SR. DR. PLINIO COMENTA: “O QUE MAIS AMEI EM MINHA VIDA!”

Assista e descubra o que Plinio Corrêa de Oliveira mais amou em sua vida.

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PAZ DE CRISTO NO REINO DE CRISTO!

Tendo o homem rompido com a justiça, a paz tinha desaparecido da face da Terra. Era preciso que Jesus viesse devolvê-la.

Darei paz à vossa terra, e vosso sono não será perturbado. Afastarei da terra os animais nocivos, e a espada não passará pela vossa terra” (Lv 26, 6). No Antigo Testamento, a paz era considerada um dos maiores dons oferecidos por Deus ao
povo eleito, e o bem por ele mais desejado.

“Senhor, proporcionai-nos a paz”

Conturbados pelos terríveis efeitos do castigo decorrente do pecado original, os homens sentiam-se inquietos. Não só a morte, mas também privações, enfermidades e tantos outros males os impediam de desfrutar uma existência serena. AJesus - portal Catedral de Barcelona..jpgintranquilidade os atormentava. Faltava-lhes um elemento essencial constitutivo da paz, definida por Santo Agostinho como “a tranquilidade da ordem”.1

Por isso ansiavam por esta paz, obra exclusivamente divina a seus olhos, que lhes seria concedida como prêmio à sua fidelidade: “Senhor, proporcionai-nos a paz! Pois Vós nos tendes tratado segundo o nosso procedimento” (Is 26, 12).

O ideal do varão justo, amado por Deus, era o do homem pacífico. “A alegria está naqueles que dão conselhos de paz” (Pr 12, 20), e eles terão como recompensa a plenitude dessa paz.

Chegou o Libertador esperado

Ora, tendo o homem rompido com a justiça, a paz tinha desaparecido da face da Terra e era preciso que alguém viesse devolvê-la para, finalmente, realizar-se aquilo de que falara o rei-profeta: “A misericórdia e a fidelidade se encontraram juntas, a justiça e a paz se oscularam” (Sl 84, 11). O profeta Jeremias antevira esse Libertador esperado, portador da tão almejada paz messiânica, aplicando-Lhe estas palavras: “Bem conheço os desígnios que mantenho para convosco – oráculo do Senhor -, desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro e uma esperança” (Jr 29, 11).

Seu nascimento não foi coberto de pompas e glória, mas nasceu pobre, numa gruta nos arredores de Belém. Não era – como sonhavam os judeus – a figura do Messias dominador enviado para arrebentar as pesadas cadeias do jugo romano e exterminar ao fio da espada todos os inimigos do povo eleito. Não. Foi um tenro Menino, que ocultou sob as debilidades da infância o poder de um Deus. É verdadeiramente o “Príncipe da Paz” (Is 9, 5), prometido por Isaías, que veio trazer à Terra um oceano de bem e de amor, capaz de transmitir a felicidade plena ao universo inteiro e a mil mundos, caso existissem. Os Anjos do Céu, arautos de seu advento, transmitiram a boa-nova cantando um hino de paz: “Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na Terra aos homens de boa vontade” (Lc 2, 14).

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”

Ao longo de sua vida pública, Jesus mostrou-Se todo amor e misericórdia. Fazer o bem era o seu lema. Não veio para condenar, mas para perdoar, para aliviar nossas costas dos fardos, e trazer ao mundo uma economia da graça totalmente nova. Chorou sobre a cidade de Jerusalém, soltando esta pungente lamentação: “Se tu conhecesses ainda o que te pode trazer a paz!” (Lc 19, 42). Chamou de bem-aventurados os pacíficos (cf. Mt 5, 9) e ordenou a seus discípulos: “Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa!” (Lc 10, 5).

Após a Última Ceia, antes de partir para o Pai, quando Se preparava para derramar todo o seu Sangue como preço de nossa Redenção, deixou aos seus um precioso legado que os sustentaria em meio às tribulações que se aproximavam: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!” (Jo 14, 27).

A tranquilidade e o equilíbrio, arrebatados ao homem depois do pecado, foram-lhe restituídos com aquela saudação: “A paz seja convosco” (Jo 20, 19), empregada por Cristo, vitorioso sobre a morte, ao aparecer milagrosamente no meio de seus discípulos.

Assim, a paz entre Deus e os homens foi restabelecida pela Morte e Ressurreição do próprio Filho de Deus, o Verbo Eterno feito carne, o qual Se submeteu, obediente, ao que o Pai em sua justiça Lhe ordenara.  Mais tarde, São Paulo realçou essa pacificação, ao afirmar: “Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5, 1).

Que o Espírito Santo faça reflorescer a virtude na Terra

Entretanto, percorrendo com os olhos o mundo de nossos dias, encontramo-lo no extremo oposto da paz. No interior dos corações penetraram o tédio, a apreensão, a angústia e a frustração, para não falar do verme roedor do orgulho e da sensualidade. A instituição da família tornou-se, em muitos lugares, peça de museu. Os homens digladiam entre si, sem levar em conta o direito alheio. Em síntese, não há paz individual, nem familiar, nem mundial.

Mais uma vez na História, o povo anda na escuridão e jaz nas mais pavorosas trevas. A humanidade parece caminhar às apalpadelas e torna-se premente a necessidade de uma luz que a ilumine e guie, qual nova estrela de Belém.

Por esta razão, nossos corações se voltam à Rainha da Paz a fim de suplicar sua poderosa intercessão para que o Divino Espírito Santo, repetindo o milagre de Pentecostes, ateie nos corações o fogo da caridade. Se Ele fizer reflorescer a virtude na Terra, os homens procurarão a Deus de toda a alma, orientarão seus passos nas pegadas de Jesus, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6), e tomarão como fonte de conhecimento e modelo a ser imitado Aquele que disse: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 29). Teremos assim uma sociedade impregnada de santidade, reflexo da sublimidade de Deus. Uma sociedade onde a força e a comiseração, a majestade e a bondade, a seriedade e a suavidade andarão juntas e se oscularão. Quanta doçura! Quanta ordem! Que paz!

Realizar-se-á afinal aquela profecia de Isaías: “Ah! Se tivesses sido atento às minhas ordens! Teu bem-estar assemelhar-se-ia a um rio, e tua felicidade às ondas do mar; tua posteridade seria como a areia, e teus descendentes, como os grãos de areia; nada poderia apagar nem abolir teu nome de diante de Mim” (Is 48, 18-19). Ou seja, firmar-se-á no mundo, como nunca antes, a paz de Cristo no Reino de Cristo. (Revista Arautos do Evangelho, Fevereiro/2015, n. 158, p. 18-19)


Fonte: Arautos do Evangelho

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PARA TUDO HÁ TEMPO

Se nos lembrássemos com frequência de que Deus é senhor de nossas vidas e tudo dispõe para nossa salvação eterna, certamente nos inquietaríamos menos com as dificuldades grandes ou pequenas.

Não faz muito tempo, tive oportunidade de visitar uma pequena aldeia de pescadores, numa região bastante afastada do centro urbano. A mim, acostumado desde criança aos recursos e facilidades que a grande cidade oferece, chamou-me a atenção a marcante diferença entre o estilo de vida do citadino e o do aldeão. E mais ainda, entre os dois tipos humanos.

As casas, bem alinhadas sobre uns rochedos próximos à costa, eram simpáticas e aconchegantes, embora longe de trazer a por do sol.JPGmarca da riqueza. Do lado de fora, sólidas redes de pesca penduradas, algumas com remendos, outras cobertas por uma espécie de limo verde.

Caminhando pelas ruas estreitas e irrepreensivelmente limpas, cruzei com bandos de crianças alegres e despreocupadas, homens caminhando sem pressa e, de vez em quando, uma mulher toda trajada de negro, cujo luto rigoroso era um sinal do destino de tantos homens que têm a ousadia de enfrentar o mar…

Vi só barcos médios e pequenos; alguns jaziam sobre a areia, outros balouçavam na água. Pelas redondezas da praia, grupos de pescadores entretinham- se numa conversa aparentemente sem fim, uns sentados em toscos bancos, outros em pedras ou mesmo no solo. Não vi indício algum de preparação para a pesca na manhã seguinte, mas, mesmo assim, perguntei ao velho aldeão que me servia de cicerone:

– A que horas vão sair para pescar amanhã?

– Oh, não… Amanhã é impossível… Vê aquelas pequenas nuvens que se avolumam lá longe no horizonte, e sente esse ventinho que sopra do sul? Esta noite desabará uma tempestade, e durante todo o dia de amanhã o mar estará revolto. Você compreende… Somos pescadores, e vivemos à mercê do mar. Se Deus nos concede bom tempo, saímos. Se Ele permite mau tempo, sentamos e esperamos. Não há de que se preocupar, muito menos de se irritar… Para tudo há tempo.

O velho pescador dizia isso muito tranqüilo, enquanto apertava os olhos para melhor observar as tais nuvens por ele indicadas. Seu tom de voz transmitia uma serenidade quase tão grande quanto o número de anos que lhe pesavam sobre os ombros.

Pouco depois, outros pescadores juntaram- se à conversa, contentes por poderem contar suas experiências a um visitante vindo da cidade grande. Durante algumas horas, narraram-me histórias de festivos dias de abundante pescaria, como também de dias tristes de escassez, e de lances trágicos em que, cheios de dor mas impotentes, viram um companheiro desaparecer para sempre sob as ondas do oceano impiedoso.

Causou-me viva impressão a naturalidade com que esses homens, curtidos pelo sal e pelo sol, encaravam essa oscilação entre a alegria e a dor, entre a abundância e a carência. No fim da tarde, segui meu caminho. Ao subir a colina, passei por uma enorme cruz, ali erguida em memória daqueles que o mar havia tragado. Ao longe, nuvens negras se aproximavam, confirmando a previsão do velho e experiente marinheiro.

Enquanto caminhava pela estrada, eu meditava no que tinha visto e ouvido. Admirava-me ver como aqueles aldeões seguiam, em sua vida de incertezas e sofrimentos, o exemplo de resignação dado pelo Divino Mestre: “Não se faça como Eu quero, mas sim como Tu queres” (Mt 26, 39).

A conformidade com a vontade de Deus nem sempre é uma virtude fácil de praticar. Se nos lembrássemos com freqüência de que Deus é senhor de nossas vidas e, em sua sabedoria, tudo dispõe para nossa salvação eterna, certamente nos inquietaríamos menos com as dificuldades grandes ou pequenas com as quais nos deparamos. A exemplo dos pescadores, saberíamos esperar passarem as tempestades e, contentes, “lançar de novo as redes” logo que sair o sol.

Claro está que a virtude da resignação não significa deixar-se cair num imobilismo fatalista, muito menos afundar-se mar.JPGnum comodismo que espera inerte as benesses caírem das nuvens. Trata-se de ter a sabedoria de se lançar com ardor nas lutas da vida, sabendo que, neste vale de lágrimas, os reveses são permitidos por Deus e os sofrimentos não constituem surpresas.

A Sagrada Escritura traz muitos ensinamentos a esse respeito, mas poucas passagens, a meu ver, ilustram tão bem esse espírito de serenidade e de submissão aos desígnios divinos como o capítulo terceiro do Eclesiastes, no qual o Sábio nos ensina:

“Todas as coisas têm o seu tempo e todas elas passam debaixo do céu segundo o termo que a cada uma foi prescrito. Há tempo de nascer e tempo de morrer. Há tempo de plantar. Há tempo de arrancar o que se plantou. Há tempo de matar e tempo de sarar. Há tempo de destruir e tempo de edificar. Há tempo de chorar e tempo de rir. Há tempo de se afligir e tempo de dançar. Há tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar. Há tempo de dar abraços e tempo de se afastar deles. Há tempo de adquirir e tempo de perder. Há tempo de guardar e tempo de lançar fora. Há tempo de rasgar e tempo de coser. Há tempo de calar e tempo de falar. Há tempo de amor e tempo de ódio. Há tempo de guerra e tempo de paz” (Ecl 3, 1-8).

Ao que parece, os rijos marinheiros da pequena aldeia não conhecem estas sábias considerações, nada neles indica homens muito versados nas Escrituras… Contudo, na simplicidade de suas vidas de sinceros cristãos seguem o exemplo a nós dado pelo Salvador: “Desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a de meu Pai que Me enviou” (Jo 6, 38).

Ao invés de viverem como tantas pessoas dos dias de hoje – cheias de angústia por falta de confiança na infinita bondade do Criador – aqueles resolutos pescadores enfrentam as inevitáveis dificuldades da vida, mas sabem esperar a bonança enviada por Deus, enquanto com voz calma e pausada repetem: “Para tudo há tempo…” (Revista Arautos do Evangelho, Junho/2006, n. 54, p. 50-51)


Fonte: Arautos do Evangelho

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LANÇAMENTO DE NOVOS ORATÓRIOS EM SANTA TEREZA DO OESTE/PR

Após a Missão em Cascavel, prosseguindo as atividades de evangelização no Oeste Paranaense, os missionários partiram para a cidade de Santa Tereza do Oeste

Ir. Mozart Ramiro, EP

Entre os dias 05 e 11 de março deste ano, os missionários da Cavalaria de Maria realizaram Missão na Paróquia Santa Tereza D’Ávila em Santa Tereza do Oeste/PR, atendendo ao pedido do pároco, Revmo. Pe. Rosevaldo Bahls.

Percorreram as ruas da cidade, levando aos lares e estabelecimentos a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, a qual foi recebida com amor, carinho e grande entusiasmo pela população. As famílias abriram seus lares e o coração para receber Nossa Senhora.

Novos grupos do Apostolado do Oratório foram formados durante a Missão. Como sempre, se pôde notar a irresistível atração que Maria Santíssima exerce sobre as almas que Ela quer mais perto de Si e de seu Divino Filho.

Veja algumas fotos da Missão.


Fonte: Apostolado do Oratório

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SANTO DO DIA: SÃO FRANCISCO DE PAULA

São Francisco de Paula - Revista Arautos do Evangelho - Revista Católica

Místico e analfabeto, teve uma vida longa e santa voltada para o amor de Deus e santificação dos homens. A Santa Igreja o elevou às honras dos altares e sua festa é comemorada em 2 de abril, dia em que morreu, aos 91 anos, na Sexta-feira Santa de 1507

De um santo casal sem filhos…

Tiago e Viena formavam um casal que vivia em Paula, pequena cidade da Calábria, na Itália. Tiago era agricultor. Viena ajudava o marido no que era possível a uma mulher fazer. Juntos, eles constituíam um casal católico exemplar.

Embora levando uma vida difícil, procuravam santificar-se: rezavam bastante, jejuavam, praticavam boas obras, faziam penitência. Consideravam-se felizes. A felicidade de situação em que viviam, no entanto, era empalidecida por algo lhes penalizava: não conseguiam ter filhos.

…milagrosamente, nasce um menino…

Não faltavam pedidos, orações e sacrifícios para que Deus lhes enviasse um filho. Pediam muito a intercessão de São Francisco de Assis, de quem eram devotos. Prometeram até que, se o santo lhes atendesse, dariam o nome de Francisco ao primeiro dos filhos que tivessem.

Deus ouviu tão prementes e piedosos pedidos: nasceu-lhes um filho. O menino tinha uma infecção nos olhos e poderia ficar cego. De novo procuraram São Francisco. Com respeito, pediam que ele atendesse por inteiro o pedido deles e não apenas pela metade.

Tiago e Viena prometiam ao Santo que, se ele curasse o menino, tão logo a idade o permitisse, ele seria vestido com o hábito de frade franciscano e colocado, por um ano, num convento da Ordem de São Francisco.

Novamente o casal foi atendido. Francisco crescia saudável, abençoado por Deus e com evidentes pendores para a santidade. Até os 12 anos seguia o exemplo paterno: rezava e praticava penitência.

…que se tornou um “menino frade”, exemplar, obediente e milagreiro.

São Francisco de Paula - Revista Arautos do Evangelho - Revista Católica

O tempo passou e Tiago e Viena não tinam cumprido ainda a promessa feita. Um dia apareceu na casa deles um frade franciscano lembrando que chegara a hora de cumprirem a promessa feita. Os pais, de bom grado, levaram o jovenzinho com o hábito de São Francisco para o convento de São Marcos, onde era observava rigorosamente a regra da Ordem dos Frades Menores.

O jovem Francisco, mesmo não estando obrigado, cumpria com exatidão as normas conventuais. E isso a tal ponto que se tornou modelo de observância da regra. Era exemplo até para os frades mais experimentados e vividos nas práticas religiosas. Já nessa ocasião, alguns fatos extraordinários marcaram a vida do pequeno Francisco.

Um dia o irmão sacristão ordenou-lhe que fosse buscar brasas para o turíbulo. Porém, esqueceu-se de dizer a Francisco como deveria proceder. Com toda simplicidade e inocência, ele atendeu ao pedido colocando as brasas em seu hábito e as levou ao irmão sacristão. Seu hábito nada sofreu.

Em uma outra ocasião, ele ficou como encarregado da cozinha. Pôs os alimentos em uma panela e a colocou sobre o carvões e lá a deixou. Em seguida foi para a igreja rezar, esquecendo-se de acender o fogo…

Rezando, entrou em estase, e tempo foi passando. Um frade entrou na cozinha e viu o fogo apagado. Procurou Francisco perguntando se a refeição estava pronta. O jovem respondeu que sim e, em seguida, foi para a cozinha. Não se sabe como, o certo é que o fogo estava aceso e os alimentos cozidos…

Fez-se um Eremita adolescente…

Claro que os bons frades do convento de São Marcos queriam que o jovem Francisco continuasse entre eles. Era um adorno para o convento aquele adolescente que já dava tantos indícios de santidade. O jovem, no entanto, sentia-se chamado para outro estado de vida.

Tendo já cumprido a promessa de ficar um ano no convento, com os pais, ele foi conhecer Roma, Assis, Loreto e Monte Cassino. Ficou impressionado com Monte Cassino.

Soube que naquele lugar São Bento estabelecera-se aos 14 anos para entregar-se todo a Deus, ele fez também o mesmo propósito: pediu aos pais que o deixassem viver como eremita na chácara que habitavam. Tiago e Viena aceitaram o pedido do filho. E não só consentiram que se mudasse para sua “ermida”, mas passaram a levar-lhe a alimentação.

Mas, Francisco deseja ser mais radical em sua solidão. Um dia ele desapareceu: havia subido a uma montanha próxima. Nela encontrou uma pequena gruta e a transformou no local onde passou a morar por seis anos.

Vivia exclusivamente para Deus, na contemplação e penitência. Seu alimento eram raízes e ervas silvestres.

De acordo com uma tradição corrente na Ordem fundada por ele, foi nessa gruta eremítica que ele recebeu, das mãos de um Anjo, o hábito monástico.

…aprovado pelo Bispo e com discípulos, funda uma Ordem Religiosa.

São Francisco de Paula - Revista Arautos do Evangelho - Revista Católica

Com 19 anos de idade, Francisco obteve licença do Bispo local para construir um mosteiro no alto de um monte próximo a Paula. Logo surgiram os primeiros discípulos e auxiliares.

Da construção desse Mosteiro participaram os habitantes da cidade. Pouco importando que fossem ricos ou pobres, nobres ou plebeus. Era um verdadeiro milagre: todos queriam ajudar. Eles foram testemunhas de inúmeros milagres.

Viram pedras se deslocarem à uma simples ordem de Francisco. Árvores pesadas e pedras enormes tornavam-se leves para serem removidas ou transportadas. Os víveres, cuja quantidade mal daria para saciar a fome de um só trabalhador, alimentavam a muitos. Até pessoas enfermas que iam participar das construções ficavam curadas.

Foi dai que nasceram as origens da “Ordem dos Mínimos”, ordem religiosa fundada oficialmente por São Francisco de Paula em 1435.

Arcanjo São Miguel era seu protetor e também da Ordem que ele fundou. Foi o Arcanjo quem trouxe-lhe uma espécie de ostensório no qual aparecia o sol tendo um fundo azul e escrita a palavra Caridade. São Miguel mostrou-lhe ostensório e recomendou ao Santo tomá-lo como emblema de sua Ordem.

Francisco tinha na simplicidade de vida um coroamento de todas suas virtudes. Ele era bom, franco, cândido, serviçal, sempre disposto a fazer o bem a qualquer um. Esse espírito, ele comunicou em abundância a seus filhos espirituais.

Fatos, profecias e mais milagres

A Divina Providencia distribui seus dons a quem fará uso deles para maior glória de Deus. Sendo assim, é o caso de dizer que São Francisco de Paula glorificou muito a Deus, aplicando esses dons abundantemente. Até parece que seu carisma constituía-se em fazer milagres.

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Um autor chegou a afirmar sobre ele: “Não há espécie de doenças que ele não tenha curado, de sentidos e membros do corpo humano sobre os quais não tenha exercido a graça e o poder que Deus lhe havia dado. Ele restituiu a vista a cegos, a audição a surdos, a palavra aos mudos, o uso dos pés e mãos a estropiados, a vida a agonizantes e mortos; e, o que é mais considerável, a razão a insensatos e frenéticos”. “Não houve jamais mal, por maior e mais incurável que parecesse, que pudesse resistir à sua voz ou ao seu toque. Acorria-se a ele de todas as partes, não só um a um, mas em grandes grupos e às centenas, como se ele fosse o Anjo Rafael e um médico descido do Céu; e, segundo o testemunho daqueles que o acompanhavam ordinariamente, ninguém jamais retornou descontente, mas cada um bendizia a Deus de ter recebido o cumprimento do que desejava” (1).

Francisco ressuscitou seu próprio sobrinho chamado Nicolas. Ele queria ser monge na Ordem que seu tio havia fundado. Mas sua mãe se opôs ferrenhamente a isso.

Nicolas adoeceu e morreu.

O corpo estava sendo velado na igreja do convento e Francisco pediu que o conduzissem à sua cela. Passou a noite em lágrimas e orações. Foi assim que, naquela noite, ele obteve de Deus que o rapaz fosse ressuscitado.

Quando, na manhã seguinte, a mãe de Nicolas veio para assistir ao sepultamento do filho, Francisco perguntou-lhe se ela ainda se opunha a que ele se fizesse religioso. “Ah!” – disse ela em lágrimas – “se eu não me tivesse oposto, talvez ele ainda vivesse”. – “Quer dizer que você está arrependida?” – insistiu o Santo. – “Ah, sim!”. Francisco, então, trouxe-lhe o filho são e salvo.

Em prantos, a mãe abraçou o filho concedendo a licença que havia negado.

Tornou-se famosa outra ressurreição realizada pela intercessão de Francisco. Foi aquela em que viveu novamente um homem malfeitor que a justiça havia enforcado três dias antes.

São Francisco de Paula não só lhe restituiu a vida do corpo, como também a da alma. Mas Francisco também ressuscitou duas vezes a mesma pessoa: Tomás de Yvre, era habitante de Paterne, França, e trabalhava na construção do convento de sua cidade. Num acidente ele foi esmagado por uma árvore. São Francisco o ressuscitou.

Algum tempo depois, Tomás caiu do alto do campanário e morreu em consequência da queda. Novamente o Santo restituiu-lhe a vida. São Francisco era também dotado de uma graça especial para a obtenção do favor da maternidade para mulheres estéreis. Muitos milagres desse gênero foram relatados no processo de canonização do Santo em Tours. Alguns deles foram acontecidos em casas reais ou principescas.

Um analfabeto cheio de sabedoria e santidade

Na verdade ele era analfabeto, mas isso pouco importa. Em suas homilias, ele pregava com tanta sabedoria que deixava seus ouvintes extasiados e entusiasmados: a boca fala é da abundancia do coração…

Em seu modo de ser, de portar-se e agir brilhavam em grau heroico a virtude da sabedoria, além da prudência, da justiça, da temperança e da fortaleza. Por isso, mesmo é que esse Santo não alfabetizado mão sentiu nenhum constrangimento ao conversar ou dar conselhos a Papas, reis e a grandes deste mundo.

Ficar na França foi discernimento da vontade de Deus

Sua fama chegou até na França. O Rei Luís XI estava atacado por doença que poderia levá-lo à morte. E não duvidou: pediu ao Santo que fosse até a França para curá-lo. Mas Francisco só se dirigiu à côrte francesa depois de uma ordem formal do Papa.

A ida dele foi providencial para a expansão de sua Ordem não só na França, mas também em outros países da Europa, como Alemanha e Espanha.

Estando com o Rei, ele discerniu que a vontade de Deus não era que ele se curasse, mas, em seus desígnios queria levá-lo desta vida. Sem temor, ele disse isso a Luís XI e, com isso, preparou-o para a morte. Foi nessas circunstancias que o monarca confiou a Francisco a formação de seus filhos, sobretudo ao principe herdeiro que tinha, então, apenas 14 anos.

Francisco foi também o confessor da Princesa Joana. Depois que de repudiada por seu marido, o futuro Luís XII, tornou-se religiosa e, morrendo santamente, foi canonizada recebendo a maior das honras, a dos altares. Foi por conselho de Francisco que o Rei Carlos VIII casou-se com Ana de Bretanha, herdeira única daquele ducado, que veio assim unir-se ao Reino da França.

Imitou Jesus até a morte

São Francisco de Paula - Revista Arautos do Evangelho - Revista Católica

Francisco dormia sobre umas pranchas. Isso quando dormia, pois, geralmente passava grande parte das noites rezando. Parecia viver continuamente em espírito de quaresma. Muitas vezes, comia apenas a cada oito dias. Para melhor imitar a Nosso Senhor Jesus Cristo, uma vez, passou toda uma quaresma sem alimentar-se.

Seu hábito era de um tecido grosseiro, bem rude. Embora, como penitencia, o usasse dia e noite, era limpo e dele subia um odor agradável a todos os olfatos.

Seu rosto, sempre tranquilo e ameno, parecia não se ressentir das austeridades que praticava e nem dos efeitos da idade.

A alguém com uma vida assim levada por amor de Deus, não haveria demônio que o resistisse. Foram inúmeros os casos de possessos que ele livrou do jugo diabólico.

São Francisco de Paula tinha como devoções particulares o culto ao mistério da Santíssima Trindade e da Anunciação da Virgem, uma veneração aos nomes santíssimos de Jesus e Maria e uma verdadeira adoração à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto padecendo a Paixão.

Seria indício de uma identificação a mais com Nosso Senhor, quem, tendo essas devoções viesse a morrer no dia em que nossa Redenção se consumou.

E foi o que aconteceu: na Sexta-feira Santa do ano de 1507, aos 91 anos de idade ele faleceu.

Mas, ele “morreu” ainda uma segunda vez…

Durante as Guerras de Religião na Europa, os protestantes calvinistas, em 1562, invadiram o convento de Plessis, França. Ali estava enterrado o Santo. Então, como ele havia predito, seu corpo, ainda incorrupto, foi tirado do sepulcro e foi queimado com a madeira pertencente a um grande crucifixo da igreja. Ele, praticamente, foi martirizado depois da morte.

A gloria de São Francisco de Paula permanece até nossos dias, apesar do ódio dos inimigos da fé. E permanecerá para sempre.

São Francisco de Paula


Fonte: Revista Arautos do Evangelho

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PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

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A RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Quia surrexit sicut dicit… Tal como havia anunciado aos seus (Mt 16, 21; 17,9; 17, 22; 20, 19; Jo 2, 19, 20 e 21; Mt 12, 40), Jesus ressuscitou

 

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

Esse supremo fato já havia sido previsto por David (Sl 15, 10) e por Isaías (Is 11, 10).

São Paulo ressaltará o valor desse grandioso acontecimento: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Cor 15, 14).

Daí a importância capital da Páscoa da Ressurrei­ção, a magna festa da Cristandade, a mais antiga, e centro de todas as outras, solene, majestosa e pervadida de júbilo: “Haec est dies quam fecit Dominus. Exultemus et laetemur in ea” — esse é o dia que o Senhor fez, seja para nós dia de alegria e felicidade (Sl 117, 24).

Na liturgia, essa alegria é prolongada pela repetição da palavra “aleluia”, pelo branco dos paramentos e pelos cânticos de exultação. Com razão dizia Tertuliano: “Somai todas as solenidades dos gentios e não chegareis aos nossos cinqüenta dias de Páscoa” (De idolatria, c 14).

Na Ressurreição do Senhor, além de contemplarmos o triunfo de Jesus Cristo, celebramos também a nossa futura vitória, sendo aplicáveis a nós as belas palavras de São Paulo: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?” (1 Cor 15, 55).

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“Morrendo, destruiu a morte, e, ressurgindo, deu-nos a vida; Nossa morte foi redimida pela sua e na sua Ressurreição ressurgiu a vida para todos; Imolado, já não morre; e, morto, vive eternamente; E, destruindo a morte, garantiu-nos a vida em plenitude” (Liturgia de Páscoa).


Fonte: Apostolado do Oratório

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SÁBADO SANTO: A VIGÍLIA PASCAL

No sábado santo honra-se a sepultura de Jesus Cristo e a sua descida ao Limbo, e, depois do sinal do Glória, começa-se a honrar a sua gloriosa ressurreição.

A noite do sábado santo é especial e solene, é denominada também como Vigília Pascal.

A Vigília Pascal, era antigamente à meia-noite, mas depois foi mudada para ser a partir das 20 horas, no entanto, ela não pode começar antes do início da noite e deve terminar antes da aurora do domingo.

É considerada “a mãe de todas as santas Vigílias” (S. Agostinho, Sermão 219: PL 38, 1088. 1). Nela a Igreja mantém-se em vigília, à espera da Ressurreição do Senhor. E celebra-a com os sacramentos da Iniciação cristã. Esta noite é “uma vigília emfogareiro - Sábado santo.jpg honra do Senhor” (Ex 12,42).

Assim ouvindo a advertência de Nosso Senhor no Evangelho (Lc 12, 35), aguardamos o retorno do Senhor, tendo nas mãos lâmpadas acesas, para que ao voltar nos encontre vigilantes e nos faça sentar à sua mesa.

A vigília desta noite é dividida do seguinte modo:
1º – A celebração da luz;
2º – A meditação sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa;
3º – O nascimento espiritual de novos filhos de Deus através do sacramento do batismo;
4º – E por fim a tão esperada comunhão pascal, na qual rendemos ação de graças a Nosso Senhor por sua gloriosa ressurreição, na esperança de que possamos também nós ressurgir como Ele para a vida eterna.

Benção do lume novo

As luzes da igreja estão todas apagadas. Do lado de fora está um fogareiro preparado pelo sacristão antes do início das funções, com a faísca tirada de uma pedra.

Junto está uma colher para recolher as brasas e colocá-las dentro do turíbulo. Então o celebrante abençoa o fogo e o turiferário recolhe algumas brasas bentas e as coloca no turíbulo.

A benção se originou na Gália (França). O costume de extrair fogo golpeando uma pedra provém da antiguidade germânica. A pedra representa Cristo, “a pedra angular” que, sob os golpes da cruz, jorrou sobre nós o Espírito Santo.

O fogo novo, representativo da Ressurreição de Nosso Senhor, luz Divina apagada por três dias, que há de aparecer ao pé do túmulo de Cristo, que se imagina exterior ao recinto da igreja, e resplandecerá no dia da ressurreição.

Este fogo deve ser novo porque Nosso Senhor, simbolizado por ele, acaba de sair do túmulo. Essa cerimônia era já conhecida nos primeiros séculos. Tem sua origem no costume romano de iluminar a noite com muitas lâmpadas. Essas lâmpadaspassam a ser símbolo do Senhor Ressuscitado dentro da noite da morte.

O círio pascal

Este talvez seja o único objeto litúrgico que pode ser visto apenas por quarenta dias. Surge no início da vigília pascal e no dia da Ascensão do Senhor desaparece. O círio pascal é símbolo da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a evocação de Cristo glorioso, vencedor da morte.

Originalmente o círio tinha a altura de um homem, simbolizando Cristo-luz que brilha entre as trevas. Os teólogos enriqueceram-no com elementos simbólicos. Um acólito traz ao celebrante o círio pascal, que grava no mesmo as seguintes inscrições:

1º – Uma cruz. Dizendo: “Cristo ontem e hoje. Princípio e fim”.

2º – As letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego. Isso quer significar que Deus é “o principio e o fim de tudo”, que tudo provém de Deus, subsiste por causa dele e vai para ele: “Alfa e Ômega”.

3º – Os algarismos, colocados entre os braços da cruz, marcando as cifras do ano corrente. É para expressar que Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é o princípio e o fim de tudo, o Senhor do tempo, é o centro da História e a Ele compete o tempo, a eternidade, a glória e o poder pelos séculos, a ele oferecemos este ano e tudo o que nele fizermos; “A ele o tempo e a eternidade a glória e o poder pelos séculos sem fim. Amém”.

4º – Cinco grãos de incenso em forma de cravos, nas cinco cavidades previamente feitas no meio do círio, dispostas em forma de cruz. Esse cerimonial simboliza as cinco chagas de Nosso Senhor nas quais penetraram os aromas e perfumes levados por Santa Maria Madalena e as santas mulheres ao sepulcro.

O incenso é uma substância aromática que queimamos em louvor a Deus. Sua fumaça, subindo, simboliza nosso desejo de permanente união com Ele e de que nossa vida, nossas ações e nossas orações sejam agradáveis ao Senhor.

A fumaça representa também, nossa oração, que desejamos chegue a Deus, como suave perfume de amor. Esses grãos simbolizam ainda as cinco chagas gloriosas do Cristo Ressuscitado que lhe possibilitaram amar-nos totalmente, conforme EleCírio Pascal..jpg mesmo dissera: “Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15, 13): “Por suas santas chagas, suas chagas gloriosas, Cristo Senhor nos proteja e nos guarde. Amém”. O sacerdote acende depois o círio, no fogo novo por ele abençoado. O círio servirá para dar lume às demais velas e à lamparina do santuário.

A procissão feita com o Círio Pascal

Após a cerimônia de preparação do Círio Pascal, é ele solenemente introduzido no templo por um diácono que por, três vezes, ao longo do cortejo pela nave central, canta elevando sucessivamente o tom: “Lumen Christi” (Eis a luz de Cristo).

O coro e o povo respondem: “Deo gratias”. (Graças a Deus). Em cada parada, aos poucos, vão sendo acesas as velas.

Na primeira parada é acesa a vela do celebrante; na segunda, feita no meio do corredor central, são acesas as velas dos clérigos; na terceira vez por fim, se acendem as velas dos assistentes que comunicam as chamas do círio bento até toda a igreja estar iluminada.

As velas são acesas no Círio Pascal, pois nossa luz vem de Cristo.

O diácono, que vem vindo, é, portanto, mensageiro e arauto da nova auspiciosa. Anuncia ao povo a Ressurreição de Cristo, como outrora o Anjo às santas mulheres.

As palavras “Lumen Christi”, significam que Jesus Cristo é a única luz do mundo.

A procissão, que se forma atrás do Círio Pascal é repleta de símbolos.

É alusão às palavras de Nosso Senhor: “Eu Sou a Luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12; cf. Jo 9,5; 12,46).

O círio, conduzido à frente, recorda a coluna de fogo pela qual Javé precedia na escuridão da noite o povo de Israel ao sair da escravidão do Egito e lhe mostrava o caminho (Ex 13, 21).

O cristão é aquele que, para iluminar, se deixa consumir, que em sua luz acende outras, dando sua própria, vida, como ensinou e o fez Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Jo 15,13).

O Precônio pascal

Ao término da procissão, na qual se introduz o Círio no interior do Templo, é ele colocado em local apropriado. Com a vela acesa na mão renovamos nossa fé, proclamando Jesus Cristo como sendo a Luz do mundo que ressurgiu das trevas para iluminar nosso caminho.

Lembras-se aqui também que, por vocação todo cristão é chamado a ser também luz, como o próprio Cristo nos diz: “Vós sois a luz do mundo. Que, portanto, brilhe vossa luz diante dos homens, para que as pessoas vejam vossas boas obras, e glorifiquem vosso Pai que está nos céus!” (Mt 5,14.16).

O diácono, após incensar o círio e o livro, canta o Precônio Pascal (Praeconium pascale, significa anunciação da páscoa), emque se exaltam os benefícios da Redenção, e que é um belo poema, fruto de uma meditação realizada a partir da vela, contemplando o trabalho das abelhas e o material para a confecção da vela, o significado da luz ao longo da história de Israel e, de modo especial, sobre Jesus, a Luz do mundo.

As palavras deste hino são atribuídas a Santo Ambrósio e Santo Agostinho.

É esse canto o antigo lucernário da vigília pascal. O nome lucernário foi dado às orações que se diziam na reunião litúrgica ao acenderem-se as luzes ao anoitecer. Dai em diante o Círio Pascal estará aceso em todas as funções, durante quarenta dias, recordando a permanência na terra de Cristo ressuscitado.

O Círio será retirado do presbitério no dia da Ascensão, isto é, no momento em que Jesus Cristo ressuscitado sobe ao céu.

Leitura das profecias

Nos primórdios da Igreja, aqui estava como que o centro da Vigília, antes da Missa Pascal.

Nesta hora, aproximavam-se os catecúmenos, para receberem o Batismo. A fim de ocupar a atenção dos fiéis e para maior instrução dos catecúmenos, liam-se na tribuna passos da Sagrada Escritura apropriados ao ato. Eram as doze profecias, como que um resumo histórico da religião: criação, dilúvio, libertação dos israelitas, oráculos messiânicos.

Atualmente são feitas apenas nove leituras, sete do Antigo Testamento e duas do Novo.

Para cada leitura, há uma oração, com cântico ou salmo responsorial. Após a sétima leitura, são acesas as velas do altar a partir do Círio Pascal e o sacerdote entoa o canto do Glória in excelsis Deo, com acompanhamento de instrumentos musicais e de sinos, que ficaram calados durante todo o tríduo sagrado. A Igreja, portanto, entra inteira na alegria pascal. Logo em seguida é feita a primeira leitura, do Novo Testamento (Rm 6,3-11), que é sobre o Batismo. Após o término das leituras, o sacerdote entoa o canto solene do “Aleluia”, quebrando o clima de tristeza que acompanhava o tempo da quaresma. Esse leitura das profecias - Sábado santo.jpgcanto solene, repetido gradativamente três vezes em tom cada vez mais alto, representa a saída de Cristo da sepultura e expressa o crescente júbilo pela vitória do Senhor.

Por fim, proclama-se um trecho do evangelho sobre a Ressurreição de Jesus, levando-se em consideração o ciclo anual de A, B e C.

Eis as leituras todas: 1ª leitura: Gn 1,1-2,2 (ou 1,1.26-31a); 2ª leitura: Gn 22,1-18 (ou 22,1-2.9a.10-13.15-18); 3ª leitura: Ex 14,15-15,1; 4ª leitura: Is 54,5-14; 5ª leitura: Is 55,1-11; 6ª leitura: Br 3,9-15.32-4,4; 7ª leitura: Ez 36,16-17a.18-28; 8ª leitura: Rm 6,3-11; Evangelhos (9º texto): a) Ano A: Mt 28,1-10; b) Ano B: Mc 16,1-12; c) Ano C: Lc 24,1-12.

Bênção da pia batismal

Terminada a leitura das Profecias, vai o Clero para a pia batismal.

Na frente do cortejo, a cruz e o círio pascal, símbolos de Cristo que deve alumiar a nossa peregrinação terrena, como em outras eras a nuvem luminosa norteava o rumo dos israelitas no deserto.

O celebrante abençoa a água num magnífico prefácio em que são lembradas as maravilhas que Deus quis operar por meio da água; depois, com a mão divide em quatro partes a água já purificada, e derrama algumas gotas nos quatro pontos cardeais.

Na pia batismal, mergulha-se, por três vezes, o Círio Pascal, simbolizando o poder regenerador que Jesus Ressuscitado dá a essa água e, também, nossa participação em seu mistério pascal, no qual morremos ao pecado e ressuscitamos para a vida da graça.

Ainda é colocada nessa pia com água batismal um pouco do óleo dos catecúmenos e do santo crisma. Essa água será usada nos batizados ao longo do ano e na aspersão do povo.

Quando não há batismo-confirmação, sempre se benze a água, que é levada solenemente até a pia batismal.

Antigamente, após os ritos preparatórias, era administrado o batismo solene aos catecúmenos (os que se iniciavam na fé cristã) e que, durante três anos, estavam, num processo intenso de preparação para ingressar na Igreja, com um rigor maior na Quaresma e na Semana Santa. E findos os ritos preparatórios, os catecúmenos eram levados ao lugar onde receberiam o Batismo.

Esta cerimônia recorda a aspersão dos fiéis que o celebrante faz através da igreja, com a água acabada de benzer.

Depois da benção da Pia Batismal, o cortejo volta ao coro cantando a “Ladainha de todos os Santos” para recordar os que viveram com fidelidade a graça batismal.

Chegados ao pé do altar, o celebrante e seus ministros prostram-se para meditar ainda na morte e sepultura de Nosso Senhor.

A apresentação dos candidatos à comunidade e o canto da ladainha de Todos os Santos mostram a universalidade da Igreja.

O final do Sábado Santo, com seus três aspectos do mesmo e único mistério pascal, morte, sepultamento e ressurreição de Jesus, está no ápice do Tríduo Pascal.

Primeiro está a morte na Sexta-feira; depois Jesus no túmulo, no sábado; e, em seguida, a ressurreição, no Domingo, iniciada, porém, na noite de sábado, na Vigília Pascal.

Missa solene

A missa é a primeira das duas que são cantadas na páscoa. Esta celebração mostra um caráter de extremo júbilo e magnificência, em forte contraste com a mágoa intensa da sexta-feira santa.

Vemos agora os altares e os dignatários paramentados em grande gala. Ouvem-se as notas alegres do Gloria in excelsis, unidas ao repicar festivo dos sinos.

O aleluia que não era ouvido desde o início da quaresma, volta a ser entoada após as leituras. Essa é na realidade a missa da madrugada da Páscoa. É por assim dizer, a aurora da ressurreição. (Por Emílio Portugal Coutinho)


Fonte: Arautos do Evangelho

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Ó CRUZ, ÚNICA ESPERANÇA!

O culto oito vezes secular à “Santíssima e Vera Cruz” de Caravaca lembra-nos que o Sagrado Madeiro não é símbolo de morte e de derrota, mas sim anúncio de salvação e caminho seguro para a glória celeste.

22Cruz_de_caravaca.jpgCorria o ano de 1232. A Península Ibérica encontrava-se ainda em plena Reconquista, dividida em vários reinos. Sancho II governava em Portugal; Jaime I, em Aragão; e Fernando III, o Rei Santo, em Leão e Castela.

Do lado muçulmano, o declínio da dinastia Almóada fora aproveitado por Ibn-Hud para se apossar de uma ampla região do sul da Espanha e se fazer proclamar emir em Múrcia. A cidade de Valência, entretanto, era ainda governada por Ceyt Abu-Ceyt, descendente daquela dinastia. Sob o domínio deste último encontrava-se a fortaleza de Caravaca, em cujo alcácer, segundo a tradição histórica local, deu-se no dia 3 de maio desse ano, “um acontecimento maravilhoso e único”.1

Acompanhemos o relato que dele nos fazem as antigas crônicas.2

Dando ocupação aos prisioneiros

Encontrando-se naquela fortaleza, e visando tirar melhor proveito dos prisioneiros que lá havia, o governador Abu-Ceyt começou a interrogá- los sobre a respectiva profissão e ocupá-los segundo as respectivas aptidões. Quando chegou a vez do padre Ginés Pérez Chirinos, o governador perguntou-lhe:

– E tu, que sabes fazer?

– Eu sei celebrar Missa.

– O que significa isso? – replicou Abu-Ceyt.

Padre Ginés explicou-lhe ser o mais alto e principal encargo do sacerdote cristão celebrar a Eucaristia, instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo na Última Ceia. Durante a mesma, esclareceu, o pão e o vinho passam a ser o Corpo e o Sangue do Deus verdadeiro.

– Não acredito! – replicou-lhe incrédulo. Mostra-me como isso acontece.

– Se me deres quanto preciso para celebrar Missa, eu o farei – redarguiu o sacerdote.

Abu-Ceyt aquiesceu. Feita a lista dos paramentos e alfaias litúrgicas necessários, o alcaide mandou logo providenciá-los.

Milagrosa aparição da Cruz

No dia seguinte, o padre Chirinos rezou bem de manhã seu breviário. Logo após, dirigiu-se ao salão principal da fortaleza, onde fez cuidadosamente todos os preparativos para a Eucaristia e vestiu os paramentos.

Já seguia rumo ao improvisado altar para dar início à celebração quando percebeu a ausência do crucifixo. Sem conseguir explicar como pudera esquecê-lo, disse consternado ao governador:

– Senhor, falta-me uma das coisas mais importantes para celebrar a Missa: a Cruz.

– Mas… não é isso que está em cima da mesa? – perguntou o alcaide apontando para o altar.

O sacerdote voltou-se e viu, admirado, uma Cruz patriarcal de 17cm de altura com duas hastes transversais, de 7 e 10cm. Transido de devoção, ajoelhou-se, osculou-a e deu início à Santa Missa, terminada a qual, Abu-Ceyt pediu para ser batizado.

Oito séculos de devoção

A Cruz de Caravaca é um lignum crucis – fragmento da verdadeira Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – recolhido no interior de um belo relicário. Segundo antiga tradição, este era usado como cruz peitoral pelo Patriarca de Jerusalém, Dom Roberto, empossado como Bispo da Cidade Santa no ano de 1099. Daí o seu singular formato, com duas hastes transversais, símbolo do poder patriarcal. Sejam quais forem as circunstâncias em que ela chegou a Caravaca, não se pode duvidar de sua presença na cidade em pleno século XIII. Já no ano de 1285 sua silhueta é representada no escudo da municipalidade, e datam da mesma época os primeiros relatos orais do miraculoso aparecimento.

Desde os primórdios, a devoção à “Santíssima e Vera Cruz” de Caravaca difundiu-se por todo o mundo cristão. Da Espanha medieval – onde logo adquire fama de milagrosa protetora na tormentosa vida fronteiriça- passou para os outros países europeus e estendeu-se depois às nações americanas.

A partir de 1392 – quando Clemente VII concede as primeiras indulgências -, os Papas têm outorgado regularmente privilégios aos peregrinos que acorram a venerar a sagrada relíquia. Em 1736, é-lhe reconhecido pela Igreja o culto de latria.

Ao longo desses quase oito séculos, desenvolveu-se também um rico e variado ritual em torno dela: bênção das flores e dos campos, uma peculiar bênção da água e do vinho, além de uma espécie de romaria durante a qual a sagrada relíquia visita as casas dos enfermos impedidos de comparecer à igreja.

Em fins do século XV, a pequena capela do alcácer de Caravaca foi acrescida de uma nave de maiores proporções. E, em 1617, iniciou-se a construção da atual Basílica-Santuário.

Também o relicário que contém o lignum crucis tem passado por sucessivas reformas, sendo o atual uma maravilhosa obra de ourivesaria, ornada com pedras preciosas.

Uma mensagem atual

Setecentos e cinquenta anos após a milagrosa aparição, o culto à “Santíssima e Vera Cruz” recebeu um novo impulso por parte do Papa João Paulo II. Em 1981, ele concedeu à Basílica-Santuário um ano jubilar para comemorar esse aniversário. Em 1996, proclamou novo Ano Santo e, dois anos depois, outorgou um jubileu in perpetuum, de sete em sete anos, a começar em 2003.

O primeiro desses períodos de graça foi precedido por uma Missa solene na basílica, celebrada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 1º de dezembro de 2002, primeiro domingo do Advento. Durante a homilia, ele fez uma esplêndida interpretação teológica do antiquíssimo relato, tomando por base o exemplo do padre Ginés Pérez Chirinos, para recordar a grandeza da vocação sacerdotal e lembrar que é o próprio Cristo quem toma possessão do presbítero, atuando por meio dele e “pronunciando por boca do sacerdote as palavras santas que transformam as coisas terrenas num mistério divino”.

Após estender-se nas relações entre a Eucaristia e a Cruz, concluiu o atual Papa com esta tocante exortação: “A cruz, à qual nos remete a Santa Eucaristia e cujo sinal exterior é a Santa Cruz de Caravaca, é a força santa com que Deus bate à porta dos nossos corações e nos acorda. Ver a Cristo crucificado significa vigiar e, em consequência, viver com retidão. Senhor, abri o Céu! Fazei- -nos vigilantes para que Vos reconheçamos, oculto no meio de nós”.

A frase adotada como lema para o Ano Santo 2010, que agora celebramos – Ó Cruz, única esperança! -, foi escrita pelo próprio Cardeal Ratzinger, por ocasião dessa sua visita ao Santuário. Ela nos recorda que a Cruz é nossa esperança no presente e o será em todos os tempos. A Cruz não é um símbolo de morte e de derrota; ao contrário, é anúncio de salvação e caminho seguro para chegar à glória celeste.


Por Padre Carlos Toneli, EP

(in “Revista Arautos do Evangelho”, Set/2010, n. 105, p. 38-39)

……………………………………………

1 – Homilia pronunciada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, na Basílica-Santuário da Santíssima e Vera Cruz de Caravaca (1/12/2002). Texto íntegro em http://www.diocesisdeteruel. org/pdf y otros/Adviento 2007/HOMILIAS/Homilía en el SantuarioCaravaca.pdf.

2 – Uma interessante análise historiográfica dos relatos do milagre é feito em BALLESTER LORCA, Pedro. La Cruz de Caravaca – Historia, rito y tradición. 11.ed. Caravaca de la Cruz: Real e Ilustre Cofradía de la Cruz, 2006.


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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AS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

A quaresma, sobretudo na Semana Santa, é uma época oportuna para acompanharmos as dores de Nossa Senhora

Assista ao vídeo

Convidamos você para estarmos ao lado de Virgem Dolorosa em sete das dores sofridas pela Mãe de Deus.

Aqui estão episódios extraídos dos Santos Evangelhos. Eles formam o caminho de dores da Filha amorosa de Deus Pai sofrendo em sua alma padecimentos semelhantes aos da Paixão de seu Divino Filho.


Fonte: Apostolado do Oratório

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A MAJESTADE CRUCIFICADA

A Majestade Crucificada, eis como Dr. Plinio considera o Divino Redentor pregado na Cruz. Medite com Dr. Plinio nesta Sexta-feira Santa. Assista o vídeo publicado pela TV Arautos.

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A SEXTA-FEIRA SANTA

Na Sexta-feira Santa recorda-se a Paixão e morte do Salvador. Todas as funções deste dia estão repassadas de luto pesado, pois é dia consagrado ao memorial da morte de Nosso Senhor.

Os paramentos negros. A omissão do Dominus vobiscum. A falta de instrumentos de música. Nenhum toque de sinos. O altar, frio e despido. Desocupado e aberto, o tabernáculo. Na frente dele, uma cruz com véu negro. Nos candelabros, há velas de cera amarela como nos dias de funerais. Em tudo reina a tristeza, a desolação profunda.

É, para a Igreja, um dia especialíssimo, portanto, de grande silêncio, oração, penitência, sobretudo jejum e abstinência de carne. Nesse dia não há ofertório e nem consagração, mas faz-se a comunhão eucarística.

A celebração da Paixão do Senhor é constituída de três partes: A liturgia da palavra, a adoração da cruz e a comunhão eucarística.

Liturgia da Palavra

Às três horas da tarde inicia-se a celebração da Paixão do Senhor. O celebrante e os ministros sagrados são paramentados de preto em sinal de grande luto. Chegando ao pé do altar, prostram-se, e rezam em silêncio por alguns instantes. Esta atitude humilde é a expressão da mágoa imensa que lhes acabrunha a alma com a evocação do grande mistério do Calvário. Durante este tempo, estende-se no altar uma só toalha, recordando o Sudário que serviu para envolver o Corpo de Nosso Senhor. Então, o sacerdote sobe os degraus do altar e oscula-o. Estando todos sentados, são feitas as duas primeiras leituras com o respectivo salmo. Logo a seguir, é cantada a Paixão segundo São João, da mesma forma que foi feito no domingo de Ramos. Quando chega na parte em que diz que Nosso Senhor entregou o seu espírito, todos ajoelham, e ficam assim por alguns instantes.

Canta-se a Paixão de Jesus Cristo segundo o evangelho de São João, porque ele é o quarto evangelista e porque, ficando debaixo da cruz, foi testemunha ocular da crucificação. Por isso convém que seja ouvido neste dia.

Durante muitos séculos, os fiéis procuravam, nesse dia, não fazer barulho e, especialmente, evitavam bater em algo, evitando a sensação daquele ruído terrível do martelo cravando Jesus na Cruz. Nada de canto, de música, de sinais de alegria, de recreação. Trabalhava-se o mínimo possível, só naquilo que era de extrema necessidade. O tempo era para oração, leitura, meditação, avaliação da vida, partilha do sofrimento de Jesus.

Oração Universal

Acabado o canto da paixão, começa o celebrante as Orações conhecidas por Admoestações porque o prelúdio consta, para cada uma, de advertência, a modo de prefácio em que o sacerdote diz o objeto da prece a seguir. São nove estas orações, e alguns julgam ser de origem apostólica. O celebrante reza:
1º – Pela Santa Igreja;
2º – Pelo papa;
3º – Por todas as ordens e categorias de fiéis;
4º – Pelos catecúmenos;
5º – Pela unidade dos cristãos;
6º – Pelos judeus;
7º – Pelos que não creem em Cristo;
8º – Pelos que não creem em Deus;
9º – Pelos poderes públicos;
10º – Por todos os que sofrem provações.

A Igreja reza nessas rogações, pelos que nunca pertenceram ou já não pertencem ao seu grêmio. O motivo é para não esquecermos que o Salvador morreu por todos os homens, e para implorar em benefício de todos, os frutos da sua Paixão.

Entre cada uma das orações que são feitas, o diácono diz: Flectamus genua. Então todos se ajoelham por alguns instantes, e rezam em silêncio, até que o mesmo diácono diz: Levate, então todos se levantam.

Adoração da Santa Cruz

Na sexta-feira santa adora-se solenemente a Cruz, porque, tendo sido Jesus Cristo pregado na Cruz, e tendo morrido nela naquele dia, a santificou com o seu Sangue.

Jesus na Cruz.jpg

A cerimônia da adoração da cruz, tem a sua origem na veneração da verdadeira cruz conservada em Jerusalém, por volta do século IV. A cruz se colocava numa mesa coberta com um pano branco. Os fiéis veneram-na, tocam-na com a fronte e os olhos; não o podiam fazer com a mão nem com a boca. Pois um devoto arrancou com os dentes uma relíquia da santa cruz. Agora a imagem do Crucificado é colocada sobre um pano roxo estendido nos degraus do altar ou do coro.

Eis o rito: O celebrante tira a casula e, ficando ao pé do altar, descobre o alto da cruz e canta: “Ecce lignum Crucis” (Eis o lenho da Cruz (, do qual pendeu a salvação do mundo)). Os ministros que lhe assistem, continuam com ele: “Venite, adoremus” (Vinde adoremo-lo). Ao mesmo tempo, prostram-se todos. O celebrante, não. Este, depois, vai para o lado direito do altar; descobre o braço direito da cruz, mostrando-o, e repete em tom mais elevado: “Ecce lignum Crucis”, etc. Enfim, alcançou o meio do altar. Descobre completamente a cruz, e, ergue-a e canta, terceira vez, em tom ainda mais alto: “Ecce lignum Crucis”, etc. Então, o oficiante deposita a cruz nos degraus do altar, para que seja adorada por todos os clérigos e fiéis presentes. O canto: Ecce lignum Crucis é usado desde o século IX-X.

É desnudada a cruz lembrando que os judeus desnudaram o Filho de Deus. Esta impressionante cerimônia se faz em três atos para significar três atos principais de irrisão cruel da vítima da sanha judaica:

1º Quando, no átrio do sumo sacerdote, cobriram a santa face de Nosso Senhor, e lhe deram bofetadas. Por isso a primeira vez não se descobre a santa face do crucifixo (Lc 23, 64).

2º Quando o Rei da glória, coroado de espinhos, foi escarnecido pelos soldados com genuflexão e as palavras: “Ave, rei dos Judeus”. Por isso na segunda vez se mostra a santa cabeça e a santa face do Rei do universo (Mt 27, 27-30).

3º Quando o Filho do Todo-poderoso, despojado dos seus vestidos, estava crucificado e foi insultado com a blasfêmia: “Ah! Tu podes destruir o templo e outra vez o edificar; salva-te!” Por isso, na terceira vez o crucifixo se mostra todo descoberto (Mt 27, 40).

Durante a adoração da Cruz, cantam-se as antífonas chamadas “Impropérios” (do latim improperium, que quer dizer “censura”), porque encerram repreensões dirigidas aos judeus pela voz dos profetas. Cada antífona destas enumera um determinado benefício de Deus, a favor do povo judaico, e põe em face a correspondente ingratidão do mesmo povo.

Missa dos Pressantificados

Antigamente chamava-se essa terceira parte da celebração da Paixão do Senhor, “Missa dos Pressantificados”:

1 – Missa. Na verdade, não é muito próprio o termo, pois não há consagração e, portanto, sacrifício. Deram-lhe, no entanto, este nome, porque repete certo número dos ritos da missa.

2 – dos Pressantificados. Por causa da Santíssima Hóstia, consagrada na Missa da Quinta-Feira Santa. O vocábulo Pressantificados significa, pois, dons santificados, consagrados previamente.
Estando a acabar a Adoração da Cruz, acendem-se as velas do altar e vai-se, em silêncio, em procissão, à capela aonde se encontram as hóstias consagradas. Voltam, trazendo a Santa Reserva, com o canto, não já do Pange língua que e hino de júbilo, mas do Vexilla Regis, que é o hino da Cruz.

Quando a procissão regressou, o Celebrante coloca sobre o altar o Santíssimo Sacramento. Depois, diz Orate frates, etc; mas ninguém responde,e logo vem o Pater com o respectivo prefácio. Então, ergue na patena a Sagrada Hóstia, para os assistentes adorarem. Faz a fração como na missa ordinária, diz a terceira oração antes da comunhão e o “Domine non sum dignus”. Finalmente, comunga, toma as abluções e retira-se em silêncio. Recitam-se agora as Vésperas, sem canto, sem luzes, querendo mostrar, com isso, que se apagou, morrendo na cruz, a luz do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo.

O celebrante diz: In spiritu humilitatis… et sic fiat sacrificium. Nesta oração a palavra “sacrificium” significa hoje o sacrifício espiritual da penitência (Sl 50). Por isso, o celebrante pode dizer: “Orate frates… ut meum sacrificium (de penitentia)…” Mas o povo não pode responder: “Suscipiat… de manibus tuis”, porquanto estas palavras significam o sacrifício sacramental, o qual não se oferece.

O celebrante não diz: Pax Domini, nem a primeira oração antes da comunhão, porque não se dá a paz no dia em que Nosso Senhor foi repelido pelos judeus inimigos com o grito: “Não temos rei”.

O celebrante não reza: “Haec commixtio”, nem a segunda antes da comunhão, nem Quid retribuam, Corpus tuum, Placeat, porque nestas orações se menciona ou o Santíssimo Sangue, que não está no altar, ou o sacrifício eucarístico, que não se oferece.

O celebrante não diz: Dominus vobiscum, porque o único sacerdote, Jesus Cristo, foi morto e não pode mais falar, e não está mais conosco.


Fonte: Arautos do Evangelho

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POR QUE NOSSA SENHORA ATRAI TANTO?

Numa palestra do Mons. João Clá, Fundador dos Arautos do Evangelho, ouvi uma lúcida e bela explicação. Creio que vem bem a propósito para explicar as fotos que ilustram este post.

Como nós seres humanos vivemos no tempo, não conseguimos imaginar o que é um Ser — além do mais infinito — viver fora do tempo, na eternidade. Para Ele não há passado ou futuro: tudo é presente.

Creio ser tão difícil compreender isso quanto era o problema sobre o qual Santo Agostinho procurava a resposta,

Andando ele pelas poéticas praias do norte africano e deparar-se com um menino que ia e vinha, procurando encher um buraco na areia com água do mar:

—O que fazeis, menino?

— Quero colocar toda água do mar dentro deste buraco.

— Mas, você não vê que é impossível?

Voltando-se para o grande Santo Agostinho:

— Mais impossível é o senhor conseguir entender o que está querendo… — e desapareceu. Era um Anjo.

Tendo isto como fundo de quadro, as “cogitações” de Deus, explicam os teólogos, não são cronológicas. Assim, para criar as mães, Deus tomou como referência Aquela que seria a Mãe de seu Filho feito homem.

O amor pelos filhos que colocou no coração das mães é apenas um reflexo do amor que Maria Santíssima tem por Jesus e por nós, seus filhos adotivos.

Esse amor materno, do qual há amostras tão eloquentes cada dia, o fiel encontra ao aproximar-se de uma bela imagem de Nossa Senhora.

São Luís Grignion de Montfort usa uma comparação: se fosse possível juntar o amor de todas as mães por seus filhos não daria para igualar o amor que Nossa Senhora tem por cada um de nós. Mas é cada um mesmo: por mim, por ti caro leitor.

Observe isso nas fisionomias da imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria que você vê nas fotos.


Fonte: Arautos do Evangelho em Curitiba

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A PRIMEIRA VIA-SACRA DA HISTÓRIA

Antes mesmo de a Paixão se completar, Maria Santíssima percorreu os locais onde Jesus teve algum sofrimento especial, recolhendo, como se fossem pedras preciosas, os inesgotáveis méritos d’Ele.

Maria na Paixão de Jesus, segundo as visões da Beata Ana Catarina Emmerich

Nossa Senhora das Dores.jpg

Nossa Senhora das Dores Igreja de Santa Brígida de Kildare, Montreal (Canadá)

Durante todo o tempo em que os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, junto com a turbamulta atiçada por eles, bramiam perante o Pretório de Pilatos, exigindo a libertação de Barrabás e a crucifixão de Jesus, onde Se encontrava sua Mãe Santíssima? A esta pergunta, os Evangelistas não dão resposta, e as almas devotas de Maria, ao meditar sobre a Paixão do Divino Redentor, sentem a necessidade de preencher esse vácuo. A Bem-aventurada Ana Catarina Emmerich — religiosa agostiniana alemã, falecida em 1824 e beatificada por São João Paulo II em outubro de 2004 — satisfaz esse legítimo anseio com suas famosas visões sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Delas extraímos, com as necessárias adaptações, o relato a seguir.1

Antes mesmo de a Paixão se completar

Narra a Bem-aventurada que, enquanto se desenrolavam os sucessivos episódios do julgamento, a Mãe de Jesus, com Maria Madalena e o Apóstolo João, permaneciam num canto da praça, observando e escutando, submersos em profunda dor. E quando Jesus foi conduzido ao Pretório de Pilatos, a Santíssima Virgem, junto com João e Madalena, saíram para percorrer todos os lugares onde Ele havia estado desde sua prisão.

Voltaram, assim, à casa de Caifás, à de Anás, ao Jardim do Getsêmani e ao Horto das Oliveiras. Em todos os lugares onde Nosso Senhor havia caído ou havia sido submetido a algum sofrimento especial, detinham-se em silêncio, choravam e sofriam por Ele. Mais de uma vez, a Virgem
das virgens prosternou-Se e osculou a terra no local onde caíra seu Filho. Madalena contorcia as mãos, João chorava e procurava proporcionar-
-lhes algum consolo. Depois as conduzia para outro lugar.

Iniciou-se por esta forma a devoção da Via-Sacra e das honras prestadas aos mistérios da Paixão de Jesus, antes mesmo de esta se completar. Foi na mais santa flor da humanidade, na Mãe virginal do Filho do Homem, que começou a meditação da Igreja sobre as dores do Redentor Divino.

Oh, que compaixão! Com que violência o gládio cortante e perfurante transpassou seu Coração! Ela, cujo bem-aventurado corpo O carregara, cujos bem-aventurados seios O amamentaram, que O concebera e guardara durante nove meses sob o seu Coração cheio de graça, que O portara e O sentira viver em Si antes de os homens receberem d’Ele a bênção, a doutrina e a salvação, Ela compartilhava todos os sofrimentos
de Jesus, inclusive seu ardente desejo de resgatar os homens pelos seus padecimentos e sua Morte na Cruz. Foi assim que a Virgem pura e
sem mancha inaugurou para a Igreja a devoção do Caminho da Cruz, para recolher em todos os lugares desse bendito trajeto, como se fossem
pedras preciosas, os inesgotáveis méritos de Jesus Cristo e oferecê-los a Deus Pai em benefício de todos os fiéis.

Tudo quanto houve e haverá de santo na humanidade, todos os homens que suspiraram após a Redenção, todos os que celebraram com
respeitosa compaixão e com amor os sofrimentos de nosso Salvador, faziam com Maria o Caminho da Cruz, afligiam-se, oravam, ofereciam-
se em holocausto no Coração da Mãe de Jesus, a qual é uma terna Mãe também para todos os seus irmãos unidos pela mesma Fé no seio
da Santa Igreja.

Arrependimento da Madalena e sofrimentos de João

Madalena estava como que fora de si, pela violência da dor. Tinha um imenso e santo amor a Jesus. Quando, porém, desejava verter sua alma a seus divinos pés, como derramara o óleo aromático de nardo sobre sua cabeça, via abrir-se um horroroso abismo entre ela e seu Bem-amado. Sentia um arrependimento e uma gratidão sem limites, e quando queria elevar para Ele seu coração, como o perfume do incenso, via Jesus maltratado, conduzido à morte, por causa dos pecados por ela cometidos.

Nossa Senhora das Dores2.jpg

Nossa Senhora das Dores Basílica da Mercê, Cidade da Guatemala

Causavam-lhe então profundo horror essas faltas pelas quais Jesus tanto tinha a sofrer. Ela se precipitava no abismo do arrependimento, sem poder esgotá-lo nem preenchê-lo. Sentia-se de novo arrastada por seu amor a seu Senhor e Mestre, e O via entregue aos mais horríveis tormentos. Assim, sua alma estava cruelmente dilacerada entre o amor, o arrependimento, a gratidão, a contemplação da ingratidão de seu povo, e todos esses sentimentos exprimiam-se em seu modo de andar, suas palavras, seus gestos. O Apóstolo João amava e sofria. Pela primeira vez, ele conduzia a Mãe de seu Mestre e de seu Deus, que também o amava e por ele sofria, sobre esses traços do Caminho da Cruz ao longo do qual a Igreja deveria segui-La.

“Se for possível, afaste-se este cálice”

Muito embora soubesse bem que a Morte de Jesus era o único meio de redimir o gênero humano — explica a Beata —, Maria estava cheia de angústia e desejo de livrá-Lo do suplício.

Da mesma forma como Jesus — feito Homem e destinado à crucifixão por livre vontade — sofria como qualquer homem todas as penas e torturas de um inocente conduzido à morte e em extremo maltratado, assim também Maria padecia todas as dores que podem acabrunhar uma mãe à vista de um filho santo e virtuoso tratado tão injustamente por um povo ingrato e cruel. Ela rezava para que esse imenso crime não se efetivasse. Como Jesus no Horto das Oliveiras, Ela dizia ao Pai Celeste: “Se for possível, afaste-se este cálice”.

Se for possível… Nos desígnios de amor da Trindade Santíssima estava decidido: o Verbo de Deus Encarnado deveria beber, até a última gota, esta taça de dores. Não era possível. O Inocente por excelência foi condenado ao infamante suplício da crucifixão. Osculou com amor a Cruz e a carregou rumo ao Calvário.

Lancinante encontro da Mãe com o Filho

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Jesus encontra sua Mãe Capela de Nossa Senhora do Bom Socorro, Montreal (Canadá)

Mais adiante, a Beata Ana Catarina Emmerich descreve a lancinante cena do encontro da Mãe com o Filho; narra como, vendo-O coberto de chagas, com a Cruz aos ombros, Ela caiu ao solo, sem sentidos; e como três das Santas Mulheres, auxiliadas pelo Apóstolo Virgem, A levaram para a casa da qual pouco antes haviam saído.

Ao ver-Se separada mais uma vez de seu Filho bem-amado, que prosseguiu com seu pesado fardo aos ombros e cruelmente maltratado, logo o amor e o ardente desejo de estar junto d’Ele deram-Lhe uma força sobrenatural. Ela foi com suas companheiras até a casa de Lázaro, perto da Porta Angular, onde se encontravam as outras Santas Mulheres, gemendo e chorando com Marta e Madalena. De lá partiram, em número de dezessete, para seguir o caminho da Paixão.

Vi-as — diz a beata —, cheias de gravidade e resolução, indiferentes às injúrias do populacho e impondo respeito pela sua dor, atravessar o Fórum, cobertas com seus véus, beijar a terra no lugar onde Jesus tomara a Cruz, depois seguir o caminho que Ele havia percorrido. Maria e outras que recebiam mais luzes do Céu procuravam as pegadas de Jesus. Sentindo e vendo tudo com a ajuda de uma luz interior, a Virgem Santa as guiava nessa via dolorosa e todos esses locais se imprimiam vivamente em sua alma. Ela contava todos os passos e indicava às suas companheiras os lugares consagrados por alguma dolorosa circunstância.

* * *

A devoção da Via Crucis nasceu, portanto, do fundo da natureza humana e das intenções de Deus para com o seu povo, não em virtude de um plano premeditado. Por assim dizer, ela foi inaugurada sob os pés de Jesus, o primeiro a percorrê-la, pelo amor da mais terna das mães. (Revista Arautos do Evangelho, Março/2015, n. 159, p. 19 à 21)

1 Artigo baseado na obra La douloureuse  Passion de Notre Seigneur Jésus-Christ d’après les meditations d’Anne Catherine Emmerich, disponível no site http:// www.clerus.org. Obra publicada em português: EMMERICH, Anna Catharina. Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus. São Paulo: MIR, 1999.

 


Fonte: Arautos do Evangelho

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MILHARES DE FIÉIS PARTICIPARAM DA PROCISSÃO E DA MISSA DO DOMINGO DE RAMOS, NO CENTRO DE SALVADOR

Para recordar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, milhares de pessoas participaram, na manhã de hoje (25) da procissão e da Missa do Domingo de Ramos. A celebração, que dá início à Semana Maior, que é a Semana Santa, aconteceu no centro da cidade do Salvador, com início na Praça do Campo Grande. No local, além da leitura do Evangelho, os fiéis acompanharam a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Juventude, também celebrado hoje.

Logo após a bênção dos  ramos, teve início a procissão. À frente estavam o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, os bispos auxiliares, Dom Gilson Andrade da Silva, Dom Marco Eugênio Galrão, Dom Estevam dos Santos Silva Filho e Dom Hélio Pereira dos Santos; padres, diáconos e seminaristas da Arquidiocese. Ao som de músicas próprias para este tempo litúrgico, os fiéis proclamavam “Jesus é o Rei!”.

No meio da multidão, o paroquiano da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, Manoel Borges, acompanhava a procissão ao lado do filho, que é deficiente físico. Para ele, não importa a dificuldade, o importante mesmo é estar com Jesus. “Queremos celebrar o Cristo na Sua essência mais pura, mais profunda. Meu filho vem com todas as dificuldades que caminha no dia-a-dia, mas vem participar da abertura da Semana Santa junto com esse povo todo”, afirmou.

Os jovens marcaram presença no Domingo de Ramos, que também é o Dia Mundial da Juventude

Como nos anos anteriores, a juventude marcou presença na procissão do Domingo de Ramos. Grupos, movimentos e pastorais ligadas ao Setor Juventude da Arquidiocese de Salvador vestiram camisas, levaram faixas e cartazes. Entre os jovens estava Gabriele Ramos, da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Milagres. “É muito importante a presença dos jovens. Momentos como esse nos faz fortalecer, ainda mais, a Igreja”, afirmou.

Ao chegar à Praça Municipal, os fiéis foram preenchendo todos os espaços. Quem olhava de cima do palco onde estava o altar via um verdadeiro tapete verde formado pelos milhares de ramos,  a maioria deles doados por um dos fiéis, Nelson Barbosa. Ele cultiva os ramos e todos os anos, no dia que marca a abertura da Semana Santa, os distribui, gratuitamente, para quem se dispõe a participar da procissão no centro da cidade.

Por volta das 10h teve início a Missa. “Neste Ano do Laicato, quero lembrar dos leigos e leigos. Quero rezar, particularmente, pelos leigos e leigas que dentro da Igreja assumem um trabalho de evangelização pastoral; e, fora dela, assumem o papel tão esquecido do leigo pela sociedade, e dão testemunho de que realmente aceitam ser sal da terra e luz do mundo. Durante a semana somos convidados a seguir Jesus, somos chamados a escutar Jesus, dedicando mais tempo à Sua Palavra. Somos chamados a acompanhar Jesus nas celebrações da Semana Santa, ressuscitando com Ele. E, se alguém nos perguntar: ‘por quê fazemos tudo isso, qual o motivo?’, nós diremos, muito simplesmente: ‘fazemos isso porque Jesus é o nosso irmão, é o nosso amigo, é o nosso Salvador’”, disse Dom Murilo durante a homilia.

“Hoje tivemos a alegria de participar da linda caminhada de Ramos, e nada melhor do que estarmos unidos para celebrar e relembrar a entrada triunfal do Nosso Senhor em Jerusalém. Nós, jovens, caminhamos, pulamos, dançamos e a cada passo deixamos transparecer a alegria de Cristo no meio de nós. Queremos anunciar para os jovens que Cristo é o nosso Rei”, afirmou a paroquiana da Paróquia São Lucas Evangelista e membro da Missão Redenção, Sílvia Letícia Souza dos Santos.

Sete anos de pastoreio

Dom Murilo celebra hoje sete anos de pastoreio na Arquidiocese de Salvador

Nesta mesma data – 25 de março -, há sete anos, Dom Murilo tomava posse como Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil. E os fiéis presentes na Praça Municipal se alegraram quando Dom Gilson deixou uma mensagem para Dom Murilo, e começaram a cantar “parabéns”.

“É um tempo para tomar consciência do quanto Deus é misericordioso. Quando eu vim para cá, eu tinha muitos sonhos. Os que eu realizei foi por graça de Deus; outros que eu não consegui completar, foi por minhas limitações. Eu peço a Deus que complete, no coração de cada pessoa, aquilo que eu gostaria de fazer e não consigo; mas que Ele, na Sua infinita bondade e misericórdia, pode e quer realizar”, disse Dom Murilo.

Antes da bênção final, Dom Gilson falou aos presentes sobre a Coleta da Campanha da Fraternidade, o Dia Mundial da Juventude e os sete anos de Dom Murilo na Arquidiocese. Confira!

 

Confira, abaixo, mais algumas fotos.


Fonte: Arquidiocese de Salvador

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E O VERBO SE FEZ CARNE…

Em 25 de março a Igreja comemora a Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e a Encarnação de Jesus no seio virginal de Maria (*). No artigo a seguir, Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, mestre e formador de nosso Fundador, Mons. João Clá Dias, tece elevadas considerações sobre esse magno mistério.

CARNE DE CRISTO, CARNE DE MARIA; SANGUE DE CRISTO, SANGUE DE MARIA

Plinio Corrêa de Oliveira

Antes da Santíssima Virgem Maria saber que seria Mãe do Redentor e Esposa do Divino Espírito Santo, tudo n’Ela se orientava nesse sentido. Não que Ela aspirasse ser a Mãe do Messias, mas a fim de que Ele viesse logo.

“MANDAI O MESSIAS, MANDAI O MESSIAS…”

As orações de Nossa Senhora para a vinda do Messias devem ter acelerado muito essa chegada, pois Ela é onipotente em suas súplicas. A partir do momento em que Deus A criou,Maria Santíssima teve conhecimento da situação da humanidade e começou a rezar para vir logo o Salvador.

Com o nascimento d’Ela levantou-se, portanto, como que uma coluna de fumo odorífero de cor maravilhosa, de movimentação encantadora e ao mesmo tempo majestosa na presença de Deus. Era a oração de Nossa Senhora que subia do Coração Imaculado d’Ela até o trono do Criador, pedindo: “Mandai o Messias, mandai o Messias…

A Virgem Maria possuía tanta admiração e adoração pelo Messias o qual devia vir, que se acredita – a meu ver com muito fundamento – ter Ela pedido para ser escrava da Mãe d’Ele e poder, assim,servi-La de todos os modos, como uma forma indireta de servir o próprio Salvador. Essa oração também foi ouvida, como acontecerá com tantas preces de Nossa Senhora, mais até do que Ela esperava.

Segundo a narração do Evangelho, a Anunciação se deu sem preparação extraordinária. A Santíssima Virgem estava muito normalmente rezando naquele claustrozinho da casa d’Ela, quando apareceu um Anjo e A saudou: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28). Com certeza, na medida em que isso se pode entender de puros espíritos,ele se inclinou profundamente diante d’Ela.

A SANTÍSSIMA VIRGEM JULGAVA-SE INDIGNA

Foram surpresas sobre surpresas: Por que um Anjo vai aparecer para Ela? Por que A saúda reverentemente? Por que Lhe faz esse elogio? Depois, surpresa ainda maior: Maria Santíssima tinha pactuado com São José de ficar sempre virgem. E Ela vê que o Anjo lhe fala de um Filho ao qual deverá dar o nome de Jesus. Ora, Nossa Senhora estava longe de imaginar que o Messias seria Filho d’Ela e, para se manter longe dessa suposição, tinha uma razão que em sua psicologia era invencível: a indignidade d’Ela.

Sendo Ela tão indigna – pensava –, estava claro que não era para Ela que viria isso.E chega a revelação de que Ela – com sua promessa de virgindade – dará à luz um Filho chamado Jesus.Então Ela perguntou como isso seria possível, pois fizera o voto de permanecer sempre virgem. O Anjo deu a entender que isso não seria impedimento, porque para Deus não há obstáculos e, portanto, Ela não se preocupasse, pois seria assim, desde que Ela consentisse. O bonito está nisto: que Ela consentisse.

E Maria Santíssima deu aquela resposta perfeita:“Eis a escrava do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”(Lc 1, 38). Deu-se, então, a Encarnação do Verbo de Deus, e naquele momento Ela sentiu-Se Esposa do Divino Espírito Santo.

(*) Neste ano de 2018, devido a coincidência de datas, o dia 25 foi comemorado o Domingo de Ramos.
(Trecho do artigo do mesmo título (em latim), transcrito da revista “Dr. Plinio”, nº 228, de março de 2017, p. 10-11.Para conhecer a vida e obra de Plinio Correa de Oliveira clique aqui )
Ilustrações: Arautos do Evangelho, Gustavo Krajl

Fonte: Arautos do Evangelho em Montes Claros

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REI DOM JOÃO IV CONSAGROU PORTUGAL À VIRGEM IMACULADA

A 25 de março de 1646, Dom João IV solenemente consagrou o seu Reino à Virgem Maria. A Coroa Real, tendo sido ofertada oficialmente à Mãe de Deus, não mais foi cingida pelos Monarcas de Portugal.

Naquele ano do Senhor, de 1646, em Portugal, logo ao raiar do dia 25 de março, festividade litúrgica da Anunciação do Anjo à Nossa Senhora, os sinos do Santuário de Vila Viçosa, no Alentejo, repicaram com toda sua força e sonoridade, sendo acompanhados pelos outros numerosos sinos dos campanários dos conventos, igrejas e capelas de toda a região. Algo de imenso significado espiritual e histórico estava para ocorrer.

Em 1640 o Rei Dom João IV restaurou a independência de Portugal, que se estivera sob o governo da Espanha. Como gesto de gratidão à Virgem Maria, em 1646, consagrou-lhe Portugal e todas as suas províncias ultramarinas.

Nessa festividade a Igreja celebra a mensagem do Altíssimo transmitida pelo Arcanjo São Gabriel à Virgem, de que Ela fora a escolhida para ser a Mãe do Messias tão esperado por Israel. “Eis aqui a escrava do Senhor”, foi sua resposta, ao mesmo tempo magnífica e humilde.

Naquela manhã, logo ao soar das trombetas e ao rufar dos tambores, teve início o cortejo. À frente vinha desfraldado o pendão do Reino, ostentando as cinco Cruzes e as cinco chagas de Cristo crucificado. Seguiam-se cavaleiros e soldados, abrindo caminho para os Prelados, religiosos, e membros da nobreza que conduziam Dom João IV ao Santuário. Ali, após a Santa Missa, o Reino de Portugal foi solenemente consagrado à Santíssima Virgem.

Nessa consagração, entretanto, o Rei Dom João IV quis acrescentar também sua vigorosa devoção outra prerrogativa de Maria Santíssima: sua Imaculada Conceição, pela qual foi ela concebida no seio de sua mãe Santana, isenta do pecado original. A partir desse dia, tendo a Coroa Real sido oferecida à Mãe de Deus, os monarcas portugueses deixaram de cingi-la.

A partir de então, as cerimônias de ascensão dos príncipes herdeiros ao trono não mais comportavam a sua Coroação, como era praxe nos demais reinos da Cristandade. Em Portugal a subida de um novo monarca ao trono era denominada Aclamação. A Coroa permanecia ao lado do Trono, sobre uma almofada, pois de fato, ela pertencia à Virgem.

Em 1646 Dom João IV consagrou Portugal à Santíssima Virgem; em 1917 a própria Santíssima Virgem apareceu em Portugal a três pastorinhos, para através deles maternalmente chamar o mundo à conversão e ao Reino de Cristo. (Santuário de Vila Viçosa – Quadro da Consagração, em azulejos)

Desde os primeiros séculos da cristandade numerosos Padres da Igreja com frequência expressaram sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria, logo ao ser concebido no seio de sua mãe, Santana. Santo Efrém, exalta Maria “como tendo sido sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada”. E São Cirilo de Jerusalém, a comparam com Eva antes do pecado.

Não obstante, no decorrer do século XVII, a crença na Imaculada Conceição de Nossa Senhora, embora piedosamente celebrada entre os fiéis, foi objeto de certas discussões entre teólogos.

Por essa razão o Rei Dom João IV, como precaução, condicionava sua devoção e disposição de defender a doutrina da Imaculada Conceição de Maria ao ensinamento da Santa Igreja, Ou seja, se no futuro a Igreja viesse a definir um ensinamento diferente sobre essa crença, o monarca estaria pronto a aceitá-lo.

Ao longo dos séculos, entretanto, os pronunciamentos dos Papas foram se alinhando todos no reconhecimento da ortodoxia da crença na Imaculada Conceição.

Em 1447, por exemplo, o Papa Nicolau V aprovou a festividade da Conceição de Maria, com Missa especial para tal solenidade. A extensa série de pronunciamentos pontifícios nesse sentido culminou em 1854, quando o Papa Pio IX proclamou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Santíssima Virgem.

Moedas e placas de bronze

Em 1648 Dom João IV mandou cunhar e pôs em circulação moedas de ouro e de prata, tendo estampada no reverso a imagem da Santíssima Virgem, coroada de sete estrelas, sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, fonte saúde dos enfermos. Esses símbolos e referem a títulos com que é honrada na Ladainha Lauretana. Sua imagem é também circundada pelo título latino Tutelaris Regni (Protetora do Reino).

Com tais moedas efetuou Dom João IV o pagamento de seu primeiro de tributo anual ao Santuário de Vila Viçosa.

Além disso, em 1654 decretou Dom João IV que “em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares de seus Reinos” fosse colocada uma afixada uma proclamação para os séculos futuros, cuja inscrição exprimisse a ardorosa fé do povo português na Imaculada Conceição.

Desse modo, em atenção a tal ordem, tanto no Reino quanto nas colônias nos mais distantes pontos do globo, placas de bronze ou lapides de mármore, foram devidamente postas em pontos mais visíveis das vias e praças públicas.

Na Bahia: placa de bronze no Palácio dos Governadores

Em 1654, o Governador-Geral do Brasil, Dom Jerônimo de Ataíde cumpriu a determinação de Dom João IV, afixando uma vistosa placa de bronze na fachada da Sede do Governo.

O texto da proclamação, com original em latim, e numerosas palavras abreviadas, tem a seguinte tradução em português:

“Inscrição destinada à eternidade. A Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Dom João IV, Rei de Portugal, juntamente com as Cortes dos Estados do Reino, em ato público obrigou-se por voto solene a si e aos seus reinos tributários a um tributo anual, e prometeu um juramento perpétuo que ele havia de defender a Mãe de Deus, concebida sem pecado original e tomada por padroeira e Protetora do seu Reino. E para perpetuar essa piedade de Portugal, mandou esculpir esse preito e juramento e lâmina de bronze, para memória perene no ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1646, 6ª de seu Império”.

Desse modo, ao longo dos anos e dos séculos, a cada festividade de Anunciação de Nossa Senhora, a 25 de março, os sinos do Santuário português de Vila Viçosa continuam a repicar, como o vêm fazendo há mais de três séculos, evocando também para muitos fiéis aquela consagração feita à Virgem pelo heroico e piedoso monarca Dom João IV.

A esse repicar de se juntam igrejas e santuários espalhados por todo o mundo, devotados de modo especial ao culto da Imaculada Conceição. Deve-se destacar as celebrações das multidões que diariamente acorrem ao Santuário de Lourdes, na França. Esse Santuário, encontra-se edificado sobre a gruta na qual Virgem apareceu em 1858 e disse de si própria: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

No Brasil, um singelo oratório onde inicialmente foi venerada da imagem de Nossa Senhora da Conceição, retirada em 1717 das águas do Rio Parnaiba, deu origem a uma Capela. Centro de intensa devoção popular, nesse abençoado lugar floresceu o Santuário da Padroeira e Rainha do Brasil, expressão maternal proteção dispensada pela Imaculada Conceição a seus filhos lusos e brasileiros.

O Brasil de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Em conferência proferida em São Paulo, na festividade da Padroeira do Brasil, em 12 de outubro de 1972, assim se expressava o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

“Pode-se dizer que o Brasil é um feudo de Nossa Senhora enquanto concebida sem pecado original, quer dizer, enquanto Imaculada Conceição, aparecida no Rio Paraíba. A invocação Aparecida é secundária. Ou seja, ela se desprende naturalmente à maneira de ramo saído do tronco. O conceito principal é o de Imaculada Conceição.

O fato dessa imagem ter sido encontrada no século XVIII é de grande significado para o Brasil. Naquela época, embora francamente admitido pela maioria dos católicos, o dogma da Imaculada Conceição ainda não estava definido. E professar então fé nesse augusto privilégio de Nossa Senhora, constituía distintivo de requintada ortodoxia.

Ora, exatamente a partir do aparecimento dessa imagem, um século inteiro antes da definição dogmática, foi o Brasil colocado sobre o patrocínio da Imaculada Conceição. Isto indica um chamado especial da Mãe de Deus para nossa Pátria e é motivo de intenso júbilo para todos os brasileiros devotos da Santíssima Virgem”.


Pesquisa e redação de Pe. Colombo Nunes Pires, EP

Obras consultadas
  1. “Efemérides da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Praia”, de Mons. Manoel de Aquino Barbosa, Salvador, 1970.
  2. “Pequeno Ofício da Imaculada Conceição Comentado”, João S. Clá Dias, Artpress, São Paulo, 1997.
  3. http://portugalglorioso.blogspot.com/2014/12/imaculada-conceicao-padroeira-e-rainha.html
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REZAR O TERÇO FAZ BEM PARA A ALMA E TAMBÉM PARA O CORPO

A recitação do Santo Rosário, recomendada por Nossa Senhora em Fátima, faz um bem espiritual inigualável para os que aderem a este piedoso costume. Isso é algo que sempre se soube, mas uma recente pesquisa mostra que os benefícios do Santo Rosário podem ser não apenas para a alma.

Rezar o terço faz bem para a alma e também para o corpo.jpg
A tese é do Dr. Luciano Bernardi, da Universidade de Helsinque, na Finlândia. Segundo o especialista, a oração proporciona um equilíbrio geral para o corpo, proporcionando uma respiração mais equilibrada, a diminuição da pressão, menos radicais livres no sangue, além de deixar o músculo cardíaco mais saudável.

Os benefícios são expandidos especialmente ao recitar o Santo Rosário, ainda mais se ele for rezado em latim, favorecendo ao músculo cardíaco. Bernardi ressalta ainda que os que desejam acalmar a respiração e a ansiedade, encontrarão no rosário efeitos melhores do que nos mantras budistas divulgados frequentemente. (EPC)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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REZE E MEDITE A VIA SACRA!

Um dos mais belos modos de se fazer a meditação sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo consiste em rezar a Via Sacra. Reze agora e contemple os mistérios da Paixão do Senhor!


Fonte: TV Arautos

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POR QUE JEJUAR?

Deus o ordenou, Jesus o praticou, e os Padres da Igreja pregaram a grande importância que o jejum tem, uma prática da essência da Igreja.

Para muitos católicos é algo que é feito com relutância, na Quarta-feira de Cinzas ou na Sexta-feira Santa, se lembrarmos. Talvez surja uma pergunta. Será que jejuaríamos mais, especialmente durante a Quaresma, se entendêssemos como é útil para nossas vidas?

Por que jejuar.jpg

O Diácono Sabatino Carnazzo, diretor executivo fundador do Instituto de Cultura Católica, falou sobre o jejum: “É a privação do bem, para tomar uma decisão para um bem maior”, em declarações coletadas pela ‘Catholic News Agency’. Embora esteja associado mais à abstenção de alimentos, também se pode renunciar a outros bens, como comodidades e entretenimento.

A obrigação para todos os católicos nos Estados Unidos é a seguinte: toda pessoa maior de 14 anos deve abster-se de comer carne na Quarta-feira de Cinzas, Sexta-feira Santa e em todas as sextas da Quaresma. Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, os adultos com idades entre os 18 e os 59 anos devem jejuar: não devem consumir mais que uma refeição completa e duas refeições menores que juntas não se somam em quantidade à refeição completa.

O primeiro jejum foi ordenado por Deus à Adão e Eva no Jardim do Éden, observou o Diácono Carnazzo, quando Deus os ordenou que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2, 16-17).

No início de seu ministério, Jesus absteve-se de comida e água por 40 dias e noites no deserto e, assim, “reverteu o que aconteceu no Jardim do Éden”, explicou o Diácono Carnazzo. As atuais obrigações do jejum foram estabelecidas no Código de Direito Canônico no ano de 1983, mas nos séculos anteriores, os jejuns comuns entre os católicos eram mais rigorosos e observados com mais regularidade. Inclusive, nos séculos passados a abstenção quaresmal era mais austera. Os católicos renunciavam não só à carne, mas também a outros produtos de origem animal, como o leite e a manteiga, assim como os azeites e até mesmo os peixes às vezes.

Do mesmo modo, o Padre Lawrence Lew, pertencente à Ordem dos Pregadores, que estuda atualmente para obter uma Licença em Sagrada Teologia na Casa de Estudos Dominicana em Washington, DC, assegurou que o jejum “deve ser provocado pela caridade”, quer dizer, um católico não deve fazer esta prática por dieta ou orgulho, mas por amor a Deus. (EPC)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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SÃO JOSÉ, COMENTADO POR PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA

Plinio Corrêa de Oliveira deixa fundada uma escola de pensamento e de ação, em prol da Santa Igreja Católica. É ele o inspirador do Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias que fundou os Arautos do Evangelho. E esta escola, antes de tudo, se afirma por uma adesão total e entusiasmada à doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, expressa nos ensinamentos dos Romanos Pontífices e do Magistério eclesiástico em geral. Aqui, apresentamos alguns trechos escolhidos sobre São José.


Fonte: Arautos do Evangelho em Maringá

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AS VANTAGENS DA CONFISSÃO

Instituindo o Sacramento da Reconciliação, Jesus Cristo manifestou claramente o modo como quer perdoar os pecados dos homens. Por isso, o tema “Confissão” nos rende diversas reflexões e, hoje, o Pe. Carlos Adriano, EP nos aponta as principais vantagens de praticar este sacramento. Assim, clique no vídeo abaixo e assista.


Fontes: TV Arautos
Arautos do Evangelho

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NOITE DE GRATIDÃO A DEUS POR TODAS AS GRAÇAS RECEBIDAS

Na visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, no dia 08 de março do corrente ano, os Cooperadores dos Arautos do Evangelho estiveram na casa de Dona Nadilza Almeida, no bairro da Graça, em Salvador. A intenção era de muita alegria: meditar o terço e agradecer pela passagem de mais um ano de vida. O sentimento de muita gratidão também se fazia presente, diante das dificuldades superadas por Dona Nadilza em 2017, com muita fé e muitas orações, através da qual, segundo Santo Afonso: “Se uma alma busca a Deus, muito mais Deus busca a ela”.

Ela não estava sozinha nessa batalha: sua família e seus amigos estenderam a mão e fortaleceram-na com as orações e o apoio. Nossa Senhora, a cada dia, pôde trazer para essa filha muitas graças, pois é assim que Ela nos cobre com seu manto sagrado dia a dia, para que possamos buscar coragem e forças para suportarmos os sofrimentos. Nesse sentido, São Bernardo ajuda-nos a meditar, ensinando-nos que “assim não podemos chegar ao Filho, senão por Maria, que é a Medianeira da graça e nos obtém por sua intercessão os bens que Jesus Cristo para nós mereceu”.

Acima de tudo, não devemos esquecer-nos do amor de Deus, do seu carinho para cada um de seus filhos. Assim, fortalecidos do amor de Jesus, para aqueles pequeninos, não só os em tamanho, mas também aqueles que se fazem pequenos diante d’Ele; porque dos pequeninos é o “Reino dos Céus” ,(Mt 19,13-15), devemos confiar que Ele é a Luz que nunca se apaga para quem O segue.

Por isso, que nessa quaresma, possamos refletir sobre esse amor, que Jesus nos lança e que, às vezes, não conseguimos enxergar, desprezando-o. Dona Nadilza pôde aproveitar deste amor e não se eximiu de agradecer, reunindo todos que deram suporte para sua superação e, sobretudo a Deus, pelas mãos de Maria Santíssima.

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SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ

Na coorte dos Santos, o primeiro abaixo de Nossa Senhora. Ao lado de todas as glórias que se acumularam sobre ele, São José recebeu, já nesta Terra, um prêmio inestimável: é o patrono da boa morte

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

 Com efeito, dir-se-ia que ele teve um passamento de causar inveja, pois faleceu entre os braços de Nossa Senhora e os de Nosso Senhor, que o cercaram de todo o carinho e consolação na sua última hora. Não se pode imaginar morte mais perfeita, com Eles ali, fisicamente presentes. De um lado, Nosso Senhor cumulava seu pai adotivo de graças cada vez maiores, à medida que a alma de São José continuava a se santificar nos derradeiros transes da agonia. De outro, Nossa Senhora lhe sorria com respeito, e procurava aumentar-lhe a confiança:

— Meu esposo! Lembre-se de que tudo se cumprirá. Coragem! vamos para a frente!

Em determinado momento, São José exala o último suspiro, e o Limbo se abre para a alma dele. Ali ficaria ele até o instante, entre todos bendito, em que a alma santíssima de Jesus, que morrera crucificado, desceu ao encontro daqueles eleitos, a fim de colocar um jubiloso termo na sua grande espera. Alguns — Adão e Eva, por exemplo — lá se achavam desde os primórdios da humanidade, aguardando durante milênios o Redentor que os levaria para a eterna bem-aventurança.

E o Messias veio. Podemos bem imaginar que toda a coorte do Limbo se reuniu em torno de São José para receber o Salvador. E que Este, tão logo ali se mostrou, resplandecente de glória, tendo perdoado e redimido o gênero humano, manifestou-se de modo especial a São José, como que exclamando: “Oh! meu pai!”

Era o ápice do cumprimento de todas as promessas, a perfeita realização de um chamado que passou por indizíveis perplexidades e incomparáveis glórias. E São José, esposo de Maria Virgem, pai adotivo de Jesus, declarado Patrono da Igreja, ocupa no Céu um lugar tão eminente que recebe o culto de protodulia. Ou seja, abaixo de Nossa Senhora — a qual merece a devoção de hiperdulia — é ele o primeiro a ser venerado na extensa hierarquia dos Santos.

Grandiosa recompensa à qual fez jus esse varão que praticou em grau elevadíssimo a virtude da confiança.

Ele foi o esposo de Nossa Senhora, o pai adotivo do Menino Jesus. O esposo deve estar proporcionado à esposa. E sua esposa, Maria Santíssima, é de longe a mais perfeita de todos as criaturas, a obra-prima de Deus. Somando as virtude de todos os anjos, santos e os homens até o fim do mundo, não teremos sequer uma pálida ideia da sublime perfeição de Maria.

A missão de São José foi a de ser a imagem de Deus Pai aos olhos do próprio Filho de Deus, Jesus Cristo: por isso as Sagradas Escrituras o proclamam: José, o Justo.
A São José, podemos aplicar as mesmas palavras do próprio Espírito Santo a respeito do Rei David: “O Senhor procurou um homem segundo seu coração”. E este homem foi São José. Clique no vídeo abaixo.


Fontes: Apostolado do Oratório
Arautos do Evangelho
TV Arautos

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TRÍDUO A SÃO JOSÉ: CONFIE SUA VIDA AO CRUZADO DE LUZ!

Modelo de todas as grandes virtudes, São José foi escolhido por Deus para estar à altura d’Aqueles com quem deveria conviver. A Igreja, dotada de sabedoria, proclama-o seu Protetor e Patriarca. Por isso, clique na imagem acima e reze conosco o Tríduo a São José, o Cruzado de Luz.


Fonte: Arautos do Evangelho

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TRÍDUO A SÃO JOSÉ: ABENÇOAI MINHA FAMÍLIA!

Modelo de todas as grandes virtudes, São José foi escolhido por Deus para estar à altura d’Aqueles com quem deveria conviver. A Igreja, dotada de sabedoria, proclama-o seu Protetor e Patriarca. Por isso, clique na imagem acima e reze conosco o Tríduo a São José, o Cruzado de Luz.


Fonte: Arautos do Evangelho

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HOJE COMEÇA O TRÍDUO A SÃO JOSÉ! REZE CONOSCO!

Modelo de todas as grandes virtudes, São José foi escolhido por Deus para estar à altura d’Aqueles com quem deveria conviver. A Igreja, dotada de sabedoria, proclama-o seu Protetor e Patriarca. Por isso, clique na imagem acima e reze conosco o Tríduo a São José, o Cruzado de Luz.


Fonte: Arautos do Evangelho

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A MULHER NA BÍBLIA

O dia 8 de março acaba sendo uma oportuna ocasião para apontar e descrever o que seja o modelo feminino, modelo de mulher em seu todo, o modelo de mãe e, sem dúvida, o modelo de santificação para mulheres…

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Eis aqui a opinião de um grande escritor e pensador: Donoso Cortés:

-Se levais em conta a distância que há entre a família gentílica e a hebreia, vereis logo que estão separadas entre si por um abismo profundo: a família gentílica compõe-se de um senhor e de seus escravos, enquanto a hebreia, do pai, da mulher e de seus filhos.

Entram como elementos constitutivos da primeira, deveres e direitos absolutos; a segunda, deveres e direitos limitados. A família gentílica descansa na servidão; a hebreia funda-se na liberdade. A primeira é resultado de um esquecimento; a segunda, de uma recordação; o esquecimento e a recordação das divinas tradições, prova clara de que o homem não ignora, senão porque esquece, e não sabe, senão porque aprende.

A mulher hebreia nos poemas bíblicos

Agora se compreenderá facilmente porque a mulher hebreia perde nos poemas bíblicos tudo o que teve entre os gentios de sombrio e de sinistro; e porque o amor hebreu, diferentemente do gentio, que foi incêndio dos corações, é bálsamo das almas. Abri os livros dos profetas bíblicos, e em todos aqueles quadros, risonhos ou pavorosos, com que davam a entender às sobressaltadas multidões, ou que ia desfazendo-se o nebuloso, ou que a ira de Deus estava próxima, achareis sempre em primeiro lugar as virgens de Israel, sempre belas e vestidas de resplendores aprazíveis, levantarem então seus corações ao Senhor em melodiosos hinos e em angélicos cantares, ou depositarem, sob o peso da dor, as cândidas açucenas de suas frontes. […]

Tinham também o cetro e o mando

Nem se contentaram os hebreus em confiar à mulher o brando cetro de seus lares mas puseram muitas vezes na sua mão fortíssima e vitoriosa o pendão das batalhas e o governo do Estado. A ilustre Débora governou a república na qualidade de juiz supremo da nação; como general dos exércitos, peleou e ganhou batalhas sangrentas; como poetiza, celebrou os triunfos de Israel e entoou hinos de vitória, manejando ao mesmo tempo, com igual soltura e maestria, a lira, o cetro e a espada.

No tempo dos Reis

No tempo dos reis, a viúva de Alexandre Janneo teve o cetro dez anos; a mãe do rei Asa governou em nome do seu filho, e a mulher de Hircano Macabeu foi designada por este príncipe para governar o Estado depois de seus dias. Até o espírito de Deus, que se comunicava a poucos, desceu também sobre a mulher, abrindo-lhe os olhos e o entendimento para que pudesse ver e entender as coisas futuras. Hulda foi iluminada com o espírito de profecia, e os reis aproximavam-se dela sobressaltados com um grande temor, contritos e receosos, para saber de seus lábios o que no livro na Providência estava escrito de seu império. A mulher, entre os hebreus, ora governa a família, ora dirige o Estado, ora fala em nome de Deus, ora avassala os corações, cativos de seus encantos. Era um ser benéfico, que já participava tanto da natureza angélica como da humana. Lede apenas o Cântico dos Cânticos e dizei-me se aquele amor suavíssimo e delicado, se aquela esposa vestida de odoríferas e cândidas açucenas, se aquela música harmônica, se aqueles arrebatamentos inocentes e elevados, e aqueles deleitosos jardins, não são mais que coisas vistas, ouvidas e sentidas na terra, coisas que se nos apresentam como sonhos do paraíso.

Para conhecer não bastam as poesias, mesmo bíblicas

E entretanto, senhores, para conhecer a mulher por excelência; para ter notícia certa do encargo recebido de Deus; para considerá-la em toda a sua beleza imaculada e altíssima; para formar-se alguma ideia de sua influência santificadora, não basta colocar a vista naqueles belíssimos exemplos da poesia hebraica, que até agora deslumbraram os nossos olhos e docemente embargaram os nossos sentidos.

O verdadeiro modelo e exemplo de mulher

O verdadeiro modelo e exemplo de mulher não é Rebeca, nem Débora, nem a esposa do Cântico dos Cânticos, cheia de fragrâncias como uma taça de perfumes.

É necessário ir mais além, e subir mais alto; é necessário chegar à plenitude dos tempos, ao cumprimento da antiga promessa. Para surpreender à maneira de Deus, formando o tipo perfeito de mulher, é necessário subir até ao trono resplandecente de Maria.

Ela é uma criatura aparte, mais bela por si só que toda a criação; o homem não é digno de tocar suas vestes brancas, a terra não é digna de servir-lhe de peanha, nem os tecidos de brocado como tapete; a sua brancura excede a neve que se acumula nas montanhas; o seu corado, o rosado dos céus; o seu esplendor ao resplandecente das estrelas.

Maria, a amada de Deus

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Maria é amada de Deus, venerada pelos homens, servida pelos anjos. […] O Pai a chama filha, e lhe envia embaixadores; o Espírito Santo a chama esposa, e lhe faz sombra com as suas asas; o Filho a chama mãe, e faz de sua morada o seu sacratíssimo ventre.

Os Serafins compõem a sua corte; os céus a chamam Rainha; os homens a chamam Senhora: nasceu sem mancha, livrou o mundo, morreu sem dor, viveu sem pecado. Vede aí a mulher, senhores, vede aí a mulher, porque Deus em Maria as santificou: às virgens, porque Ela foi Virgem; às esposas porque Ela foi Esposa; às viúvas porque Ela foi Viúva; às filhas, porque ela foi Filha; às mães porque ela foi Mãe.

A Santificação da Mulher

Grandes e portentosas maravilhas obrou o cristianismo no mundo: fez as pazes entre o céu e a terra, destruiu a escravidão, proclamou a liberdade humana e a fraternidade dos homens.

Mas com tudo isso, a mais portentosa de todas as suas maravilhas, a que mais profundamente influiu na constituição da sociedade doméstica e da civil, é a santificação da mulher, proclamada desde as alturas evangélicas. E além do mais, senhores, desde que Jesus Cristo habitou entre nós, nem sobre as pecadoras é lícito lançar o escárnio e o insulto, porque até os seus pecados podem ser lavados pelas suas lágrimas.

O Salvador dos homens colocou a Madalena sob o seu amparo. E quando chegou o tremendo dia em que se nublou o sol, estremeceram e deslocaram-se os despojos da terra, ao pé da sua cruz estavam juntas a sua inocentíssima Mãe e a arrependida pecadora, para dar-nos assim a entender que os seus amorosos braços estavam abertos igualmente à inocência e ao arrependimento.

(Excerto de discurso proferido por Juan Donoso Cortés a 16 de abril de 1848, ao tomar assento na Real Academia de la Lengua. Tradução do original em espanhol presente em OBRAS de D. Juan Donoso Cortés. (Ord.) Gavino Tejado. Madrid: Imprenta de Tejado, 1854. Tomo III. p. 171-198, por Pe. José Manuel Victorino de Andrade, EP para a revista Acadêmica Lumen Veritatis, n. 15, abr./jun. 2011.)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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CONFIANÇA! EU VENCI O MUNDO!

Nos dias conturbados em que vivemos, às vezes sentimo-nos como os Apóstolos na barca em meio à tempestade e, como eles, todo tipo de receio nos vem à mente. Esquecemo-nos, entretanto, que na nossa “barca” está Jesus e, se confiarmos, nada nos acontecerá, ou se acontecer Ele será o nosso Cireneu, ajudando-nos a carregar a cruz.

Certamente repetirá para nós: “Confiança, confiança”, como em várias passagens do Evangelho. Essa palavra divina, saída de seus lábios adoráveis, vibrante de ternura e de compaixão dissipará nossos temores por mais fundados que pareçam.

É no sentido de levar-nos à confiança que o vídeo abaixo está posto.

(clique na imagem)


Fonte: Arautos do Evangelho em Vitória

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SÃO JOSÉ É PROPOSTO COMO MODELO PARA PAIS DE FAMÍLIAS

Dirigida especialmente aos pais de família, a Paróquia e a Basílica da Comunidade Guaneliana de San Giuseppe al Trionfale de Roma está realizando uma série de encontros que falam da beleza e responsabilidade de sua vocação.

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O objetivo, como explicou o Padre Wladimiro Bogoni, pároco do lugar, que foi citado por RomaSette.it, é o de “sustentar, encorajar e fortalecer os casais, particularmente os pais, para que redescubram o quão maravilhosa é sua vocação”.”Não estão sozinhos!”, assim se intitula esta iniciativa que estará marcada por um ciclo de encontros, que nesta oportunidade se concentrarão, sobretudo, aos pais com filhos adolescentes.

Será “uma jornada que acontecerá até o final do mês de abril, para reencontrar juntos a imagem da família na Palavra de Deus, o significado da educação com testemunhos, filmes, momentos de oração compartilhada e ocasiões nas quais se dará voz diretamente aos jovens que falarão em primeira pessoa ao mundo digital”.

O ciclo de reuniões está inspirado na figura de São José, como modelo de pai. “A incapacidade de custodiar o grande bem da família, a fragilidade do amor pela esposa, o ser aos poucos modelo discutível para os filhos. Por esta razão queremos propor um testemunho atual, como pai, marido e homem de profunda Fé: aquele de São José”, comenta o Padre Bogoni.

A paróquia romana aproveitará também a festa de São José, a ser realizada no dia 19 de março, para encorajar os pais a redescobrir sua vocação: “nos oferece a oportunidade para tentar compartilhar de modo novo a beleza de sempre, provar uma mensagem diferente para voltar a dizer a grandeza deste chamado”, indicou o pároco.

Para fazer eco deste convite, a comunidade paroquial de San Giuseppe al Trionfale preparou um vídeo, no qual faz atual a figura de São José, que segue sendo modelo de homem, pai e marido.

“Como José, custódio da esposa, de um imenso e misterioso amor de casal, sábio do segredo da vida, com seu trabalho custódio da criação (…) um homem capaz de sonhar, custodiar ao filho (…) Somente quem serve com amor, sabe custodiar, sabe amar, como José”, se recorda no vídeo.

No âmbito desta iniciativa, no domingo 18 de março, véspera da solenidade de São José, ocorrerá na Basílica a Missa e a bênção dos pais, com a entrega do escapulário. Em 19 de março, já para celebrar a Solenidade, a paróquia romana acolherá às 15h30 uma procissão em honra ao custódio do Menino Jesus, e às 17h, uma Missa Solene. (EPC)


Fonte: Conteúdo publicado em gaudiumpress.org

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