemplo, haviam rezado outras pessoas, e estes pesavam mais que todos os pecados por ele cometidos.

Depois, Maria Santíssima, olhando com misericórdia para o Rei, disse: “Consegui de meu Filho, como recompensa pelo pequeno serviço que Me fizeste, levando à cintura o Rosário, o prolongamento de tua vida por mais uns anos. Emprega-os bem, e faz penitência”.

Voltando a si, o rei exclamou: “Oh! Bendito Rosário da Santíssima Virgem, por ele é que fui livre da condenação eterna!” E, recuperando a saúde, passou a rezar o Rosário todos os dias até o fim da vida.

A palavra do Papa, porta-voz de Jesus

“O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria (…) para que Ela nos eduque e nos plasme até que Cristo esteja formado em nós plenamente” – ensina o Papa João Paulo II. E acrescenta: “Nunca, como no Rosário, o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo”.

Recordemos suas inspiradas palavras na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariæ”: “O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações.

A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. O Rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! “Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral! “Não te deixaremos nunca mais! “Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último ósculo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em toda parte, hoje e sempre, na terra e no Céu. Amém.”

Nunca deixe de rezá-lo!

Sim, acatando fielmente essa exortação do Papa, nunca deixe de rezar o Rosário, sob pretexto de ter muitas distrações involuntárias, falta de gosto em rezá-lo, muito cansaço, insuficiência de tempo, ou qualquer outro. Para rezar bem o Rosário, não é necessário sentir gosto, ter consolações, nem conseguir uma aplicação contínua da imaginação. Bastam a fé pura e a boa intenção.

E veja quantos benefícios nos proporciona a recitação do Rosário!

• Eleva-nos ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo.
• Purifica nossas almas do pecado.
• Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos.
• Torna-nos fácil a prática das virtudes.
• Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo.
• Enriquece-nos de graças e méritos.
• Fornece-nos os meios de pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens.

A tudo isso, acrescenta São Luís Maria Grignion de Montfort: – “Ainda que te encontres à beira do abismo ou já com um pé no inferno ainda que estejas endurecido e obstinado como um demônio, cedo ou tarde te converterás e salvarás, contanto que rezes devotamente todos os dias o santo Rosário, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de teus pecados”.


Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Out/2004, n. 34, p. 34 a 38

 

 

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CONVITE PARA AS COMEMORAÇÕES EM HONRA A NOSSA SENHORA

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IGREJAS NA BAHIA PREPARAM FESTEJOS PELOS 300 ANOS DA MÃE APARECIDA

Durante este mês de outubro, os devotos marianos brasileiros rendem homenagens diversas a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, em especial pelos 300 anos de seu descobrimento nas águas do rio Paraíba do Sul.

Igrejas na Bahia preparam festejos pelos 300 anos da Mãe Aparecida.jpg

Em todo o país, paróquias e comunidades promovem festividades diversas como forma de homenagear a Mãe Santíssima, como tríduos, novenários, procissões, peregrinações e celebrações eucarísticas.

Na Arquidiocese de Salvador, as comemorações têm se intensificado em duas paróquias que são dedicadas a Rainha do Brasil.

No bairro do Imbuí, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no dia 12 de outubro, terá a matriz elevada a Santuário pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Nesta mesma data, os fiéis participarão de alvorada às 5h, seguida pelo Ofício da Imaculada Conceição às 5h30 e missas às 6h30, 9h30, 12h e 15h.

Às 16h30, haverá uma extensa procissão que percorrerá toda a praça do Imbuí. Por volta das 18h, Dom Murilo presidirá a Missa Solene e, após, a celebração eucarística às 20h. Neste horário, o prelado realizará a entronização da Imagem peregrina no Santuário.

Nos dias que antecedem a festa, de 3 a 11 de outubro, a comunidade participa do novenário, sempre às 19h30, com exceção dos dias 7 e 8, no qual os fiéis se reúnem às 18h.

Já no bairro de Itinga, no município de Lauro de Freitas, outra paróquia da Arquidiocese de Salvador dedicada a Nossa Senhora Aparecida realiza seus festejos a Mãe Aparecida inspirados no tema “Maria, Mãe da Igreja ‘Fazei tudo o que ele vos disser'” (Jo 2, 5).

Entre os dias 3 e 11 de outubro, às 6h, os devotos participam da recitação do Terço, e às 19h, do novenário em preparação à festa.

No dia 5 de outubro, às 15h, haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento, e no dia 9, também no mesmo horário, acontecerá a missa pelos enfermos.

No dia solene, 12 de outubro, a comunidade será convidada a participar da alvorada às 6h e da recitação do Ofício de Nossa Senhora às 6h30.

Às 7h, será celebrada a primeira Missa e, às 8h30, haverá batizados. A segunda celebração eucarística deste dia terá início às 10h.

Na parte da tarde, às 17h, ocorrerá uma procissão partindo da Assistência Técnica Terraplac com destino à matriz.

Ao chegarem no templo, os fiéis acompanharão a Missa Solene que será presidida pelo bispo auxiliar, Dom Estevam dos Santos Silva Filho. (LMI)

 Os Arautos do Evangelho também comemorarão esta data em duas ocasiões: no dia 07 de outubro, às 10h, a Santa Missa ocorrerá na Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia, no bairro do Comércio e, no dia 13 de outubro, em comemoração não só aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida no Rio Paraíba, mas também aos 100 anos da última aparição de Nossa Senhora, em Fátima, a Celebração acontecerá às 17h30min no Santuário Nossa Senhora de Fátima, localizado no Colégio Antônio Vieira, no bairro do Garcia.


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA, NOSSA VIDA E NOSSA LUZ!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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CONVITE PARA O PRIMEIRO SÁBADO DE OUTUBRO

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA: PROTEGEI O NOSSO LAR!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTA MARIA FAUSTINA KOWALSKA: A “SECRETÁRIA” DA DIVINA MISERICÓRDIA

Poderá este terceiro milênio, imerso no pragmatismo e no ateísmo prático, compreender um Amor sem limites, desinteressado, que não deseja nada mais que a salvação das almas, sem buscar nada em troca, além da reciprocidade?

O terceiro milênio parece ter começado sob o signo da insegurança, das incertezas, das ameaças de guerras, das grandes desilusões. O progresso prometido pelos grandes avanços da técnica, nos séculos precedentes, trouxe conforto e rapidez nas comunicações, entre outras vantagens. Mas não alcançou a tão anelada paz, nem acabou com os sofrimentos de uma humanidade que se sente como um navio à deriva, em busca do rumo que a leve a bom porto.

“Secretária do Meu mais profundo mistério”, foi o título dado por Jesus à Santa Maria Faustina Kowalska

Nessa situação de aflição e incerteza, uma voz se levanta como um farol: “Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no Meu misericordioso Coração, e Eu a encherei de paz”. 1 E essa mesma voz ainda acrescenta: “Consomem-Me as chamas da misericórdia; desejo derramá-las sobre as almas humanas. Oh! que grande dor Me causam, quando não querem aceitá-las!”.

São estas algumas das revelações que, para demonstrar seu incomensurável amor por uma humanidade que parece tê-Lo esquecido, fez Nosso Senhor a uma alma simples e despretensiosa chamada a ser arauto de sua Divina Misercórdia: Santa Maria Faustina Kowalska.

Religiosa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, nascida no início do século XX, viveu ela profundamente unida a Deus, praticando, no dia-a-dia, no silêncio e no sofrimento, as virtudes heroicas que a elevaram à honra dos altares. Como afirmou o Servo de Deus João Paulo II ao canonizá-la, foi ela “um dom de Deus ao nosso tempo”. 2

Chamada por Deus desde a infância

Helena Kowalska veio ao mundo em 25 de agosto de 1905, na aldeia de Glogowiec, na Polônia, em uma pobre família de camponeses, sendo a terceira de dez filhos. Já nos primeiros anos de sua vida, num ambiente familiar intensamente marcado pelo catolicismo, Helena sentiu o desejo de se entregar plenamente a Deus.

Ela mesma narra que, aos sete anos de idade, recebeu um “definitivo chamado de Deus para a vida religiosa”. Essa vocação a acompanhou em sua juventude, mesmo quando teve que trabalhar como empregada doméstica, para ajudar a sustentar a numerosa e humilde família. Mas foi só aos 18 anos que ela pediu insistentemente autorização aos pais para entrar num convento. Estes, apesar dos ardentes desejos da filha, recusaram-lhe firmemente o pedido.

Helena procurou, então, abafar a voz da vocação, que a perseguia sem cessar, distraindo-se com o que ela chamava de “vaidades da vida”. Entretanto, tinha o Senhor reservado para ela uma grande missão e, apesar de todos os obstáculos, a vontade de Jesus venceria.

O convite decisivo

Um dia, estando com uma de suas irmãs num baile, na cidade de Lodz, Helena tentava em vão se divertir como outras moças de sua idade, porém sentia a alma pesada e infeliz. No meio de uma dança, de repente, ela viu a seu lado Nosso Senhor Jesus Cristo, coberto de chagas, e ouviu estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?”.

Muito comovida, saiu disfarçadamente do baile, entrou numa igreja próxima e caiu prosternada diante do Santíssimo Sacramento, pedindo-Lhe com ardor que desse rumo à sua vida. E ouviu esta resposta: “Vai imediatamente a Varsóvia, e lá entrarás no convento”. Helena se levantou e partiu sem demora para a capital. Levava apenas um vestido, mas possuía o maior tesouro: a inteira confiança e o abandono nas mãos da Providência.

Início da  vida religiosa

Deus prova a quem ama. Assim, em Varsóvia, foi recusada em diversos mosteiros. Não desistiu, e afinal foi aceita – no dia 1º de agosto de 1925 – na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, que se dedicava à reabilitação de mulheres de má vida e à educação de jovens em situação de risco. Durante seu postulantado, Helena passou por dúvidas tremendas a respeito da vocação. Mas afinal, vencendo todas as provas, recebeu o hábito de noviça, em 30 de abril de 1926, com o nome de Irmã Maria Faustina do Santíssimo Sacramento.

O noviciado foi para ela uma oportunidade para pôr em prática, com todo empenho, seus desejos de perfeição e união com Deus. Ciente de sua própria fraqueza e pequenez, ela se lançou sem reservas nos braços de Nosso Senhor, seguindo as vias da infância espiritual de Santa Teresinha do Menino Jesus.

Em vez de batalhas…rosas!

Um incidente dessa época demonstra o quanto a jovem noviça se apoiava inteiramente em Deus, até nas coisas de aparências insignificantes. Designada pela superiora para trabalhar na cozinha, tinha grande dificuldade em manusear as enormes panelas. Era-lhe especialmente difícil escoar a água das batatas sem deixar cair fora uma grande quantidade destas. Intimidada por sua debilidade, Irmã Faustina tentara se esquivar dessa função, conseguindo apenas escandalizar as outras irmãs.

Sem o menor receio, a noviça pediu, então, ajuda a Jesus e Ele respondeu com uma clara voz interior que, daquele dia em diante, encontraria forças para executar a tarefa sem esforço. Naquela mesma noite, Irmã Faustina conseguiu derramar com facilidade a água da panela. Mas qual não foi sua surpresa quando viu, ao destampá-la, em vez de batatas, rosas vermelhas indescritivelmente lindas! E ouviu estas palavras de Nosso Senhor: “Transformei o teu trabalho tão pesado em buquês das mais belas flores, e o seu perfume eleva-se até o Meu Trono”.

Mais tarde, a Santa assim se exprimiria: “Vós me dais a conhecer e compreender em que consiste a grandeza da alma: não em grandes ações, mas em um grande amor. O amor tem valor e dá grandeza aos nossos atos. Embora as nossas ações sejam banais e vulgares por si mesmas, pelo amor tornam-se importantes e poderosas diante de Deus“. Esse amor a Deus era a luz que a guiava sempre, tanto nos pequenos quanto nos grandes encargos.

Missão de “apóstolo” da Divina Misericórdia

Em 1º de maio de 1933, Irmã Faustina fez os votos perpétuos. Sua missão de “apóstolo” da Divina Misericórdia já tinha se tornado explícita com as contínuas revelações e mensagens de Jesus: “No Antigo Testamento, Eu enviava profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou enviando-te a toda a humanidade com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la, estreitando-a ao Meu misericordioso Coração”.

A fervorosa Irmã se entregou, com todo o empenho de sua alma, a essa importante missão, apesar de sentir em si tanta incerteza e incapacidade. “Secretária do Meu mais profundo mistério”, foi o título dado por Jesus à sua “apóstolo” da Misericórdia Divina.

As mensagens e revelações que ela recebia foram anotadas num Diário, escrito por expressa determinação do Divino Redentor: “Tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a Minha misericórdia para o proveito das almas que, lendo esses escritos, experimentarão consolo e terão coragem de se aproximar de Mim”.

As páginas do Diário estão repletas de recordações das visões e íntimas conversas com Nosso Senhor e Nossa Senhora, das comunicações com Anjos, santos, e almas do purgatório, além de até mesmo uma visita ao Inferno e ao Purgatório. Simples, mas ao mesmo tempo de surpreendente profundidade teológica, o Diário é um tesouro de ensinamentos sobre a Divina Misericórdia.

Dar a conhecer os desejos do Salvador

Muitas das revelações tratavam de modo especial sobre a devoção à Misericórdia Divina, dada por Jesus especialmente para os dias nos quais vivemos: “A humanidade não encontrará paz enquanto não se voltar com confiança para a Misericórdia Divina”.

No dia 4 de abril de 1937 a imagem de Nosso Senhor Misericordioso foi exposta pela primeira vez na igreja de São Miguel em Vilna, Lituânia

Nelas, Jesus manifesta enorme desejo de que as almas se voltem para Ele, com humildade, reconhecendo suas culpas, para que Ele faça valer Sua misericórdia: “Que toda alma glorifique a Minha bondade. Desejo a confiança das Minhas criaturas; exorta as almas a uma grande confiança na Minha inconcebível misericórdia. Que a alma fraca, pecadora, não tenha medo de se aproximar de Mim, pois, mesmo que os seus pecados fossem mais numerosos que os grãos de areia da Terra, ainda assim seriam submersos no abismo da minha misericórdia”.

Para que o mundo pudesse se beneficiar de tanta bondade, era necessário promover e divulgar essa devoção, conforme pedira o próprio Jesus: “Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim. Queimam-me as chamas da misericórdia; quero derramá-las sobre as almas”.

Esta grande missão acarretou à Santa inumeráveis sofrimentos, pois nem sempre fora compreendida pelos que a cercavam. Até que Nosso Senhor lhe concedeu, em 1933, um confessor sábio e prudente, o padre Miguel Sopocko. Ele a aconselhou e ajudou durante anos, guiando-a nas suas dúvidas e dificuldades.

Jesus manda pintar um quadro

Em 22 de fevereiro de 1931, Santa Faustina recebeu uma das mais impressionantes revelações de seu Divino Mestre. Ela O viu vestido de branco, com a mão direita levantada em atitude de bênção; de Seu peito saíam dois raios, um branco e outro vermelho. Ouviu também Sua divina voz, ordenando-lhe mandar pintar um quadro segundo o modelo que estava vendo, com a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós”. “Prometo – acrescentou Jesus – que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória”.

Numa revelação posterior, Ele explicou o significado dos dois raios: “O raio branco significa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue, que é a vida das almas”.

Depois de vários obstáculos, o quadro foi pintado por Eugeniusz Kazimirowski. A santa queixou-se ao Divino Mestre de que não era nem de longe tão bonito quanto a visão, mas Ele a acalmou, dizendo que não importava, pois o valor da imagem não estava em sua beleza artística, mas na graça dada por Ele.

Nosso Senhor pediu-lhe que o quadro fosse bento solenemente no domingo seguinte à Páscoa, que Ele instituiu como a Festa da Misericórdia: “O primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia”.

Devoções para pedir a divina misericórdia

Em outra visão, foi-lhe revelada uma oração para aplacar a justa ira de Deus contra o mundo: o “terço da misericórdia”. Nosso Senhor mesmo ensinou-lhe a rezá-lo, da forma seguinte:

“Primeiro dirás o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: ‘Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro’. Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras: ‘Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro’. No fim, rezarás três vezes estas palavras: ‘Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro’”.

Instituiu Ele também a “Hora da Misericórdia”, três da tarde, para que todos venerassem Sua Paixão. Esse momento do dia é a “Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro”, na qual “a misericórdia venceu a justiça”. Ele ainda revelou à Santa que não nega nada a quem pede em nome de Sua Paixão, nessa hora, especialmente pelos pobres pecadores.

“Não vivas para ti, mas para as almas”

Apesar de todos os dons extraordinários que recebera – inclusive os estigmas ocultos, profecia, discernimento dos espíritos, esponsais místicos -, Santa Faustina tinha bem em vista que a santidade consiste em cumprir a vontade de Deus, ainda que isto a levasse a se oferecer como vítima. Daí ela ter escrito: “Sei que o grão de trigo, para se tornar alimento, precisa ser esmagado e triturado entre as mós; assim também eu, para ser útil à Igreja e às almas, tenho de ser destruída, embora exteriormente ninguém perceba o meu sacrifício”.

Sofrendo a deterioração física causada pela tuberculose e pelo peso da grande responsabilidade de sua missão, Irmã Faustina pôde realizar o holocausto tão desejado. Sua doença não foi entendida imediatamente pela comunidade e, por esse motivo, algumas irmãs a acusavam de capricho e preguiça.

Ela O viu vestido de branco, com a mão direita levantada em atitude de bênção; de Seu peito saíam dois raios, um branco e outro vermelho

Também as revelações e dons extraordinários a fizeram objeto de suspeitas. Mas seu inalterável bom humor e sua bondade para com todos, sem exceção, sobretudo com uma irmã que a tratava particularmente mal, foram tão heroicos que levaram uma das religiosas a exclamar: “A Irmã Faustina ou é boba ou santa, porque realmente uma pessoa normal não toleraria que alguém sempre a tratasse tão acintosamente!”.

Sua caridade se estendia também às numerosas jovens da casa, às quais ela dispensava paciente e inesgotável dedicação. Vivia ela profundamente o sentido destas palavras de Nosso Senhor: “Minha filha, não vivas para ti, mas para as almas”.

Graças que excedem os nossos pedidos

Depois de várias estadas em hospitais, para tratamento de sua dolorosa enfermidade, Irmã Faustina retornou ao convento, onde entregou sua heroica alma a Deus, no dia 5 de outubro de 1938, com apenas 33 anos de idade.

Canonizada pelo Servo de Deus João Paulo II, em 30 de abril de 2000 – Domingo da Divina Misericórdia -, Santa Faustina ilumina o nosso século com sua missão e vida. A devoção e o conhecimento da Misericórdia, assim como o testemunho de sua insigne virtude, se espalham hoje pelo mundo inteiro, convidando-nos ao abandono sem temor nas mãos d’Aquele que sempre acolhe com bondade e nunca decepciona.

Pois, como Ele próprio disse a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia”.


Fonte:  Arautos do Evangelho
Extração do artigo: “A ‘secretária’ da Divina Misericórdia” – Ir. Mônica Erin Macdonald, EP – Revista Arautos do Evangelho nº 94 –  Out/2009, n. 94, p. 34 à 37

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SÃO FRANCISCO, FUNDADOR

São Francisco de Assis é dos Santos mais conhecidos e venerados na Igreja, e a justo título. Há um aspecto que, de tão óbvio, não é comentado: é ele o Fundador de uma das maiores famílias religiosas da história da Igreja, os franciscanos.

Qual o papel de um Fundador numa ordem religiosa? Por que a Igreja tem em tão alta consideração a missão dada por Deus aos Fundadores?

O trecho de um substancioso artigo publicado a seguir responde a estas e outras perguntas.

 

O ESPÍRITO SANTO SUSCITA OS FUNDADORES

Diácono Thiago de Oliveira Geraldo

Uma vez que Nosso Senhor subiu aos Céus e cessou sua presença física entre nós, como faz a Providência para atender o legítimo e indispensável anseio de convívio com o Redentor?

A resposta nos é dada pelo Pe. Fabio Ciardi, sacerdote dos Oblatos de Maria Imaculada especialista em vida religiosa e novos carismas:“Por ser somente Cristo a resposta suprema para o homem e para todas as suas necessidades, o Espírito Santo atende na Igreja às diversas necessidades do homem, tal como elas se manifestam ao longo dos séculos, suscitando os fundadores e fazendo deles outros Cristos”.(1)

Santo Inácio de Loyola, Fundador dos Jesuítas

Por isso, conclui um célebre historiador religioso contemporâneo, “podemos dizer que a Igreja é como um majestoso Cristo, explicado, através dos séculos, por meio de diferentes formas de vida religiosa, em cada uma das quais se constata claramente um traço ou um aspecto da vida, do ensinamento e da pessoa de Jesus”.(2)

IMAGEM VISÍVEL DE CRISTO PARA SEUS SEGUIDORES

O exemplo dos fundadores atrai discípulos para uma via de perfeição específica. A família de almas que os segue se sente identificada com eles por representarem um ou mais dos infinitos aspectos do Divino Salvador que ainda não brilharam suficientemente na História. “Deus, através dos fundadores, quer abrir para sua Igreja uma nova forma de seguir a Jesus Cristo”, esclarece o Pe. Ciardi. (3) E acrescenta: “Em virtude de seu próprio carisma, o fundador é chamado a inaugurar uma nova via de santidade, a refletir uma faceta do mistério insondável de Cristo e assim conduzir outros a uma plena entrega de si mesmos a Deus”.(4)

São João Bosco, Fundador dos Salesianos

Sem jamais ofuscar a paternidade divina, infinitamente superior à de qualquer ser humano, os fundadores escolhidos pelo próprio Deus devem ser uma imagem visível de Cristo para os seus imitadores. Explica Jean-François Gilmont na Revue d’Ascétique et de Mystique que, por ordem divina, o fundador é investido para engendrar o discípulo na sua nova vida. Seu exemplo e ensinamento oferecem-lhe uma como que imagem de Cristo. “O religioso entra numa milícia em que o chefe, do alto do Céu, o guia de uma maneira especial na luta que opõe Cristo a satanás. Essa mediação, longe de prejudicar a mediação única de Cristo, e essa paternidade, longe de obscurecer a paternidade única divina, constituem pelo contrário um louvor e uma exaltação do Deus Salvador”. (5)


Fonte: Arautos do Evangelho Curitiba

(1) CIARDI, OMI, Fabio. Los fundadores: hombres del Espíritu. Madrid: Paulinas, 1983, p.245.(2) ÁLVAREZ GÓMEZ, Jesús. La vida religiosa como respuesta a las necesidades de la Iglesia y del mundo. In: Vida Religiosa. Madrid. Vol. L. N.6 (Nov., 1981); p.453.
(3) CIARDI, op. cit, p.125.
(4) Idem, p.199.
(5) GILMONT, Jean-François. Paternité et médiation du fondateur d’ordre. In: Revue d’Ascétique et de Mystique. Toulouse. Vol. XL. N.160 (1964); p.425.
(Trechos do artigo “Pai por vontade do Espírito”, de autoria do Diácono Thiago de Oliveira Geraldo, publicado na revista Arautos do Evangelho, nº 188, agosto de 2017, p. 16-21. Para acessar a revista Arautos do Evangelho do corrente mês clique aqui ) .

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA: FAÇA SEUS PEDIDOS A PADROEIRA DO BRASIL!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTO DO DIA: SÃO FRANCISCO DE ASSIS, MODELO DE POBREZA, OBEDIÊNCIA E DE AMOR AO PRÓXIMO

São Francisco foi um grande santo, e um homem cheio de alegria. “A sua simplicidade, a sua fé, o seu amor por Cristo, a sua bondade por cada homem o fizeram feliz em toda situação. Olhando para ele, compreendemos que é este o segredo da verdadeira felicidade: tornarmo-no santos!” (Bento XVI)

São Francisco de Assis nasceu em 1182, tendo partido para a Eternidade em 1226, aos 44 anos de idade. Na região e na época em que viveu era grande o apego ao luxo e às riquezas, o que minava a sociedade e causava danos à Igreja. Propôs ele um novo ideal de pobreza, obediência e castidade, tendo fundado a Ordem dos Frades Menores (franciscanos), que se expandiu pelo mundo através de várias ramificações. Também, com Santa Clara, fundou a ordem das Clarissas.

Havia se iniciado o século XIII. O jovem filho de um bem sucedido comerciante da cidade de Assis, até então apegado às amizades, aos bens materiais e às atrações do mundo, como a quase totalidade dos rapazes de sua idade, começa a inclinar-se à carreira das armas. Em uma batalha foi preso, tendo de aguardar cerca de um ano até ser resgatado, quando então foi prostrado por uma doença. Recuperado, tentou novamente engajar-se em um exército, porém o chamado de Deus foi mais forte: o jovem João, apelidado Francisco (nome pelo qual se tornou conhecido), voltou-se para o Criador, pois passou a vê-lo com os olhos do espírito ao considerar as virtudes através das quais Ele se revelava.

A juventude e a Conversão

Francisco trabalhava como comerciante, e mesmo gostando de obter lucros jamais se prendeu desesperadamente ao dinheiro e às riquezas, gostando, por vezes, de ajudar os pobres. Era muito rico, mas não avarento, e sim pródigo e gastador; um negociante esperto, mas ao mesmo tempo esbanjador insensato. Era gentil, paciente, afável e manso, mas nem sempre as qualidades se sobressaíam naquele jovem que tinha por objetivo a vida mundana.

Certa vez um pobre adentrou a loja em que estava Francisco ocupado com os negócios, para pedir uma esmola pelo amor de Deus, sendo despedido com rispidez sem nada ganhar. A consciência de Francisco logo o acusou, dizendo: “se ele tivesse pedido algo em nome de algum conde ou barão, com certeza o terias atendido; quanto mais não o deverias ter feito pelo Rei dos reis e Senhor de todos”. Tomou ali Francisco a decisão de nunca mais negar o que lhe fosse pedido em nome de tão grande Senhor.

Francisco passou a dar generosas esmolas aos pobres que encontrava, inclusive distribuindo suas roupas e outros bens, procurando assim seguir o mandamento do amor ao próximo tantas vezes ilustrado pelos fatos e parábolas narrados nas Sagradas Escrituras. Passou a ser alvo de críticas e deboches por parte dos habitantes da região, e de grande raiva por parte de seu pai, dotado de profundo apego a todos os bens e riquezas que acumulara no comércio de tecidos em que enriquecera.

A rejeição ao mundo e a entrega à pobreza

O conflito familiar chegou a tal ponto que o pai de Francisco, Pedro de Bernardone, levou o caso ao bispo, acusando o filho de dissipar sua fortuna e exigindo uma compensação por tudo o que fora por ele retirado de sua loja para dar aos pobres. Então o jovem, inspirado pelo Espírito Santo, tomou a decisão inimaginável por todos os que ali presenciavam a cena: entregou ao avarento progenitor tudo o que tinha consigo, inclusive as próprias roupas, e disse: doravante não mais direi “meu pai Pedro de Bernardone”, e sim “Pai nosso que estais no Céu”. Coberto apenas pelo cilício (um áspero couro animal destinado a incomodar a pele, que usava sob as roupas para combater certos impulsos corporais), Francisco foi então abrigado pela capa cedida pelo bispo, ali renunciando publicamente à herança; pediu a bênção episcopal e partiu para a vida de pobreza, passando depois a ter por companheiros vários amigos que quiseram seguir a mesma via de perfeição. Não chegara sequer aos 25 anos quando esses fatos ocorreram. Era o início da família franciscana, que não se restringiu ao sexo masculino, pois Francisco, com a jovem Clara – que se inclinou a seguir os passos desse santo homem -, fundou o ramo feminino, que obteve do papa Inocêncio III o reconhecimento do direito de ser pobre e de nada possuir.

Diz-se que Francisco e a Pobreza contraíram um casamento místico. Na verdade, conforme estudos aprofundados feitos nos antiquíssimos escritos históricos e alegóricos a respeito do Fundador e dos primeiros franciscanos, nota-se que o que Francisco fez foi uma vassalagem mística com a Pobreza, a quem se entregou para servi-la. A ela se referia como “minha senhora”, expressão que na época caracterizava uma obediência e com a qual se entregava àquela virtude que tanto admirava.

Entre as mais famosas e importantes virtudes, que no homem preparam um lugar para Deus e ensinam o caminho melhor e mais rápido para chegar até Ele, a santa Pobreza sobressai a todos por uma certa prerrogativa e supera os títulos das outras por uma beleza singular. Ela é fundamento e guardiã das virtudes todas, e entre as conhecidas virtudes evangélicas ela tem, merecidamente, um lugar de honra. Essas palavras iniciam o texto alegórico que mostra a relação mística entre o Fundador franciscano e a Senhora Pobreza, esposa de Cristo.

A Oração da Paz, espelho do amor ao próximo

Em tudo Francisco procurava seguir o Evangelho, como bem se pode perceber nas belas palavras da Oração da Paz que externam o amor ao próximo, e que nunca perderam a atualidade: 

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar que ser consolado.
Compreender que ser compreendido; amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe; é perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

Algumas admoestações de Francisco evidenciam a paz e o amor que se deve ter para com o próximo. Disse ele, comentando as palavras do Divino Mestre “bem aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus”: São verdadeiramente pacíficos os que, no meio de tudo quanto padecem neste mundo, se conservam em paz, interior e exteriormente, por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Disse também que é bem aventurado o homem que suporta o seu próximo com suas fraquezas tanto quanto quisera ser suportado por ele se estivesse na mesma situação. E ainda, referindo-se à benquerença que deve reinar nas Casas da família franciscana: Bem aventurado o servo que ama o seu confrade enfermo que não lhe pode ser útil, tanto como ao que tem saúde e está em condições de lhe prestar serviços. Bem aventurado o servo que tanto ama e respeita o seu confrade quando está longe como se estivesse perto, e não diz na ausência dele coisa alguma que não possa dizer na sua presença sem lhe faltar à caridade.

Irmão sol, irmão vento, irmã água, irmão fogo

Vendo a presença de Deus em tudo, Francisco compôs o belíssimo Cântico das Criaturas em que manifesta irmandade até mesmo com os seres inanimados ao neles perceber que, como o homem, foram criados pelo Altíssimo, a quem é devido todo o louvor:

Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra, e toda a bênção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos,
e nenhum homem é digno de te mencionar.

Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e com sua luz nos ilumina.
E ele é belo e radiante, com grande esplendor;
de ti, Altíssimo, ele é a imagem.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Lua e as Estrelas;
no céu as formastes claras, preciosas e belas.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Vento
e pelo ar, ou nublado ou sereno, e todo o tempo,
por quem dás às tuas criaturas o sustento.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Água,
que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Fogo,
pelo qual iluminas a noite.
Ele é belo e jucundo, e vigoroso e forte.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe Terra,
que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos,
com flores coloridas, e ervas.

Louvado sejas, ó meu Senhor, por aqueles que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados aqueles que as suportam em paz,
pois por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, ó meu Senhor, por nossa irmã, a Morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar conformes a tua santíssima vontade,
porque a morte segunda não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças
e servi-o com grande humildade.

Saudação à Mãe de Deus

A Santíssima Virgem, honrada na capelinha de Santa Maria dos Anjos (a Porciúncula, de onde Francisco, ao findar seus dias neste mundo, partiria rumo à Casa do Pai) era especialmente venerada pelo Pobrezinho de Assis, que lhe compôs uma singela saudação:

Salve, ó Senhora santa, Rainha santíssima, Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja, eleita pelo santíssimo Pai celestial, que vos consagrou por seu santíssimo e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito! Em vós residiu e reside toda a plenitude da graça e todo o bem! Salve, ó palácio do Senhor! Salve, ó tabernáculo do Senhor! Salve, ó morada do Senhor! Salve, ó manto do Senhor! Salve, ó serva do Senhor! Salve, ó Mãe do Senhor, e salve vós todas, ó santas virtudes derramadas pela graça e iluminação do Espírito Santo, nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis em servos fiéis de Deus!

Discernindo em tudo o Criador

Dois anos antes de passar à Eternidade, o Pobrezinho de Assis compôs um belíssimo hino de louvor a Deus, cuidadosamente registrado e passado à posteridade por um de seus seguidores. Nele se percebe como procurava Francisco, em tudo, discernir o Criador:

Vós sois o santo Senhor e Deus único, que operais maravilhas. Vós sois o Forte. Vós sois o Grande. Vós sois o Altíssimo. Vós sois o Rei onipotente, santo Pai, Rei do Céu e da Terra. Vós sois o Trino e Uno, Senhor e Deus, Bem universal. Vós sois o Bem, o Bem universal, o sumo Bem, Senhor e Deus, vivo e verdadeiro. Vós sois a delícia do amor. Vós sois a Sabedoria. Vós sois a Humildade. Vós sois a Paciência. Vós sois a Segurança. Vós sois o Descanso. Vós sois a Alegria e o Júbilo. Vós sois a Justiça e a Temperança. Vós sois a Plenitude da Riqueza. Vós sois a Beleza. Vós sois a Mansidão. Vós sois o Protetor. Vós sois o Guarda e o Defensor. Vós sois a Fortaleza. Vós sois o Alívio. Vós sois nossa Esperança. Vós sois nossa Fé. Vós sois nossa inefável Doçura. Vós sois nossa eterna Vida, ó grande e maravilhoso Deus, Senhor Onipotente, misericordioso Redentor.

Vê-se, nessas inspiradas palavras, o profundo entendimento das riquíssimas qualidades de Deus manifestado por aquele que se entregou à pobreza, e que abraçou os conselhos evangélicos e as demais virtudes que tão bem percebia no Criador, a quem se deu por inteiro. Dotado de personalidade marcante, Francisco deixou-se impregnar pelas qualidades divinas de tal forma que não só a época em que viveu ficou marcada por sua passagem por este mundo, mas também os séculos que se seguiram. Deixou-nos ele um dos maiores exemplos da verdadeira contemplação das perfeições de Deus – que chegavam a levá-lo a um verdadeiro êxtase – e do amor que se deve ter para com Ele, sem o que nenhuma religiosidade atinge sua plenitude.

Assemelhando-se cada vez mais ao Altíssimo

Francisco tanto amou o Altíssimo que não só no espírito, mas também no corpo, assemelhou-se a Deus. Cerca de dois anos antes de sua morte, foi agraciado com as marcas da Paixão de Cristo, passando a ter nas mãos e pés as feridas correspondentes à crucifixão; na mesma ocasião também foi dotado de uma chaga correspondente à que foi feita pelo soldado que, com a lança, transpassara o coração de Jesus. Indo de encontro à cruz, teve a glória de receber os estigmas do Crucificado.

Os estigmas da Paixão foram concedidos a Francisco em seguida a um momento de profunda oração contemplativa no Monte Alverne, em que o Crucificado lhe apareceu sob a forma inicial de um Serafim com seis asas. Registrou-se que suas mãos e pés pareciam atravessados bem no meio pelos cravos, aparecendo as cabeças no interior das mãos e em cima dos pés, com as ponta saindo do outro lado. Os sinais eram redondos no interior das mãos e longos no lado de fora, deixando ver um pedaço de carne como se fossem pontas de cravos entortados e rebatidas, saindo para fora da carne. Também nos pés estavam marcados os sinais dos cravos, sobressaindo da carne. O lado direito parecia atravessado por uma lança, com uma cicatriz fechada que muitas vezes soltava sangue, de maneira que sua túnica e suas calças estavam muitas vezes banhadas no sagrado sangue. Infelizmente foram muito poucos os que mereceram ver a ferida sagrada do seu peito, enquanto viveu crucificado o servo do Senhor crucificado. […] Pois tinha muito cuidado em esconder essas coisas dos estranhos, e ocultava-as mesmo dos mais chegados, de maneira que até os irmãos que eram seus companheiros e seguidores mais devotados não souberam delas por muito tempo.

Buscando a perfeição, Frei Francisco tinha por costume não revelar, senão a poucos, ou a ninguém, o seu principal segredo, temendo que a revelação lhe trouxesse alguma predileção por parte dos outros que resultasse em detrimento da graça que tinha recebido. Por isso guardava sempre em seu coração e repetia aquela frase do profeta: “Escondi tuas palavras em meu coração para não pecar contra ti”.

Frei Francisco partiu para a eternidade no início da noite de 3 de outubro de 1226, sendo canonizado menos de dois anos depois. Biografado por vários de seus filhos espirituais, teve a vida divulgada em verso e em prosa até mesmo por tradição oral, em que a verdade e a lenda se entrelaçaram tão magnífica e pitorescamente que, ainda que alguns detalhes não correspondam minuciosamente à história da família franciscana, retratam muito bem o espírito do franciscanismo e de seu Fundador, o seráfico São Francisco de Assis, cuja comemoração litúrgica ocorre em 4 de outubro.

 


Fonte: SÃO FRANCISCO DE ASSIS (Escritos e biografias de São Francisco de Assis, Crônicas e outros testemunhos do primeiro século franciscano). Petrópolis, Editora Vozes, 2000, 9ª edição.

 

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NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA: REZE CONOSCO!

No longínquo ano de 1717, uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Passados 300 anos deste memorável dia, temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Por isso, peçamos a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençoe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.


Fonte: Arautos do Evangelho

 

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ANJO DA GUARDA, O MELHOR GUARDIÃO!

É realmente admirável o fato de cada um de nós possuir um anjo cuja missão específica é favorecer-nos em tudo quanto se relacione com nossa salvação eterna…

Provavelmente, quase todos nós aprendemos em casa, ou nas aulas de catecismo, a clássica oração: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.

Apesar disso, talvez tenha escapado alguma vez de nossos lábios uma pergunta, repassada mais de admiração do que de dúvida: “Então eu tenho mesmo um anjo incumbido por Deus de cuidar de mim?” É realmente admirável o fato de cada um de nós possuir um anjo cuja missão específica é favorecer-nos em tudo quanto se relacione com nossa salvação eterna, mas é essa a realidade: Deus “os fez mensageiros de seu projeto de salvação”, afirma o Catecismo da Igreja Católica. E diz São Paulo: “Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, o qual lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1,14).

“Grande é a dignidade das almas – exclama São Jerônimo -, quando cada uma delas, desde a hora de seu nascimento, tem um anjo destinado para sua custódia!” É muito reconfortante saber que um ser superior à nossa natureza está continuamente a nosso lado; que ele, puro espírito, mantém-se na contemplação incessante de Deus e, ao mesmo tempo, vela por nós, quer-nos todo o bem, e seu objetivo é levar-nos para a felicidade perfeita e infindável do Céu.

Quando nos damos conta da presença desse incomparável guardião, estabelecemos com ele uma amizade firme e íntima, como descreve o grande escritor francês Paul Claudel: “Entre o anjo e nós existe algo permanente.

Há uma mão que, ainda quando dormimos, não solta a nossa. Sobre a terra onde nos encontramos, compartilhamos o pulso e o latejar do coração desse irmão celeste que fala com o nosso Pai”. Se tivéssemos maior confiança nesse celeste protetor, nesse bom amigo que nunca falha – ainda quando dele nos afastamos, por nossa má conduta -, seríamos capazes de recobrar a paz e o equilíbrio dos quais tanto precisamos!

Estimado(a) leitor(a), queira Deus que esses pensamentos, tirados da Revelação e do tesouro da Santa Igreja, possam nos ajudar a nos tornarmos mais próximos desses fiéis amigos celestiais, consolando-nos e animando- nos. E aumentar nossa vontade de conhecê-los sem os sagrados véus da fé, quando nos encontrarmos lá no alto, no Reino dos Céus.


Fonte: Arautos do Evangelho
             TV Arautos

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A MAIOR GRUTA MARIANA DO MUNDO FEITA PELO HOMEM ESTÁ NOS EUA

Por volta de 100 mil pessoas por ano visitam a Ermita da Gruta da Redenção, a maior gruta mariana do mundo feita pelo homem em West Bend, Iowa, Estados Unidos. Este inusual monumento é o cumprimento de uma promessa à Santíssima Virgem feita por um seminarista, mais tarde ordenado sacerdote, e é conhecido também por reunir a maior coleção de gemas e pedras preciosas em um só local.

O trabalho de construção foi iniciado em 1912, quando o Padre Paul Matthias Dobberstein transformou em realidade o seu desejo de agradecer com um notável monumento à Santíssima Virgem sua cura de uma pneumonia já em estado crítico enquanto era seminarista, podendo ser ordenado em 1897. Como havia prometido à Mãe de Deus um Santuário em sua honra, não duvidou em trabalhar durante 42 anos para elaborar uma gruta com torres, arcos, escadas e salões nos quais se representam os mistérios da Santíssima Trindade, os Dez Mandamentos, cenas da vida de Cristo e a Via Sacra.

A gruta ocupa toda um espaço do povoado e as pedras empregadas para sua construção foram coletadas pelo sacerdote durante mais de uma década. O particular trabalho foi difícil devido ao fato que o estado de Iowa não conta com depósitos de pedras preciosas ou semipreciosas, de forma que o presbítero teve que trazê-las a partir de lugares como ‘Hot Springs’, Arkansas, ou as Colinas Negras de Dakota do Sul. A gruta exibe gemas, corais, fósseis e madeira petrificada.

O Padre Dobberstein faleceu em 1954, mas seu legado continua hoje em dia sua missão através desta particular obra de arte sacra: “comunicar em rocha silenciosa feita espiritualmente eloquente a história da queda do homem e sua redenção por Cristo, o Salvador do mundo”. A gruta foi declarada Santuário diocesano pelo Bispo de Sioux City, Dom R. Walker Nickless, em 1º de agosto de 2015. (EPC)


 

Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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FESTA DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS!

Na tarde de 30 de setembro de 1897, uma cena inesquecível desdobrava-se na enfermaria do Carmelo de Lisieux. Cercada de toda a comunidade ajoelhada em torno de seu leito de dores, Santa Teresinha do Menino Jesus, fitando os olhos no crucifixo, pronunciava suas últimas palavras nesta terra de exílio:

– Oh! eu O amo… Meu Deus… eu… Vos amo!

Subitamente, seus amortecidos olhos de agonizante recuperam vida e fixam-se num ponto abaixo da imagem de Nossa Senhora. Seu rosto retoma a aparência juvenil de quando ela gozava de plena saúde. Parecendo estar em êxtase, ela fecha os olhos e expira. Um misterioso sorriso aflora-lhe aos lábios e aumenta a formosura de sua fisionomia.

“Eu não morro, eu entro na Vida”, havia ela escrito poucos meses antes.

Sua luz brilha no mundo inteiro

Talis vita finis ita. – “Cada um morre como viveu.”

Sua morte, aos 24 anos, foi um reflexo de sua breve existência – uma vida de virtude heroica, de amor a Deus e ao próximo levado a limites extremos, e de sofrimentos suportados com uma radiante alegria e uma santa despretensão.

Quis ela passar inteiramente despercebida neste mundo. E este seu desejo de vida oculta teria sido realizado, se Deus não tivesse outros desígnios a esse respeito.

Por ordem das superioras, a humilde carmelita escreveu seus famosos Manuscritos Autobiográficos – “História de uma alma” – que tanto bem fizeram, fazem e farão ao longo dos séculos, além de várias cartas, poesias e outros documentos registrados pela História. E algumas irmãs de hábito que bem compreenderam sua extraordinária virtude, tomaram nota das conversas tidas com ela nos seus últimos meses de vida.

Graças a isso, a chama acesa por Jesus na alma dessa Santa ilumina hoje o mundo inteiro. E nós podemos, nas linhas abaixo, apreciar alguns “flashes” fulgurantes dessa luz.

Em abril de 1897, quando a doença mortal entrava em sua última fase, sua irmã Paulina (em religião, Madre Inês de Jesus) fez a primeira anotação em seu caderno:

“Quando somos incompreendidas e julgadas desfavoravelmente, de que nos serve defender-nos ou explicar-nos? É muito melhor não dizer nada e deixar que os outros nos julguem como lhes agrada. Não vemos no Evangelho Maria explicando-se quando sua irmã a acusou de ficar aos pés de Jesus sem fazer nada! Não, ela preferiu permanecer em silêncio. Ó abençoado silêncio que dá tanta paz às almas!”

Trechos como este, de conversas íntimas com a Santa, quase nos fazem esquecer que ela está passando por sofrimentos físicos atrozes, incompreensões e, muito mais duro de suportar, uma terrível provação espiritual, “a noite da Fé”.

Descrevendo essa provação nos Manuscritos Autobiográficos, ela afirma:

“Jesus permitiu que uma escuridão negra como boca de lobo varresse minha alma e deixasse o pensamento do Céu, tão doce para mim desde a minha infância, destruir minha paz e torturar-me…” E em conversa com suas irmãs acrescenta: “Minha alma está exilada, o Céu está fechado para mim e do lado da terra tudo é  provação também”.

Olhando pela janela da enfermaria, viu um “buraco negro” no jardim e confidenciou à Madre Superiora: “É num buraco como esse que eu me encontro, de corpo e alma. Oh! sim, que trevas! Mas estou em paz dentro delas”.

No dia da partida para a eternidade, pôde ela declarar com singela despretensão: “Oh, eu rezei fervorosamente a Ele, mas estou realmente em agonia sem nenhuma mistura de consolação”.

Apesar de todos os sofrimentos físicos e espirituais, ela iluminava com seu sorriso e aquecia com sua caridade as demais religiosas do convento. Naquela enfermaria não se respirava atmosfera de tristeza. Santa Teresinha não o permitia! Escreve sua irmã Maria: “Quanto à força moral, é sempre a mesma coisa, a alegria em pessoa, fazendo rir todos quantos dela se aproximam. Creio que ela morrerá rindo, de tal forma ela é alegre!”

A Santa usava seu vasto repertório de jogos de palavras, imitações de pessoas, ditos espirituosos a respeito dela mesma e da incapacidade dos médicos – tudo para praticar a caridade fraterna.

Sua alegria nada tinha de inautêntico, de forjado. A Irmã Teresinha detestava o fingimento! No entanto, ela se encontrava num tal extremo de padecimentos que chegou a dizer: “Nunca eu teria acreditado que fosse possível sofrer tanto. Nunca! Nunca! Não posso explicar isto, exceto pelos desejos ardentes que eu tive de salvar almas”. E em outra ocasião: “Que seria de mim se Deus não me desse forças? Não se tem ideia do que é sofrer tanto assim. Se eu não tivesse a Fé, eu teria me dado a morte sem hesitar um só instante…”

Donde lhe vinha, pois, tanta força e alegria? Da total aceitação da vontade de Deus – “o Papai bom Deus”, dizia ela graciosamente.

Santa Teresinha tinha um grande medo: o de desagradar, no mínimo que fosse, seu bem-amado Jesus. Quanto ao resto, nada temia, muito menos a morte. Fazendo alusão ao ensinamento do Evangelho: “a morte vem como um ladrão”, gracejava ela de forma encantadora: “Diz-se no Evangelho que a morte virá como um ladrão. Oh! ele virá roubar-me muito gentilmente. Como eu gostaria de ajudar este ladrão!”

E mais: “Não tenho medo do ladrão. Eu o vejo à distância e tomo muito cuidado para não gritar: ‘Socorro, ladrão!’ Pelo contrário, eu o chamo dizendo: ‘Por aqui, por aqui!’”

Como explicar uma tal serenidade diante da morte iminente, mais ainda, uma tal vontade de que ela se apresse? Muito fácil. Pela confiança inabalável no amor misericordioso de Jesus, e pelo ardente desejo de perder-se nesse Amor o mais cedo possível.

O amor à bondade e à misericórdia

Santa Teresinha, quando noviça, em 1889

Santa Teresinha foi escolhida por Deus para ensinar um caminho de santificação a ser trilhado pelas almas fracas – a “pequena via”, a via da Confiança por excelência.

Escreveu ela nos Manuscritos: “Sempre desejei ser uma santa (…) O bom Deus não inspira desejos irrealizáveis, eu posso, portanto, aspirar à santidade apesar de minha pequenez. Tornar-me grande, é impossível. Devo, pois, suportar- me tal como sou, com todas as minhas imperfeições, mas quero procurar um meio de ir ao Céu por uma pequena via, bem reta, bem curta (…) Eu quereria encontrar um elevador para subir até Jesus, porque sou pequena demais para escalar a áspera escada da perfeição. (…) Ah! o elevador que me fará subir ao Céu são vossos próprios braços, ó meu Jesus!”

Essa grande Santa manteve intacta sua Inocência batismal, nunca manchou sua alma por um único pecado grave sequer. É por este motivo que ela demonstrava tal confiança na bondade do Divino Salvador?

Nem de longe! Nas últimas frases dos Manuscritos, podemos ler esta confortadora mensagem, a qual não deixa a menor dúvida de que a via da confiança está aberta inteiramente até para os maiores pecadores:

“… mas, sobretudo, imito a conduta de Maria Madalena. Sua admirável, ou melhor, sua amorosa audácia encanta o Coração de Jesus, e seduz o meu. Sim, eu o sinto: mesmo se me pesassem na consciência todos os pecados possíveis de cometer, eu iria, com o coração partido de arrependimento, jogar-me nos braços de Jesus, pois sei quanto Ele ama o filho pródigo que vem Lhe pedir perdão. Não é porque o bom Deus, em sua previdente misericórdia, preservou minha alma do pecado mortal que eu me elevo a Ele pela confiança e pelo amor.”

E já nos últimos dias de sua vida terrena, exclama:

“Oh! como sou feliz por me ver imperfeita e por ter tanta necessidade da misericórdia do bom Deus no momento da morte!”

Deixar-se carregar por Jesus, por Maria Santíssima, no caminho da santidade… Sentir-se feliz por ser fraco e ter necessidade da misericórdia e da bondade de Deus… Eis o caminho curto e seguro indicado por Santa Teresinha – Doutora da Igreja, note-se! – para os católicos de nossos dias, homens e mulheres, de todas as idades e condições sociais.

Ninguém tem pretexto para não desejar a santidade

O preceito do Divino Mestre, “sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”, é dirigido à humanidade inteira. O que para qualquer ser humano é impossível, Ele tornou possível até para os mais débeis, pelos méritos infinitos de sua Paixão e Morte na Cruz. As miríades de Santos do Céu dão testemunho dessa verdade consoladora.

Santa Teresinha, porém, vai mais longe. Além de nos ensinar pela doutrina e pelo exemplo, ela se põe à nossa disposição, como se pode ver nas palavras ditas a suas irmãs de Vocação no dia 17 de julho, menos de três meses antes de subir ao Céu:

“Sobretudo, sinto que minha missão vai começar, minha missão de fazer amar o bom Deus como eu O amo, de comunicar às almas minha “pequena via”. Se o Bom Deus realiza meus desejos, meu Céu se passará sobre a terra até o fim do mundo. Sim, quero passar meu Céu fazendo bem à terra.” “… minha missão de fazer amar o bom Deus como eu O amo”. – Então, que ela cumpra em cada um de nós, leitor, sua sublime lição! Peçamos esta graça com toda confiança.

Com semblante belo e luminoso, e dizendo palavras que soavam como uma melodia de Anjo, Santa Teresinha apareceu diversas vezes para comunicar ao mundo inteiro esta animadora verdade: a santidade está ao alcance de todas as almas, mesmo as mais débeis.

“Senti no coração grande desejo de sofrer e, ao mesmo tempo, a íntima segurança de que Jesus me reservara grande número de cruzes”

Estamos em 1897. Duas jovens carmelitas conversam no Carmelo de Lisieux. Uma delas, Sor Teresinha do Menino Jesus, aproxima-se do fim de sua vida e do cume da santidade. A outra, que nutre por ela verdadeira admiração, é uma noviça vinda de Paris, Sor Maria da Trindade.

Antes de tudo é preciso crer no Papa

As duas conversam sobre a via espiritual que a Irmã Teresinha ensinava: a “pequena via”. Ante as insistentes perguntas da noviça, a santa e doutora da Igreja afirma com absoluta segurança:

– Se estou te induzindo a erro com minha pequena via de amor, não temas que eu te deixe seguindo-a durante muito tempo. Aparecerei logo para te dizer que tomes outro rumo. Mas se eu não voltar, crê na verdade de minhas palavras: no bom Deus, tão poderoso e misericordioso, nunca se confia demais. D’Ele se obtém tudo quanto se espera.

– Creio nisso tão firmemente que me parece que se o Papa dissesse que estás errada, não acreditaria nele…

Santa Teresinha logo corrige a jovem religiosa, muito fervorosa, mas um tanto estouvada:

– Oh! Antes de tudo, é preciso crer no Papa. Porém, não tenhas receio de que ele venha a dizer-te para mudar de via: não lhe darei tempo, pois, se chegando ao Céu me inteirasse que te induzi a erro, eu obteria do bom Deus autorização para vir imediatamente te prevenir. Até lá, deves crer que minha via é segura, e segui-la fielmente.

Um angustiante problema financeiro

Folheando as atas do processo de beatificação da Serva de Deus, encontramos, além de seus escritos e das declarações das testemunhas, também o relato de milagres realizados por ela post mortem.

Num desses, operado no mosteiro carmelita de Gallipoli (Itália), Santa Teresinha confirma a segurança e a santidade de sua “pequena via”.

No mês de janeiro de 1910, o Carmelo de Gallipoli encontrava-se numa situação econômica catastrófica: em matéria de alimentação, as freiras estavam reduzidas a um quilo de pão para cada uma, por semana; havia dias em que, nada havendo para comer, elas iam para a capela rezar, em vez de ir para o refeitório.

Passou por lá nessa época uma religiosa da Congregação das Marcelinas, de Milão, falou-lhes da jovem Serva de Deus Teresinha do Menino Jesus e lhes deu de presente a tradução italiana da História de uma Alma.

As carmelitas de Gallipoli se entusiasmaram com essa sua irmã de hábito morta em odor de santidade na França e iniciaram, por intercessão dela, um tríduo à Santíssima Trindade, pedindo a solução de seu angustiante problema financeiro.

No dia 16 desse mesmo mês de janeiro, a Madre Priora, Sor Maria Carmela do Coração de Jesus, caiu doente com febre e mal-estar, devido às preocupações pelas dívidas do seu mosteiro. Ela própria narra o que aconteceu nessa noite.

“Aqui tens 500 francos para pagar as dívidas”

Cabelos de Santa Teresinha

Por volta de três horas da madrugada – conta ela – senti que uma mão me cobria com muita ternura com o cobertor que havia caído. Julgando ser uma religiosa do convento, disse-lhe sem abrir os olhos: – Deixa-me, estou transpirando muito.

Ouvi então uma voz doce e desconhecida que me dizia:

– Não, o que estou fazendo é uma coisa boa. Escuta, o bom Deus se serve dos habitantes do Céu, como dos da terra, para socorrer os seus servidores. Toma, aqui tens 500 francos para pagar as dívidas da comunidade.

– A dívida da comunidade é de apenas 300 francos.

– Pois bem, restarão 200. Agora, como não podes guardar dinheiro na cela, vem comigo.

Eu, porém, pensei: “Como levantar- me? Estou cheia de suores”. Então a celeste visão me disse sorrindo: “A bilocação nos ajudará”.

Encontrei-me imediatamente fora da cela em companhia de uma jovem carmelita cujo hábito e véu deixavam transparecer uma claridade paradisíaca que nos iluminava o caminho.

Ela conduziu-me à sala onde guardávamos o dinheiro em uma pequena caixa. Ali estava a anotação das dívidas da comunidade, e ali ela depositou os 500 francos. Olhei-a com uma admiração cheia de alegria e me prosternei para lhe agradecer, dizendo: “Oh! Minha Santa Madre!” (É assim que as carmelitas se referem a Santa Teresa de Ávila). Ela, porém, acariciandome com muito afeto, disse: “Não, não sou nossa Santa Madre, sou a Serva de Deus Sor Teresa de Lisieux”.

Então a jovem religiosa, acariciando- me uma vez mais com amor, afastou- se suavemente.

“Minha via é segura e não me enganei seguindo-a”

Atônita pelo que acabava de suceder, e pensando que Santa Teresinha não encontraria a porta de saída do Carmelo, a Priora disse-lhe um tanto maquinalmente:

– Cuidado, poderia errar o caminho!

– Não, não, minha via é segura e não me enganei seguindo-a – respondeu a Santa com um sorriso celestial.

Sor Maria Carmela levantou-se imediatamente e foi para a Capela. As religiosas, notando nela algo diferente, lhe perguntaram o que havia acontecido. Ela lhes narrou a maravilhosa visão e foram todas ver a caixa onde se guardava o dinheiro do Carmelo, e lá encontraram a nota de 500 francos!

O bispo perdeu, as carmelitas ganharam

“Senti dentro de mim ser o Carmelo o deserto onde o Bom Deus queria que fosse também esconder-me”

Mas não terminou aí o milagre. Nos meses seguintes a Serva de Deus apareceu diversas vezes à afortunada Priora, falava-lhe de “coisas espirituais” e lhe dava ajudas econômicas. Na noite de 15 de junho, narra a Madre Carmela, “ela prometeu trazer-me em breve 100 francos”.

Porém, o mais pitoresco e gracioso deste modo de agir de Santa Teresinha é a maneira como fez chegar essa importância às carmelitas de Gallipoli.

O bispo dessa diocese, Dom Gaetan, contou-lhes que havia notado em sua caixa a falta de uma nota de 100 francos e esperava que Sor Teresa a levaria para elas… E assim ocorreu!

Em 6 de agosto, a Santa de Lisieux apareceu novamente à Madre Carmela, trazendo na mão uma nota de 100 francos, e lhe disse: “O poder de Deus retira ou dá com a mesma facilidade tanto nas coisas temporais quanto nas espirituais”.

A Priora apressou-se a devolver essa quantia ao Bispo, mas este a enviou de volta às religiosas.

“Esses ossos benditos farão milagres extraordinários”

Em 5 de setembro desse ano – véspera da exumação de seus restos mortais – a Serva de Deus apareceu mais uma vez.

“Depois de falar-me a respeito do bem espiritual da comunidade – narra a Madre Carmela – ela me anunciou que na exumação só se encontrariam ossos. Depois me fez compreender os prodígios que ela faria no futuro. ‘Esteja segura, minha querida Madre, de que esses ossos benditos farão milagres extraordinários e serão armas poderosas contra o demônio’.”

A Priora observou que a Santa da “pequena via” sempre aparecia na aurora, seu semblante era belo e luminoso, suas vestes brilhavam como prata transparente e suas palavras soavam como melodia de Anjo.

“Esses ossos benditos farão milagres extraordinários”

Em 5 de setembro desse ano – véspera da exumação de seus restos mortais – a Serva de Deus apareceu mais uma vez.

“Depois de falar-me a respeito do bem espiritual da comunidade – narra a Madre Carmela – ela me anunciou que na exumação só se encontrariam ossos. Depois me fez compreender os prodígios que ela faria no futuro. ‘Esteja segura, minha querida Madre, de que esses ossos benditos farão milagres extraordinários e serão armas poderosas contra o demônio’.”

A Priora observou que a Santa da “pequena via” sempre aparecia na aurora, seu semblante era belo e luminoso, suas vestes brilhavam como prata transparente e suas palavras soavam como melodia de Anjo.

Uma nova confirmação

Sor Teresinha voltou a manifestar- se nesse Carmelo no ano seguinte, desta vez a propósito de Dom Nicolas Giannattasio, Bispo de Nardo, cidade próxima de Gallipoli.

Esse Prelado havia estudado muito a vida da Serva de Deus. Sem ter tido conhecimento das palavras dela a Sor Maria da Trindade em 1897, julgava que a resposta dada à Priora em 1910 – “minha via é segura” – devia ser entendida no sentido espiritual e como uma confirmação de sua “pequena via”.

Com a idéia de obter essa confirmação, e de pedir para si e para sua Diocese a proteção da jovem Serva de Deus, decidiu fazer um teste ousado. Colocou num envelope uma nota de 500 liras, junto com seu cartão de visitas, no qual escreveu:

In memoriam

Santa Teresinha no leito, sob as arcadas do Claustro do Carmelo de Lisieux, cerca de um mês antes de falecer

“Minha via é segura e eu não me enganei”. Sor Teresinha do Menino Jesus a Sor Maria Carmela, em Gallipoli, no dia 16 de janeiro de 1910.

Ora pro me quotidie ut Deus misereatur mei (Roga por mim todos os dias, para Deus ter piedade de mim).

Dom Giannasttasio lacrou o envolope e o entregou às carmelitas de Gallipoli, pedindo-lhes para colocá- lo na caixa onde Santa Teresinha havia operado os milagres.

Pouco tempo depois foi ao Carmelo pregar um retiro, no fim do qual quis ver esse envelope. Ele estava intacto, mas um tanto mais volumoso… Abrindo-o, o bispo encontrou, não apenas as 500 liras, mas 800, que ele deu imediatamente às religiosas. Uma das notas exalava um suave odor de rosas.

Tanto Dom Giannasttasio quanto as carmelitas compreenderam que, por meio desse novo prodígio, Santa Teresinha queria manifestar claramente que sua “pequena via” era segura.

Poucas vezes um caminho de perfeição foi confirmado por uma ação milagrosa tão extraordinária.

Podemos imaginar a alegria de Sor Maria da Trindade ao tomar conhecimento desses fatos narrados por suas irmãs de vocação do Carmelo de Gallipoli. A Pequena Via de sua querida mestra de noviças era comprovadamente um caminho seguro e não levava ao erro…

A santidade ao alcance das pessoas comuns

A própria Santa Teresinha explica, nos Manuscritos Autobiográficos, em que consiste a sua “pequena via” de santificação.

“Sempre desejei ser santa, mas – pobre de mim! – sempre constatei, ao me comparar com os santos, que entre eles e eu existe a mesma diferença que há entre uma montanha cujo cume se perde nos céus e o grão de areia obscuro pisado pelos transeuntes. Longe de desanimar, disse a mim mesma: ‘O bom Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. Logo, apesar de minha pequenez, posso aspirar à santidade. Tornar-me grande, é impossível; devo, pois, me suportar tal como sou, com todas as minhas imperfeições, mas quero procurar um meio de ir ao Céu por uma pequena via bem direita, bem curta, uma pequena via inteiramente nova’.”

Nessa época, fazia enorme sucesso o elevador, recém-inventado, que poupava às pessoas o esforço de subir escadas. Sor Teresinha sentiu um grande desejo de “encontrar um ascensor para me elevar até Jesus, porque sou pequena demais para galgar a rude escada da perfeição”. Pôs-se então a procurar nos Livros Sagrados e encontrou este pensamento: “Se alguém é pequenino, que venha a Mim” (Pr 9, 4). Continuando sua pesquisa, encontrou esta afirmação: “Como uma mãe acaricia seu filho, assim Eu vos consolarei, vos carregarei ao peito” (Is 66, 12-13). E concluiu cheia de júbilo: “Ah! O elevador que deve me erguer até o Céu são vossos braços, ó Jesus!”

Fotografia tirada momentos depois da morte de Santa Teresinha, em 1º de outubro de 1897. Segundo a irmã Geneviève, a fotografia “reproduz fielmente o sorriso celeste de nossa irmã”

A leitura atenta e amorosa dos Santos Evangelhos lançou-lhe mais luz: “Se não vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18, 3). “Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham” (Mc 10, 14).

Estava explicitado em que consiste a “pequena via”, o caminho da infância espiritual. Nela, o importante, não é fazer grandes mortificações corporais, mas aceitar com humildade a própria pequenez, as próprias limitações, até mesmo as próprias imperfeições, e ter um amor e uma confiança sem limites na bondade de Deus; e, como fruto desse amor, ter imensos desejos de fazer com perfeição os atos da vida diária.

Com sua doutrina e, sobretudo, com seu exemplo, a suave Carmelita de Lisieux demonstrou que a santidade é acessível a todos. Ela “viveu a santidade pura e simples, com todo o encanto e sedução da alma moderna, muito humana e muito próxima de nós”, afirma um de seus mais insignes biógrafos.

Ao canonizá-la – mais ainda, ao proclamá-la Doutora da Igreja – a Santa Igreja oficializou sua “pequena via” como um autêntico caminho de santidade. Isso foi afirmado claramente pelo Papa Bento XV, em discurso de 14 de agosto de 1921: “No caminho da infância espiritual está o segredo da santidade para os fiéis do mundo inteiro”. E a bula de canonização assinala que por meio de Santa Teresinha Deus propunha aos homens um novo modelo de santidade, ao alcance não só de padres e freiras, mas também dos leigos de todas as idades e condições sociais.

A TV Arautos, dos Arautos do Evangelho, apresenta um novo programa: Orações. É através da oração que nossa alma chega até Deus. Ela é a respiração da alma, ela é no nosso alívio nos sofrimentos, em nossas dores, consolo para nós. Devemos orar sempre, sem desânimo. Pois, “Quem reza se salva, quem não reza se condena!” Afirma o grande Santo Afonso Maria de Ligório.


Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Out/2005, n. 46  e  Set/2004, n. 33
TV Arautos

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NOVENA A SANTA TERESINHA: AMOR A JESUS! PEÇA-A!

O que tanto atrai em Santa Teresinha, cuja devoção se tornou universal em pouco tempo?  Falecida aos 24 anos, ela continua a nos sorrir e a nos convidar  a seguir uma nova via de santificação, a “pequena via”, acessível a todos. Por isso, rezemos a Novena das Rosas, suplicando a Santa Teresinha do Menino Jesus uma chuva de rosas em nossa vida, junto ao Pai.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOSSA SENHORA DE NAZARÉ É REVERENCIADA PELOS DEVOTOS DA BAHIA

“Maria de Nazaré é bendita porque acreditou!” é o tema dos festejos da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré em honra a Padroeira, que terão início em 29 de setembro próximo.

Nossa Senhora de Nazaré é reverenciada pelos devotos da Bahia.jpg

O novenário acontecerá na matriz, localizada na praça Conselheiro Almeida Couto, no bairro Nazaré, e seguirá até o dia 7 de outubro, sempre às 19h30, com exceção dos dias 30 de setembro e 7 de outubro, quando os fiéis se encontram às 18h.

A comunidade baiana é convidada a cada noite a contribuir com um gesto concreto, com a doação de leite (dias 29 de setembro e 4 de outubro), café (dias 30 de setembro e 5 de outubro), biscoito (dias 1º e 6 de outubro), óleo (dias 2 e 7 de outubro) e farinha (dia 3 de outubro).

Além disso, como parte da programação, haverá um jantar dançante para os fiéis no dia 30 de setembro, a partir das 20h, no espaço do Colégio Salesiano.

Já no dia festivo, 8 de outubro, a programação terá início pela manhã, com alvorada às 6h, seguida pela recitação do Ofício de Nossa Senhora às 6h10.

Entre as demais atividades para esta data estão as Missas às 6h30, 8h (esta presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger), às 10h e às 16h (sendo esta celebrada pelo bispo auxiliar, Dom Gilson Andrade da Silva).

No encerramento da festividade, ocorre uma procissão luminosa com a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré pelas principais ruas do bairro soteropolitano. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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NOVENA A SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS, A SANTA DA PEQUENA VIA!

O que tanto atrai em Santa Teresinha, cuja devoção se tornou universal em pouco tempo?  Falecida aos 24 anos, ela continua a nos sorrir e a nos convidar  a seguir uma nova via de santificação, a “pequena via”, acessível a todos. Por isso, rezemos a Novena das Rosas, suplicando a Santa Teresinha do Menino Jesus uma chuva de rosas em nossa vida, junto ao Pai.


Fonte: Arautos do Evangelho

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SANTOS DO DIA: OS TRÊS ARCANJOS

A Igreja Católica, no seu conjunto, é a sociedade de Deus com os anjos e os homens fiéis. Durante toda a eternidade ela subsistia em Deus, ou melhor, era o próprio Deus: sociedade inefável de três pessoas numa mesma essência. Agora, ela transpõe os séculos, passa sobre a terra para associar-nos à sagrada unidade universal e perpétua, e retornar conosco à eternidade de que proveio.

Os primeiros chamados a essa união divina foram os anjos. Tendo sido criados bons, porém livres, Deus os põe à prova, tal como fez conosco. Desde então houve cisma e heresia. Em lugar de tomarem como única regra a si próprios. Foram excluídos da comunhão de Deus, mas não da sua providência.

Divididos em nove coros subordinados um ao outro, os anjos que se conservaram fiéis foram um exército invencível. Seu número é incalculável.

Quando o altíssimo está sentado no seu trono, mil anjos o servem, e dez mil vezes cem mil compõe a sua corte. Ele denomina a si próprio o Deus dos deuses. Há anjos encarregados de governar os astros, os elementos, os reinos, as províncias; outros, o comportamento dos indivíduos.

Como filhos da Igreja, constituímos com eles uma única sociedade. Pois, diz São Paulo, aos cristãos da raça de Jacó: “não vos aproximastes como aqueles que receberam a antiga lei de uma montanha sensível e terrestre, de um fogo ardente e de uma nuvem escura e tenebrosa, de tempestades e raios, do som de uma trombeta, e do clamor de uma voz formidável. Mas vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade de Deus vivo, da Jerusalém celeste, de inumeráveis miríades de anjos, da assembléia e da Igreja dos primogênitos que estão inscritos no céu, de Deus que é o juiz de todos, dos espíritos dos justos que estão na glória, de Jesus que é o mediador da nova aliança, e daquele sangue por nós derramado e que fala mais proveitosamente do que o de Abel.”

Desde o início existiu o ministério dos santos anjos. Depois de ter lançado a sua sentença sobre nossos dois primeiros antepassados, Deus colocou os querubins às portas do paraíso terrestre com uma espada flamejante, incumbidos de guardar-lhe a entrada. Eram provavelmente os quatro querubins citados várias vezes nas profecias de Ezequiel, e no Apocalipse de São João, e que apareciam como as quatro principais potências pelas quais Deus governa o universo material, o gênero humano, e a Igreja cristã. Seu conjunto forma uma espécie de carro sobre o qual o Altíssimo avança através dos mundos e dos séculos; um trono onde está sentado, e do qual ele lança suas sentenças sobre os reis e as nações. Do centro do trono partem os trovões e os raios que executam as sentenças. Será essa, talvez, a significação da espada de fogo brandida à entrada do paraíso. Deus que a princípio tratara o homem com a familiaridade de um pai, quer fazer-lhe suceder, segundo parece, o formidável aparato de um senhor e soberano juiz.

Com Abraão, inicia-se uma era de misericórdia. Três anjos ou personagens, nos quais os Padres da Igreja reconheceram as três pessoas divinas, lhe aparecem sob o carvalho de Mambré, e lhe anunciam um filho em que serão abençoados todas as nações da terra. Dois anjos salvam Lot e sua família, antes de começarem a destruição de Sodoma e Gomorra. Vê-se a providência ministerial do anjo em relação a Agar e Ismael, pai dos árabes: o anjo de Deus no episódio do sacrifício de Isaías na montanha de Moriah, mais tarde do Calvário: os anjos de Deus subindo e descendo a escada de Jacó, em Bethel: a luta de Jacó contra um anjo que o abençoa e lhe dá o nome de Israel: os anjos perante Deus, e satã entre eles, na história de Jó: o anjo do Eterno na sarça ardente, confiando uma missão a Moisés: o anjo de Deus que guiou o povo de Israel: o anjo aparecendo a Balaam: o anjo de Deus dando ordens a Josué, a fim de introduzir o povo na terra prometida: o anjo aparecendo a Gedeão e designando-o para salvar o seu povo: o anjo anunciando o nascimento de Sansão, que libertaria o povo do jugo dos filisteus. Depois de ter pregado a penitência no reino de Israel, o profeta Elias diante do trono de Deus e recebe uma missão. Os querubins são avistados pelo profeta Ezequiel.

Só há três anjos cujos nomes próprios as Escrituras Sagradas nos dão a conhecer.

Miguel é o grande capitão do exército celeste. Seu nome Mi-cha-el significa, quem é igual a Deus? Quando Lúcifer, cego pelo orgulho, quis igualar-se ao Altíssimo, Miguel exclamou com voz trovejante: “Quem é igual a Deus?” E acompanhado pelos anjos fiéis, precipitou do alto dos céus a tropa rebelde dos apóstatas. Assim se tornou o generalíssimo do incontável exército dos santos anjos. Vê-se, nos profetas, que era o protetor do povo de Israel; agora o é da Igreja. Rejubilemo-nos por estarmos sob o comando de tão destemido chefe; mas também imitemos a sua fidelidade.

A grande batalha iniciada no céu prossegue sobre a terra, Batalha cujo objeto somos nós. Satanás e seus demônios gostariam de arrastar-nos com ele para o inferno; Miguel e seus anjos gostariam de levar-nos com eles para o céu. Com quem permaneceremos eternamente? Com quem estamos agora? Necessariamente devemos estar com um ou com outro: não é possível nos conservarmos neutros. Ao lado de quem combateremos? De quem seguiremos as inspirações? Do anjo de Deus ou do anjo de Satã? Se morrermos no estado em que nos encontramos, seria um anjo ou um demônio, que nos apresentaria ao tribunal de Deus? Com efeito, será que, ao morrermos, nos reconhecerá São Miguel como fiéis companheiros de armas?

Se me deixar derrotar pelo demônio nessa batalha, a culpa será unicamente minha. Deu-me Deus um defensor para o corpo e para a alma, meu anjo bom. Ser-me-á bastante escutá-lo: combaterá comigo e por mim. No fundo, só há um inimigo a temer: eu mesmo.

Gabriel, cujo nome significa Força de Deus, anuncia ao profeta Daniel a época da grande obra de Deus, a época do Filho de Deus feito homem, Cristo condenado à morte, a remissão dos pecados, o Evangelho pregado a todas as nações, a ruína de Jerusalém e de seu templo, a condenação final do povo judeu. É o mesmo anjo Gabriel que prediz ao sacerdote Zacarias, no templo, no santuário, junto ao altar dos perfumes, o nascimento de um homem que será chamado João, ou cheio de graça, e que não mais anunciará a vinda do Salvador, mas que o apontará: “Eis o Cordeiro de Deus! Eis quem tira os pecados do mundo!” É o mesmo arcanjo, sempre enviado para anunciar grandes coisas, que irá à humilde casa de Nazaré anunciar à Virgem Maria a maior de todas as coisas; comunicar que, sem deixar de ser virgem, ela daria à luz ao Filho do Altíssimo, que seria chamado Jesus ou Salvador, porque seria o Salvador do mundo. É esse glorioso arcanjo que nos ensina a dizer tal como ele: “Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres!

Rafael, cujo nome significa Médico ou cura de Deus, dá-se a conhecer a Tobias: “Quando oráveis, vós e Sara vossa nora, ou apresentava o memorial de vossas orações diante do santo; e quando sepultáveis os mortos, estava presente junto de vós. Quando não vos recusáveis a levantar-vos da mesa e deixar vosso jantar para amortalhardes um morto, o bem que praticáveis não permanecia oculto; pois eu estava convosco. E por que éreis agradáveis a Deus, foi necessário que fosseis provados. Agora, porém, Deus enviou-me para curar-vos, a vós e a Sara, esposa de vosso Filho. Sou Rafael, um dos sete anjos que apresentam as orações dos santos, e que podem defrontar a majestade do Santíssimo!

Feliz Tobias! Diremos nós. Teve um anjo como companheiro de viagem! Mas cada um de nós não tem um anjo de Deus que o acompanha por toda a parte? … Pensamos nisso com a necessária frequência?

Confira, no vídeo abaixo, um pouco mais sobre a história dos três Arcanjos: São Miguel, São Gabriel e São Rafael.


Fonte: Revista Arautos do Evangelho

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ANUNCIADA PROGRAMAÇÃO FESTIVA DA CANONIZAÇÃO DOS PROTOMÁRTIRES DO BRASIL

A Igreja de Natal divulgou a programação da canonização dos Protomártires do Brasil e das celebrações de ação de graças, que acontecerão em Roma e no Brasil.

Anunciada programação festiva da canonização dos Protomártires do Brasil.png

As atividades no Vaticano terão lugar no Colégio Pio Brasileiro e na Basílica de São Pedro, na qual o Papa Francisco presidirá a cerimônia de canonização, no dia 15, e o Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, Cardeal Sergio da Rocha, celebrará uma missa em ação de graças.

Já no Brasil, os festejos acontecerão no Monumento dos Mártires em Uruaçu, São Gonçalo do Amarante (RN), no Santuário dos Mártires em Natal e na capela Nossa Senhora das Candeias, em Cunhaú.

Programação no Vaticano

– 14 de outubro, às 17h, Vésperas no Colégio Pio Brasileiro (Roma);
– 15 de outubro, às 10h, Cerimônia de Canonização, presidida pelo Papa Francisco na Praça São Pedro (abertura dos portões a partir das 7h);
– 16h45, Vésperas na Basílica de São Pedro;
– 16 de outubro, às 11h, Missa em ação de graças, presidida pelo presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha, na Basílica de São Pedro.
*A programação será realizada no horário local de Roma.

Programação no Brasil

– 28 de outubro, às 17h, Missa em ação de graças, presidida pelo Cardeal Cláudio Hummes, no Monumento dos Mártires, em Uruaçu, São Gonçalo do Amarante;
– 29 de outubro, às 10h, Missa em ação de graças, no Santuário dos Mártires com Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico no Brasil;
– 04 de novembro, às 16h, Missa em ação de graças, presidida pelo Arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, em Cunhaú, Canguaretama.

Programação nas paróquias

– 14 de outubro, Vigília nas paróquias;
– 15 de outubro, Missas (Paróquias – todas as missas) e repique de sinos às 6h e 12h. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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NOVENA A SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS, LUZ QUE BRILHA NO MUNDO!

O que tanto atrai em Santa Teresinha, cuja devoção se tornou universal em pouco tempo?  Falecida aos 24 anos, ela continua a nos sorrir e a nos convidar  a seguir uma nova via de santificação, a “pequena via”, acessível a todos. Por isso, rezemos a Novena das Rosas, suplicando a Santa Teresinha do Menino Jesus uma chuva de rosas em nossa vida, junto ao Pai.


Fonte: Arautos do Evangelho

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PEREGRINAÇÃO DOS ARAUTOS DO EVANGELHO A TRÊS ESCOLAS DA CAPITAL BAIANA

Com o objetivo de contribuir para a formação cultural dos jovens, somado ao desenvolvimento pelo gosto das artes musicais, os Arautos do Evangelho, em peregrinação com o Projeto Futuro e Vida, visitaram três instituições de ensino da capital baiana: o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, o Colégio Nossa Senhora de Fátima e a Escola Mário Ogando.

Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães

Colégio Nossa Senhora de Fátima

Escola Mário Ogando

Em virtude dos festejos do centenário das aparições de Nossa Senhora, em Fátima, somada à devoção ao Seu Coração Imaculado, os alunos acolheram com muita fé e entusiasmo a chegada dos Arautos acompanhados com a imagem peregrina, que foi coroada por discentes e docentes das respectivas Instituições.

Em seguida, três apresentações, acompanhadas por concertos e palestras foram realizadas nestas escolas. Os jovens, por sua vez, acompanharam com muito interesse estes momentos de devoção e aprendizado.

Ao final, um momento de oração junto à imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria encerrou com chave de ouro as atividades.

Confira, abaixo, outras fotos destes memoráveis dias:

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NOVENA A SANTA TERESINHA: RECEBA UMA CHUVA DE GRAÇAS E BÊNÇÃOS! PEÇA!

O que tanto atrai em Santa Teresinha, cuja devoção se tornou universal em pouco tempo?  Falecida aos 24 anos, ela continua a nos sorrir e a nos convidar  a seguir uma nova via de santificação, a “pequena via”, acessível a todos. Por isso, rezemos a Novena das Rosas, suplicando a Santa Teresinha do Menino Jesus uma chuva de rosas em nossa vida, junto ao Pai.


Fonte: Arautos do Evangelho

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SACERDOTES SE REUNIRAM EM SALVADOR PARA CURSO SOBRE PASTORAL PRESBITERAL

Reunidos em Salvador, os sacerdotes de sete arquidioceses e dioceses do Brasil participaram do Curso sobre Pastoral Presbiteral, promovido pela Associação Nacional de Presbíteros do Brasil.

Sacerdotes se reúnem em Salvador para Curso sobre Pastoral Presbiteral.jpg

O evento contou com o apoio da Comissão de Presbíteros do Regional Nordeste 3 e da Arquidiocese de Salvador.

O tema central, intitulado “Cuidar de si, com os outros”, foi abordado pelo Monsenhor Julio Daniel Botía, da Diocese de Sonsón, de Rionegro, Colômbia.

A formação teve início no dia 18 de setembro e seguiu até 22, no Centro Vocacional Dom Lucas Moreira Neves, no Garcia.

De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Presbíteros, Padre Lázaro Muniz, o curso teve o intuito de ajudar as dioceses na sistematização de uma pastoral dedicada aos presbíteros.

“A Pastoral Presbiteral visa garantir uma efetiva ação pastoral no cuidado da vida e do ministério dos sacerdotes. Este curso nos ajudou a encontrar novas ferramentas para fazer desta pastoral a principal ação pastoral da Igreja. Quanto mais cuidamos dos pastores, tanto mais eles cuidarão das ovelhas a ele confiadas”, disse o religioso, que também é o pároco da Catedral Basílica.

Estiveram presentes presbíteros da Arquidiocese da Paraíba, Arquidiocese de Belém, Diocese de Primavera do Leste, Diocese de Bragança, Diocese de Nova Iguaçu, Diocese de Cametá, Diocese de Belém e Diocese de Abaetetuba. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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SANTOS DO DIA: SÃO COSME E SÃO DAMIÃO, MÁRTIRES

São Cosme e São Damião, ambos irmãos de sangue e na fé, são considerados os padroeiros dos médicos e dos farmacêuticos, isso por quê?

Como explicar o fato de que quando os dois irmãos, ao serem condenados tendo como pena de morte a lapidação, ou seja o apedrejamento, não morrerem devido ao milagre que as pedras se voltavam para aqueles que as jogavam? Ou então o que comentar, depois desse fato, sobre a maldade dos homens que, vendo tal milagre, decidem matá-los com flechadas e recebendo como castigo que as flechas lançadas sobre os dois santos se voltavam contra os que as lançavam? Mesmo assim os corações desses homens estavam mais duros do que as pedras lançadas com o intuito de matá-los…

Imaginemos andar o dia inteiro com uma pedra dentro do sapato, que a cada vez que pisamos no chão sentimos aquele incômodo que não nos deixa em paz. O mesmo se dá quando alguém virtuoso está na presença de más pessoas, as quais se sentem como que atormentadas constantemente por uma pedra no sapato, pois aquele que é verdadeiramente bom, diante do mal, toma logo uma posição de censura e fará tudo para reverter a situação. No caso de São Cosme e São Damião, a presença deles incomodava aqueles pagãos. Depois de várias tentativas frustradas de martirizá-los, foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos, pois eles eram da região da Síria. Assim, foram decapitados sobre as ordens do imperador Diocleciano.

Os dois mártires eram médicos e curavam não somente pessoas, mas até os animais. Ambos faziam isto apenas por caridade, não aceitando qualquer recompensa. Conta-se que, em uma das curas feitas por São Damião, este aceitou a contribuição financeira de uma mulher de nome Paládia, curada por ele. Isto provocou uma séria repreensão de seu irmão, São Cosme, ao ponto de dizer que não queria ser enterrado junto com o irmão que rompeu o compromisso de caridade. Após a morte de ambos, os cristãos decidiram enterrá-los separados, cumprindo a vontade de S. Cosme, porém, milagrosamente, um camelo assumiu a voz humana e bradou para unirem os irmãos, pois S. Damião, aceitando o modesto honorário oferecido por Paládia, fizera-o em nome da caridade para não humilhar a pobre senhora.

Rezemos a estes dois grandes santos e peçamos que nos curem também de toda enfermidade corporal, mas sobretudo das moléstias espirituais, as quais são muito mais graves que as físicas. As físicas fazem mal ao corpo, só que as espirituais fazem mal a alma, a qual permanece viva após a morte. Que nos deem a força de alma para enfrentarmos as dificuldades da vida presente e que, por sua intercessão, gozemos das alegrias eternas.


Fonte: Arautos do Evangelho Granja Viana

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MANTO DOS 300 ANOS DA MÃE APARECIDA É CONFECCIONADO PELAS CARMELITAS

A Imagem de Nossa Senhora Aparecida do Santuário Nacional usará em outubro deste ano, época da festa em memória dos 300 anos da Padroeira do Brasil, um manto confeccionado pelas religiosas do Carmelo de Santa Teresinha.

Manto dos 300 anos da Mãe Aparecida é confeccionado pelas Carmelitas.jpg

Na última sexta-feira, 22 de setembro, as irmãs do Carmelo de Aparecida entregaram dois mantos ao prefeito de Igreja do Santuário Nacional, Padre Eduardo Ribeiro, após uma celebração no Carmelo. Naquela ocasião, todos rezaram a oração jubilar do tricentenário de Nossa Senhora.

Conforme informações do portal A12, três religiosas trabalharam durante 30 dias no bordado do manto, que remete aos pescadores que encontraram a imagem da Virgem e à pesca milagrosa de 1717.

“A concepção começou em 2015, quando estávamos fazendo os mantos das festividades daquele ano, então em comecei a pensar que precisava conter os pescadores, a rede, os peixes, o rio, para fazer memória do encontro da imagem”, contou a Irmã Teresa Margarida do Coração de Jesus.

Ainda segundo a carmelita, para fazer o bordado, ela se inspirou em uma canção de Nossa Senhora, que em uma das letras, diz: “nas curvas de um M, no rio brasileiro, Maria aparece à luz do Cruzeiro”.

Desta forma, a religiosa procurou colocar a letra “M” de Maria para que no bordado simbolizasse o rio e as curvas nas quais foi encontrada a imagem. Já para representar o cruzeiro, foram colocadas as estrelas.

Para as carmelitas, é motivo de alegria poder colaborar todos os anos na festa da Padroeira com a confecção dos mantos. “É um pouquinho de nós, do nosso trabalho que a gente oferta para Nossa Senhora”, completou a Irmã Teresa. (LMI)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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