CATÓLICOS DE SALVADOR RENDEM HOMENAGENS A SANTA BÁRBARA

“Santa Bárbara, filha da Virgem Maria, discípula e missionária de Jesus, nos auxilia na fé” será o tema que inspirará os devotos baianos durante as festividades em memória de Santa Bárbara, conhecida popularmente como a protetora contra relâmpagos tempestades.

Católicos de Salvador rendem homenagens a Santa Bárbara.jpeg

As homenagens a Padroeira terão início com um tríduo preparatório entre 1º e 2 de dezembro, às 18h, e no dia 3, às 9h30, sempre na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Pelourinho).

Antes do tríduo, haverá diariamente, às 16h, a recitarão do Santo Terço. A cada noite, as orações serão destinadas para grupos diferentes de pessoas, sendo pelos doentes e abandonados (1ª noite), pela Igreja e pelas famílias (2ª noite), e pela juventude (3º dia).

No dia da Festa de Santa Bárbara, 4 de dezembro, as atividades terão início às 5h, quando ocorrerá uma alvorada. Em seguida, os fiéis serão convidados a participar de uma Santa Missa campal às 8h, presidida pelo capelão, Padre Lázaro Muniz.

Encerrada a cerimônia, terá lugar uma procissão, que partirá do Rosário de Pretos com destino ao Corpo de Bombeiros (Barroquinha). Ao chegarem no local, os devotos farão uma parada para homenagear a Padroeira da corporação e, após, seguirão para a Baixa dos Sapateiros, Rua Padre Agostinho e Pelourinho entoando cânticos e orações em honra a Santa Bárbara. (LMI)


Fonte: www.gaudiumpress.org

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A MEDALHA MILAGROSA!

Assim se expressavam as pessoas à vista dos inúmeros fatos — muitos deles não explicáveis naturalmente — relacionados com a medalha que hoje o mundo conhece com “Medalha Milagrosa”.

Tudo começara com as aparições de Nossa Senhora a uma humilde noviça das Irmãs de Caridade, Catarina Labouré, hoje canonizada.

Optamos por transcrever a parte essencial da aparição em que Nossa Senhora manda cunhar a medalha.

São palavras de Santa Catarina Labouré:

“De repente, percebi em seus dedos [de Nossa Senhora] anéis revestidos de belíssimas pedras preciosas, cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lançando raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro. Das pedras maiores partiam os mais magníficos fulgores, alargando-se à medida que desciam, o que enchia toda a parte inferior do lugar. Eu não via os pés de Nossa Senhora.

Nesse momento, quando eu estava contemplando a Santíssima Virgem, Ela baixou os olhos, fitando-me. E uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração, dizendo estas palavras:

– A esfera que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França… e cada pessoa em particular…

Não sei exprimir o que senti e o que vi nesse instante: o esplendor e a cintilação de raios tão maravilhosos…

– Estes (raios) são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que mas pedem – acrescentou Nossa Senhora, fazendo-me compreender quão agradável é rezar a Ela, quanto Ela é generosa para com seus devotos, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, e que alegria Ela sente ao concedê-las.

– Os anéis dos quais não partem raios (dirá depois a Santíssima Virgem), simbolizam as graças que se esquecem de me pedir.

Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval, no alto do qual estavam as seguintes palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”, escritas em letras de ouro.
Uma voz se fez ouvir então, dizendo-me:

– Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança…

Nesse instante, o quadro me pareceu girar e vi o reverso da medalha: no centro, o monograma da Santíssima Virgem, composto pela letra “M” encimada por uma cruz, a qual tinha uma barra em sua base. Embaixo figuravam os Corações de Jesus e de Maria, o primeiro coroado de espinhos, e o outro, transpassado por um gládio. Tudo desapareceu como algo que se extingue, e fiquei repleta de bons sentimentos, de alegria e de consolação”.

 

(A Medalha Milagrosa – História e celestiais promessas, Mons. João Clá Dias, Prefácio de Dom Geraldo Majela de Castro, O. Praem.; Bispo Diocesano de Montes Claros ,ACNSF, São Paulo, 2001, pp. 28-29 )


Fonte: Arautos Monet Carlos

Ilustrações: Arautos do Evangelho, ACNSF
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A MEDALHA MILAGROSA E SUA FIEL MENSAGEIRA

João S. Clá Dias, Arautos do Evangelho: A exemplo de Santa Catarina Labouré, vamos difundir a devoção a Nossa Senhora das Graças, usando com piedade, todos os dias as Medalha Milagrosa, e distribuindo-a aos nossos irmãos na fé.


Fonte: TV Arautos

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O SANTO DO DIA: NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS E A MEDALHA MILAGROSA

Nossa Senhora das Graças e a Medalha Milagrosa

Santa Catarina Labouré

Ela se chamava Catarina, ou Zoé, para os mais íntimos. Sua maior alegria era levar a ração diária para a multidão de pombos que habitava a torre quadrada do pombal de sua casa. Ao avistarem a camponesinha, as aves se lançavam em direção a ela, envolvendo-a,São Vicente de Paula.jpgsubmergindo-a, parecendo querer arrebatá-la e arrastá-la para as alturas. Cativa daquela palpitante nuvem, Catarina ria, defendendo-se contra as mais afoitas, acariciando as mais ternas, deixando sua mão deslizar pela brancura daquelas macias penugens. Durante toda a vida, guardará nostalgia dos pombos de sua infância: “Eram quase 800 cabeças”, costumava dizer, não sem uma pontinha de tímido orgulho…

Catarina Labouré (pronuncia-se “Laburrê”) veio ao mundo em 1806, na província francesa da Borgonha, sob o céu de Fain-les-Moutiers, onde seu pai possuía uma fazenda e outros bens. Aos nove anos perdeu a mãe, uma distinta senhora pertencente à pequena burguesia local, de espírito cultivado e alma nobre, e de um heroísmo doméstico exemplar. Abalada pelo rude golpe, desfeita em lágrimas, Catarina abraça uma imagem da Santíssima Virgem e exclama: “De agora em diante, Vós sereis minha mãe!”

Nossa Senhora não decepcionará a menina que se entregava a Ela com tanta devoção e confiança. A partir de então, adotou-a como filha dileta, alcançando-lhe graças superabundantes que só fizeram crescer sua alma inocente e generosa. Essa encantadora guardiã de pombos, em cujos límpidos olhos azuis se estampavam a saúde, alegria e vida, assim como a gravidade e sensatez advindas das responsabilidades que cedo pesaram sobre seus jovens ombros, essa pequena dona-de-casa modelo (e ainda iletrada) teve seus horizontes interiores abertos para a contemplação e a ascese, conducentes a uma hora de suprema magnificência.

Com as Filhas de São Vicente de Paulo

Certa vez, um sonho deixou Catarina intrigada. Na igreja de Fain-les-Moutiers, ela vê um velho e desconhecido sacerdote celebrando a Missa, cujo olhar a impressiona profundamente. Encerrado o Santo Sacrifício, ele faz um sinal para que Catarina se aproxime. Temerosa, ela se afasta, sempre fascinada por aquele olhar. Ainda em sonho, sai para visitar um pobre doente, e reencontra o mesmo sacerdote, que desta vez lhe diz: “Minha filha, tu agora me foges… mas um dia serás feliz em vir até mim. Deus tem desígnios sobre ti. Não te esqueças disso”. Ao despertar, Catarina repassa em sua mente aquele sonho, sem o compreender…

Algum tempo depois, já com 18 anos, uma imensa surpresa! Ao entrar no parlatório de um convento em Châtillon-sur-Seine, ela depara com um quadro no qual está retratado precisamente aquele ancião de penetrante olhar: é São Vicente de Paulo, Fundador da congregação das Filhas da Caridade, que assim confirma e indica a vocação religiosa de Catarina.

Com efeito, aos 23 anos, vencendo todas as tentativas do pai para afastá-la do caminho que o Senhor lhe traçara, abandona para sempre um mundo que não estava à sua altura, e entra como postulante naquele mesmo convento de Chântillon-sur-Seine. Três meses depois, em 21 de abril de 1830, é aceita no noviciado das Filhas da Caridade, situado na rue du Bac*, em Paris, onde tomará o hábito em janeiro do ano seguinte.

Primeira aparição de Nossa Senhora

Desde a sua entrada no convento da rue du Bac, Catarina Labouré foi favorecida por numerosas visões: o Coração de São Vicente, Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento, o Cristo Rei e a Santíssima Virgem. Apesar da importância das outras aparições, devemos nos deter nas da Rainha Celestial. A primeira teve lugar na noite de 18 para 19 de julho de 1830, data em que as Filhas da Caridade celebram a festa de seu santo Fundador. De tudo quanto então sucedeu, deixou Catarina minuciosa descrição:

A Madre Marta nos falara sobre a devoção aos santos, em particular sobre a devoção à Santíssima Virgem – o que me deu desejo de vê-La – e me deitei com esse pensamento: que nessa noite mesmo, eu veria minha Boa Mãe. Como nos haviam distribuído um pedaço do roquete de linho de Sã Vicente, cortei a metade e a engoli, adormecendo com o pensamento de que São Vicente me obteria a graça de contemplar a Santíssima Virgem. Enfim, às onze e meia da noite, ouvi alguém me chamar:

– Irmã Labouré! Irmã Labouré!

Acordando, abri a cortina e vi um menino de quatro a cinco anos, vestido de branco, que me disse:

– Levantai-vos depressa e vinde à Capela! A Santíssima Virgem vos espera.

Logo me veio o pensamento de que as outras irmãs iam me ouvir. Mas, o menino me disse:

– Ficai tranqüila, são onze e meia; todas estão profundamente adormecidas. Vinde, eu vos espero.

Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino, que permanecera de pé sem se afastar da cabeceira de meu leito. Eu o segui. Sempre à minha esquerda, ele lançava raios de claridade por todos os lugares onde passávamos, nos quais os candeeiros estavam acesos, oSanta-Catarina-Labouré-aos-pés-de-Nossa-Senhora.jpgque muito me espantava. Porém, muito mais surpresa fiquei ao entrar na capela: logo que o menino tocou a porta com a ponta do dedo, ela se abriu. E meu espanto foi ainda mais completo quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite. Entretanto, eu não via a Santíssima Virgem.

O menino me conduziu para dentro do santuário, até o lado da cadeira do diretor espiritual*. Ali me ajoelhei, enquanto o menino continuou de pé. Como o tempo de espera estava me parecendo longo, olhei para a galeria para ver se as irmãs encarregadas da vigília noturna não passavam por ali.

Por fim, chegou o momento. O menino me alertou, dizendo:

– Eis a Santíssima Virgem! Ei-La!

Nesse instante, Catarina ouve um ruído, como o frufru de um vestido de seda, vindo do alto da galeria. Levanta os olhos e vê uma senhora com um traje cor de marfim, que se prosterna diante do altar e vem se sentar na cadeira do Padre Diretor.

A vidente estava na dúvida se Aquela era Nossa Senhora. O menino, então, não mais com timbre infantil, mas com voz de homem e em tom autoritário, disse:

– Eis a Santíssima Virgem!

A Irmã Catarina recordaria depois:

Dei um salto para junto d’Ela, ajoelhando-me ao pé do altar, com as mãos apoiadas nos joelhos de Nossa Senhora… Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo quanto senti.

Ela disse como me devo conduzir face a meu diretor espiritual, como me comportar em meus sofrimentos vindouros, mostrando-me com a mão esquerda o pé do altar, onde eu devo vir me lançar e expandir meu coração. Lá receberei todas as consolações de que necessito. Eu Lhe perguntei o que significavam todas as coisas que vira e Ela me explicou tudo:

– Minha filha, Deus quer te encarregar de uma missão. Terás muito que sofrer, porém hás de suportar, pensando que o farás para a glória de Deus. Saberás (discernir) o que é de Deus. Serás atormentada, até pelo que disseres a quem está encarregado de te dirigir. Serás contraditada, mas terás a graça. Não temas. Dize tudo com confiança e simplicidade. Serás inspirada em tuas orações. O tempo atual é muito ruim. Calamidades vão se abater sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro se verá transtornado por males de todo tipo (a Santíssima Virgem tinha um ar muito entristecido ao dizer isso). Mas venham ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas sobre todas as pessoas, grandes e pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem com confiança e fervor. O perigo será grande, porém não deves temer: Deus e São Vicente protegerão esta Comunidade.

Os fatos confirmam a aparição

Uma semana depois dessa bendita noite, explodia nas ruas de Paris a revolução de 1830, confirmando a profecia contida na visão de Santa Catarina. Desordens sociais e políticas derrubaram o rei Carlos X, e por toda a parte se verificaram manifestações de um anti-clericalismo violento e incontrolável: igrejas profanadas, cruzes lançadas por terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destruídas, sacerdotes perseguidos e maltratados. Entretanto, cumpriu-se fielmente a promessa de Nossa Senhora: os padres Lazaristas e as Filhas da Caridade, congregações fundadas por São Vicente de Paulo, atravessaram incólumes esse turbulento período.

Graças abundantes e novas provações

Retornemos àqueles maravilhosos momentos na capela da rue du Bac, na noite de 18 para 19 de julho, quando Santa Catarina, com as mãos apoiadas sobre os joelhos de Nossa Senhora, ouvia a mensagem que Ela lhe trazia do Céu. Dando prosseguimento às suas narrativas, a vidente recorda estas palavras da Mãe de Deus:

– Minha filha, agrada-me derramar minhas graças sobre esta Comunidade em particular. Eu a amo muito. Sofro, porque há grandes abusos e relaxamento na fidelidade à Regra, cujas disposições não são observadas. Dize-o ao teu encarregado. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para recolocar a Regra em vigor. Comunica-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas.

Retomando um aspecto tristonho, Nossa Senhora acrescentou:

– Grandes calamidades virão. O perigo será imenso. Não temas, Deus e São Vicente protegerão a comunidade. Eu mesma estarei convosco. Tenho sempre velado por vós e vos concederei muitas graças. Momento virá em que pensarão estar tudo perdido. Tende confiança, Eu não vos abandonarei. Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Não se dará o mesmo, porém, com outras Congregações. Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). HaveráNOSSA-SENHORA-GRAÇAS.jpgbastante vítimas no clero de Paris… O Arcebispo morrerá. Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue. O Arcebispo será despojado de suas vestimentas (aqui a Santíssima Virgem não podia mais falar; o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha, o mundo todo estará na tristeza.

Ouvindo estas palavras, pensei quando isto ocorreria. E compreendi muito bem: quarenta anos.

Nova confirmação: a “Comuna de Paris”

De fato, quatro décadas depois, no fim de 1870, a França e a Alemanha se enfrentaram num sangrento conflito, em que a superioridade de armamentos e de disciplina militar deram às forças germânicas uma fulminante vitória sobre o mal treinado exército francês. Em conseqüência da derrota, novas convulsões político-sociais arrebentaram em Paris, perpetradas por um movimento conhecido sob o nome de “Comuna”. Tais desordens deram lugar a outras violentas perseguições religiosas.

Conforme Nossa Senhora previra, foi fuzilado no cárcere o Arcebispo de Paris, Monsenhor Darboy. Pouco depois, os rebeldes assassinaram vinte dominicanos e outros reféns, clérigos e soldados. Entretanto, os Lazaristas e as Filhas da Caridade mais uma vez atravessaram incólumes esse período de terror, exatamente como a Santíssima Virgem prometera a Santa Catarina: “Minha filha, conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas, não se dará o mesmo com outras Congregações.”

Enquanto as demais irmãs eram tomadas de pavor em meio aos insultos, injúrias e perseguições dos anarquistas da Comuna, Santa Catarina era a única a não ter medo: “Esperai” – dizia?-?, “a Virgem velará por nós… Não nos acontecerá nenhum mal!” E mesmo quando os desordeiros invadiram o convento das Filhas da Caridade e as expulsaram de lá, a santa vidente não apenas assegurou à Superiora que a própria Santíssima Virgem guardaria a casa intacta, mas previu que todas estariam de volta dentro de um mês, para celebrar a festa da Realeza de Maria. Ao retirar-se, Santa Catarina apanhou a coroa da imagem do jardim e disse a ela: “Eu voltarei para vos coroar no dia 31 de maio”.

Estas e outras revelações concernentes à Revolução da Comuna realizaram-se pontualmente, conforme foram anunciadas quarenta anos antes por Nossa Senhora.

Mas, retrocedamos àquela bendita noite de julho de 1830, na capela da rue du Bac. Após o encontro com a Mãe de Deus, Santa Catarina não cabia em si de tanta consolação e alegria. Ela recordaria mais tarde:

Não sei quanto tempo lá permaneci. Tudo o que sei é que, quando Nossa Senhora partiu, tive a impressão de que algo se apagava, e apenas percebi uma espécie de sombra que se dirigia para o lado da galeria, fazendo o mesmo percurso pelo qual Ela havia chegado. Levantei-me dos degraus do altar e vi o menino onde ele havia ficado. Disse-me:

– Ela partiu.

Retomamos o mesmo caminho, de novo todo iluminado, o menino conservando-se à minha esquerda. Creio que era meu Anjo da Guarda, que se tornara visível para me fazer contemplar a Santíssima Virgem, atendendo as insistentes súplicas que eu lhe fizera neste sentido. Ele estava vestido de branco e levava consigo uma luz miraculosa, ou seja, estava resplandecente de luz. Sua idade girava em torno de quatro ou cinco anos.

Retornando a meu leito (eram duas horas da manhã, pois ouvi soar a hora), não consegui mais dormir…,

Segunda aparição: a Medalha Milagrosa

Quatro meses transcorreram desde aquela prodigiosa noite em que Santa Catarina contemplara pela primeira vez a Santíssima Virgem. Na inocente alma da religiosa cresciam as saudades daquele bendito encontro e o desejo intenso de que lhe fosse concedido de novo o augusto favor de rever a Mãe de Deus. E foi atendida.

Era 27 de novembro de 1830, sábado. Às cinco e meia da tarde, as Filhas da Caridade encontravam-se reunidas na sua capela da rue du Bac para o costumeiro período de meditação. Reinava perfeito silêncio nas fileiras das freiras e noviças. Como as demais, Catarina se mantinha em profundo recolhimento. De súbito…

Pareceu-me ouvir, do lado da galeria, um ruído como o frufru de um vestido de seda. Tendo olhado para esse lado, vi a Santíssima Virgem à altura do quadro de São José. De estatura média, sua face era tão bela que me seria impossível dizer sua beleza.

A Santíssima Virgem estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora, feito segundo o modelo que se chama à la Vierge, Rue-du-Bac- França - Igreja de Santa-Ana.jpgmangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até embaixo. Sob o véu, vi os cabelos repartidos ao meio, e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos. O rosto bastante descoberto, os pés pousados sobre uma meia esfera. Nas mãos, elevadas à altura do estômago de maneira muito natural, Ela trazia uma esfera de ouro que representava o globo terrestre. Seus olhos estavam voltados para o Céu… Seu rosto era de uma incomparável formosura. Eu não saberia descrevê-lo…

De repente, percebi em seus dedos anéis revestidos de belíssimas pedras preciosas, cada uma mais linda que a outra, algumas maiores, outras menores, lançando raios para todos os lados, cada qual mais estupendo que o outro. Das pedras maiores partiam os mais magníficos fulgores, alargando-se à medida que desciam, o que enchia toda a parte inferior do lugar. Eu não via os pés de Nossa Senhora.

Nesse momento, quando eu estava contemplando a Santíssima Virgem, Ela baixou os olhos, fitando-me. E uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração, dizendo estas palavras:

– A esfera que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França… e cada pessoa em particular…

Não sei exprimir o que senti e o que vi nesse instante: o esplendor e a cintilação de raios tão maravilhosos…

– Estes (raios) são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que mas pedem – acrescentou Nossa Senhora, fazendo-me compreender quão agradável é rezar a Ela, quanto Ela é generosa para com seus devotos, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, e que alegria Ela sente ao concedê-las.

– Os anéis dos quais não partem raios (dirá depois a Santíssima Virgem), simbolizam as graças que se esquecem de me pedir.

Nesse momento formou-se um quadro em torno de Nossa Senhora, um pouco oval, no alto do qual estavam as seguintes palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”, escritas em letras de ouro.
Uma voz se fez ouvir então, dizendo-me:

– Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança…

Nesse instante, o quadro me pareceu girar e vi o reverso da medalha: no centro, o monograma da Santíssima Virgem, composto pela letra “M” encimada por uma cruz, a qual tinha uma barra em sua base. Embaixo figuravam os Corações de Jesus e de Maria, o primeirocoroado de espinhos, e o outro, transpassado por um gládio. Tudo desapareceu como algo que se extingue, e fiquei repleta de bons sentimentos, de alegria e de consolação.

Santa Catarina dirá, mais tarde, a seu Diretor Espiritual ter visto as figuras do verso da medalha contornadas por uma guirlanda de doze estrelas. Tempos depois, pensando se algo mais devia lhes ser acrescentado, ouviu durante a meditação uma voz que dizia:

– O M e os dois corações são suficientes.

Terceira aparição de Nossa Senhora

Passado alguns dias, em dezembro de 1830, Nossa Senhora apareceu pela terceira e última vez a Santa Catarina. Como na visão anterior, Ela veio no período da meditação vespertina, fazendo-se preceder por aquele característico frufru de vestido de seda. Dali a pouco, a vidente contemplava a Rainha do Universo, em seu traje cor da aurora, revestida do véu branco, segurando novamente um globo de ouro encimado por uma pequena cruz. Dos anéis ornados de pedras preciosas jorra, com intensidades diversas, a mesma luz, radiosa como a do sol. Contou depois Santa Catarina:

É impossível exprimir o que senti e compreendi no momento em que a Santíssima Virgem oferecia o Globo a Nosso Senhor. Como estava com a atenção voltada em contemplar a Santíssima Virgem, uma voz se fez ouvir no fundo de meu coração: Estes raios são símbolo das graças que a Santíssima Virgem obtém para as pessoas que Lhas pedem. Estava eu cheia de bons sentimentos, quando tudo desapareceu como algo que se apaga. E fiquei repleta de alegria e consolação…

A cunhagem das primeiras medalhas

Encerrava-se assim o ciclo das aparições da Santíssima Virgem a Santa Catarina. Esta, entretanto, recebeu uma consoladora mensagem: “Minha filha, doravante não mais me verás, porém ouvirás minha voz durante tuas orações”. Tudo quanto presenciara e lhe fora transmitido, Santa Catarina relatou ao seu diretor espiritual, o Padre Aladel, que muito hesitou em lhe dar crédito. Ele considerava uma sonhadora, visionária e alucinada essa noviça que tudo lhe confiava e insistentemente implorava:

– Nossa Senhora quer isto… Nossa Senhora está descontente… é preciso cunhar a medalha!

Dois anos de tormento se passaram. Por fim, o Padre Aladel resolve consultar o Arcebispo de Paris, Dom Quelen, que o encoraja a levar adiante esse santo empreendimento. Só então encomenda à Casa Vachette as primeiras vinte mil medalhas. A cunhagem já iaConversão-de-Afonso-Ratisbonne-Basílica-de-Sant?Andrea-delle-Fratte,-Roma.jpgcomeçar, quando uma epidemia de cólera, vinda da Rússia através da Polônia, irrompeu em Paris em 26 de março de 1832, espalhando a morte e a calamidade. A devastação foi tal que, num único dia, registraram-se 861 vítimas fatais, sendo que o total de óbitos elevou-se a mais de vinte mil.

As descrições da época são aterradoras: o corpo de um homem em perfeitas condições de saúde reduzia-se ao estado de esqueleto em apenas quatro ou cinco horas. Quase num piscar de olhos, jovens cheios de vida tomavam o aspecto de velhos carcomidos, e logodepois não eram senão horripilantes cadáveres.

Nos últimos dias de maio, quando a epidemia pareceu recuar, iniciou-se de fato a cunhagem das medalhas. Todavia, na segunda quinzena de junho, novo surto da tremenda enfermidade lançava uma vez mais o pânico entre o povo. Finalmente, a Casa Vachette entregou no dia 30 desse mês as primeiras 1500 medalhas, que logo foram distribuídas pelas Filhas da Caridade e abriram um interminável cortejo de graças e milagres.

Conversão do jovem Ratisbonne

Os prodígios da misericórdia divina operados através da Medalha correram de boca em boca por toda a França. Em poucos anos, já se difundia pelo mundo inteiro a notícia de que Nossa Senhora havia indicado pessoalmente a uma freira, Filha da Caridade, o modelo de uma medalha que mereceu imediatamente o nome de “Milagrosa”, pois imensos e copiosos eram os favores celestiais alcançados pelos que a usavam com confiança, segundo a promessa da Santíssima Virgem.

Em 1839, mais de dez milhões de medalhas já circulavam pelos cinco continentes, e os registros de milagres chegavam de todos os lados: Estados Unidos, Polônia, China, Etiópia…

Nenhum, porém, causou tanta surpresa e admiração quanto o noticiado pela imprensa em 1842: um jovem banqueiro, aparentado com a riquíssima família Rotschild, judeu de raça e religião, indo a Roma com olhos críticos em relação à Fé Católica, converteu-se subitamente na Igreja de Santo André delle Fratte. A Santíssima Virgem lhe aparecera com as mesmas características da Medalha Milagrosa: “Ela nada disse, mas eu compreendi tudo”, declarou Afonso Tobias Ratisbonne, que logo rompeu um promissor noivado e se tornou, no mesmo ano, noviço jesuíta. Mais tarde se ordenou sacerdote e prestou relevantes serviços à Santa Igreja, sob o nome de Padre Afonso Maria Ratisbonne.

Quatro dias antes de sua feliz conversão, o jovem israelita aceitara, por bravata, a imposição de seu amigo, o Barão de Bussières: prometera rezar todo dia um Lembrai-vos (conhecida oração composta por São Bernardo) e levar ao pescoço uma Medalha Milagrosa. E ele a trazia consigo quando Nossa Senhora lhe apareceu…

Essa espetacular conversão comoveu toda a aristocracia européia e teve repercussão mundial, tornando ainda mais conhecida, procurada e venerada a Medalha Milagrosa. Entretanto, ninguém – nem a Superiora da rue du Bac e nem mesmo o Papa – sabia quem era a religiosa escolhida por Nossa Senhora para canal de tantas graças. Ninguém… exceto o Padre Aladel, que envolvia tudo no anonimato. Por humildade, Santa Catarina Labouré manteve durante toda a vida uma absoluta discrição, jamais deixando transparecer o celeste privilégiocom que fora contemplada.

Para ela importava apenas a difusão da medalha: era sua missão… e estava cumprida!

A figura de Nossa Senhora na Medalha

A propósito da figura de Nossa Senhora, com as mãos e os braços estendidos, tal como aparece na Medalha Milagrosa, levanta-se uma delicada e controvertida questão.

Dos manuscritos de Santa Catarina pode-se inferir que Nossa Senhora lhe apareceu três vezes, duas das quais oferecendo o globo a Nosso Senhor. Em nenhum desses numerosos autógrafos há qualquer menção ao momento em que a Mãe de Deus teria estendido seus braços e suas virginalíssimas mãos, como se vê na Medalha Milagrosa e nos primeiros quadros representativos das aparições.

Essa divergência entre as descrições de Santa Catarina e a representação da Medalha Milagrosa foi logo apontada pelo biógrafo da NSra das Graças.jpgvidente, Monsenhor Chevalier, ao declarar em 1896 no processo de beatificação: “Não chego a compreender por que o Padre Aladel suprimiu o globo que a Serva de Deus sempre afirmou a mim ter visto nas mãos da Santíssima Virgem. Sou levado a crer que ele agiu assim para simplificar a medalha”.

Porém, se lamentável é esta “simplificação” feita pelo Padre Aladel, ela não deve causar a menor perturbação. Sobre a Medalha Milagrosa, tal qual é conhecida e venerada hoje no mundo inteiro, pousaram as bênçãos da Santíssima Virgem. É o que, indubitavelmente, se deduz das incontáveis e insignes graças, dos fulgurantes e inúmeros milagres que tem ocasionado, bem como da reação de Santa Catarina ao receber as primeiras medalhas cunhadas pela Casa Vachette, dois anos depois das aparições: “Agora é preciso propagá-la!”, exclamou ela.

Ainda acerca do globo que não figura na Medalha, uma decisiva confidência afasta qualquer dúvida. Em 1876, pouco antes de falecer, sendo interrogada pela sua Superiora, Madre Joana Dufès, Santa Catarina respondeu categoricamente:
– Oh! Não se deve tocar na Medalha Milagrosa!

A glorificação de Catarina

Durante 46 anos de uma vida toda interior e escrupulosamente recolhida, Santa Catarina permaneceu fiel a seu anonimato. Miraculoso silêncio! Seis meses antes de seu fim, impossibilitada de ver seu confessor, recebeu do Céu a autorização – quiçá a exigência – de revelar à sua Superiora quem era a freira honrada pela Santíssima Virgem por um ato de confiança sem igual.

Diante da idosa e já claudicante irmã, em relação à qual havia sido por vezes severa, a Superiora se ajoelhou e se humilhou. Tanta simplicidade na grandeza confundia sua soberba.

Santa Catarina faleceu docemente em 31 de dezembro de 1876, sendo enterrada três dias depois numa sepultura cavada na capela da rue du Bac. Passadas quase seis décadas, em 21 de março de 1933, seu corpo exumado apareceu incorrupto à vista dos assistentes. Um médico ergueu as pálpebras da santa e recuou, reprimindo a custo um grito de espanto: os magníficos olhos azuis que contemplaram a Santíssima Virgem pareciam ainda, após 56 anos de túmulo, palpitantes de vida.

A Igreja elevou Santa Catarina Labouré à honra dos altares em 27 de julho de 1947. Aos tesouros de graças e misericórdias espargidos pela Medalha Milagrosa em todo o mundo, iam se acrescentar doravante as benevolências e favores obtidos pela intercessão daquela que vivera na sombra, escondida com Jesus e Maria.

Hoje, qualquer fiel pode venerar o corpo incorrupto da santa, exposto na Casa das Filhas da Caridade, em Paris. Antigamente ali, nas horas de oração e recolhimento, o balouçar das alvas coifas das religiosas ajoelhadas em fileiras diante do altar, lembrava um disciplinado vôo de pombos brancos…

OBRAS CONSULTADAS:

Mémorial des Apparitions de la Vierge dans l’Église, Fr. H. Maréchal, O. P., Éditions du Cerf, Paris, 1957.
L’itinéraire de la Vierge Marie, Pierre Molaine, Éditions Corrêa, Paris, 1953.
Vie authentique de Catherine Labouré, René Laurentin, Desclée De Brouwer, Paris, 1980.
Catherine Labouré, sa vie, ses apparitions, son message racontée a tous, René Laurentin, Desclée De Brouwer, 1981.

(A Medalha Milagrosa – História e celestiais promessas, Mons. João Clá Dias, EP – Dom Geraldo Majela de Castro, O. Praem.; Bispo Diocesano de Montes Claros – MG)

Acenda uma vela a Nossa Senhora das GRAÇAS


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: MÃE E CONSOLADORA DOS AFLITOS, AJUDAI-ME!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.

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ROSÁRIO: AS 15 PROMESSAS

A devoção do Santo Rosário surgiu em meados do século IX, com os monges irlandeses e recebeu a sua forma atual em 1206, quando a Santíssima Virgem apareceu à São Domingos de Gusmão e entregou esta poderosa arma na luta contra os hereges de seu tempo.

Posteriormente Nossa Senhora apareceu a um frade, dominicano, chamado Alano que recebeu algumas promessas que destinavam-se às pessoas que fossem fiéis a devoção do Rosário. Foram elas:

1) Quem Me servir constantemente rezando o Meu Rosário, receberá qualquer graça especial.

2) A todos aqueles que devotamente rezarem o Meu Rosário, prometo a Minha especialíssima proteção e grandes graças.

3) O Rosário será uma arma potentíssima contra o inferno, destruirá os vícios e o pecado e abaterá as heresias.

Nossa Senhora entrega o Rosário a São Domingos

4) O Rosário fará florescer as virtudes e as obras santas, fará conseguir às almas as copiosas misericórdias de Deus, desapegará os corações dos homens do amor vão do mundo e os levantará ao desejo das coisas eternas. Oh, quantas almas se santificarão por este meio!

5) A alma que se recomendar a Mim, com o Rosário, não perecerá.

6) Todo aquele que rezar devotamente o Rosário com a contemplação dos seus sagrados mistérios, não será oprimido pelas desgraças, não será castigado pela justiça de Deus, e não morrerá de morte repentina, mas se converterá se for pecador, se conservará em graça, se for justo, e se fará digno da vida eterna.

7) Os verdadeiros devotos do Meu Rosário não morrerão sem os Santíssimos Sacramentos.

8) Os que rezarem o Meu Rosário terão em vida e na morte a luz e a plenitude da graça e em vida e na morte serão admitidos a participar dos méritos dos bem-aventurados do Céu.

9) Os devotos do Meu Rosário que forem para o Purgatório Eu os libertarei no mesmo dia.

10) Os verdadeiros filhos do Meu Rosário gozarão grande glória no Céu.

11) Tudo o que for pedido pelo Rosário será concedido.

12) Os que propagarem o Meu Rosário serão por Mim socorridos em todas as suas necessidades.

13) Eu consegui do Meu divino Filho que todos os da Confraternidade do Rosário tenham, por seus confrades, todos os da corte celeste em vida e na morte.

14) Os que rezarem o Meu Rosário são Meus filhos e irmãos de Jesus Cristo, Meu Unigênito.

15) A devoção ao Meu Rosário é um grande sinal de predestinação.

(Estas promessas, segundo a tradição, foram feitas pela Santíssima Virgem ao Patriarca São Domingos e ao Beato Alano de La Roche, e vêm referidas por Coppestein (B. Alani O.P., e nas mesmas obras do Beato Alano publicadas em Imola, em 1847), por Miecoviense, por V. Sarnelli, por Santo Afonso de Ligório, por Auriemma, por Morassi, por Reveglione d. C. d. G., por Pasucci, por Lavazzuoli, por Pradel, e, enfim, por muitos Breve dos Sumos Pontífices)


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS!

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA PARA REZAR A NOVENA

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: ROGAI POR NÓS PECADORES, Ó MARIA!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: MÃE SANTÍSSIMA, CONCEDEI-ME UM MILAGRE!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NUNCA SE OUVIU DIZER

Para Maria não existem palavras como “difícil”, “impossível”, “irrealizável”,“irremediável”. Ela é chamada de Onipotência Suplicante, pois seu Divino Filho jamais deixa de atender qualquer pedido seu.

O próprio Judas Iscariotes, o infame traidor, se houvesse recorrido a Ela, seguramente teria alcançado o perdão e se regenerado.

A oração a seguir, do grande São Bernardo de Claraval deveria estar sempre em nossos lábios e em nossos corações:

“Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido a vossa proteção, implorado vossa assistência e reclamado vosso socorro, fosse por Vós desamparado.

Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós, ó Virgem entre todas singular, como a mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e alcançar-me o que Vos rogo. Assim seja!”

Nunca é nunca mesmo, e não admite exceções! Se Nossa Senhora nunca deixou de atender, não serei eu o primeiro a não ser atendido…

Um expressivo exemplo a este respeito é relatado por Frei Wenceslau Schepper, OFM, em seu livro “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia” (Ed. Vozes, 1993). Um jovem francês, condenado à morte por seus numerosos crimes, aguardava com o coração cheio de ódio a Deus, o dia da sua execução. Um sacerdote tentou visitá-lo, mas o criminoso o repeliu gritando: “Fora! Para fora! Não quero saber de padres!”

O padre, porém, permaneceu pacientemente no local até conseguir entabular conversa com o infeliz condenado. Após algum tempo, o miserável contou-lhe sua triste história. Mas ao ouvir falar em confissão, tomou-se de tal furor que quase agrediu o zeloso ministro de Deus.

Este convidou-o, então, a rezar com ele o “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria”. Surpreendentemente, ele acedeu. A oração pareceu agradar-lhe e prometeu rezá-la outras vezes. Finalmente, após repetidas visitas, o padre conseguiu convencê-lo a se confessar.

Com a alma limpa, completamente mudado, o delinqüente chorava de emoção, dando provas de sincero arrependimento.

Alguns dias depois, foi executado. Suas últimas palavras foram: “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria…”

Que este fato nos ajude a ter uma confiança pleníssima, sem limites, na Mãe de Deus e nossa..


Fonte: Celso Pedrosa, publicado na revista “Arautos do Evangelho”, nº 20, agosto de 2003, p. 39)

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SANTO DO DIA: A PADROEIRA DOS MÚSICOS, SANTA CECÍLIA

Hoje, 22 de novembro a Igreja comemora Santa Cecília, Virgem e Mártir, padroeira dos músicos. Historicamente entretanto não consta que ela tocasse algum instrumento musical.

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: MÃE, ENVOLVEI-NOS NOS RAIOS DE VOSSA GRAÇA!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.


Fonte: Arautos do Evangelho

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DO XADREZ A DEUS

— Xeque ao rei!

Mas o adversário saiu-se bem. Em poucos lances era ele que vencia a partida.

O jogo de xadrez — pois já deu para perceber que é dele que tratamos — há muitos séculos vem trazendo atrás de si gerações de aficionados, desde simples camponeses até renomados estadistas. Até mesmo alguns santos puderam honrá-lo algumas vezes…

Não queremos entrar em discussão acerca de seu nascedouro, mas uma forte corrente afirma datar os antecessores diretos do xadrez em torno de 600 d.C., tendo provavelmente sua origem na Índia. Já o xadrez em voga hoje, com a Rainha e o Bispo, pode-se afirmar com segurança existirem no final do séc. XV.

Pesquisas sérias, feitas por especialistas demonstraram que, numa grande escola europeia os alunos eram mais bem sucedidos, especialmente nas matérias que exigem muito raciocínio. E não era só em matemática, as redações dos que jogavam bem xadrez eram mais bem concatenadas e não saia nenhuma “pérola do ENEM”…

Não é só na Educação que o xadrez influi. Nas orientações para familiares de certas doenças neurológicas ou de envelhecimento, os médicos da área recomendam às famílias que incentivem nos familiares afetados, o jogo de xadrez, pois este desenvolve as funções cognitivas do cérebro ao ter que elaborar “estratégias” de como vencer o adversário ou sair de uma situação difícil.

Alguns jogam por profissão, outros por lazer, e outros ainda, para ficarem mais inteligentes. Em alguns países levam tão a sério a aprendizagem da criança com o xadrez, que chega a ser disciplina escolar obrigatória, como é o exemplo da Romênia, na qual as notas em Matemática dependem em 33% do desempenho no xadrez.

Simplesmente com aquele pequeno tabuleiro e 16 peças por jogador, as possibilidades de diferentes desenvolvimentos da partida sobem a um número que escapa á nossa capacidade de entender. Cálculos feitos com a ajuda de computadores dão o seguinte número com possibilidades 250115. ou seja, um número seguido de centenas de três zeros…


Apliquemos agora essa diversidade ao universo e seu Criador: a diversidade e quantidade de seres criados por sua Sabedoria é quase infinita. Basta dizer que o número de astros conhecidos é maior do que os grãos de areia de todas as praias do mundo.

Se em um “simples” jogo pode-se obter a cada partida um jogo diferente, o que não será de Deus na visão beatifica quando os homens que se salvarem poderão gozar eternamente de novos reflexos de seu Criador que é infinitamente maior? São coisas em que vale a pena pensar…

Ilustrações: Arautos do Evangelho, MEC, pixabay


Fonte: Arautos do Evangelho – Vitória

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: PEÇA-LHE MUITAS GRAÇAS!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.


Fonte: Arautos do Evangelho

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: ABENÇOAI A MINHA FAMÍLIA!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: VIRGEM MÃE DA MEDALHA MILAGROSA, PROTEGEI-ME!

Nossa Senhora revela a Santa Catarina Labouré, que muitas graças não nos não concedidas porque esquecemos de pedi-las!

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CONHECENDO OS ARAUTOS – 2

É cada vez mais comum encontrarmo-nos com os Arautos do Evangelho no nosso dia a dia. Uma coisa entretanto deixa as pessoas curiosas: ora são religiosos (rapazes), ora são religiosas (moças), ora são sacerdotes, ora são, digamos assim, juveníssimos.

Aqui apresentamos uma rápida explicação e um VÍDEO de como surgiram dois dos ramos: o de Sacerdotes e o Feminino.

OS VÁRIOS HÁBITOS

ASSISTA O VÍDEO CLICANDO NA IMAGEM ABAIXO

Fonte: Arautos Vitória

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NOVENA A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: REZE CONOSCO!

A medalha Milagrosa foi cunhada e espalhou-se com maravilhosa rapidez pelo mundo inteiro, e em toda parte foi instrumento de misericórdia, arma terrível contra o demônio, remédio para muitos males , meio simples e prodigioso de conversão e de santificação. Por isso, peçamos a Nossa Senhora das Graças que abençoe e proteja a todos que recorrem a Ela, com pedidos ardentes de fé e de esperança. Que Nossa Senhora seja exemplo de  virtudes para todos nós.


Fonte: Arautos do Evangelho

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COOPERADORES DOS ARAUTOS: CARISMA, ESPIRITUALIDADE E EVANGELIZAÇÃO – ARAUTOS DO EVANGELHO

Leigos de vida consagrada ou membros de outras associações ou movimentos apostólicos, os Cooperadores dos Arautos do Evangelho, além de observarem os preceitos e deveres próprios a seu estado, esforçam-se por viver em conformidade com o carisma e a espiritualidade da Associação, dedicando a ela seu tempo livre e se comprometendo a cumprir certas obrigações.

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FRASES DA SEMANA: ENTRE OS ESPINHOS



Fonte: Arautos do Evangelho

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UM MENINO ANGÉLICO

Na Guerra de 1914, que durou quatro anos, os exércitos italiano e alemão pelejavam perto da povoação de Torcegno, no vale de Brenta.

À meia-noite, entraram os alemães para ocupar a igreja e a torre, e levaram consigo prisioneiros os sacerdotes que havia, sem dar-lhes tempo de retirar o Santíssimo da igreja.

De manhã, antes da aurora, o povo recebeu ordem de evacuar o povoado, pois ia dar-se ali a batalha.

Eram os habitantes cristãos fervorosos que amavam muito suas roças, suas casas e mais ainda sua igreja.

Mas não havia remédio; era preciso fugir.

– Salvemos ao menos o Santíssimo — disseram todos. Mas como, se não havia padres?

Lembraram-se de escolher o menino mais inocente e angélico para abrir o sacrário e dar a comunhão a todos os presentes, consumindo-se assim todas as hóstias.

Ao sair o sol, todo o povo estava na igreja, as velas acesas no altar e o menino revestido de alvas vestes.

Sobe o mesmo com grande reverência os degraus do altar, estende o corporal, abre a portinha, toma o cibório dourado e, tendo todos rezado o “Eu pecador”, desce até à grade e vai dando as hóstias até esvaziar o cibório.

Purificou logo o vaso sagrado com todo cuidado, juntou as mãos e desceu os degraus do altar como um Anjo.

Levando Jesus no coração, todo o povo se apressou a fugir para os montes. Corriam lágrimas dos olhos de muitos, é verdade, mas a alma estava confortada com o manjar divino.

Ao pequeno “diácono” enviou o Santo Padre Bento XV sua bênção e suas felicitações.

(Pe. Francisco Alves, TESOURO DE EXEMPLOS)


Fonte: Arautos do Evangelho Maringá

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A SEMENTE DA HONESTIDADE

Numa fértil região da Europa a proprietária de um grande e belo vinhedo recebera a notícia de que sua melhor administradora deixaria o emprego ao cabo de dois meses.

Punha-se então o problema de conseguir uma substituta de confiança, como o era aquela que deixaria a função. O modo como ela escolheu foi pitoresco.

Apresentaram-se seis candidatas. Como escolher entre elas uma que merecesse sua confiança?

No dia combinado, apresentaram-se as seis. Alice — esse era o nome da proprietária — conversou amistosamente com cada uma e as reuniu. Deu uma semente a cada uma delas:

— Plantem a semente e aquela que, dentro de um mês me trouxer a flor mais bonita, será a escolhida.

Uma das seis fez como as demais: plantou cuidadosamente a semente e regou-a todos os dias. Mas, passaram-se os dias, as semanas sem que nascesse coisa alguma. No dia combinado ela levou o seu vaso no qual nada nascera. Chegando à casa de Dona Alice viu que as outras traziam vasos com flores, cada uma mais bonita que a outra.

Chega Dona Alice, cumprimenta-as e conversa um pouco. Por fim, diz:

— Escolho esta em cujo vaso não nasceu nada.

As demais entreolharam-se… E Dona Alice explicou a razão da escolha.

— As sementes que lhes dei estavam esterilizadas. Delas não poderia nascer nada. Esta moça que tem o vaso sem nenhuma planta é a escolhida, pois foi a única que mostrou ter a virtude de que mais preciso: a honestidade.

* * *

Às vezes Deus age conosco de modo semelhante: a nossa aceitação de algo que não entendemos logo, é a condição para Ele dar muito mais.

Ilustrações: Arautos do Evangelho, brfreepic


Fonte: Arautos Curitiba

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MINAS GERAIS, PALCO DE SACRILÉGIO À EUCARISTIA

(Com base em informações do destacamento da Polícia Militar em Fama — simpática cidade situada às margens da represa de Furnas)

Na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, logo cedo no dia 2, último, o Pároco alertou a Polícia que o Sacrário desaparecera da igreja contendo as hóstias consagradas. Depois de buscas, para surpresa geral, o Sacrário — apesar do peso, pois é de metal — foi vistoflutuando próximo à margem da represa de Furnas que banha a cidade.

Maior surpresa; apesar de estarem dentro d’água, as hóstias estavam secas e intactas, numa confirmação muda da presença real de Jesus na Eucaristia. Como católicos louvamos a Deus pela bondade em nos confirmar na fé na Eucaristia ao mesmo tempo que pedimos arrependimento e perdão para os profanadores: que eles vejam nesse portento não só a maldade de seu crime, mas o convite a crerem nessa verdade de fé para todos nós: Jesus está realmente presente na Eucaristia

Ilustrações: Arautos do Evangelho, PMMG

Fonte: Arautos Minas Gerais

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APARÊNCIA E REALIDADE

As aparências enganam — é um dito da sabedoria popular, tantas vezes confirmado no nosso dia a dia. Este dito seria válido para quem tivesse a alegria e a graça de conviver com Jesus?

Mesmo com base nos Evangelhos as respostas podem ser desencontradas: para uns Jesus era apenas “o filho do carpinteiro”, para outros era o Messias tão esperado, o Filho de Deus.

O artigo do Mons. João Clá, fundador dos Arautos do Evangelho que transcrevemos condensadamente a seguir pode bem esclarecer o assunto.

A FÉ DE PEDRO, FUNDAMENTO DO PAPADO

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Na aparência, a vida de Jesus até cerca de 30 anos transcorreu como a de um homem comum. Velando os reflexos de sua divindade, ajudava o pai no serviço e era conhecido como “o filho do carpinteiro” (Mt 13, 55), noção fácil de ser assimilada.

Embora Jesus e José fossem bem conceituados na pequena Nazaré, pela honestidade, perfeição e responsabilidade com que executavam seus trabalhos, é evidente que tal apreciação estava muito aquém de sua autêntica dignidade.

Entretanto, em certo momento morre São José e, algum tempo depois, Nosso Senhor começa o seu ministério, dirigindo-Se a cidades mais importantes do que Nazaré. Conforme narram os evangelistas, Ele “percorria toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades entre o povo”(Mt 4, 23).

Sua fama logo se difundiu “por todos os lugares da circunvizinhança” (Lc 4, 37), de sorte que“onde quer que Ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-Lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes” (Mc 6,56).

Quando instruía o povo, “maravilhavam-se da sua doutrina, porque Ele ensinava com autoridade” (Lc 4, 32) e, ao operar milagres, provocava assombro a ponto de suscitar a exclamação das multidões: “Jamais se viu algo semelhante em Israel” (Mt 9, 33).

Uma simples ordem d’Ele fez cessar a tempestade e acalmou o mar, impressionando tanto os discípulos, que estes se perguntavam uns aos outros: “Quem é este Homem a quem até os ventos e o mar obedecem?” (Mt 8, 27).

Todavia, esse impacto por Ele causado produzia incômodo nos judeus. Por quê?

ESPERAVAM UM MESSIAS TEMPORAL

A classe mais alta da sociedade judaica era constituída pelos saduceus e fariseus, dois influentes partidos religiosos que se digladiavam. Enquanto os primeiros, acomodados aos privilégios de que gozavam, pouco se preocupavam com a vinda do Messias, os fariseus incutiam uma ideia equivocada, segundo a qual o principal objetivo do Salvador seria o de promover a supremacia político-social e econômica de Israel sobre todas as outras nações da Terra.

Ora, diversas características apresentadas por Nosso Senhor não coincidiam com tal anseio. Se, sob certo aspecto, Jesus superava as expectativas messiânicas, também é verdade que várias vezes a opinião pública mostrava-se chocada em relação a Ele.

Quando — depois da multiplicação dos pães e de ter caminhado sobre as águas — anunciou a Eucaristia, declarando: “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que Eu hei de dar, é a minha Carne para a salvação do mundo” (Jo 6,51), os judeus se escandalizaram, pois interpretaram suas palavras no sentido de canibalismo. Inclusive, “desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com Ele” (Jo 6, 66).

Nesta mesma ocasião o Mestre perguntou aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6, 67), como a dizer: “a opinião pública abandonou-Me; não quereis segui-la?”. E São Pedro Lhe respondeu: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6, 68).

UM MÉTODO PARA FORMAR OS APÓSTOLOS

A Paixão estava próxima e era preciso separar definitivamente os Apóstolos da sinagoga— da qual eram membros fervorosos —, deixando-lhes claro que a instituição que Ele vinha fundar levaria aquela à plenitude e seria a realização de todas as profecias da Antiga Lei.

Na pergunta formulada pelo Divino Mestre — “Que dizem os homens ser o Filho do Homem?” — podemos entrever o interessante método empregado para formar os Apóstolos.

Estes foram comprovando por si, ao ouvirem as pregações e presenciarem os milagres, o quanto Ele era um Mestre incomum. Entretanto, se não houvesse uma revelação, eles jamais cogitariam ser Jesus o próprio Deus! Nem sequer os Anjos, no estado de prova, chegariam a esta conclusão por si mesmos, pois o mistério da união hipostática é algo que escapa completamente não só à inteligência humana, como também à angélica. (1) Os demônios não tinham, por isso, uma noção clara a respeito da divindade de Cristo. (2)

Deste modo, velava aos olhos dos homens os fulgores de sua divindade, não permitindo que eles percebessem com clareza quem Ele era: a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, igual ao Pai e ao Espírito Santo.

A tal ponto que, na Última Ceia, São Filipe ainda pede a Jesus para lhes mostrar o Pai, e recebe d’Ele esta resposta: “Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheceste, Filipe! Aquele que Me viu, viu também o Pai” (Jo 14, 9).

“E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?”

Na segunda pergunta — “E vós, quem dizeis que Eu sou?” — é importante ressaltar como o Divino Mestre Se refere a Si mesmo, pois já não diz “o Filho do Homem”, mas indaga: “quem dizeis que Eu sou?”.

São Pedro, cujo temperamento expansivo o levava a dizer tudo quanto pensava, adiantou-se a responder: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”!

[Jesus lhe diz:]“Por isso Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la”

Com tais palavras Cristo dá a Pedro o poder divino, absoluto e inabalável, de sustentar a Santa Igreja e a garantia da infalibilidade, ao declarar que suas decisões na Terra serão ratificadas no Céu — “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus; tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus”. (Mt 16, 16-19)

O CARISMA DA INFALIBILIDADE

Imagem de São Pedro – Vaticano

Graças ao carisma da infalibilidade o Sumo Pontífice não erra quando se pronuncia ex cathedra, “isto é, quando, no desempenho do múnus de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica que determinada doutrina referente à Fé e à moral deve ser sustentada por toda a Igreja”.(3)

Dir-se-ia ser um perigo depositar tal tesouro nas mãos de um homem… Sim, caso não fosse Deus o Doador! Quem o entrega a São Pedro é o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e, na realidade, é Ele quem governa a Igreja. Se nela houve abusos e desvios ao longo da História, foram por Ele permitidos para provar que, ainda que o elemento humano esteja presente, sempre prevalecerá o elemento divino.

(1) SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. I, q.57, a.5, ad 1; q.58, a.5.

(2) Idem, q.64, a.1, ad 4.

(3) DENZINGER, 3074. (Edição brasileira com base na 40ª edição alemã (2005), Ed. Paulinas e Loyola, São Pulo, 2007, p. 659-660)

(Condensado do artigo do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, “A fé de Pedro, fundamento do Papado”, na revista “Arautos do Evangelho”, nº 152, de agosto de 2014), p. 8-15.

Ilustrações: Arautos do Evangelho, Gustavo Krajl, wiki, reprodução


Fonte: Arautos do Evangelho Curitiba

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CURSO DE TEOLOGIA: UM CONSTANTE PEREGRINAR DE UNIÃO À DEUS

 

Na tarde do dia 29 de outubro, na sede dos Arautos do Evangelho, Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos de Gusmão, em Lauro de Freitas, os terciários e consagrados puderam participar da décima aula do Curso de Teologia ministrada pelo Padre Rodrigo Solera, EP.

O tema tratado neste encontro foi Pneumatologia, que corresponde ao estudo do Espírito Santo, cuja missão consiste em inspirar os homens e santificar as almas. O homem, através do Sacramento do Batismo, torna-se filho de Deus ao receber a graça santificante, que é um dom sobrenatural fruto do amor divino, pelo qual Deus o eleva infinitamente acima da condição natural. E pela Inabitação da Santíssima Trindade, a alma é cada vez mais marcada pela presença de Deus e a ação do Espírito Santo: “Não sabeis que sois o Templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor 3, 16). Estabelece-se, assim, um convívio com Deus mais intenso do que o existente entre os melhores amigos. Todos aqueles que dizem não a Deus, ao pecar, perdem o estado da graça e expulsam a Santíssima Trindade da alma. Mas, através do Sacramento da Confissão, o homem renasce para a graça.

Junto com a graça santificante, Deus dá ao homem os meios para desenvolver a vida sobrenatural em sua alma: são as virtudes e os dons. É por meio destas potências que o homem progride, cresce e atinge a perfeição. As virtudes sobrenaturais são infundidas por Deus no entendimento e na vontade do homem para que este possa operar segundo o ditame da razão iluminada pela fé. Os dons do Espírito Santo, por sua vez, são infundidos pela Providência para que a alma possa receber e cooperar com as moções do Espírito Santo. Através dos dons, será o próprio Divino Paráclito que agirá sobre as virtudes, elevando-as aos mais altos graus de perfeição. “A vida presente significa um constante peregrinar rumo à união com Deus, para que a alma seja modelada pelo Espírito Santo”. Clique aqui para acesso ao material do curso.

Após o curso de Teologia, o Padre Solera celebrou a Santa Missa, convidando-nos a enxergar tudo na vida por amor a Deus, centro de tudo e eixo de nossas vidas.

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BAHIA PREPARA-SE PARA A FESTA DE TODOS OS SANTOS NO CENTRO HISTÓRICO

Os fiéis soteropolitanos se preparam para celebrar a Festa de Todos os Santos no próximo dia 4 de novembro. Na ocasião, as Irmandades, Ordens Terceiras e Devoções, assim como os demais católicos, participarão de uma Santa Missa às 9h, na Igreja São Pedro dos Clérigos (Terreiro de Jesus), presidida pelo pároco, Padre Lázaro Muniz.

Bahia prepara-se para a Festa de Todos os Santos no Centro Histórico.jpg

Após a cerimônia, haverá uma procissão que sairá pelas ruas do Centro Histórico, inspirada no tema da festividade deste ano, intitulado “Sede santos como o vosso Pai é Santo” (Mt 5, 48).

“É importante ressaltar que os fiéis, membros das Irmandades, paróquias, Ordens Terceiras, Institutos, congregações, Novas Comunidades, grupos, movimentos e pastorais podem participar carregando a imagem do santo ou a santa de devoção”, informa o site da Arquidiocese de Salvador.

Segundo o Padre Lázaro, “essa experiência de celebrar Todos os Santos no Centro Histórico nasceu de um desejo das Irmandades, por cada uma tem uma devoção com um santo, ou um culto de um título de Nossa Senhora”.

Ainda conforme o sacerdote, “nós vimos que seria bom poder, com as irmandades, as paróquias e o povo, celebrar com o desejo muito claro de manter viva a devoção aos santos e santas da nossa fé, da nossa Igreja”. (LMI)


Fonte: gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/90995#ixzz4xQalIUfN

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PRIMEIRO SÁBADO DO MÊS – PARTICIPE!

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A FESTA DOS IRMÃOS CELESTES

“Naquele tempo, 1 vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-Se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 ‘Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem–aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de Mim. 12a Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus’” (Mt 5, 1-12a).

 

I – Os Santos, irmãos celestes?

Na Solenidade de Todos os Santos a Igreja celebra todos aqueles que já se encontram na plena posse da visão beatífica, inclusive os não canonizados. A Antífona da entrada da Missa nos faz este convite: “Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa de Todos os Santos”. Sim, alegremo-nos, porque santos são também – no sentido lato do termo – todos os que fazem parte do Corpo Místico de Cristo: não só os que conquistaram a glória celeste, como também os que satisfazem a pena temporal no Purgatório, e os que, ainda na Terra de exílio, vivem na graça de Deus. Quer estejamos neste mundo como membros da Igreja militante, quer no Purgatório como Igreja padecente, quer na felicidade eterna, já na Igreja triunfante, somos uma única e mesma Igreja. E como seus filhos temos irmandade, conforme diz São Paulo aos Efésios: “já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos Santos e membros da família de Deus” (Ef 2, 19).

Os Santos intercedem por nós e dão exemplo

   É por isso que o Prefácio desta Solenidade reza: “Festejamos, hoje, a cidade do Céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os Santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para essa cidade caminhamos pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos, alegres, na vossa luz, tantos membros da Igreja, que nos dais como exemplo e intercessão”.

   Assim, caminhando “na penumbra da fé”, voltemos a atenção para os Bem-aventurados, – nossos irmãos, se vivermos na graça de Deus -, pois eles estão mais perto d’Aquele que é a Cabeça desse Corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles são motivo de esperança para os que padecem nas chamas do Purgatório. E para nós, que possuímos pelo Batismo o germe dessa glória da qual eles já gozam, são modelo da santidade de vida que devemos alcançar. Todo nosso empenho será pouco para obter que essa semente se transforme em árvore frondosa, no pleno desabrochar de suas flores e com abundância de frutos, isto é, a glória eterna, nossa meta última.

   Precisamos avançar, então, rumo aos que estão na presença de Deus com o mesmo desejo com que procuraríamos nossa família, caso não a conhecêssemos, pois, entre os membros de uma família harmônica e bem constituída existe um imbricamento, fruto da consanguinidade, tão inquebrantável que, por exemplo, se um dos irmãos atinge uma situação de prestígio, todos os demais se regozijam. Muito maior há de ser a união daqueles que, pela filiação divina, pertencem à família de Deus, e maior também a alegria ao contemplarmos nossos irmãos louvando a Deus no Céu, por todo o sempre, e intercedendo por nós junto a Ele.

   Tais pensamentos nos dão a clave para analisar o florilégio das leituras que a Santa Igreja separou para esta Solenidade.

II – Chamados a nos reunirmos no Céu

   A primeira leitura, do Apocalipse (7, 2-4.9-14), é cheia de beleza e, ao mesmo tempo, difícil de ser explicada com profundidade, em todos os seus simbolismos. Detenhamo-nos apenas em dois aspectos que a relacionam especialmente com esta comemoração. “Eu, João, vi um outro Anjo que subia do lado onde nasce o Sol. Ele trazia a marca do Deus vivo, e gritava, em alta voz, aos quatro Anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: ‘Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus’” (Ap 7, 2-3). Este bonito trecho deixa patente que Deus só promoverá o fim do mundo quando forem ocupados todos os lugares do Céu e a coorte dos Bem-aventurados se tenha completado. Vemos como Deus, para além das ofensas cometidas contra Ele e antes de enviar o castigo à Terra, cuida de seus Santos, daqueles que Ele escolheu.

   Logo em seguida, continua São João: “Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7, 4). Este número dos que seguem o Cordeiro por toda parte (cf. Ap 14, 4) é simbólico, pois a quantidade de Santos do Céu é incalculável. Ao criar o Céu Empíreo – que, segundo São Tomás, foi a primeira criatura a sair das mãos de Deus, junto com os Anjos -, tinha Ele, desde toda a eternidade, o plano de povoá-lo com outros seres inteligentes que, além dos espíritos angélicos, fossem partícipes da natureza divina e, portanto, sócios de sua felicidade eterna.

   Eis o apelo feito a nós na Liturgia de hoje: desejar e abraçar a via da santidade para fazer parte destes cento e quarenta e quatro mil.

O predomínio do mal depois do pecado original

   Ora, a partir do pecado original o homem passou a se interessar de forma intemperante pelas coisas materiais, e aos poucos seesqueceu de Deus. Estabeleceu-se na face da Terra a luta entre o bem e o mal, entre as volúpias da carne e o chamado de Deus à santidade, e no relacionamento humano entrou o mal com uma virulência extraordinária, pois este é dinâmico, enquanto o bem é apenas difusivo. Com efeito, se não fosse a sustentação da graça, o mal dominaria completamente em nós e derrotaria o bem.

Desde o primeiro Santo, até Nosso Senhor Jesus Cristo

   Isto se faz patente logo após a saída de Adão e Eva do Jardim do Éden, na história de seus dois primeiros descendentes, Caim e Abel. Abel era um filho da luz, reto e justo, cujos sacrifícios oferecidos a Deus eram aceitos com enorme benevolência (cf. Gn 4, 4). Caim, pelo contrário, nutria em sua alma o nefasto vício da inveja que, tendo chegado ao auge, levou-o a matar seu irmão, derramando sangue inocente. Em seguida, tomado de amargura e depressão, em consequência de seu pecado, Caim quis fugir da face do Senhor, com a ilusão característica do pecador que julga poder ocultar-se de Deus, assim como se esconde do olhar dos homens (cf. Gn 4, 8.14).

   Qual não terá sido o espanto de Eva ao carregar o cadáver de seu filho nos braços e deparar-se, pela primeira vez, com o efeito do pecado cometido no Paraíso! A alma de Abel, porém, no instante em que se destacou do corpo foi para o Limbo dos Justos, à espera da vinda do Salvador que lhe abriria as portas do Céu. Precedendo os pais, ele encabeçou o cortejo dos Santos, daqueles que, aos poucos, constituiriam o número dos que deveriam passar desta vida à eterna bem-aventurança.

A Encarnação do Verbo trouxe ao mundo uma plêiade de Santos

   Entretanto, a Encarnação do Verbo e sua presença visível entre os homens trouxe ao mundo uma plêiade de Santos: desde os mártires inocentes, até o Bom Ladrão que, tendo implorado misericórdia, obteve dos lábios do próprio Deus o prêmio de ser perdoado e santificado: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43). Quando Jesus expirou na Cruz, sua Alma desceu ao Limbo, onde, decerto, o primeiro a recebê-Lo foi São José, que O aguardava havia poucos anos. Mas foi no dia de sua gloriosa Ascensão que o Redentor levou consigo essa coorte exultante de justos, introduzindo-os no Céu a fim de começar a povoá-lo. Em certo momento, com gáudio para os Bem-aventurados, Maria Santíssima subiu em corpo e alma, e foi coroada como Rainha do universo.

Ficaram escancaradas as portas da santidade

   Ao longo dos vinte séculos de História da Igreja, as moradas eternas acolheram os mártires, os doutores, os confessores… pois foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem abriu definitivamente as portas da santidade a todos os homens, com a superabundância de sua graça e sua doutrina nova dotada de potência (cf. Lc 4, 32; Mc 1, 22).

   Sinopse desta doutrina é o Sermão da Montanha, cujo centro é o Evangelho escolhido para esta Solenidade: a proclamação das Bem-aventuranças. De fato, elas são o resumo de toda a moral católica, de toda via de perfeição, de toda a prática da virtude, e se neste dia comemoramos as miríades de Santos que habitam o Paraíso Celeste, é porque eles realizaram em sua vida aquilo que o Divino Mestre delineia como causa de bem-aventurança.

   Tendo comentado este Evangelho em outras ocasiões, nos limitaremos agora a dar uma síntese dos ensinamentos nele contidos, em harmonia com a Solenidade hoje celebrada.

O contraste entre a Antiga e a Nova Lei

   Em primeiro lugar, apreciemos o contraste desta cena do Sermão da Montanha com outro importante discurso da História Sagrada: a promulgação da Antiga Lei, no Monte Sinai (cf. Ex 19-23). Parece que Nosso Senhor quis estabelecer de propósito uma contraposição entre ambos os episódios, a fim de mostrar a beleza existente na Nova Lei que Ele veio trazer, levando a Lei Antiga a maior perfeição (cf. Mt 5, 17). No Sinai, Deus permanece no cume da montanha e Moisés tem de subir até lá para receber as Tábuas da Lei. Cristo, pelo contrário, desce à meia altura do monte para Se encontrar com o homem e entregar-lhe, Ele próprio, a Nova Lei. Assim, uma Lei é promulgada no cimo da montanha, outra na orla. Enquanto no Sinai o homem deve subir até Deus, na montanha em que Jesus faz seu sermão, Deus desce até o homem.

   No Sinai, o Todo-Poderoso se apresenta em meio a trovões, relâmpagos, escuridão e som ensurdecedor de trombeta; na montanha, o Salvador senta-Se entre os homens, num ambiente suave, sereno e tranquilo, sem especiais manifestações da natureza. No Sinai, o povo tinha proibição de tocar a base do monte, pois morreria se o fizesse; na montanha, a multidão está próxima de Jesus e pode tocá-Lo, porque d’Ele emana uma virtude que cura a todos.

   No Sinai, foi dado a Moisés um código de leis, verdadeiro código penal, com severos castigos para quem o transgredisse; na montanha, Nosso Senhor mostra, com misericórdia sem limites, quais os prêmios, os benefícios e as maravilhas concedidas por Deus a quem pratica a virtude e cumpre a Lei. No Sinai, Moisés representa a Lei, servindo de exemplo por seu zelo em cumprir essa mesma Lei; na montanha, Jesus Cristo é o modelo perfeito da lei da bondade.

   No Sinai, para ouvir as prescrições divinas poderia subir qualquer homem, desde que fosse eleito por Deus; na montanha, porém, só o Homem-Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade Encarnada, podia pronunciar aquele Sermão, poisunicamente Ele, enquanto Messias, tinha autoridade para aperfeiçoar a Lei Antiga.

   Nessa perspectiva de bondade, Jesus proclama as Bem-aventuranças, mostrando a que alturas é capaz de se elevar uma alma pelo florescimento dos dons do Espírito Santo, produzindo atos de virtude heroica. Tais frutos podem brotar de maneira isolada, mas, em geral, quando o santo chega à plenitude da união com Deus, todas as bem-aventuranças se verificam numa única florada. Ser santo, então, significa ser um bem-aventurado no tempo para depois sê-lo na eternidade.

A filiação divina nos confere uma qualidade

   Em que consiste, pois, essa bem-aventurança? Na segunda leitura (I Jo 3, 1-3) desta Liturgia, um lindíssimo trecho da Primeira Epístola de São João – o Apóstolo do Amor, exímio espiritualista, sempre dado a ressaltar a vida sobrenatural – nos dá a resposta,lembrando o valor da nossa condição de filhos de Deus: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus. E nós realmente o somos” (I Jo 3, 1a). Na verdade, por ocasião do Batismo, embora a natureza humana continue a mesma,com inteligência, vontade e sensibilidade, acrescenta-se em nós uma qualidade: a participação na própria natureza divina, que nos assume por completo. A graça, explica São Boaventura, “é um dom que purifica, ilumina e aperfeiçoa a alma; que a vivifica, a reforma e a consolida; que a eleva, a assimila e a une a Deus, tornando-a aceitável; pelo que semelhante dom justamente chama-se graça, pois nos faz gratos, isto é, graça gratificante”.

   Sendo um bem do espírito, não pode ser vista com os olhos materiais, pois estes captam só o que é sensível, mas comprovamos, isto sim, seus efeitos. Santa Catarina de Sena, a quem Nosso Senhor concedera a graça de contemplar o estado das almas, chegou a afirmar a seu confessor: “Meu pai, se vísseis o fascínio de uma alma racional, não duvido que daríeis cem vezes a vida pela sua salvação, porque neste mundo nada há que se lhe possa igualar em beleza”.7

   Certas imagens podem servir para termos uma ideia, ainda que pálida, das maravilhas operadas pela graça nas almas. Imaginemos um vitral esplendoroso, com uma perfeita combinação de cores, fabricado com vidro da melhor qualidade, contendo até ouro na sua composição. Uma vez posto na janela, se não é iluminado, que valor terá peça tão espetacular? Entretanto, a partir do momento em que os raios de luz sobre ele incidem, brilhará com extraordinários matizes, desdobrando-se em mil reflexos multicoloridos.

   Outra comparação que também nos aproxima da realidade sobrenatural é a de um litro de álcool no qual são derramadas algumas gotas de fabulosa essência, finíssima e de requintado aroma. Sem deixar de ser álcool, o líquido torna-se perfume, pois é assumido pela essência.

   Da mesma forma como a luz ilumina o vitral e a essência assume o álcool – e ainda poderíamos encontrar na natureza outras imagens ilustrativas -, também a graça confere nova qualidade à alma humana, que é, por assim dizer, submersa na natureza divina, como comenta Scheeben: “Se dentre todos os homens e todos os Anjos escolhesse Deus uma só alma, para comunicar-lhe o esplendor de tão inesperada dignidade, […] deixaria estupefatos não só os mortais, mas ainda os mesmos Anjos, que se sentiriam quase tentados a adorá-la, como se fora Deus em pessoa”.8 Tal é a excelência da filiação divina!

Uma semente da glória futura

   Filhos de Deus… “nós o somos! Se o mundo não nos conhece é porque não conheceu o Pai. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos” (I Jo 3, 1b-2a). De fato, enquanto permanecemos neste mundo, em estado de prova, temos a graça santificante, recebida no Batismo, e as graças atuais, que Deus derrama sobre nós ao longo da nossa existência. Todavia, estamos apenas no começo do caminho, pois, só quando contemplarmos a Deus face a face, esta graça se transformará em glória e chegaremos ao “estado de homem feito, a estatura própria da maturidade de Cristo” (Ef 4, 13).

A ideia da felicidade eterna

   Esta é a felicidade absoluta da qual nossos irmãos, os Santos, já gozam em plenitude na eternidade e com a qual nenhuma consolação desta vida é comparável. Nossa ideia a propósito da felicidade é tão humana, que julgamos, muitas vezes, possuí-la em grau máximo ao obter algo que muito desejamos. A mera inteligência do homem não alcança a compreensão da felicidade do Céu, pois em relação a Deus somos como formigas que, andando pela terra, levantassem a cabeça para olhar o voo de uma águia no céu. A diferença entre uma formiga e uma águia é ridícula perto da infinitude existente entre a razão humana e a inteligência divina. E ainda que, dotados de uma capacidade incomum, passássemos trezentos bilhões de anos estudando, nosso verbo continuaria falho e não encontraríamos termos para nos expressarmos devidamente a respeito de Deus.

   A essência divina é definida pela teologia como o Ser subsistente por Si mesmo,9 que Se conhece, Se entende e Se ama por inteiro, tal qual é.10 Desde toda a eternidade, isto é, sem haver princípio, Deus, contemplando-Se, Se compreende inteiramente enquanto Ser incriado, necessário e superexcelente, que não depende de ninguém, que se basta; e nisto consiste sua felicidade absoluta. Contudo, seu próprio conhecimento é tão rico que gera uma Segunda Pessoa, o Filho, idêntico a Ele e tão feliz como Ele. Ambos Se amam, e deste mútuo amor entre Pai e Filho procede uma Terceira Pessoa, também feliz: o Espírito Santo. Assim, há três Pessoas, num só Deus, a Se conhecerem, Se entenderem e Se amarem, numa perpétua alegria, sem origem no tempo e sem fim, eternamente!

Um empréstimo da inteligência divina

   Pois bem, em seu infinito amor, Deus quis dar às criaturas inteligentes, Anjos e homens, um empréstimo de sua luz intelectual, o lumen gloriæ, para que possam nela entendê-Lo tal qual Ele Se entende – guardadas as proporções entre criatura e Criador -, já que, segundo explica São Tomás, “a capacidade natural do intelecto criado não basta para ver a essência de Deus” sem ser aumentada pela “graça divina”. 11 E por mais que seccione sua luz, Ele sempre permanecerá imutável e em nada será diminuído, pois é infinito.

   O eminente dominicano padre Santiago Ramírez define o lumen gloriæ como “um hábito intelectual operativo, infuso per se, pelo qual o entendimento criado se faz deiforme e torna-se imediatamente disposto à união inteligível com a própria essência divina, e se torna capaz de realizar o ato da visão beatífica”.12

   Esse “fazer-se deiforme” significa que quem entra na bem-aventurança e contempla a Deus face a face se torna semelhante a Ele, como afirma São João na continuação de sua Epístola: “Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (I Jo 3, 2b). Só no Céu veremos a Nosso Senhor Jesus Cristo de fato, uma vez que enquanto viveu na Terra ninguém O viu tal qual Ele é. Nem mesmo na Transfiguração, quando tomou, enquanto qualidade passageira, a claridade inerente ao corpo glorioso13 – como tivemos oportunidade de analisar em comentários anteriores -, São Pedro, São Tiago e São João chegaram a contemplar a essência de sua divindade, pois, do contrário, a alma deles ter-se-ia destacado do corpo.

   “Todo o que espera n’Ele purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro” (I Jo 3, 3). Quanto mais aumenta em nós a esperança desse encontro e dessa visão, e, portanto, quanto mais crescemos no desejo de nos entregarmos a Deus e de Lhe pertencermos por inteiro na caridade, mais nos purificamos do amor-próprio e do egoísmo profundamente enraizados em nossa natureza. Devemos ter bem presente que não existem três amores, mas apenas dois: o amor a Deus levado até o esquecimento de si mesmo ou o amor a si levado até o esquecimento de Deus.14

III – Sigamos o exemplo daqueles que nos precederam na graça e nos esperam na glória!

   O homem, ainda quando privado da graça, tem uma apetência de infinito que não descansa enquanto não for saciada pela união com Deus. É o que revela Santo Agostinho, em suas Confissões: “E eis que Tu estavas dentro de mim e eu fora, e fora Te procurava; e, disforme como era, lançava-me sobre as coisas belas que criaste. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Retinham-me longe de Ti aquelas coisas que, se não estivessem em Ti, não existiriam”.15 Essa felicidade imensa e indescritível, para a qual todos nós somos criados, só a atingiremos seguindo os passos daqueles que nos precederam com o sinal da Fé e que já gozam dela, por sua fidelidade a tal chamado.

   Peçamos que essa bem-aventurança eterna seja também para nós um privilégio, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, das lágrimas de Nossa Senhora e da intercessão de todos os Santos que hoje comemoramos, a fim de um dia nos encontrarmos em sua companhia no Céu. Enquanto lá não chegarmos, podemos nos relacionar com essa enorme plêiade de irmãos celestes, membros do mesmo Corpo, por um canal direto muito mais eficiente do que qualquer meio de comunicação moderno: a oração, o amor a Deus e o amor a eles enquanto unidos a Deus. Tenhamos a certeza de que, do alto, eles nos olham com benevolência, rogam por nós e nos protegem.


FONTE: (Revista Arautos do Evangelho, novembro/2013, n. 143, p. 10 à 17)

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REZEMOS PELOS NOSSOS DEFUNTOS

Honremos a memória dos finados

O Catecismo da Igreja Católica afirma que “desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos”. (no. 1032)

A festa de finados

No dia 2 de novembro, a sagrada Liturgia se lembra de modo especial dos fiéis defuntos. Depois de ter celebrado – no dia anterior, festa de Todos os Santos – o triunfo de seus filhos que já alcançaram a glória do Céu, a Igreja dirige seu maternal desvelo àqueles que sofrem no Purgatório e clamam com o salmista: “Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício”. (Sl. 141,8)

A gênese dessa celebração está na famosa abadia de Cluny, em Paris, França, quando seu quarto Abade, Santo Odilon, institui no calendário litúrgico cluniacense a “Festa dos Mortos”, dando especial oportunidade a seus monges de interceder pelos defuntos, ajudando-os a alcançarem a bem-aventurança do Céu.

A partir de Cluny, essa comemoração foi-se estendendo entre os fiéis até ser incluída no Calendário Litúrgico da Igreja, tornando-se uma devoção habitual, em todo o mundo católico.

Indulgências em favor das almas do purgatório

Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias do ano será parcial.

Para adquirir a Indulgência Plenária é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e preencher as seguintes condições:

  • Confissão sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas entre 15 dias antes e 15 depois de recebido o sacramento;
  • Comunhão eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência;
  • Oração nas intenções do Sumo Pontífice – rezar para cada indulgência.1

Detalhe de “O Juízo Final”, com a Missa de São Gregório Magno, pelo Mestre de Artés – Museu de Belas Artes, Valência (Espanha)

Oração pelos falecidos

Pai Santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por [nome do falecido], que chamastes deste mundo.

Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, Amém.

(Rezar Pai-Nosso e Ave Maria)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno, e brilhe para ele a vossa luz! Amém.

Oração pelas almas, ensinada por Nossa Senhora de Fátima

Na aparição do dia 13 de julho de 1917, a Virgem Maria pediu aos três pastorinhos:

“Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério:

‘Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas para todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem’.”

O Padre Carlos Tonelli, EP,  celebrará a Missa por todos, no dia 02/11/2017, às 9h – na Capela Nossa Senhora da Reconquista e São Domingos, Sede dos Arautos do Evangelho em Lauro de Freitas


Fonte: Apostolado do Oratório

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CONHECENDO OS ARAUTOS DO EVANGELHO – 1

Como surgiram os Arautos do Evangelho? Qual seu papel no Terceiro Milênio? Quais os carismas o Espírito Santo suscitou nesta obra nascida do coração do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, seu fundador? Qual o significado da vestimenta que os caracteriza? Que atividades exercem na Igreja? Qual a espiritualidade, fonte da vitalidade pela qual já estão presentes em tantos países, tão pouco tempo após a aprovação pontifícia?

Essas e outras perguntas são respondidas no vídeo a seguir.

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR O VÍDEO

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